Construa-me com argila e saliva Tomando-te a forma que quiseres Adônis estorvo de espaço Adorno toureiro com ar de estrangeiro A prece dos maus tempos Percorrera teus lábios Fincando-se em cada amor de bandeira dois Que instruía-se na melancolia artística Em caso de deidades não curvarem Construa outras, diminua o cercado Aumente a influência em corações inchados E mentes ocas com o equilíbrio necessário Aqui tens papel, tinta espessa e alguns ossos Pinta a arcada dentária, prometendo belezas bélicas Invoca-te a silhueta marcada Para a celebração ante a vinda Tapa-te o olho mágico com marcas de batom Os trincos já estão recobertos com brincos e gravatas Esconderam-nos por deteriorações americanas Em sobrenomes de pronúncia dobrada Outra parede branca respira-nos Outro álibi para a composição Um nome decorativo Um sobrenome que virará sotaque cânone Porque dúvidas, meu amor? Tenho o mesmo gosto de ontem Meu cheiro permanece o mesma Minha pele mais gasta com o tempo e só A carne dos meus lábios fartaria-se com o Narciso fratria Porém, atrasado que sempre será, o encontro ficara para a próxima quinzena Entretanto já tenha a mais bela moldura reservada à ele Um belo quadro, onde ambos poderíamos habitar em decadência fugaz...
As Confissões da Mrs Dalloway Invertida, Pierrot Ruivo











