FESTIVAL DAS CORES
HOLI INDIANO
Meredith e Kotoko haviam sido responsáveis pela organização do milenar festival indiano nos terrenos de Avalon, buscando trazer maior conhecimento sobre a cultura alheia aos alunos, como parte do trabalho de integração social. Os alunos do Comitê de Boas Vindas foram convidados — um tanto quanto obrigados — a ajudarem na decoração, pois mesmos os vários funcionários braçais da academia acabavam não sendo suficientes para arranjar todos os detalhes em cima da hora. As diretoras também se ocuparam com a chegada de feiticeiros velhos e sábios das Ilhas Malvinas, que foram responsáveis por jogar feitiços nos arredores de Avalon, garantindo que o clima invernal fosse substituído por algo mais quente e agradável, as plantas florescendo em velocidade absurda para demonstrar sua beleza exatamente como na primavera e o lago sendo descongelado.
Tendas cheias de pós coloridos (e alguns purpurizados, coisa que se diferia das tradições hindus pelo simples fato das diretoras terem consciência dos gostos pessoais de vários herdeiros) espalhavam-se pelas ruelas da academia, assim como as caixas de som, que começaram a tocar músicas indianas dançantes desde o início da manhã, substituindo o tradicional alarme para o café da manhã. Conforme discentes e docentes tomavam as vias, enchendo o campus com vida e alegria, os embates arco-íris se iniciavam e o clima descontraído dissolvia as tensões dos últimos dias de férias, preparando-os para mais um ano letivo.
Em cada prédio espalhado pelo campus, havia sido posto um enorme vaso com doces e bebidas sem álcool para os que já não aguentassem mais a dança e o pó. Além do mais, a participação não se fazia obrigatória para respeitar as opções de cada um, os alunos mais reclusos podendo manter seus hábitos mesmo durante o festival sem problemas. Mas eles provavelmente estariam perdendo uma ótima oportunidade de diversão...














