S/N acordou com aquela leve dor nos membros, um sinal inconfundível de que tinha sido muito, muito bem fodido na noite anterior. O corpo inteiro latejava de forma deliciosa, os músculos das coxas e das costas protestando suavemente a cada movimento sutil na cama enorme do quarto real. Ele sorriu mesmo assim, ignorando o latejar quente de uma mordida que Zuko havia dado em seu ombro no momento exato em que gozara dentro dele, enchendo-o com jatos quentes e possessivos. A marca roxa ainda pulsava, um lembrete delicioso da intensidade com que o Senhor do Fogo o havia reivindicado.
Ele se virou devagar, os lençóis de seda vermelha escorregando por sua pele nua, e seus olhos se suavizaram ao ver o namorado dormindo daquele jeito desajeitado de sempre. Zuko era absolutamente lindo assim, vulnerável e relaxado como raramente se permitia durante o dia. O corpo grande e musculoso estava espalhado pela cama, o peito largo subindo e descendo em um ritmo lento e profundo. Um dos braços fortes cobria parcialmente o rosto, escondendo os olhos dourados e a cicatriz familiar, enquanto a outra perna pendia para fora do colchão, o pé quase tocando o chão de madeira polida. Um filete fino de baba escorria pelo canto da boca entreaberta, e leves roncos escapavam de sua garganta, misturando-se ao som suave da respiração. O cabelo negro desgrenhado caía sobre a testa, e a luz fraca da manhã que entrava pelas janelas altas pintava tons dourados sobre a pele bronzeada e marcada por antigas batalhas.
S/N sentiu o coração apertar de afeto. Aquele era o seu Zuko — o guerreiro temido por tantas nações, mas que, em particular, se entregava completamente ao sono como uma criança grande. Com um sorriso malicioso, ele engatinhou devagar sobre os lençóis, o corpo nu deslizando com cuidado para não acordá-lo ainda. Subiu por cima dele, acomodando-se bem em cima do pau de Zuko, que descansava semi-duro entre as coxas musculosas. A bundinha nua e ainda sensível de S/N pressionou contra a pele quente da virilha do namorado, o contato íntimo fazendo Zuko soltar um gemido rouco e sonolento, o quadril se mexendo instintivamente para cima.
— Acorda, preguiçoso... — murmurou S/N baixinho, inclinando-se para frente. Seus dedos delicados tiraram o braço de Zuko do rosto, revelando os olhos que piscavam devagar, ainda pesados de sono.
Zuko grunhiu, mas um sorriso preguiçoso se formou em seus lábios quando focou no rosto do namorado.
— Um Senhor do Fogo não pode dormir até o sol estar alto no céu — provocou S/N, fingindo seriedade enquanto balançava levemente os quadris, esfregando a entrada ainda lubrificada da noite anterior contra o pau que começava a endurecer rapidamente sob ele.
Zuko soltou uma risada baixa, a voz rouca de sono.
— Um Senhor do Fogo pode fazer o que quiser... — respondeu ele, as mãos grandes subindo imediatamente para a cintura de S/N, apertando a pele macia com possessividade. Puxou-o para baixo com firmeza, colando seus corpos. O beijo veio natural, lento no início, os lábios quentes de Zuko capturando os de S/N com fome acumulada. As línguas se encontraram, dançando em um ritmo que rapidamente se aprofundou, tornando-se molhado e urgente. S/N gemeu contra a boca dele, sentindo as mãos de Zuko deslizarem pelas costas, descendo até apertar as nádegas, separando-as levemente.
O beijo se quebrou apenas quando Zuko precisou de ar, mas seus lábios não pararam. Desceram pelo pescoço de S/N, chupando e mordiscando a pele sensível, deixando novas marcas vermelhas que se misturariam às antigas. S/N soltou um gemido alto, arqueando as costas, o som vibrando entre eles e fazendo o pau de Zuko pulsar forte entre as nádegas dele, a cabeça grossa roçando contra a entrada ainda inchada e sensível.
— Zuko... — sussurrou S/N, tentando se segurar nos ombros largos do namorado. O calor entre eles crescia rápido, o desejo da manhã misturando-se à lembrança da noite intensa.
Zuko não respondeu com palavras. Apenas grunhiu contra o pescoço dele, uma mão subindo para puxar o cabelo de S/N e inclinar sua cabeça, expondo mais pele para beijos e chupões. O pau dele já estava completamente duro, vazando pré-gozo que facilitava o deslizar entre as bochechas macias. S/N protestou fracamente, tentando se soltar do abraço forte que o mantinha preso ali, sentadinho sobre o colo do Senhor do Fogo.
— Se a gente transar agora... vamos nos atrasar pra todas as programações do dia... — alertou S/N, a voz trêmula de prazer enquanto tentava ignorar o modo como seu próprio pau latejava contra a barriga definida de Zuko.
Zuko ergueu o olhar, os olhos dourados escurecidos de luxúria, um sorriso predatório nos lábios.
— A minha programação agora... é enfiar meu pau bem fundo dentro de você e te foder até você gritar — murmurou Zuko contra a pele do namorado, a voz grave enviando arrepios pela espinha de S/N. Ele ergueu o quadril, pressionando a cabeça do pau contra a entrada, ameaçando entrar devagar, centímetro por centímetro, sabendo exatamente como S/N ficava molhado e receptivo depois de uma noite como a anterior. — Sinto que não dei meu melhor ontem a noite...
— Relaxa amor, você aguenta...
S/N gemeu, as mãos apertando os ombros de Zuko, o corpo traidor se inclinando para trás, facilitando o acesso. O latejar dentro dele era uma tentação quase irresistível. Zuko o segurava firme pela cintura, guiando o movimento, pronto para afundar completamente dentro dele quando...
A primeira batida na porta pesada de madeira ecoou pelo quarto, interrompendo o momento. Zuko grunhiu de frustração, mas não parou, continuando a pressionar para cima, a ponta grossa já esticando o cuzinho sensível de S/N.
— Senhor do Fogo Zuko... — chamou a voz do mensageiro do outro lado da porta, formal e respeitosa, mas insistente.
Zuko tentou ignorar, mantendo S/N preso sobre ele com um braço forte ao redor da cintura. A outra mão desceu, apertando uma nádega, mantendo-o exatamente onde queria.
— Vá embora... — respondeu Zuko sem parar nenhum segundo, mordendo o lóbulo da orelha do namorado e sorrindo com satisfaçam ao ver os olhos marejados dele a medida que ele inclinava cada vez mais o quadril pra cima e preenchia S/N lentamente. — O que quer que seja, pode esperar.
Mas antes que o mensageiro pudesse responder, outra voz se fez ouvir, clara e familiar.
— Zuko, S/N, é a Katara! O pai de S/N chegou da Tribo da Água do Norte para tratar da restauração das rotas comerciais entre as nações. Vocês têm menos de meia hora para se aprontarem! Ele não é muito paciente, principalmente com tudo que envolve a Nação do Fogo. Apressem-se!
A voz de Katara atravessou a porta como um balde de água fria, dissipando o clima quente que envolvia os dois. S/N congelou sobre Zuko, o embaraço tomando conta enquanto imaginava o pai do outro lado do palácio, rigoroso e exigente como sempre. Zuko soltou um suspiro longo, frustrado, mas seus braços não afrouxaram imediatamente, o pau ainda duro quase metade dentro de S/N. Ele beijou o ombro marcado uma última vez, os dentes roçando a mordida recente.
Enquanto Zuko resmungava contra seu pescoço, S/N não pôde deixar de recordar como tudo havia começado entre eles. Depois do término conturbado com Mai, Zuko havia mergulhado em um período de solidão pesada no palácio. As responsabilidades como Senhor do Fogo o consumiam, mas as noites eram longas e vazias. S/N, que servia como emissário da Tribo da Água do Norte nas negociações pós-guerra, passou a estar cada vez mais presente nas reuniões e conselhos. No início, eram conversas formais sobre alianças e reconstrução. Zuko encontrava em S/N um ouvinte paciente, alguém que não o julgava pelo passado como Príncipe banido ou pela cicatriz que carregava.
Com o tempo, as conversas se estenderam para além das salas de reunião. Caminhadas pelos jardins reais, treinamentos de fogo e água que terminavam em risadas exaustas, e confidências trocadas sob o luar. Zuko se abriu sobre a dor da separação de Mai, sobre o peso da coroa e o medo de repetir erros do pai. S/N oferecia conforto genuíno, compartilhando suas próprias inseguranças sobre o papel na reconstrução das nações. A proximidade cresceu devagar, até que um beijo roubado durante uma noite de tempestade selou o que sentiam. Apaixonaram-se intensamente: Zuko com a intensidade flamejante de quem finalmente encontrava paz, S/N com a fluidez calma da água que acalmava o fogo. Logo passaram a agir como pombinhos melosos, nas palavras provocadoras de Toph, trocando olhares longos em reuniões, mãos discretas se tocando por baixo da mesa, sussurros carinhosos antes de dormir e risadas bobas nos corredores. O amor era doce, urgente e consumia os dois.
No entanto, o pai de S/N ainda não sabia de nada. O chefe da Tribo da Água do Norte mantinha um preconceito enraizado contra a Nação do Fogo, fruto de anos de guerra e perdas. Para ele, qualquer aproximação além do necessário era suspeita. O acordo de rotas comerciais que ele vinha negociar era crucial: restabeleceria o fluxo de bens entre as nações, fortalecendo economias e selando a paz frágil. Expor o relacionamento agora poderia irritá-lo profundamente, sabotando as negociações e criando tensões diplomáticas. Por isso, os dois mantinham tudo em segredo, ao menos por enquanto. S/N engoliu em seco, afastando-se um pouco do abraço de Zuko.
— Precisamos nos arrumar. Rápido — disse ele, firme, apesar do corpo ainda reagindo ao calor do namorado.
Zuko soltou um suspiro dramático, mas cedeu, levantando-se com S/N ainda grudado nele. Eles correram para o banho adjacente, o vapor já subindo da banheira grande alimentada por fontes termais. Menos de trinta minutos era o prazo que tinham. Zuko puxou S/N para baixo d'água quente com ele, as mãos grandes deslizando pelas costas nuas.
— Só um rapidinho... — murmurou Zuko, pressionando o pau duro contra a entrada de S/N enquanto a água escorria pelos corpos musculosos.
— Zuko, não! Meu pai está esperando! — protestou S/N, empurrando o peito dele com as mãos molhadas, embora o gemido baixo que escapou traísse o desejo. Ele conseguiu se soltar, ensaboando-se rapidamente, ignorando os beijos famintos que Zuko plantava em seu ombro marcado.
Saíram do banho pingando, trocando de roupas formais no quarto. Zuko vestiu as vestes vermelhas e douradas de Senhor do Fogo, mas aproveitou o momento em que S/N puxava as calças para agarrá-lo por trás, esfregando o membro ainda semi-duro contra a bunda dele por cima do tecido.
— Você fica tão gostoso assim... você pode só me chupar... rapidinho — insistiu Zuko, a voz rouca contra a nuca de S/N.
— Pare com isso! Vamos nos atrasar de verdade — respondeu S/N, rindo nervoso e se virando para dar um tapa leve no braço dele, terminando de se vestir com pressa. As túnicas azuis da Tribo da Água contrastavam com o vermelho de Zuko, um lembrete visual do segredo que guardavam.
No café da manhã rápido arrumado pelos servos, Zuko sentou-se ao lado de S/N à mesa baixa, fingindo formalidade. Enquanto S/N mordia um pedaço de fruta, a mão de Zuko deslizou por baixo da mesa, subindo pela coxa dele e apertando possessivamente.
— Zuko... — alertou S/N em voz baixa, apertando as pernas para bloquear o avanço, o rosto corando. — Aqui não. Meu pai pode aparecer a qualquer momento.
Zuko apenas sorriu de lado, roubando um beijo rápido no canto da boca dele quando os servos viraram as costas.
— Você é minha programação principal, lembra? — provocou ele, mas recuou ao ver o olhar suplicante de S/N.
Eles terminaram o café em tempo recorde, ajustando as últimas peças das roupas. Antes de saírem do quarto, Zuko encurralou S/N contra a porta, beijando-o profundamente, as mãos descendo para apertar a bunda por baixo das túnicas.
— Só encostar... — sussurrou Zuko, o pau já duro novamente pressionando contra S/N.
— Chega! Vamos agora — disse S/N com mais firmeza, empurrando-o para trás com as duas mãos, embora o beijo tivesse deixado seus joelhos fracos. Ele ajeitou as roupas de ambos, respirando fundo para acalmar o desejo que latejava.
Finalmente, os dois saíram lado a lado, compostos por fora, mas com olhares cúmplices. O corredor do palácio ecoava seus passos apressados. Katara os esperava perto da sala de reuniões, erguendo uma sobrancelha ao notar os cabelos ainda úmidos e o ar ligeiramente desalinhado.
— Vocês estão atrasados— comentou ela, sorrindo de leve.
S/N respirou fundo, ajeitando a túnica azul uma última vez antes de empurrar as pesadas portas de madeira. O salão de reuniões se abriu diante dele, iluminado pelas janelas altas que deixavam entrar a luz da manhã. No centro, a grande mesa oval de madeira escura estava coberta de mapas detalhados, pergaminhos e pequenos modelos de navios. Em volta dela, rostos familiares e queridos se ergueram ao som da porta.
Primeiro veio o impacto emocional. Sua mãe, sentada ao lado do pai, sorriu com os olhos úmidos ao vê-lo. O rosto dela, marcado pelos anos de preocupação, se suavizou de imediato. Ao lado dela, a irmã mais nova agora bem mais alta, o cabelo preso em tranças elaboradas da Tribo do Norte saltou da cadeira com um grito abafado de alegria.
— Irmão! — exclamou a garota, correndo na direção dele sem qualquer formalidade. Os braços dela se fecharam em volta da cintura de S/N com força, o rosto escondido contra o peito dele. — Você demorou tanto! Cresci quase tanto quanto você, olha!
S/N riu baixo, o coração apertando de saudade, e envolveu a irmã com carinho, beijando o topo da cabeça dela.
— Você realmente cresceu... e ficou mais falante também — murmurou ele, a voz embargada.
O pai se levantou lentamente. O homem alto e imponente, envolto nas peles azuis tradicionais, sorriu de verdade pela primeira vez em muito tempo. Seus olhos se encheram de um orgulho visível enquanto caminhava até o filho. Os braços fortes o puxaram para um abraço firme, quase esmagador.
— Meu filho... — disse ele, a voz grave e emocionada. — Ver você bem, forte e digno... é o orgulho da nossa família. Você fez bem em servir as nações.
S/N retribuiu o abraço, sentindo o calor familiar e o cheiro de neve e algas secas que sempre associara ao pai. Por um instante, o mundo pareceu certo. Até que o olhar do chefe da Tribo da Água do Norte se elevou por cima do ombro do filho e encontrou Zuko, ainda parado um pouco atrás, perto da porta.
O sorriso do pai desapareceu como se tivesse sido apagado. Os olhos endureceram, a postura se endireitou, e o calor familiar deu lugar a uma frieza diplomática. Ele soltou S/N com um leve apertão no ombro e se virou para o Senhor do Fogo.
Zuko sentiu o peso daquele olhar como uma brasa quente na nuca. Ele me odeia. Ainda. Depois de tudo que fizemos pela paz, depois de cada acordo, cada reparação... ainda sou apenas o filho de Ozai aos olhos dele. O pensamento veio amargo, misturado ao cansaço físico que ainda carregava da noite anterior e da corrida matinal. Seu corpo ainda latejava levemente, a memória do calor de S/N sobre ele, da mordida no ombro do namorado, do desejo interrompido. Eu só quero voltar para o quarto. Quero ele debaixo de mim de novo, ou sobre mim, tanto faz. Quero beijá-lo até esquecer o peso dessa coroa.
Os cumprimentos foram formais e curtos.
— Chefe da Tribo do Norte — disse Zuko, inclinando a cabeça com a dignidade esperada de um Senhor do Fogo. — É uma honra recebê-lo no meu palácio. Que as águas e o fogo encontrem equilíbrio neste encontro.
— Senhor do Fogo Zuko — respondeu o pai de S/N, a voz cortante. — Espero que as palavras de hoje sejam mais honestas do que as chamas do passado.
A tensão pairava no ar. Aang, sentado mais ao fundo com a expressão serena, trocou um olhar preocupado com Katara. Sokka franziu a testa, e Toph, de braços cruzados, murmurou algo baixo demais para ser ouvido por todos, mas claramente sarcástico.
Zuko caminhou até a ponta da mesa, a cadeira de Senhor do Fogo. Ele se sentou com postura ereta, as mãos apoiadas sobre a madeira, e olhou para todos os presentes.
— Bem-vindos. Esta reunião marca um passo importante. As rotas comerciais entre a Nação do Fogo, as Tribos da Água e as outras nações precisam ser restauradas com segurança e justiça. O futuro depende disso.
A reunião começou de verdade.
Aang foi o primeiro a falar, a voz clara e cheia da esperança característica.
— Eu acredito que podemos construir algo melhor do que o que existia antes da guerra. Não se trata apenas de comércio de bens. Se trata de confiança. De ajudar uns aos outros quando a fome chegar, quando o inverno for duro, quando as doenças se espalharem. A Nação do Fogo tem metalurgia e engenharia que podem salvar vidas. As Tribos da Água têm conhecimento de cura e navegação. Juntos, somos mais fortes. Eu já vi o que a união pode fazer. Eu vi amigos de nações inimigas se tornarem família.
Katara complementou, a expressão séria.
— Eu sou o exemplo vivo disso. Cresci odiando a Nação do Fogo. Perdi minha mãe por causa dela. Mas aprendi que pessoas mudam. Zuko mudou. A nação dele está mudando. As alianças não são apenas papéis assinados. São pessoas se escolhendo todos os dias. Eu escolho acreditar que podemos confiar novamente.
Sokka se inclinou para frente, o tom prático.
— Olha, eu gosto de mapas e de números. As rotas do Norte para o Sul passam por águas controladas pela Nação do Fogo. Se a gente não tiver acordo claro de proteção, piratas e bandidos vão continuar atacando. Precisamos de escoltas, de portos seguros e de tarifas justas. E, francamente, a Nação do Fogo tem os melhores navios de guerra agora. Usá-los para proteger o comércio em vez de conquistar é um bom começo.
Toph riu baixo, o som seco.
— Eu não enxergo os rostos de vocês, mas sinto a tensão no chão. O velho chefe tá com o peito cheio de desconfiança, e o Senhor do Fogo tá com o coração acelerado demais pra alguém que só quer falar de comércio. Sejam honestos. A gente já lutou juntos. Já salvamos o mundo juntos. Agora é só não estragar tudo por teimosia.
Zuko escutava tudo, mas sua mente se dividia. Cada palavra de Aang e Katara o lembrava do caminho longo que percorrera. Cada olhar duro do pai de S/N o fazia apertar os dedos sob a mesa. Ele não vai ceder fácil. Ele olha para mim e ainda vê fogo destruindo aldeias. Eu posso falar até perder a voz e ele vai continuar duvidando. O cansaço pesava. Seu corpo pedia descanso. Pedia o cheiro de S/N, o gosto da boca dele, o calor da pele nua contra a sua. Eu deveria estar na cama agora. Com ele. Beijando cada marca que deixei ontem. Em vez disso, estou aqui tentando provar que minha nação merece uma chance.
Quando chegou a sua vez, Zuko se ergueu ligeiramente na cadeira.
— Eu não peço que o senhor confie em mim de imediato. Peço que confie nas ações. Desde o fim da guerra, a Nação do Fogo tem reparado estradas, reconstruído aldeias, devolvido terras e pagado indenizações. Nossos fornos agora produzem ferramentas agrícolas em vez de armas. Nossos navios protegem rotas comerciais em vez de invadir costas. Eu sei o peso do passado. Eu carreguei esse peso. Mas eu também sei que o futuro não pode ser construído sobre ódio eterno. As rotas que propomos vão trazer grãos do Sul para o Norte, ervas medicinais e tecidos. Vão trazer metal e conhecimento de engenharia para as Tribos. Vão criar empregos e estabilidade. Eu ofereço segurança, transparência e compromisso. O que mais o senhor precisa ver para acreditar?
O pai de S/N cruzou os braços, o rosto fechado.
— Ações são fáceis de fingir quando se está no poder. A Nação do Fogo sempre soube falar bonito enquanto queimava o que não lhe pertencia. Meu povo ainda carrega cicatrizes. Eu carrego cicatrizes. Como posso entregar a segurança das nossas rotas a quem um dia as usou para destruir?
Foi então que S/N se pronunciou e Zuko sentiu o peito apertar de orgulho e desejo ao mesmo tempo.
— Pai... eu estive aqui. Eu vi as mudanças com meus próprios olhos. Eu caminhei pelas ruas reconstruídas. Eu conversei com pessoas que antes odiavam e agora trabalham lado a lado. Eu vi o Senhor do Fogo recusar privilégios pessoais para garantir que as indenizações chegassem primeiro aos mais afetados. Eu argumentei com ele, discuti, questionei. E vi honestidade. A Nação do Fogo não é mais a mesma. E se nós, da Tribo do Norte, recusarmos a aliança por medo do passado, seremos nós que manteremos as feridas abertas. Eu defendo este acordo porque acredito que ele é justo. E porque acredito que a paz se constrói com risco calculado, não com isolamento eterno.
O pai olhou para o filho, surpreso com a veemência. Os olhos se estreitaram.
— Você fala como alguém que passou tempo demais longe de casa, meu filho. Cuidado para não se deixar enganar pela boa vontade aparente.
A discussão continuou por mais tempo. Aang reforçou a visão de ajuda mútua. Katara falou de confiança construída dia após dia. Sokka apresentou números de comércio potencial. Toph, direta como sempre, disse que desconfiança demais era só medo disfarçado de sabedoria. Zuko voltou a falar, detalhando garantias de escolta, portos compartilhados e comitês mistos de fiscalização. Cada frase era medida, diplomática, mas por dentro ele se sentia esgotado.
Quando o pai de S/N finalmente se recostou na cadeira, o rosto ainda duro, mas os ombros um pouco menos tensos, a reunião chegou a um ponto de pausa.
— Vou considerar as propostas — disse ele, a voz grave. — Mas não prometo nada ainda. A confiança se constrói devagar. Muito devagar.
Zuko acenou, aceitando o mínimo.
— É tudo o que peço por agora.
O pai de S/N ergueu a voz de repente, cortando as conversas paralelas que já começavam a se formar ao redor da mesa. A mão dele bateu de leve sobre a madeira, chamando a atenção de todos. O salão inteiro se calou. Até Toph parou de tamborilar os dedos contra a cadeira.
— Antes de terminarmos — anunciou ele, a voz grave e solene —, tenho um comunicado importante a fazer. Um assunto que diz respeito ao futuro da nossa tribo e à estabilidade das alianças.
S/N sentiu um frio subir pela espinha. O tom do pai era aquele que ele conhecia desde a infância: o tom de decisões já tomadas, de caminhos que não admitiam discussão. Zuko, ainda sentado na ponta da mesa, estreitou os olhos. Algo no ar mudara. O calor discreto que ele sentia no peito, o desejo contido de estar a sós com S/N, deu lugar a uma tensão aguda.
— Meu filho — continuou o chefe, voltando-se para S/N com um sorriso que tentava ser orgulhoso —, você foi considerado como prometido da filha do General da Tribo da Água do Norte. Um homem de grande influência, cuja lealdade e força serão essenciais para consolidar as rotas que discutimos hoje. O casamento fortalecerá laços internos e enviará uma mensagem clara de unidade. Portanto, S/N deverá retornar para casa conosco assim que esta reunião se encerrar. Os preparativos começarão imediatamente.
O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Aang abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Katara cobriu os lábios com a mão, os olhos arregalados. Sokka soltou um "o quê?" abafado. Toph inclinou a cabeça, o rosto sério pela primeira vez na manhã. E então, como se movidos por um fio invisível, os olhares de Aang, Katara, Sokka e Toph se voltaram lentamente para Zuko. Eles eram os únicos que sabiam. Os únicos que tinham visto os dois se tocarem de forma íntima nos jardins, que tinham ouvido risadas baixas e beijos roubados nos corredores. Os únicos que conheciam o segredo de quase um ano.
A expressão de Zuko... era pura fúria.
Os olhos dourados se estreitaram até virarem fendas. A mandíbula se travou com tanta força que os músculos do pescoço saltaram. O peito subia e descia em um ritmo acelerado, controlado apenas pela disciplina de anos de treinamento. Por dentro, o fogo já queimava. Não. Não. Não. Ele não pode. Ele não tem o direito. S/N é meu. Meu. Desde aquela noite de tempestade. Desde cada beijo, cada noite, cada manhã em que acordei com ele no meu colo. Quase um ano. Quase um ano e agora esse homem quer arrancá-lo de mim como se fosse uma peça de comércio?
As tochas nas paredes do salão reagiram. As chamas, antes estáveis e douradas, começaram a crescer. Alongaram-se, dançaram mais alto, lançando sombras inquietas pelo chão e pelo teto. O ar ficou mais quente. Ninguém comentou ainda, mas todos sentiram.
S/N engoliu em seco, o rosto pálido. Tentou sorrir, sem graça, a voz saindo mais baixa do que gostaria.
— Pai... eu... preciso de mais tempo na Nação do Fogo. Ainda há muito trabalho a ser feito nas negociações. As rotas não estão concluídas. Eu posso... eu posso ajudar melhor daqui. Só mais alguns meses.
O pai fez um gesto dismissivo com a mão, alheio ao calor crescente no salão e ao olhar de Zuko que já parecia capaz de derreter aço.
— Bobagem. Seu trabalho aqui está feito. Você cumpriu o papel de emissário. Agora seu dever é com a tribo. Com a família. Com o futuro. A filha do General é uma excelente escolha. Inteligente, bem educada, de sangue puro. Vocês farão um belo casal.
As chamas das tochas crepitaram mais alto. Uma delas quase alcançou o teto. O calor se tornou opressivo. Zuko ainda não se movera. Ainda não dissera uma palavra. Mas a raiva silenciosa dele enchia o ambiente como fumaça. Ele fala como se S/N fosse mercadoria. Como se o corpo dele, a boca dele, o jeito que ele geme o meu nome, o jeito que ele se aconchega contra mim à noite... como se nada disso existisse. Como se eu fosse só um estrangeiro inconveniente.
Minutos se passaram. O silêncio se esticou até se tornar insuportável. S/N tentou falar de novo, a voz trêmula.
— Pai, por favor, ouça...
Zuko se levantou de súbito.
A cadeira arrastou com um som seco. A mão dele desceu com força sobre a mesa. O baque ecoou pelo salão inteiro como um trovão. As tochas explodiram em chamas altas e violentas, iluminando o rosto dele com uma luz vermelho-alaranjada. Os olhos dourados estavam em chamas literais, um reflexo do fogo dobrado que ele mal continha.
O grito saiu rouco, furioso, carregado de todo o poder de um Senhor do Fogo. Vários dos presentes recuaram instintivamente. Aang se pôs de pé. Katara deu um passo à frente. O pai de S/N arregalou os olhos, pela primeira vez genuinamente surpreso.
Zuko apontou um dedo para o chefe da tribo, a voz baixa agora, mas vibrando com uma raiva tão intensa que fazia o ar tremer.
— Isso não vai acontecer. S/N é meu.
S/N se levantou também, o rosto vermelho de vergonha e pânico, tentando alcançar o braço de Zuko.
— Zuko, por favor, se acalma, não é assim...
O olhar de Zuko se voltou para ele. Um olhar tão intenso, tão cheio de posse e dor e fogo, que S/N engoliu as palavras. Ficou em silêncio. O Senhor do Fogo se virou de novo para o pai, a postura reta, o peito arfando.
— Eu estou cansado — continuou Zuko, cada palavra cortante. — Cansado da sua hostilidade. Cansado do seu receio. Eu aceitei. Eu aguentei cada olhar de desconfiança, cada comentário envenenado, cada vez que você falou da Nação do Fogo como se ainda fossemos monstros. Eu soprei. Porque a paz vale mais. Porque as rotas valem mais. Mas isso... — ele apontou para S/N, a mão tremendo de contenção — ...isso você não toca. Você não tira ele de mim.
O pai de S/N franziu a testa, genuinamente confuso e ofendido.
— O que está dizendo? Meu filho não é propriedade de ninguém, muito menos de um Senhor do Fogo.
Zuko deu uma risada curta, sem humor, o som seco e amargo. As chamas ao redor dançavam mais altas.
— S/N e eu estamos juntos há quase um ano. Desde pouco depois do término do meu noivado anterior. Nós nos apaixonamos. Nós dormimos na mesma cama. Nós planejamos um futuro. Ele não é um emissário que você pode mandar de volta como se fosse uma carta. Ele é o homem que eu amo. E ele fica. Aqui. Comigo.
O choque varreu o salão como uma onda. A mãe de S/N cobriu a boca com as duas mãos. A irmã mais nova arregalou os olhos, o rosto vermelho. Aang baixou a cabeça, resignado. Katara fechou os olhos por um segundo. Sokka murmurou um "eu sabia que isso ia explodir". Toph apenas soltou um "hah" baixo, como se finalmente o chão tivesse confirmado o que ela já sentia.
O pai de S/N empalideceu, depois enrubesceu de raiva.
— Você... ousa... na minha frente... com o meu filho...
— Eu ouso — cortou Zuko, a voz agora baixa e perigosa. — E eu dou o ultimato. S/N fica. As rotas comerciais continuarão sendo negociadas, as indenizações continuarão sendo pagas, a paz continuará sendo defendida. Mas ele. Não. Sai. Se o senhor quiser deixar a Nação do Fogo sem o apoio que ofereci, se quiser arriscar as rotas por causa do seu preconceito, isso é escolha sua. Mas S/N permanece.
Sem esperar resposta, Zuko se afastou da mesa. As chamas das tochas diminuíram um pouco, mas ainda dançavam inquietas. Ele caminhou até a porta com passos firmes, a capa vermelha balançando atrás dele. Antes de sair, olhou uma última vez para S/N. O olhar ainda estava cheio de fogo, de posse, de medo de perder, de amor furioso.
— Venha quando puder — disse ele, a voz rouca apenas para S/N. — Eu estarei no nosso quarto.
E saiu, deixando o salão em silêncio absoluto, o cheiro de fumaça no ar e o peso de uma verdade que não podia mais ser escondida.
S/N ficou parado, o coração martelando, o rosto quente, as mãos tremendo. O pai o encarava como se tivesse visto um fantasma. Os amigos de Zuko trocavam olhares preocupados. E no corredor, distante, o eco dos passos do Senhor do Fogo ainda se ouvia, carregando consigo a fúria de um homem que acabara de declarar, na frente de todos, que não abriria mão do que era seu.
O acordo de rotas comerciais, a diplomacia, o futuro das nações... tudo aquilo de repente parecia secundário diante do fogo que Zuko acabara de acender.
Horas depois, S/N empurrou a porta do quarto real com cuidado. O corredor atrás dele ainda carregava o eco distante de vozes tensas, mas ali dentro o silêncio era diferente, carregado. Zuko andava de um lado para o outro como um animal enjaulado. Estava sem camisa, o torso largo e marcado pela cicatriz familiar brilhando levemente sob a luz das tochas. As calças escuras estavam baixas demais nos quadris, revelando a linha marcada do V que descia até a virilha. Em qualquer outro momento aquela visão teria sido deliciosa. Agora, porém, o corpo inteiro de Zuko estava tenso demais: ombros rígidos, mandíbula travada, mãos cerradas em punhos, passos pesados que faziam o chão tremer levemente.
Quando os olhos dourados se ergueram e encontraram S/N, algo se quebrou nele. Zuko parou no meio do caminho, o peito subindo e descendo rápido, e então correu. Em três passadas largas o alcançou, os braços fortes se fechando ao redor do corpo de S/N com uma urgência quase desesperada. O abraço foi apertado, o rosto de Zuko enterrado no ombro dele.
— Me desculpa — murmurou Zuko, a voz rouca e baixa contra a pele de S/N. — Me desculpa pelo descontrole. Eu... por Deus, eu pareci um homem das cavernas reivindicando a esposa. Eu gritei, bati na mesa, acendi as tochas como um louco. Eu não pensei. Só... só não conseguia deixar ele te levar.
S/N sentiu o corpo tenso do namorado tremer levemente contra o seu. Por um momento apenas retribuiu o abraço, as mãos deslizando pelas costas nuas e quentes, acalmando o fogo ainda vivo sob a pele. Depois soltou uma risadinha baixa, o som suave e afetuoso.
— Você realmente pareceu — admitiu S/N, a voz carregada de carinho e diversão. — Um Senhor do Fogo todo possessivo, gritando "S/N é meu" na frente do meu pai e de todo mundo. Foi... impressionante.
Zuko soltou um gemido abafado de vergonha contra o ombro dele, mas não se afastou.
— Eu sei. Eu sei que foi demais.
S/N suavemente o empurrou só o suficiente para olhar o rosto dele. Os olhos dourados ainda estavam agitados, a expressão misturando arrependimento e residual raiva.
— Meu pai está furioso — contou S/N com honestidade. — Furioso de verdade. Mas... as negociações não foram afetadas. Ele deixou claro que as rotas comerciais continuam em pauta. A situação, no entanto, está bem delicada. Todo mundo viu. Todo mundo ouviu. Não tem como voltar atrás agora.
Zuko fechou os olhos por um segundo, a testa repousando contra a de S/N.
— Me desculpa de novo. Eu não queria colocar você nessa posição. Eu só...
S/N ergueu as duas mãos e segurou o rosto de Zuko com carinho, os polegares acariciando as maçãs do rosto marcadas pela tensão. Os olhos dele encontraram os de Zuko com firmeza e doçura ao mesmo tempo.
— Está tudo bem — disse ele, a voz baixa e segura. — A gente vai enfrentar isso juntos. Já estava na hora de assumirmos pro mundo o amor que a gente sente. Eu cansei de esconder. E... — um sorrisinho travesso curvou os lábios de S/N — você ficou super sexy todo raivoso. Os olhos em chamas, a voz baixa e perigosa, o jeito que você bateu na mesa... porra, Zuko.
Zuko sentiu o pau endurecer de forma quase dolorosa só de ouvir aquela vozinha doce dizer aquelas palavras. O sangue desceu rápido, o tecido das calças baixas se esticando visivelmente. Porra. Como aquele desgraçado tanto poder sobre ele? Um olhar, uma frase, um sorriso, e o corpo dele respondia como se S/N tivesse o controle direto de cada nervo. Zuko não resistiu. Colou os corpos com mais força, o peito nu pressionando o de S/N, os quadris se alinhando. A dureza grossa e quente se esfregou deliberadamente contra a coxa e depois contra a virilha de S/N, deixando claro o efeito que as palavras tinham causado.
S/N sentiu. O sorriso dele se alargou, malicioso e carinhoso ao mesmo tempo. Ele moveu os quadris de leve, provocando, sentindo o pau de Zuko latejar contra ele.
— Olha só... parece que o seu pau me ama mais do que você mesmo — brincou S/N, a voz baixa e provocante perto da boca de Zuko. — Ele já está todo duro só porque eu disse que você ficou sexy gritando.
Zuko não negou. Não conseguiu. Soltou um suspiro longo e rouco quando a mão de S/N desceu entre os corpos e segurou o pau dele por cima do tecido fino das calças. Os dedos se fecharam ao redor da grossura, apertando com a pressão certa, e começaram a massagear devagar, deliciosamente, subindo e descendo o comprimento já completamente rígido. O polegar de S/N passou pela cabeça, sentindo a umidade que já começava a manchar o tecido.
— Porra... — gemiu Zuko, a testa caindo de novo contra a de S/N. Os quadris se moveram sozinhos, empurrando a mão que o acariciava. — Você é a minha perdição. Sempre foi.
S/N riu baixinho contra a boca dele e o beijou. O beijo começou lento, mas logo se aprofundou, línguas se encontrando, dentes roçando. Enquanto beijava, a mão de S/N continuava o trabalho: apertando, esfregando, massageando o pau coberto com movimentos firmes e rítmicos. O tecido das calças estava quente e úmido sob os dedos, a forma grossa latejando a cada carícia. Zuko gemia dentro da boca de S/N, as mãos grandes descendo para a cintura dele, apertando com força, puxando-o ainda mais para perto.
A massagem continuou. S/N deslizou a mão para dentro da cintura das calças, finalmente tocando a pele quente e sedosa. Os dedos envolveram o pau nu, a pele já brilhante de pré-gozo, e recomeçaram o movimento: mais íntimo, mais molhado, mais delicioso. O polegar espalhou o líquido pela cabeça sensível, provocando um gemido mais alto de Zuko. Os quadris do Senhor do Fogo empurravam a mão com urgência crescente, o peito arfando, os olhos semicerrados de prazer.
— S/N... — a voz de Zuko saiu rouca, quase quebrada. — Porra, continua... assim...
S/N acelerou um pouco, a mão se movendo com mais firmeza, torcendo levemente no caminho de volta para cima, apertando a base e depois deslizando até a ponta. O beijo se tornou mais molhado, mais desesperado. Zuko tremia contra ele, o corpo inteiro tenso de desejo acumulado desde a manhã, desde a fúria, desde o medo de perder.
Minutos se arrastaram nesse ritmo quente e íntimo. O quarto cheirava a fogo, a suor e a excitação. O único som era o das respirações pesadas, dos gemidos baixos de Zuko e do barulho molhado da mão de S/N trabalhando o pau duro. Até que Zuko não aguentou mais. A voz saiu em um suspiro quase suplicante, a testa ainda colada à de S/N, os olhos dourados escuros de desejo.
— Por favor... — implorou ele, a voz baixa e rouca de puro desejo. — Me chupa. Por favor, S/N. Eu preciso da sua boca. Agora.
S/N sorriu contra os lábios dele, a mão ainda apertando e massageando o pau latejante, e murmurou com a vozinha provocante que sempre destruía Zuko por dentro:
— Como o Senhor do Fogo manda...
S/N deslizou devagar até o chão, os joelhos tocando o tapete macio do quarto real. O olhar dele se ergueu para encontrar o de Zuko, os lábios já entreabertos, úmidos, enquanto as mãos puxavam as calças baixas para baixo dos quadris. O pau de Zuko saltou livre, grosso, pesado, a cabeça avermelhada e brilhante de pré-gozo, latejando a poucos centímetros do rosto de S/N. O cheiro quente e masculino encheu o ar, fazendo S/N lamber os lábios antes de se inclinar para frente.
A língua saiu primeiro, quente e molhada, passando devagar pela fenda sensível. Zuko soltou um gemido rouco, os quadris se contraindo. S/N selou os lábios ao redor da cabeça larga, chupando com pressão suave e constante, a língua girando em círculos lentos. O gosto salgado e quente se espalhou na boca dele. Zuko era grande, grosso demais para caber inteiro de uma vez, então S/N usou as duas mãos para envolver o que não entrava. Os dedos se fecharam firmes na base e no meio do comprimento, massageando em ritmo com a boca enquanto a cabeça era sugada com dedicação.
Ele tentava ir mais fundo a cada movimento. Os lábios deslizavam mais para baixo, a garganta se abrindo, até o ponto em que o pau pressionava o fundo da boca e S/N engasgava. O som molhado e abafado ecoava no quarto. A cada engasgada, a garganta se contraía ao redor da cabeça, e o pau de Zuko parecia ficar ainda mais duro, latejando forte contra a língua. Lágrimas de esforço começaram a se formar nos cantos dos olhos de S/N, mas ele não parava. Voltava a subir, respirava, e tentava de novo, engolindo o máximo que conseguia.
Zuko estava desesperado. As mãos grandes desceram para os cabelos de S/N, os dedos se fechando nos fios e puxando-os para trás, longe do rosto. Ele precisava ver. Precisava ver o rostinho molhado, os olhos semicerrados, a boca esticada ao redor do pau dele, a saliva escorrendo pelo queixo e pingando nas bolas. A visão era suja e perfeita. Os quadris de Zuko começaram a se mover sozinhos, empurrando para frente em estocadas curtas e urgentes, fodendo a boquinha quente e apertada. S/N deixou. Afrouxou a garganta o máximo que pôde e se entregou ao ritmo, os sons molhados de engasgos e sucção enchendo o quarto enquanto Zuko usava a boca dele com fome acumulada.
— Porra... olha pra você — gemeu Zuko, a voz rouca e quebrada, os olhos fixos no espetáculo. — Essa boquinha... trabalhando tão bem no meu pau...
Ele segurava os cabelos com firmeza, controlando o ângulo, puxando S/N um pouco para trás só para ver a saliva conectar os lábios à cabeça do pau antes de empurrá-lo de novo para dentro. As estocadas se tornaram mais profundas, mais desesperadas. O peito nu de Zuko subia e descia rápido, o suor começando a brilhar na pele. Ele se orgulhava de durar bastante na cama. Sempre preferia fazer S/N gozar primeiro, sentir o corpo dele tremer e se apertar antes de se permitir o próprio alívio. Mas naquele momento o controle estava escapando.
Foi quando S/N mudou o foco que Zuko quase perdeu tudo.
A boca molhada deslizou para baixo, abandonando a cabeça, e se fechou ao redor de uma das bolas pesadas. A língua quente lambendo, chupando com carinho sujo, enquanto a mão direita continuava a masturbar o pau grosso e escorregadio em movimentos firmes e rápidos. A outra mão de S/N subiu para massagear a segunda bola. O pau de Zuko batia contra o rosto de S/N a cada movimento, deixando rastros brilhantes de saliva e pré-gozo na bochecha e no nariz. A visão era obscena. S/N ajoelhado, os lábios inchados e vermelhos chupando as bolas dele, o pau duro e latejante esfregando o rostinho molhado, os olhos erguidos em um olhar cheio de desejo e entrega.
Uma visão da porra dos deuses, pensou Zuko, o peito apertando. Cada segundo o empurrava mais perto. O prazer subia pela espinha como fogo. Os quadris tremiam. Ele gemia alto, sem se importar se alguém no corredor ouvia. A mão nos cabelos de S/N apertou mais forte, mas não para controlar — só para se segurar.
— S/N... porra... eu vou... — a voz saiu embargada. — Eu não consigo... você está me destruindo...
Mais alguns segundos daquela imagem suja e perfeita quase o fizeram gozar ali mesmo, na cara e na boca do namorado. O orgulho de durar, de sempre colocar o prazer de S/N primeiro, estava prestes a desmoronar. Zuko respirou fundo com esforço, o corpo inteiro tenso, e então, com delicadeza que contrastava com a urgência anterior, afastou S/N.
Os lábios de S/N se soltaram com um som molhado. Um fio de saliva ainda conectava a boca dele à cabeça do pau latejante. Zuko olhou para baixo, o peito arfando, e levou a mão livre até o rosto de S/N. Dois dedos longos e calejados deslizaram para dentro da boca quente e molhada, pressionando a língua, sentindo a umidade e o calor. S/N os aceitou de imediato, chupando os dedos com a mesma dedicação com que chupara o pau.
— Me olha — ordenou Zuko, a voz baixa, rouca, carregada de desejo. Os olhos dourados fixos nos de S/N. — Olha pra mim.
S/N ergueu o olhar, a boca ainda cheia dos dedos de Zuko, as bochechas coradas, os lábios inchados e brilhantes. O peito dele subia e descia rápido. Zuko empurrou os dedos um pouco mais fundo, sentindo a garganta se contrair, e então os retirou devagar, traçando o lábio inferior molhado.
— Deita na cama — mandou ele, o tom de Senhor do Fogo misturado ao de um homem à beira do limite. — De pernas abertas. Agora.
S/N obedeceu. Levantou-se com as pernas um pouco trêmulas, o próprio pau duro e marcado contra as calças, e caminhou até a cama larga descartando as peças a cada passo. Deitou-se de costas sobre os lençóis vermelhos, o corpo já se abrindo em antecipação. As pernas se separaram lentamente, os joelhos se dobrando, oferecendo a visão que Zuko tanto queria. O olhar dele nunca deixou o de S/N enquanto se aproximava, o pau ainda duro e brilhante apontando para frente, a respiração pesada, a fome nos olhos mais intensa do que qualquer fogo que ele já dobrara.
Zuko se posicionou entre as pernas abertas de S/N, o corpo grande e quente cobrindo parcialmente o dele. Os olhos dourados percorriam cada centímetro da pele exposta: o peito subindo e descendo rápido, o pau duro e pingando contra a barriga, as coxas trêmulas de antecipação. Ele não teve pressa. Uma das mãos grandes deslizou pela parte interna da coxa de S/N, subindo devagar, os dedos calejados roçando a pele sensível até chegar à entrada ainda um pouco inchada da noite anterior.
O primeiro toque foi leve. A ponta de um dedo circulou o anel apertado, espalhando saliva que ainda brilhava nos dedos de Zuko. S/N arrepiou inteiro, um gemido baixo escapando dos lábios. Zuko sorriu de lado, o olhar fixo no rosto do namorado, e empurrou o dedo médio com lentidão deliberada. A entrada cedeu com facilidade gostosa, o calor apertado envolvendo a falange até o fundo. Zuko girou o dedo dentro, explorando, pressionando as paredes quentes.
— Tão molhado ainda... — murmurou ele, a voz rouca. — Meu pau deixou você assim ontem e você ainda está aberto pra mim.
S/N mordeu o lábio, os quadris se movendo sozinhos em busca de mais. Zuko não deu. Retirou o dedo quase completamente e voltou a empurrar, agora com um segundo dedo junto. A entrada se esticou, o gemido de S/N ficou mais alto. Os dois dedos se moveram em tesoura, abrindo, massageando, curvando-se para cima até encontrarem aquele ponto inchado e sensível. No momento em que os nós dos dedos pressionaram com firmeza, S/N arqueou as costas, um grito abafado se perdendo no peito.
Zuko repetiu o movimento. De novo. E de novo. Os dedos entravam e saíam em ritmo lento e cruel, sempre curvando no ângulo certo, sempre roçando o mesmo ponto que fazia as pernas de S/N tremerem. A outra mão de Zuko desceu para envolver o pau de S/N, mas não masturbou de verdade, apenas segurou, o polegar passando de leve pela fenda, espalhando o líquido que já escorria. O contraste era delicioso e torturante: dedos profundos e precisos lá dentro, mão quase imóvel no pau latejante.
— Zuko... — a voz de S/N saiu embargada. — Mais... por favor...
Zuko inclinou-se, beijando o peito de S/N, a língua passando por um mamilo enquanto os dedos aceleravam um pouco. Três dedos agora. A entrada se abriu com um som molhado, o calor apertado engolindo até a base. Zuko os empurrou fundo, girou, abriu, pressionou o ponto sensível com força deliberada. S/N gritou, os olhos se fechando, as unhas se cravando nos ombros nus de Zuko. O corpo inteiro tremia. O pau latejava na mão quase estática, pingando sem parar.
Os minutos se arrastaram nessa tortura deliciosa. Zuko alternava: às vezes os dedos entravam e saíam rápido, fodendo a entrada com força; às vezes paravam no fundo, apenas pressionando e massajando o ponto que fazia S/N revirar os olhos. Ele beijava o pescoço, o maxilar, a boca, mas nunca dava o ritmo que S/N precisava. Cada vez que S/N tentava mover os quadris para baixo, Zuko retirava os dedos quase completamente, deixando apenas as pontas dentro, esperando o gemido de frustração antes de empurrar de novo até o fundo.
— Olha pra mim — ordenou Zuko, a voz baixa e carregada de desejo. — Quero ver seu rosto enquanto te abro.
S/N abriu os olhos com esforço. Estavam úmidos, as pupilas dilatadas, o rosto corado. Zuko sorriu orgulhoso e curvou os três dedos com força. S/N gritou de novo, as costas se arqueando alto da cama, o pau espasmando na mão de Zuko sem conseguir gozar. O prazer era demais e ao mesmo tempo insuficiente. A entrada latejava ao redor dos dedos, molhada, quente, desesperada.
— Por favor... — a voz de S/N saiu quebrada, quase um soluço. — Zuko, por favor... eu não aguento mais...
Zuko inclinou a cabeça, os dedos ainda se movendo devagar lá dentro, provocando.
— O que você quer? — perguntou ele, o tom deliberadamente inocente, embora o pau duro e pesado latejasse contra a coxa de S/N. — Fala pra mim. Quero ouvir.
S/N respirou ofegante, os olhos semicerrados de desejo. Em vez de responder com palavras, a mão dele desceu entre os corpos. Os dedos se fecharam ao redor do pau grosso e quente de Zuko, guiando-o. A cabeça larga e úmida foi alinhada com a entrada aberta e molhada. S/N ergueu os quadris e, ao mesmo tempo, puxou o corpo de Zuko para baixo com a outra mão na nuca dele.
Zuko deslizou para dentro de uma vez só.
O pau grosso abriu caminho violentamente, o comprimento inteiro sumindo no calor apertado em um único empurrão fundo. S/N gritou, os olhos revirando para trás, as costas se arqueando violentamente da cama. A cabeça do pau de Zuko roçou exatamente aquele ponto sensível no caminho, enviando uma descarga de prazer tão intensa que as pernas de S/N tremeram sem controle. A entrada se esticou ao máximo ao redor da grossura, o calor engolindo cada centímetro até as bolas baterem contra a pele.
— Tão... grande... — soluçou S/N, a voz embargada, as unhas se cravando nas costas de Zuko.
Zuko ficou parado por um segundo, enterrado até o fundo, sentindo as contrações quentes ao redor do pau. Um sorriso orgulhoso e possessivo curvou seus lábios. Ele se inclinou e começou a beijar o rosto de S/N todo: a testa suada, as pálpebras, as maçãs do rosto, a ponta do nariz, os lábios entreabertos. Os beijos desceram pelo maxilar, pelo pescoço, até encontrarem a marca antiga da mordida. Zuko abriu a boca e cravou os dentes de novo no mesmo lugar, renovando a marca com força suficiente para fazer S/N gemer alto, enquanto ao mesmo tempo puxava os quadris para trás e empurrava de volta com violência.
A primeira estocada foi fundo e dura. O pau grosso saiu quase completamente e voltou a enterrar até o fim, a cabeça batendo de novo no ponto sensível. S/N gritou, o corpo inteiro se contraindo. Zuko não deu trégua. Os quadris começaram a se mover em um ritmo brutal e constante, as bolas batendo contra a pele a cada empurrão, o som molhado e obsceno enchendo o quarto. Cada estocada era profunda, forte, o pau grosso abrindo caminho.
Zuko beijava e mordia o pescoço enquanto fodía, a respiração quente contra a pele marcada. Uma das mãos desceu para segurar a coxa de S/N, abrindo-o ainda mais, mudando o ângulo para que cada entrada fosse ainda mais profunda. O outro braço se apoiava ao lado da cabeça de S/N, o corpo grande cobrindo o dele, o peito nu esfregando contra o peito ofegante.
— Isso... — gemeu Zuko contra o pescoço, a voz rouca de prazer. — Tão apertado... você me engole inteiro...
S/N só conseguia gemer e soluçar, as pernas enroladas na cintura de Zuko, puxando-o para mais fundo a cada estocada. O prazer era avassalador. Cada vez que a cabeça do pau roçava aquele ponto, uma onda quente subia pela espinha, fazendo os dedos dos pés se encolherem e a visão embaçar. O pau de S/N, preso entre os corpos, esfregava contra a barriga definida de Zuko, pingando sem parar.
Zuko acelerou. As estocadas se tornaram mais rápidas, mais violentas, o som da pele batendo contra pele ecoando junto com os gemidos. Ele se afastou o suficiente para olhar o rosto de S/N: os olhos revirados, a boca aberta, o suor brilhando na testa e sorriu de novo, orgulhoso, possessivo, completamente entregue ao prazer de estar tão fundo dentro do homem que amava.
O ritmo não diminuiu. Zuko fodia com a intensidade de quem havia passado o dia inteiro contido, de quem quase perdera S/N horas antes, de quem agora precisava marcar, preencher, reivindicar. Cada empurrão fundo fazia a cama ranger. Cada retirada deixava a entrada se contraindo ao redor do nada antes de ser preenchida de novo com violência deliciosa.
S/N estava perdido. O corpo inteiro tremia, os gemidos saíam altos e sem controle, as mãos deslizando pelas costas suadas de Zuko, pelas nádegas, puxando-o sempre mais perto. O ponto sensível era torturado sem misericórdia. A cada estocada a onda de prazer crescia, o ventre se contraindo, o pau latejando entre os corpos.
Zuko inclinou-se de novo, a boca encontrando a de S/N em um beijo molhado e desesperado enquanto os quadris continuavam o ritmo brutal. O quarto cheirava a sexo, a suor, a fogo. O único som era o das estocadas molhadas, dos gemidos, das respirações ofegantes. E no meio daquilo tudo, Zuko sabia — com cada centímetro enterrado, com cada grito de S/N, com cada contração quente ao redor do pau — que não havia lugar no mundo onde ele preferisse estar.
Zuko não saiu de dentro. Ainda enterrado até o fundo, o pau grosso latejando no calor apertado, ele deslizou os braços fortes por baixo das costas e das coxas de S/N. Com um movimento fluido e poderoso, levantou o corpo inteiro do namorado como se ele não pesasse nada. S/N soltou um gemido surpreso, as pernas se fechando automaticamente em volta da cintura de Zuko, os braços se agarrando aos ombros largos. A mudança de ângulo fez o pau deslizar ainda mais fundo, a cabeça pressionando com força aquele ponto sensível, e S/N arqueou o pescoço, um grito abafado se perdendo no ar quente do quarto.
Zuko ficou de pé no meio do quarto, segurando S/N nos braços como se ele fosse a coisa mais preciosa e ao mesmo tempo a mais desejada do mundo. Os músculos das costas e dos braços se tensionaram, mas o esforço era quase nenhum. Ele começou a mover S/N para cima e para baixo, usando a força dos braços e dos quadris para foder profundamente enquanto o beijava. O beijo era molhado, desesperado, línguas se encontrando, dentes roçando. A cada elevação o pau saía quase completamente; a cada descida ele era engolido inteiro de novo, o som molhado e obsceno ecoando entre os gemidos.
— Segura em mim — murmurou Zuko contra a boca de S/N, a voz rouca de esforço e prazer. — Eu te aguento. Sempre te aguento.
S/N obedeceu, os braços se fechando com mais força ao redor do pescoço de Zuko, o rosto enterrado no ombro marcado. O ritmo aumentou. Zuko erguia e abaixava o corpo de S/N com estocadas firmes e profundas, o pau grosso abrindo caminho uma e outra vez, a cabeça roçando o ponto que fazia as coxas tremerem. O atrito do pau de S/N contra a barriga definida e suada de Zuko era constante, quente, delicioso. Cada movimento esfregava o comprimento endurecido contra a pele morna, espalhando pré-gozo e aumentando a pressão.
Zuko sempre priorizara o prazer de S/N. Sempre. Mesmo quando o próprio corpo pedia alívio, mesmo quando o desejo queimava como fogo sob a pele, ele segurava. E foi o que fez naquele momento. Continuou metendo com força e precisão, os braços firmes sustentando o peso, os quadris empurrando para cima a cada descida de S/N. O ângulo era devastador. Cada estocada batia exatamente onde precisava, arrancando gemidos cada vez mais altos e quebrados.
S/N se tornou uma bagunça nos braços dele. Os gemidos se transformaram em soluços de prazer. A boca aberta e molhada se fechou no ombro de Zuko, os dentes se cravando na pele sem força suficiente para machucar de verdade, apenas para se agarrar a alguma coisa. Saliva escorria pelo queixo e pingava no peito de Zuko. As unhas se arrastavam pelas costas nuas, deixando marcas vermelhas. O corpo inteiro tremia, as pernas apertando a cintura de Zuko com força desesperada, como se quisesse fundi-los.
— Zuko... Zuko... — a voz de S/N saía embargada, abafada contra o ombro. — Eu... eu não...
Zuko acelerou ainda mais. Os braços subiam e desciam S/N com ritmo brutal e constante, o pau entrando e saindo com força, o atrito contra a barriga se tornando quase insuportável. Ele beijava o lado da cabeça de S/N, a têmpora suada, a orelha, murmura baixinho palavras soltas de incentivo e carinho misturado a gemidos roucos. O calor entre eles era sufocante. O cheiro de sexo, suor e fogo preenchia o quarto.
O corpo inteiro se contraiu violentamente nos braços de Zuko. O pau, esfregado sem piedade contra a barriga dura e suada, disparou jatos quentes entre os corpos, sujando a pele de ambos. As paredes internas se apertaram em contrações ritmadas e fortes ao redor do pau de Zuko. S/N mordeu o ombro com mais força, um grito abafado se perdendo na pele, as pernas tremendo sem controle, o corpo inteiro se arrepiando em ondas de prazer.
A pressão apertada e quente foi demais. Zuko seguiu logo depois. Com um gemido rouco e profundo, os quadris se projetaram para cima uma última vez, enterrando o pau até o fundo, e gozou. Jatos quentes e espessos preencheram S/N profundamente, o calor se espalhando lá dentro enquanto as contrações ainda sugavam cada gota. Zuko ficou parado por longos segundos, segurando S/N contra o peito, o pau ainda latejando e pulsando dentro do calor apertado, a respiração ofegante contra o cabelo úmido do namorado.
Devagar, com cuidado, ele caminhou até a cama ainda unido a S/N. Ajoelhou-se no colchão e deitou o corpo exausto sobre os lençóis bagunçados, finalmente saindo de dentro com um som molhado. Um fio de gozo escorreu pela coxa de S/N. O corpo dele estava mole, suado, sujo de porra e saliva, as marcas de mordida e chupões já se formando no ombro e no pescoço. Os olhos mal se abriam.
S/N estava tão exausto que, em questão de minutos, a respiração se acalmou e se aprofundou. Ainda sujo, ainda com as pernas abertas e o corpo marcado, ele adormeceu profundamente, o rosto virado para o lado, os lábios entreabertos.
Zuko ficou sentado na beira da cama por um momento, apenas observando. Um sorriso lento e cheio de carinho curvou seus lábios. Ele se levantou, foi até a bacia de água que sempre ficava no canto do quarto e molhou um pano macio. Voltou e, com uma delicadeza que contrastava com a violência de minutos antes, limpou o corpo de S/N. Passou o pano pelo peito, pela barriga, entre as pernas, removendo o excesso de gozo e suor. Depois limpou a si mesmo com o mesmo cuidado. Quando terminou, jogou o pano de lado e se deitou ao lado de S/N, puxando-o para perto.
S/N se aconchegou instintivamente, a cabeça encontrando o peito largo de Zuko, um braço jogado sobre a cintura dele. Em poucos segundos, roncos baixos e fofos começaram a escapar da garganta dele, o som ridiculamente adorável de alguém completamente esgotado e satisfeito.
Zuko passou os dedos pelos cabelos úmidos de S/N, o sorriso ainda nos lábios. O corpo doía de um jeito gostoso, o peito estava quente de amor e possessividade satisfeita. Enquanto escutava os roncos fofos contra sua pele e sentia o peso familiar do namorado sobre ele, uma ideia clara e intensa surgiu em sua mente. Ele a segurou ali, quieta, preciosa, e fechou os olhos. Em poucos minutos, o Senhor do Fogo também adormeceu, os braços protetores ao redor de S/N, o coração batendo em um ritmo lento e contente
A nova reunião foi convocada para o final da tarde do dia seguinte. O salão de reuniões do palácio estava novamente repleto, mas a atmosfera era diferente da manhã anterior. Não havia mais mapas de rotas comerciais abertos sobre a mesa. Em vez disso, o ar estava carregado de tensão familiar e de palavras não ditas. O pai de S/N ocupava a cabeceira improvisada, a expressão fechada e os braços cruzados. Ao lado dele, a mãe de S/N mantinha as mãos juntas sobre o colo, o olhar preocupado. A irmã mais nova observava tudo com os olhos arregalados, ainda tentando processar tudo o que havia acontecido no dia anterior. Do outro lado da mesa, Aang, Katara, Sokka e Toph estavam sentados juntos, claramente posicionados como uma barreira silenciosa de apoio.
S/N entrou por último, o rosto ainda marcado por noites mal dormidas e pela intensidade emocional dos últimos dias. Ele se sentou em silêncio, sentindo o peso de todos os olhares sobre si.
— Esta conversa precisa acontecer agora — disse ele, a voz grave e firme. — O que aconteceu ontem foi inaceitável. Um Senhor do Fogo gritando em público que meu filho é "dele", como se fosse propriedade. Eu não vou permitir que você se iluda, S/N. Homens como Zuko... homens no poder... não querem nada sério. Eles querem distração. Eles querem alguém para esquentar a cama enquanto resolvem os problemas do mundo. Quando a novidade passar, ele vai te descartar. E você vai voltar para casa com o coração partido e a reputação da nossa família manchada.
A mãe de S/N interveio com voz mais suave, mas igualmente preocupada.
— Filho... nós só queremos o seu bem. Você é novo. Impressionável. A Nação do Fogo ainda carrega feridas profundas. Não queremos que você se perca aqui. Volte conosco. Aceite o noivado com a filha do General. É seguro. É estável. É o que a tribo espera de você.
A irmã mais nova abaixou a cabeça, claramente desconfortável, mas não contestou os pais.
Foi então que os amigos de Zuko se pronunciaram.
Aang falou primeiro, a voz calma, mas firme.
— Com todo respeito, chefe... eu conheço Zuko. Eu vi o homem que ele se tornou. Ele não trata as pessoas como distração. Quando ele ama, ele ama com tudo o que tem. Eu vi isso. Nós todos vimos.
Katara complementou, os olhos brilhando de convicção.
— Zuko mudou. Ele carrega o peso de cada erro do passado e ainda assim escolhe fazer o certo todos os dias. Eu já desconfiei dele. Eu já o odiei. E eu estava errada. Se ele diz que ama S/N, eu acredito. Porque eu já vi o quanto ele é capaz de se sacrificar por quem ama.
Sokka se inclinou para frente, o tom prático misturado a uma lealdade óbvia.
— Olha, eu não sou o melhor com palavras bonitas, mas Zuko é teimoso pra caramba. Quando ele decide alguma coisa, ele não desiste. E ele claramente decidiu que S/N é importante. Além disso... a gente já viu os dois juntos. Não parece distração. Parece... real.
Toph cruzou os braços e soltou um resmungo.
— Eu não preciso ver pra saber. O chão treme diferente quando os dois estão no mesmo cômodo. O coração do Senhor do Fogo dispara toda vez que S/N fala. Isso não é brincadeira de criança. É o tipo de coisa que faz um homem gritar no meio de uma reunião diplomática. Então, com todo respeito... o senhor está errado sobre ele.
O pai de S/N abriu a boca para responder, o rosto já se contorcendo em irritação, quando as portas do salão se abriram com força.
Ele não vestia as roupas formais de Senhor do Fogo. Usava apenas uma túnica simples de linho vermelho escuro, o cabelo preso de forma apressada, o rosto sério, mas os olhos dourados brilhando com uma determinação que fez o ar no salão mudar. Todos se calaram. S/N sentiu o coração disparar.
Zuko caminhou até o centro da sala, parou a poucos passos de S/N e, sem dizer uma palavra inicial, ajoelhou-se sobre um joelho.
O silêncio ficou absoluto.
— S/N — começou Zuko, a voz baixa, mas clara o suficiente para ecoar no salão inteiro. — Eu passei a noite inteira pensando. Passei a manhã inteira tentando encontrar as palavras certas. E percebi que não existem palavras suficientes. Então vou usar as que eu tenho.
Ele respirou fundo, os olhos nunca deixando os de S/N.
— Eu te conheci quando ainda estava aprendendo a ser alguém melhor. Você me ouviu quando eu não merecia ser ouvido. Você me viu quando eu ainda estava tentando me enxergar. Você me amou quando eu ainda tinha medo de ser amado. Eu gritei ontem. Eu perdi o controle. Eu agi como um homem desesperado porque a ideia de te perder me deixou sem chão. E eu não me arrependo de ter dito que você é meu. Porque é verdade. Você é. Assim como eu sou seu.
A voz de Zuko embargou por um segundo, mas ele continuou.
— Eu não quero esconder mais. Eu não quero que você volte para uma vida que não te cabe só porque é o que esperam de você. Eu quero acordar todos os dias com você ao meu lado. Eu quero brigar com você por coisas bobas e depois te beijar até a gente esquecer o motivo. Eu quero construir uma vida onde a Nação do Fogo e a Tribo da Água não sejam apenas aliadas em pergaminhos, mas família de verdade. Eu quero que você seja meu marido.
Ele estendeu a mão, a palma aberta, o olhar vulnerável e firme ao mesmo tempo.
— S/N... você aceita se casar comigo?
Por um momento, ninguém se moveu. Então S/N cobriu o rosto com as duas mãos e começou a chorar. Não eram lágrimas discretas. Eram soluços abertos, o corpo inteiro tremendo, o alívio e o amor transbordando de uma vez. Ele abaixou as mãos, o rosto molhado, e acenou várias vezes, incapaz de falar no início.
— Sim — conseguiu finalmente, a voz embargada. — Sim. Eu aceito. Eu aceito.
Zuko se levantou de uma vez e o puxou para um abraço apertado, o rosto enterrado no cabelo de S/N. Os dois tremiam.
Aang bateu as mãos, o sorriso enorme. Katara chorava também, mas de felicidade, já se levantando para abraçá-los. Sokka soltou um grito de comemoração e deu um tapa nas costas de Zuko quando conseguiu se aproximar. Toph riu alto e bateu o pé no chão.
— Finalmente! — gritou ela. — Eu já estava cansada de sentir vocês dois se olhando como idiotas apaixonados.
A mãe de S/N se levantou devagar, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Ela se aproximou e abraçou o filho com força, depois olhou para Zuko com um sorriso trêmulo e sincero.
— Cuide bem dele — murmurou ela. — Ele é teimoso. Mas ele ama com tudo o que tem.
A irmã mais nova não aguentou e se jogou no meio do abraço, chorando e rindo ao mesmo tempo.
— Eu tenho um cunhado Senhor do Fogo! — exclamou ela, a voz abafada contra o peito de S/N. — Isso é incrível!
No meio da comemoração, o pai de S/N permaneceu sentado. Ele bufou, o rosto fechado, os braços ainda cruzados. Os olhos duros observavam a cena com uma mistura de resignação e irritação contida. Ele não se levantou. Não parabenizou. Não interveio. Apenas respirou fundo pelo nariz e desviou o olhar para a janela.
Ele sabia. Sabia desde o momento em que o filho olhou para Zuko daquele jeito no dia anterior. Sabia que, quando o teimoso do S/N tomava uma decisão de coração, não havia argumento no mundo capaz de demovê-lo. E agora havia outro teimoso na equação, um Senhor do Fogo igualmente obstinado, igualmente apaixonado, igualmente disposto a queimar o mundo se alguém tentasse separar os dois. Não havia o que fazer. A batalha estava perdida antes mesmo de começar.
A comemoração continuou por longos minutos. Abraços, risadas, lágrimas, promessas improvisadas. Zuko não soltava a mão de S/N nem por um segundo. S/N, ainda com o rosto molhado, sorria como se o peito fosse explodir de felicidade.
Quando o barulho finalmente começou a diminuir, Zuko se virou para o pai de S/N. A postura era respeitosa, mas firme.
— Eu sei que o senhor não aprova — disse ele, a voz calma. — Eu não peço a sua bênção hoje. Peço apenas tempo. Tempo para provar que o amor que eu sinto pelo seu filho é tão real quanto qualquer aliança que já firmamos. As rotas comerciais continuarão. A paz continuará. E S/N será tratado com a dignidade e o respeito que ele merece. Isso eu garanto com a minha vida.
O pai de S/N apenas acenou uma vez, seco, sem palavras. Era o máximo que conseguiria oferecer naquele momento.
Horas depois, quando o salão finalmente se esvaziou e o sol já se punha atrás das montanhas, Zuko e S/N caminharam juntos pelos corredores do palácio, as mãos ainda entrelaçadas. O peso dos segredos havia sumido. O futuro, embora ainda incerto em muitos aspectos, estava finalmente aberto diante deles.
Naquela noite, deitados na mesma cama onde tudo começara, S/N acomodou a cabeça no peito de Zuko e sussurrou:
— A gente realmente vai se casar.
Zuko sorriu no escuro, os dedos traçando círculos preguiçosos nas costas nuas do noivo.
— Vamos. E eu vou passar o resto da vida te lembrando do motivo pelo qual você disse sim.
Fora do quarto, o palácio seguia seu ritmo. As negociações de rotas comerciais continuariam no dia seguinte. As tensões familiares ainda existiriam. O pai de S/N ainda bufaria por um tempo. Mas nada daquilo importava tanto quanto o som tranquilo das respirações sincronizadas dentro daquele quarto.
Dois teimosos. Um Senhor do Fogo e um filho da Tribo da Água. Um amor que começara em segredo e agora se recusava a ser escondido