6º CAPÍTULO, INNOCENT LOVE.
Pov's: Arthur.
Já iria fazer uma semana que eu estava em casa sem fazer absolutamente nada, mas como era fim de semana eu tinha que aproveitar, tinha que sair pra algum lugar.
Leguei pro Guilherme que trabalhava comigo, e que era muito meu parceiro e perguntei se ele tinha alguma coisa pra fazer, e na hora ele disse que iria ver uns amigos dele tocar em um barzinho bem badalado, na barra, e me convidou pra ir também, e é claro que eu aceitei.
Sempre que eu saia com os amigos do Guilherme a coisa ficava boa, ele tinha uma amiga mais gatinha que a outra, tudo me dando "mole", e é claro que eu caia na delas.
Chegamos no local já era mais de meia noite, e a banda já estava quase para entrar no palco. Ficamos no bar que era de frente para o palco bem no fundo por uns minutos até encontrarmos todo mundo e depois subimos para o camarote. E era bem obviu que eu já estava agarrado com uma menina, amiga do Bernardo, que é amigo do Guilherme. Ela ficava sorrindo pra mim toda hora, e eu não sou de ferro, ela tem um sorriso lindo e eu precisava dela.
Desde as minhas férias, eu sai uma única vez para uma balada e não consegui pegar ninguém, é, exatamente, NINGUÉM, e tudo por causa de quem? É, da minha EMPREGADA, vocês tem noção do quanto isso é broxante? Ela tava me enlouquecendo, aquela carinha de cachorrinho sem dono dela estava me matando, ela sabe que é linda, e agora deu de ficar fazendo bico enquanto limpa a minha casa.
Parece até que ela ta triste ou deprimida, mas eu tenho certeza que ela esta fazendo isso pra me provocar, mas é claro que eu não vou cair na dela, ela é apenas a minha empregada, e ela é feia, bem..feia?
--Arthur? Arthur?
--Ham? --Balancei a cabeça, tentando afastar o devaneio que se passava pela minha mente e olhei para o Gulherme que me cutucava e para a moça que eu segurava pela cintura.
--O show já acabou, vamos descer lá pra cumprimentar os caras, você vem?
--É, vamos lá. --Eu nem respondi e a moça que estava em minha frente me puxou pela mão, me guiando até a escada que dava acesso ao andar de baixo.
Entramos no camarim e falamos com os meninos, que pelo pouco que eu prestei atenção, deu pra notar que eles cantam muito bem, não como eu, mas eles entendem alguma coisa.
--Quer uma bebida? --Encostei a moça que estava comigo em um banquinho que tinha em volta das mesas que ficavam perto do bar e segurei em seu pescoço, dando varios beijo no mesmo.
--Quero outra coisa. --Ela disse, sorrindo maliciosamente.
--O que? --Perguntei, fingindo não ter entendi o que ela quis dizer com aquilo e encarei seus olhos.
-- Você sabe muito bem. --Vez dela me dar vários beijos no pescoço, e confesso que ela estava me animando.
--Tem certeza?--Sussurrei em seu ouvido e percebi que ela tinha se arrepiado.
-Toda a certeza do mundo. --Sorri e beijei seus lábios, levantando uma de suas pernas, prensando minha ereção contra a sua intimidade ouvindo-a gemer.
...
Acordei sentindo o cheiro da mulher com quem eu havia tirado todo o meu atraso, e olhei ela me encarando enquanto eu dormia, bufei sem ela perceber e revirei os olhos, eu simplesmente odeio isso, odeio quando elas me observam enquanto eu durmo, isso é ridículo.
--Bom dia, vou mandar a minha empregada trazer um café da manhã pra você.
Eu não era acostumado trazer as pessoas aqui em casa pra uma transa, mas eu andava tão necessitado que nenhum lugar se passou pela minha cabeça além do meu apartamento. Eu não me preocupava com elas, era só leva-las para qualquer lugar que elas estavam satisfeitas, mas eu também não era uma pessoa mal educada, e também não gostava de levar uma garota pra qualquer lugar.
--Não precisa, eu já --Ela falava me dando varios selinhos sobre o meu peito. -- pedi para aquela loirinha aguada trazer o nosso café. --Afastei ela do meu corpo e a encarei com a cara fechada.
--Não fale assim dela não, você ta pensando que é quem? --Ela arregalou os olhos e eu me sentei na cama.
--Calma amor, desculpa eu...
--Hey, calma você, eu não sou seu amor não.
--Não? --Ela me perguntou afetada e eu neguei.
--Não, foi só uma transa.
--Mas o seus amigos me disseram que quando você trás alguém pra sua casa, você quer algo serio com a pessoa, então eu pensei que...
--Pensou errado, e.. quando os meus amigos te disseram isso? ---Franzi o senho.
--A eles sempre falam de você quando fazemos uma social e você vai, eles sempre comentam e tudo mais, falam que você nunca mais namorou serio depois daquela pessoa que te aban..
--Não fala dela. --Gritei.
--Ta, ai eles falam que quando você levar alguma garota pra sua casa, você vai querer algo serio, porque dizem que aqui você só consegue lembrar dela e..
--Eu já falei pra você não falar dela caralho? --Gritei novamente me levantando da cama e ela se assustou, levantando o lençol e cobrindo seu corpo.
-Desculpa eu não..
--Já deu, pega as suas roupas e pode ir embora.
E como uma cadelinha ela me obedeceu, juntou suas roupas e se trocou no banheiro, saindo de lá poucos minutos depois.
--Nossa noite foi muito boa. --Ela disse entre sorridos e eu fechei a porta na cara dela. --Tchau delicinha.
Ouvi ela rir e balancei a cabeça negativamente me jogando completamente na cama, caindo no sono.
Desci minutos depois de acordar e fui para a cozinha procurando alguma coisa pra comer, notando que a casa ja estava toda limpa e a Lua não estava ali. Olhei no relógio que marcavam 12hrs43mim e bufei por notar que o meu almoço já devia estar pronto.
Procurei por ela em alguns comodos do apartamento e me certifiquei que ela realmente não estava ali, bufei e resolvi fazer o meu próprio almoço. Quem ela pensa que é pra sair assim?
Escultei a porta se abrir e fui até a sala, vendo ela de costas para mim, fechando a porta da sala, que dava acesso ao corredor do prédio.
--Onde você estava? Acordei e meu.. --Ela se virou e eu notei ela limpando as lagrimas que escorriam no seu rosto. --Tá tudo bem? --Franzi o senho e ela concordou. --Não é o que esta parecendo, o que aconteceu?
--Nada Arthur, desculpa sair sem avisar, é que foi um assunto urgente e eu precisei sair, mas eu deixei algumas coisas pra você comer no micro-ondas, você já comeu? --Disse inocentemente, como se nada tivesse acontecido com ela para ela estar chorando.
--Não, mas não importa, quero saber o porquê de você estar chorando Lua. --Ainda estavamos no mesmo lugar e eu tinha a cara fechada.
--Eu não estou chorando, e não quero falar nada ta? Vou esquentar seu almoço.
--Mas tava. --Segurei seu braço quando ela passou por mim, e ela me encarou. --Só quero te ajudar.
--Ninguém pode me ajudar. --Disse rispida. --Vou esquentar seu almoço. --Repetiu a mesma frase e puxou seu braço, indo pra cozinha.
...
--Será que você podia me deixar ir mais cedo hoje? --Lua entrou na sala que tinha no segundo andar do meu apartamento, onde eu assistia um filme, e eu pausei o mesmo.
-Por que? Você já não saiu hoje? --Perguntei dando um de patrão chato e ela pareceu estar com medo até.
--Sim, mas é que eu preciso muito. --Disse como se implorava.
--Vou descontar no seu salá..
--Não. --Ela gritou e eu me assustei. --Eu fico então, mas não desconta meu salário, por favor.
--Você que sabe, mas se você me contar pra onde você iria ir, eu deixo, e não desconto do seu salário.
--Não posso dizer, deixa pra lá, eu fico aqui, não tem problema. --Deu as costas pra mim, de cabeça baixa e eu dei de ombros.
Cinco minutos depois o filme já havia acabado e não tinha nada de bom pra fazer. Desci para o andar de baixo e procurei por Lua, pra fazer alguma coisa, e a encontrei na lavanderia, sentada na mesa que tinha ali, de cabeça baixa, chorando. Cheguei perto dela e abracei-a, sentindo se esquivar do meu abraço e enxugar as lagrimas.
--Calma, eu só ia te dar um abraço. --Eu tinha o senho franzido,não entendendo porque ela se esquivou.
--Desculpa, é que eu me assustei.
--Também não vai falar por que estava chorando agora? --Ela negou e voltou a chorar.
--Tudo bem então, problema é seu. --Dei de ombro e virei as costas pra ela.
--Calma. --O mania das pessoas pedirem "calma".--A minha mãe só esta doente e esta precisando de mim, só isso. --Virei de frente pra ela e franzi o senho.
--Só isso?
--Você diz só? --Ela perguntou fechando a cara. --A minha mãe ta doente e você diz "Só isso", e se a sua mãe estiver doente, o que você faria? Ficaria tran..
--Ela não faria nada, ela ta morta. --Disse no mesmo tom que ela falava comigo, e ela se calou me encarando.
--Desculpa, eu não sabia. --Dei de ombros e sai da lavanderia, xingando-a mentalmente por ter lembrado da palavra "mãe".
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