@mesmerizingtales
O sangue de Aimée ainda fervia em suas veias. Era inacreditável que mesmo com a evolução do mundo seus pais ainda acreditavam em casamento arranjado. Só porque o casamento deles havia dado certo não queria dizer que o dela daria. Agora ela estava sendo obrigada a se casar com alguém que ela não conhecia e não amava só porque ela era uma duquesa? Em toda sua vida ela nunca havia odiado seu título como ela odiava naquele momento. Se soubesse o que a aguardava a garota nunca teria voltado para casa, teria arrumado suas coisas e em seu último dia de aula da faculdade de Artes ela teria sumido no mundo e nunca mais voltaria para casa. Talvez ainda estivesse em tempo, poderia aproveitar sua estadia no palácio para planejar sua fuga, talvez Henry ajudaria. Ou talvez não, Henry costumava ser politicamente correto, a imagem perfeita que se esperava de um príncipe, ou naquele caso rei. É, talvez contar com Henry não fosse a melhor solução, afinal agora ele era chefe de seu pai. Sim, chefe do Capitão da Guarda Real. Tal pensamento fez um riso escapar de seus lábios rosados, chamando a atenção de seu pai que estava sentado no banco de trás do carro ao lado dela. “E não é que ela ainda sabe rir.” - Comentou seu pai em um tom carregado de sarcasmo. “Já achei que sua mãe havia mandado a filha errada para o palácio comigo!” - Fora impossível não revirar os olhos e olhar pela janela para fora do carro. “Estou apenas pensando sobre o fato de que agora Henry é seu chefe!” - Ela provocou dando de ombro. Talvez, mas só talvez ela pudesse convencer Henry a lhe ajudar a convencer seu pai de que ela não precisava de um casamento arranjado. É, talvez isso desse certo! No entanto ela não precisava olhar para o pai para saber ou sentir que sua postura e olhar haviam mudado, endurecido. Ele estava assumindo a postura de Capitão da Guarda Real que usava com os guardas do palácio. “Não se atreva Aimée.” - Ele ameaçou de forma que parecia ler a mente da filha, o que fez a garota encolher no banco de couro do carro. “Você não teria nenhum sucesso de qualquer forma!” - Ele completou entre dentes de forma quase inaudível. Em vezes como aquela ela temia o pai, e sempre preferia encerrar o assunto e se afastar, por isso estava mais do que feliz quando o carro finalmente parou em frente à grande escadaria do castelo Inglês, e antes mesmo que pudesse se dar conta sua porta fora aberta e um não lhe estendida. Pegou a mesma e deslizou para forma do carro somente para então se dar conta de um par de olhos azuis lhe encarando. “Ohhh meu Deus Henry...” - Ela falou em um tom mais alto do que deveria assim que se deu conta de que aquele com quem ela sempre se correspondia, aquele a quem ela podia chamar de amigo estava ali, finalmente ali em sua frente, e ela mal havia se dado conta do quão ela estava ansiosa por vê-lo. Tão ansiosa que esqueceu-se completamente de todas as regras e até mesmo de quem eles eram quando jogou os braços em volta do pescoço dele. Porém sua indescrição não durou mais que 3 segundos completos antes de ouvir os altos pigarros vindo de seu pai. Recolheu os braços e pôs-se a fazer uma reverência. “Majestade.” - Sua voz era afetadas carregada de um tom que ela saberia que ele acharia engraçado. “É bom revê-lo!”










