Confusão, e um razoável questionamento da própria sanidade. Fênix percebeu estar na ilha de novo quando veio a si. Por quê? Havia deixado a ilha há um tempo, se lembrava. Quanto tempo? Parecia muito, porém ele não saberia dizer, mesmo que tentasse. Entendia que sua ida havia sido uma decisão difícil, e que abriu mão de muitas coisas quando caminhou para Merino no mês de setembro, o puxão que sentia como o vaivém das ondas. Se entregou ao mar, não olhou para trás nem por um instante, e agora lá estava: amarrado à uma cadeira dentro da própria casa que viveu em Vesper. Tinha morado sozinho por dois anos antes de Ursa Maior se mudar para lá, junto dele, da outra vez. Não eram memórias bem vindas quando olhava a casa agora com uma nova decoração, parte da mobília mudada de lugar, e descobria que agora Lince morava ali. Ninguém se lembrava de histórias de um tarka que tivesse voltado ao mar e depois… voltado à ilha outra vez. Tinha de ser justo com ele?
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De casamento marcado, Fênix foi embora. Escreveu uma carta rápida sobre não ter se adaptado à Saint Abbon de Fleury, sobre sentir o chamado do mar e sinceramente não desejar negá-lo. Ursa Maior a rasgou em mil pedacinhos e quebrou todos os objetos que via pela frente, fez a mala e nunca mais olhou para trás, para aquela maldita casa de paredes brancas, para aquele dia em que dissera sim para um homem do mar, mesmo quando os olhos dele exibiam uma dor permanente que ela não conseguia entender. O odiava desde então. Evitava olhar na direção de qualquer tarka, e odiava as celebrações de novembro. Se ao menos pudesse vê-lo mais uma vez e dar-lhe um bom soco…
Lince não era fã das transformações de outubro, e se contorceu o tempo todo ao olhar Fênix preso à cadeira da mesa de jantar durante aqueles primeiros dias. Não o conhecia, pois havia chegado à ilha no ano anterior, dois anos depois da partida dele. Ouvira falar dele, no entanto, e um sorriso viperino tomou seus lábios quando ele despertou. Deu-lhe as boas vindas de volta, e o deixou a par da situação: ninguém imaginou que você poderia voltar, então me colocaram nessa casa, acho que agora somos roomies! yay! A acidez da ironia não tocou Fênix, extremamente perturbado, que agora tinha mais esse probleminha para lidar enquanto toda a ilha provavelmente o odiava.
Tarka — chegada em Saint Abbon de Fleury: (há 6 anos) há menos de 1 mês
Idade: (não determinada - faceclaim de 26 a 32 anos)
Ocupação: (utp)
Moradia: Vesper
It doesn’t matter where you come from, so long as you show your strength. Noxus has always provided opportunity from the slums to the upper classes, the poor and the rich. Those who prove their worth are those who become the best. The cream of the crop.
But it’s a load of shit.
Where power’s involved, all there is is a race. Use any means, trample your enemies, manipulate your children, chain them down so they can’t run and force them to become all of your feverish dreams. Do whatever it takes to get to the top.
They feed you lies, when really, you’re on a leash to be dragged by those more fortunate than you. You’re never free from them, be it the clutches of poverty or the hands of your parents.
There is no strength in Noxus. Only the greed and lust of a power hungry people.
(You’re born with wings. Ones that could’ve grown to take you to any place you desired, any place to reach.