Meu véu, meu precioso amigo, porta e sentinela sobre meus cabelos, meu zelo e o meu pranto,
Torna-me humilde filha dos encantos,
Faz-me imitar virtudes que são d'Ela,
Devolve-me à procissão, doce amor de Maria,
Como as mulheres nos seus véus pranteavam,
Quando a Cristo eles O crucificaram,
Dá-me as dores encobertas do Calvário.
Quando, pois, disserem, na doutrina perdida,
Retira esse véu passado, que pensa que és?
Dizes, pois, com a bravura de filha:
Sou a que pede a Cristo beijar-lhe os pés!
Se pensas, pois, poder decidir contra a honraria,
És capaz de retirar, primeiro, o véu de Santa Maria?
Nas lamúrias das acusações que pesam,
Protege-me na decência do piedoso Véu,
Envolta na modéstia volto os olhos ao Altar,
Uma heróica bandeira na min'halma a hastear,
Desejarei com ardor as virtudes e o Céu.🌹













