buraco, 2018 – gê orthof instalação. dimensões confortáveis baralho, postais, textos, acrílicos, mdf, fórmica e mesa de luz. buraco propõe uma articulação entre o tradicional jogo de cartas e os contos de Tennessee Williams, que evocam os espaços urbanos clandestinos de encontros sexuais, onde nada está escondido, mas nem tudo é visível. Entre as esmeradas construções dos objetos em acrílico e fórmica, da contundente escrita do autor e as imagens desavergonhadas das cartas homoeróticas, embaralha-se, a um só tempo, desconforto e encantamento. buraco propõe um campo aberto de negociações entre o voyeur e o exibicionista, entre a reprodução e a ruptura de formas tradicionais da experiência do corpo e da sexualidade. Demanda do visitante coragem para uma contemplação e uma contaminação. Certos de que ali nunca estivemos, tateamos adiante. Como contemplar o desejo silente? É preciso, portanto, nomear o que vemos e, principalmente, o que nos escapa. Nessa cidade capturada, as mãos são ligeiras, o suor é frio, o chão é movediço e o quarto é sempre escuro. “Talvez se leia sempre no escuro... A leitura depende da escuridão da noite. Mesmo que se leia em pleno dia, fora, faz-se noite em redor do livro.” – Marguerite Duras. #tennessewilliams #tomoffinland #buraco #georthof (at Luciana Caravello Arte Contemporânea) https://www.instagram.com/p/BpEfGcmnMJ9/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1l1q87r6gahmu