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Doherty, Cassian:
Até a voz dela era irritante ─ isso ou o óbvio sarcasmo que ela não fazia questão de esconder irritava-o profundamente. O que ela achava? Que ele estava feliz com isso? Cassian gostaria que ele pudesse recusar o arranjo. Ele poderia explicar para o rei que estava lisonjeado, mas que não acreditava que eles dariam certo, mas quando alguém se importou com aquilo? Nenhum casamento arranjado era baseado em felicidade e Cassian não era alguém que acreditava que o casamento era o formula do mesmo. Ele desceu o conteúdo do sua nova taça tão rápido que se sentiu levemente tonto e tossiu. Quantas daquela ele já tinha tomado? Havia perdido a conta. Novamente, deixou a taça no primeiro garçom que passava e puxou mais uma taça. Ele não pretendia continuar sóbrio se tivesse que manter aquela conversa amigável. “Como não podia estar me divertindo?” Ele perguntou copiando o tom jocoso dela. “É minha festa de noivado afinal.” Fez questão de falar como se ela não estivesse envolvida naquilo também. E, honestamente, ele achava que ela realmente não estava envolvida. Ela parecia querer aquilo tanto quanto ele ─ algo próximo de zero ou negativo.
A cor do vestido dela não passou despercebido para ele, mas Cassian não podia ligar menos. Ela poderia fazer coisas piores para transformar a vida dele um inferno do que expressar sua infelicidade na cor de um vestido. A pior delas sendo não consumar o casamento, afinal, já não bastava o novo cinto de castidade que agora estava no seu anelar. “Agora você pode parar de fingir, Evelyn, afinal o seu tom diz tudo──” ele falou sem ressalvas quando parecia que não tinha mais ninguém por perto, mas forçando um sorriso ou outro quando alguém passava junto. “Você não precisa me convencer o quão feliz você está…” Ele sempre diria que ele quem se deu mal nesse arranjo, afinal, quem iria querer se casar com uma princesa mimadinha? “Ao menos vamos estabelecer regras se queremos sobreviver a esse… a isso.”
Fora praticamente impossível não gargalhar ao ver o noivo beber o conteúdo de sua taça em um só gole e tossir logo após. Mas Evelyn não podia agir feito uma criança, não, agiria como adulta. Ou quase isso. — Sente-se bem? Se precisar se retirar tenho certeza que todos entenderiam. - Ela sorriu com uma falsa compaixão. Notou que ele pegou outra taça, claro, agora seria obrigada a se casar com um alcoólatra. Era preciso um grande esforço para que ela não revisse os olhos, mas quando ele falou que a festa de noivado era dele, Evelyn acabou mandando todo seu auto-controle pro espaço. — Sua? SUA? - Ela perguntou descrente. — Você está conseguindo ser mais ridículo ronque eu pensei que fosse. - Ela o alfinetou. Negou com a cabeça e então levou a própria taça ao lábios, sorvendo um grande gole. Talvez ela devesse seguir o exemplo do alcoólatra com que se casaria e tornar-se uma, afinal só assim ela aguentaria aquilo.
Olhava ao redor deles como se procurássemos suas damas de companhia que estavam falhando miseravelmente na missão que ela lhes dera. Evelyn pedirá que não a deixasse na presença do noivo por mais de cinco minutos e lá estava ela, sentindo como se estivesse ao lado dele por anos. Voltou seu olhar pra ele, desta vez chocada. — Só porque ficamos noivos isso não lhe dá o direito de me chamar pelo primeiro nome, Cassian. - Seu tom era carregado de desdém, principalmente quando pronunciava o nome dele. — Ótimo, então sejamos honestos um combo outro, já que dizem que comunicação e honestidade é a base de um casamento feliz... - Ela se virou completamente na direção dele, ficando de frente para ele, aproximando-se mais e mais, apenas para cutuca-lo no ombro enquanto falava. — Eu não gosto de você e não quero me casar com você. - Ela falava baixo, afinal estavam numa festa, haviam pessoas em volta e Evie era correta demais para fazer um escândalo, por mais irritada que estivesse. — Mas estamos presos um com o outro, a menos que você queira desistir. - Não havia como esconder a esperança em seu olhar quando encarava tão profundamente os olhos dele. Quando ouviu ele novamente, seus ombros e sua postura perfeita caíram. Ele não desistiria. — Regras - Seu tom era descrente, mas surpreso. — Ótimo, vá em frente. - Pois ela era toda ouvidos. Evelyn era muito certinha, sempre fora fã das regras, a ajudavam a controlar sua ansiedade, por isso nunca havia quebrado uma. No entanto ela duvidava, e ate mesmo apostaria se fosse preciso, que ele não era fa de regras. Apostaria ate mesmo que ele seria o primeiro a quebrar uma das próprias regras e era por isso que ela cruzou os braços e ofereceu um sorriso presunçoso.
mesmerizingtales:
Hastings, Eadlin:
Eadlin entendia porque o pai havia tomado aquela decisão, porém não queria dizer que ela gostava da mesma ou ao menos a aceitava. Não! Era ultrajante que aos vinte-cinco anos ela precisasse de uma babá. O rei poderia enfeitar o quanto quisesse os títulos do sargento (ou era general?), mas, para ela, ele tinha virado uma babá glorificada ─ e ela tinha sido reduzido à uma criança mimada. Nem quando era pequena tinha sido cercada por seguranças. Tudo bem que sua vida tinha sido arriscada e ela quase foi sequestrada, mas que tipo de família real eles seriam se aquilo não tivesse acontecido com um deles? Ao menos significava que ela tinha ido próximo suficiente do povo e não ficado trancafiada naquele castelo, diferente do resto da sua família. Ela só queria uma noite normal, mas não podia porque tinha nascido uma Hastings. Ela sabia que tinha um papel e obrigações, mas ser uma princesa deveria também lhe dar privilégios que outras pessoas não tinham, certo? Eadlin ainda precisava conhecê-los.
Ao acordar, ainda de manhã cedo, não havia aceitado o fato que fora dito para ela na noite anterior e, por mais que seu pai tivesse dito para que ela esperasse na varanda, ela bufou o ar pesarosamente enquanto vestia roupas mais casuais e ignorou completamente a ordem de seu pai, indo diretamente para o jardim. Quais outras consequências para suas ações ele poderia impor? Já tinha colocado um general para segui-la para cima e para baixo, só poderia ficar pior se jogasse-a nas masmorras. O jardim seria seu lugar seguro. Ao menos cuidando do jardim ela poderia ser enganar o suficiente de quem sua vida não era tão diferente assim ─ pelo menos por alguns minutos. Addy mantinha o passo rápido para o canteiro de rosas mais distantes quando quase se viu bater de frente com alguém. O barulho chamou-lhe atenção fazendo com que ela olhasse levemente para cima. De uma coisa Eadlin tinha certeza, ela nunca tinha visto aquele homem na corte até o momento. “Depende de quem gostaria,” talvez não fosse ser tão ruim assim ter um segurança, pensou, imaginando que aquele deveria ser o novo general. Normalmente, ela e sua família tinha um bom conhecimento de todos que estavam na corte, então cada pessoa nova era recebida com uma dose saudável de curiosidade. “És o general Stirling?” Eadlin perguntou, quase retoricamente, retirando as luvas de jardinagem e colocando-as embaixo do braço. “Não acho que a princesa queira ser encontrada, mas deve ser seu dia de sorte,” ofereceu uma de suas mãos para ele, “──princesa Eadlin.” Pensou em como sua irmã provavelmente teria feito uma reverência; bom, na verdade sua irmã não estaria naquela situação, mas provavelmente a reverência é o que deveria ter feito, mas era tarde demais. “Eu diria que é um prazer conhecê-lo, mas dado as circunstâncias…” Não é que ela quisesse fazer a vida dele difícil, mas o que mais poderia ser esperado dela?
A resposta dela fora evasiva e, de certa forma, não o pegará completamente de surpresa. Ele sorriu, quase riu, balançando positivamente com a cabeça. Ele a observou discretamente e ao julgar pelos traços delicados, a postura altiva, roupas e joias, ela definitivamente era alguém que pertencia à corte. Uma nobre talvez? Ou quem sabe até mesmo a irmã mais velha da princesa que ele deveria ser babá. Sabia que o rei tinha três filhos, o príncipe herdeiro e duas meninas. Deixou seus devaneios de lado quando ouviu a voz dela novamente. Frederik assumiu a postura de general assim que ouviu seu sobrenome saindo dos lábios dela. — Sim, senhorita! - Ele acenou com a cabeça educadamente enquanto mantinha ambas as mãos atrás de seu corpo. — Mas ainda não sei seu nome. - Ele sorriu de canto. Não lhe passou despercebido que ela ignorou seu sútil pedido de saber-lhe o nome dela. Aquela moça, quem quer que fosse, estava se demonstrando muito misteriosa, e ele não gostava disso. Não gostava dos rodeios. Observou-a tirar as luvas, ao mesmo tempo que dizia que a princesa não queria ser encontrada. Frederik quase riu e contou que também não queria encontrá-la mas era parte de seu trabalho, ele não tinha escapatória e, pelo visto, nem a princesa. Estava prestes a compartilhar aquilo quando ela lhe estendeu a mão e se apresentei como, ninguém mais, ninguém menos, que a princesa Eadlin, a princesa que ele procurava. Quanto mais ele pensava sobre o assunto, mais lhe fazia sentido. Ninguém, em momento algum, lhe falou que a princesa era uma criança, ele que assumirá aquilo e não fora atrás de informações. Ficara tão irritado com o trabalho que lhe fora designado que não fizera perguntas. — Você é a princesa Eadlin? - Ele falou quando finalmente encontrou a própria voz. Forçou-se a se mexer, segurou a mão dela, sentindo a macies de sua pele, e então se curvou para depositar um beijo nas costas da mão. — Queira perdoar minha surpresa alteza. - Ele falou um pouco contrariado. Não gostava de ser pego de surpresa. — Sendo sincero. - Porque ele acreditava que a sinceridade era sempre o melhor caminho a se seguir. — Não imaginava que a princesa a qual o rei me pediu para cuidar fosse uma mulher. Imaginei uma criança. - Ele sabia que estava alfinetando-a, assim como sabia que não deveria estar fazendo ou falando aquilo, mas diante da fala dela, não havia como ele se conter. — Sim, sim, é claro. Não acredito que seja um prazer me conhecer.
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Podia ser pior. Eadlin poderia ter ido a escolhida para ser sua esposa. Ao menos, ele tinha ouvido dizer, que Evelyn tinha potencial como esposa ─ educada, cortês, adorada pelo povo. Ela daria uma boa duquesa. E não era nada mal ser o futuro príncipe consorte caso algo acontecesse com Ethan. O lado ruim, entretanto, era que Cassian não estava pronto para abrir mão da sua liberdade, se casar, e ainda ter que lidar com a mimada princesinha do rei. Ele definitivamente não tinha paciência suficiente para isso.
O que seus pais tinham na cabeça de achar que aquele acordo daria certo?
Porém, não parecia do feitio de nenhum deles questionar as decisões feitas pelos seus pais e, por isso, Cassian estava tentando sorrir para as pessoas que passavam o parabenizando pelo noivado, pois eram para isso que estavam ali ── sua festa de noivado. O baile havia sido preparado sem que ele desse nenhum tipo de palpite (bom, apenas no fato de que tinha que ter muito vinho, pois ele não seria obrigado a sobreviver aquela festa sóbrio). Não que fosse esperado dele ─ sempre foi mais uma obrigação social feminina se envolver nos preparativos da festa, mas Cassian esperava ter ao menos sido reapresentado a princesa antes do evento. Eles tinham se encontrado em algumas ocasiões, talvez trocado meia dúzia de palavras, mas Cassian não conseguia se lembrar se tinha tido ao menos uma conversa com a princesa (aquilo por si só deveria ser um indicativo que não tiveram). Ele não era tolo e sempre soube que iria acabar sendo arranjado com alguém de mesma instância social que ele, ou maior, mas ele esperava ter algum tipo de escolha ─ estava enganado.
Observou a futura esposa do outro lado do salão, distinguindo-se da sua gêmea pela cor do vestido. Cassian também sabia que as personalidades eram distintas, mas nunca tinha sido próximo suficiente de nenhuma delas para saber de verdade. De longe, grunhiu baixo antes de forçar um sorriso para mais alguém que o desejava felicidades e terminar uma taça de champanhe para trocar por outra cheia com um garçom que passava. Então, ele cruzou o salão para se aproximar de Evelyn a parou ao seu lado. “Você vai ao menos cumprimentar o seu noivo ou será que teremos que esperar até o altar para isso?” Ele não sabia se não tinham se visto antes por um pedido dela, por alguma ideia estúpida de seus pais, ou se foi simplesmente o acaso, mas se Cassian conseguia arrumar tempo em sua agenda para conhecer a futura esposa (mesmo a contragosto), ela também deveria achar um tempo para isso ─ afinal, ele não iria se casar sozinho.
Não fora absolutamente nenhuma surpresa quando seus pais lhe informaram que em breve Evelyn iria se casar. Como ela era a mais velha das gêmeas, eles haviam lhe arrumado um noivo primeiro, Eadlin viria a seguir e por serem princesas, bom, era um pouco óbvio que teriam que se casar com quem quer que seu pai escolhesse. Claro que ela não gostava da ideia, claro que achava injusto. Mas precisava admitir que estava conformada com seu destino, sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, a única coisa que pedirá aos pais era que não lhe arrumassem um velho para ser seu marido. Seria demais e ela não suportaria. No entanto, se soubesse quem eles iriam escolher, se soubesse que teria que se casar com o futuro Duque, Cassian Doherty, ela teria implorado por algum velho desdentado. Qualquer um menos ele teria sido proveitoso e tudo porque o duque tinha uma fama terrível na opinião dela. Segundo o que tinham lhe contado, ele havia distraído a reputação de várias moças não só da corte, mas de todo o reino, além é claro de, na opinião dela, ser super arrogante.
E era exatamente por isso que Evelyn, a doce princesa, a que sempre aceitava tudo o que os pais colocavam em sua frente havia, pela primeira vez na vida, feito o maior escândalo quando soubera quem era seu noivo. Obviamente, ninguém além de sua família soubera de sua revolta. E lá estava ela vestindo um maravilhoso vestido de baile que ela sabia que daria o que falar por causa da cor, um penteado adornado por uma tiara, dando sorrisos gentis a todos que vinham lhe parabenizar por aquele noivado, que na opinião dela era muito idiota. Acenava com a cabeça e sorria para o Conde Lhorn e sua esposa quando ouviu a voz do homem dirigir-se a si. Nunca trocará mais do que três palavras com o noivo, mas sabia que era ele após a primeira palavra. Virou-se lentamente para ele, mantinha o sorriso nos lábios, mas agora era completamente forçado. Tombou a cabeça levemente para o lado, será que ele sabia que ela o desprezava? — Que indelicado de minha parte. Querima me perdoar, é ótimo vê-lo. - Seu tom era doce, mas carregado de sarcasmo. Prometera aos pais que se comportaria, maldita hora. Esticou a mão para ele, para que se cumprimentassem. — Divertindo-se? - Perguntou, pois era isso ou ignorá-lo completamente.
w. @mesmerizingtales
Hastings, Eadlin:
Fora informado,muito cedo naquele dia, que o rei gostaria de conversar com ele em uma hora,o que lhe dava tempo suficiente para se arrumar, tomar um rápido café preto, já que nunca tomava café da manha, passar no quaró ao lado, o quarto da filha, dar-lhe um beijinho de bom dia e seguir para o encontro com o rei. E foi o que ele fez. Cinquenta minutos depois de receber o comunicado, Frederik encontrava-se no escritório do rei, sentado a sua frente. O monarca lhe explicava o que queria dele, começará lhe contando sobre as últimas atrocidades que a filha mais nova havia feito, reclamava que ela o tirava do sério e que estava verdadeiramente preocupado com sua segurança. Enquanto o rei falava, o Starling só conseguia pensar que o rei estava exagerando, a filha deve deveria ser apenas uma criança, era normal que crianças dessem trabalho. Não que Olívia fosse uma péssima filha, muito pelo contrário, mas sabia que quando ela chegasse na adolescência as coisas mudariam. Frederik quis dizer que o rei deveria ter paciência com a princesa, mas não abriu a boca, afinal não era sua filha, não era sua responsabilidade. Até aquele momento.
Trinta minutos depois, o general deixava o escritório do rei bufando furioso, liberando toda a frustração que havia segurado dia te do rei, ou teria lhe desferido um soco e provavelmente seria preso e depois esforçado por tal ato. Num passe de mágica ele havia passado de general a babá. Como aquilo fora acontecer? Sim, ele tinha uma filha mas nem mesmo ele cuidava de sua própria filha, será que o rei não via isso? Agora teria que ficar correndo atrás de uma pirralha mimada para baixo e para cima? Claro que tentará fazer o rei ver a razão do porque ele não podia aceitar aquele trabalho, como poderia tomar conta dos soldados e prepará-los para uma guerra se estava trocando fraudas? Deus do céu, será que ela ainda usava fraudas? Ele sacudiu o cabeça horrorizado com o pensamento. Ficaria tudo bem, o próprio rei lhe garantirá que era apenas temporário, até que o próprio Stirling arrumasse um guarda a quem confiasse sua vida para ocupar seu trabalho. Rangiu os dentes, marchando irritado de encontro a princesinha mimada. O rei havia dito que ela estaria à espera dele na varanda que dava para os jardins do fundo o que, agora pensando melhor, lhe soava estranho. Crianças geralmente não faziam as refeições na frente dos adultos, sempre em uma sala de jantar reservada para as crianças. Sabia disso por causa de Olívia. Respirou pesadamente e então saiu para os jardins e em poucos passos estava na varanda e no entanto, ela não estava lá. Avistou uma jovem andar vagarosamente próxima as florese então decidiu se aproximar, talvez ela tivesse visto a princesa que claramente ou estava atrasada ou havia fugido e ele havia começado muito mal o seu trabalho. Aproximou-se dela e a cada passo que dava podia ver mais de seus traços e foi só quando estava finalmente de frente para ela que ele notou. Ela era linda! — Bom dia senhorita. - Ele começou assim que pigarreou, livrando-se do desconcertante olhar dela. — Poderia me dizer se viu a princesa Eadlin por aqui?
HANDE ERÇEL Sen Çal Kapimi (17)
meet your royal highness, princess Evelyn
Nome: Evelyn Ann Hastings Apelido: Eve or Lynn Idade: 25 anos Raça: fada Face claim: Hande Erçel
headcanon:
Tem um cachorro da raça Corji chamado Newton a quem ela nunca conseguiu controlar completamente e por isso está sempre em apuros por causa dele.
Inocente e muito ingênua, sempre dá o benefício da dúvida para as pessoas pois acredita no melhor de casa um, acredita na bondade.
Um amor de pessoa, muito bondosa e amiga. Sempre muito animada e positiva, nunca perdeu a criança interior dela.
Adora astronomia e passa muito tempo observando as estrelas. Tem um telescópio na varanda de seu quarto, mas por vezes pode ser vista cavalgando de noite para algum campo em aberto para observar melhor as estrelas.
Aprendeu esgrima na adolescência, apenas para se defender. Não é muito boa em esgrima mas tem uma visão perfeita para atirar arco e flecha.
É muito competitiva.
Sua cor preferida é o vermelho e azul.
Suas flores preferidas são os lírios brancos e as rosas vermelhas. No entanto ela é alérgica a pólem. Começa com espirros, seu nariz fica vermelho e escorrendo, olhos lacrimejando e logo ela estará de cama por uma semana como se tivesse pegado um terrível resfriado. Além das flores, ela também é alérgica a gatos.
Adora escrever cartas e bilhetinhos. Todas as manhãs ela escreve inúmeros bilhetinhos com mensagens fofas e positivas e sai entregando para os funcionários ou membros da corte no intuito de alegrar o dia das pessoas.
Sua estação preferida é o outono. É fascinada pela coloração vermelha, amarelas e laranjas que as árvores do bosque assume com a chegada da estação.
Teve aulas de piano e violino quando criança, mas nunca teve muita paciência para instrumentos. Desistiu do violino rapidamente, mas insistiu no piano. Sabe tocar algumas poucas músicas mas agora voltou a se interessar e aprender a tocar. Tem um piano em seu quarto.
Adora desenhar. Tem sempre um caderno em suas mãos que usa como diário ou caderno de desenhos e vive desenhando tudo o que vem a sua mente.
meet the general, sir Frederik
Nome: Frederik Alexander Stirling Idade: 32 anos Apelidos: Fred, Freddy, Rik, Stirling Familia: Alexander e Catherine (pais vivos), Violet (esposa falecida), Olivia (filha de cinco anos, fada graças a mãe) Raça: Dragão
headcanons:
Alexander Stirling era o general da guarda real. Se aposentou há pouquíssimo tempo e o cargo foi ofertado a Frederik por ser filho de Alexander e por ter uma reputação ótima no exército.
Frederik se casou com vinte e quatro anos com Violet, a filha de um marques. Não se amavam e ele nunca conseguia arrancar um sorriso se quer dela, por mais que tentasse. Sempre a tratou bem, mas ela sempre muito apática, nunca correspondia às tentativas dele. Um ano após o casamento nasceu Olívia e a depressão pós parto só agravou a situação de Violet, que passou a nunca mais sair de seu quarto, estava sempre no escuro, sempre chorando. Rejeitou a filha e quase um ano após o nascimento da menina, a mãe fora encontrada sem vida, na banheira de seu quarto.
Por mais que Frederik não tenha sido o culpado pela morte da esposa, ele se culpou e sua forma de se punir por deixar que aquilo acontecesse foi servir no exército. Fazer-se útil no campo de batalha enquanto Olívia era criada por seus pais.
Foi chamado de volta por seu pai que iria se aposentar e passar o cargo de General para ele. Era uma boa oportunidade para enfim ser pai e tomar conta de Olívia.
É um bom homem, honrado e tem sempre um sorriso fácil e cativante nos lábios, sendo considerado muito gentil e educado.
Por ter passado os últimos ano lutando em guerras, ele se tornou um homem fechado. Não deixa com que as pessoas se aproximem de mais ou que o conheçam verdadeiramente.
Somente aqueles que o conhecem bem sabem sobre seu lado brincalhão e sarcástico.
Sabe tocar violão e cantar muito bem, apesar de quase nunca o fazer.
Não está nada feliz com o pedido do rei de “se babá” da filha mimada dele. Ele era um general agora, não tinha tempo de ficar tomando conta de pirralhas, seguindo-a para baixo e para cima.
I think any time anybody sees the bad guy show emotion and you’re not hitting the audience over the head, there’s always a tinge of empathy for that individual.
like/reblog if you save, and if you want, credits to edaiyildiz on twitter
mesmerizingtales:
Henry encarou Louise com olhar de obviedade ─ ela nem conseguia fingir. Nenhuma daquelas mulheres tinha um pingo de sutileza, a menos que o desinteresse de Charlotte na situação contasse como sutileza. Para uma duquesa e uma princesa, as duas só faltavam mandar que ele arrumasse um quarto ─ o que certamente ele não faria tão cedo visto que era onde toda a situação havia começado. Ele rolou os olhos e deu de ombros, antes de falar, “essas duas ai não fazem o que eu mando e eu sou literalmente o rei delas,” apontou acusadoramente para Audrey e Charlotte. Apesar de Audrey ter começado a sentir-se menos receosa, ou talvez quisesse agradar a princesa da França, Henry não podia demonstrar menos interesse. Será que nenhuma delas o conhecia para saber que ele não gostava de perder? Ele jogava apenas coisas que podia vencer. Henry se distraiu pegando um scone de mirtilo e brincando com ele entre as mãos quando ouviu-a falar com ele. “Você está se esquecendo que esse é um jogo inglês né?” Tudo bem que no outro time haviam duas inglesas, mas não era como se as mulheres fossem forçadas a serem boas nos jogos tanto quantos os homens. Henry literalmente cresceu sendo obrigado a jogar todos aqueles jogos no internato ─ e não pegava nada bem quanto o príncipe era ruim naquilo, mesmo criança.
Subi seu olhar então para Francesca, antes de se levantar da cadeira e parar atrás dela para dizer em voz baixa, num tom que só ela ouvisse, “─bom, você tem duas opções── ou jogamos o jogo, ou teremos que sair daqui,” ele ofereceu a única alternativa que Louise acharia plausível. Claro que o Henry sempre poderia falar que ele estava cansado demais da viagem, se retirar sozinho, mas já que Louise estava fazendo o possível para que eles dois ficassem juntos, porque não ajudá-la. Ele não iria obrigá-la a passar tempo com ele se ela não quisesse. Se decidisse sair dali, ele deixaria que ela fosse para onde quisesse, mas ao menos havia dado uma outra opção.
Se antes havia parado de prestar atenção nos quatro, agora estava muito atenta, principalmente quando ouviu as palavras de Henry sendo dirigidas a ela. Era claro que era um jogo inglês e era claro que ele sabia como jogar. Como havia sido tão estupida ao pensar o contrário. Queria que o chão se abrisse e a engolisse naquele momento, tamanha era sua vergonha, mordeu o cantinho do lábio inferior em um ato nervoso enquanto deixava um sorriso tímido estampar seu semblante enquanto abaixava o olhar para o bule que ainda segurava. — Claro que é! - Ela sussurrou. Colocou o bule sobre a mesa enquanto todos se levantavam. Com a comoção ela não notou quando Henry parou atrás dela, falando baixo, próximo ao seu ouvido de forma que só ela podia ouvir. Teve um leve sobressalto surpresa com a proximidade dele, e então sentiu um arrepio percorrer sua espinha, um arrepio que lhe trazia lembranças, lembrança que ela se quer deveria ter. Olhou minimamente por sobre os ombros para ter um pequeno vislumbre do loiro, ele estava perigosamente perto. — E qual seria o pretexto para sairmos daqui? - Perguntou num misto de curiosidade e ansiedade.
Ela sabia que não deveria sentir aquilo, sabia que não deveria ficar sozinha com ele. Mas uma parte de si, uma grande e estupida parte, a parte que a estava movendo a fez virar-se para ele por completo, após notar que as moças haviam se afastado, dando-lhes um pouco de privacidade. Frannie apoiou ambas as mãos no encosto de metal da cadeira, enquanto mordia o lábio incerta. — Não entendo. Não quer jogar ou o que? - Ela tinha medo de perguntar se ele queria ficar a sós com ela. Era verdade que a dama de companhia ainda se ressentia pelo que acontecerá, mas desde e tão ela vinha tentando colocar em sua mente que não podia ficar com raiva dele pelo ocorrido. Ele era o herdeiro da Inglaterra, era lindo, charmoso, podia ter qualquer mulher que bem entendesse. Ficar com ela fora apenas um passatempo, e chamá-la pelo nome da ex, bom, deveria ser normal, ele deveria amá-la. Henry não tinha culp de nada. Ela era a única culpada por ter se deixado envolver, por ter fantasiado algo que não existia. Estava mais do que na hora de crescer e agir naturalmente. — Certo. Sair daqui. Mas você lida com elas. - Ela disse em meio a rodeios e pequenos sorrisos.
mesmerizingtales:
Apesar dela não ter tratado-o com tanta formalidade, soava distante. Mal parecia que se conheciam. Ele havia sido tolo de acreditar que só o tempo iria fazer o episódio desaparecer de suas mentes e tudo voltaria a ser como era antes. Não, ele precisaria ativamente consertar o seu erro, mesmo que involuntário. Chegava a ser engraçado, porque ele tinha quase certeza que os seu sentimentos pela pessoa que havia dito o nome eram uma farsa ─ sentimentos em relação à uma imagem que ele mesmo criou. O que ele teve com Francesca era real e ele deixou confundir com a fantasia.
Típico dele.
Ela ainda evitava olha-lo, o que deixava-o levemente irritado, mas de nada adiantaria exigir que ela olhasse para ele, só se quisesse perdê-la de vez. Encolheu os ombros, resignado, sabendo que a lição de Audrey viria mais tarde. Ela tinha mais palpites sobre a vida amorosa dele do quê qualquer ex jamais deveria ter ─ mas ao menos é porque queria seu bem. Ela era quase uma consciência para ele. “Obrigada, senhorita Delperier,” ela agradeceu e quase fez o Henry emburrar ─ por que ela podia usar o sobrenome e ele não?
Henry continuou seguindo o grupo de mulheres, finalmente notando que era o único homem na equação. Precisava de mais amigos homens, pensou consigo deixando que a princesa e a duquesa conversassem rapidamente em francês, até que ouviu palavras que eram direcionadas a ele. levantou a sobrancelha ─ ele nunca foi um homem de apostas e Louise sabia disso. Henry gostava de jogos em que sabia que ele iria vencer, apostas eram baseadas em sorte. Charlotte foi a primeira a concordar, aceitando qualquer coisa que deixasse aquela monotonia de chá da tarde mais interessante. Audrey tinha uma expressão meio apreensiva ─ sendo alguém que sempre precisava agradar os outros, ela não sabia se ficava do lado de Henry ou de Louise. “Quem tipo de aposta?” Henry quebrou o silêncio, tentando facilitar para a duquesa, mas sabiam que ele provavelmente aceitaria o que Louise quisesse.
Não havia nenhum motivo se quer para que Francesca fosse rude ou ignorar Audrey. A duquesa nunca havia lhe tratado mal ou com hostilidade, muito pelo contrário, sempre fora polida, educada e sorridente. Mas no entanto, a dama de companhia de Louise tinha seu pé atrás com a nobre. Talvez fosse pelo fato de não a conhecer muito bem, assim como poderia ser o fato de que a duquesa era ex do príncipe, o qual Francesca havia se envolvido. Ou mais precisamente, o fato de que Henry havia trocado o nome da dama de companhia pelo nome da ex em uma situação muito comprometedora. Entretanto, fosse o motivo que fosse, Francesca deveria tratar a outra de forma polida e gentil, assim como o sorriso que oferecia a ela.
Uma vez nos jardins, Louise insistia na aposta. Charlotte parecia empolgada, já Henry e Audrey pareciam receosos, Frannie se quer podia culpá-los, afinal a mente de Louise trabalhava de formas maquiavélicas. “Que tal se: o time que perder fará exatamente o que o time que ganhar mandar?” - Era isso, Francesca não podia se segurar nem mais um minuto, aquela era a gota d’água para si, e era por isso que a ruiva rolava os olhos para a princesa da França e a xingava em pensamento. Após o que pareceu ser uma longa pausa, Francesca que estava quieta, agora servindo os chás para eles, ouviu Audrey se pronunciar, aceitando o desafio com a condição de que ela escolherias os times. A dama de companhia havia praticamente desligado seus ouvidos, deixando de prestar atenção na conversa, afinal não dizia mais a respeito de si. No entanto, sua atenção voltou aos quatro que agora lhe encaravam, levando alguns segundo para endireitar a postura e puxar o bule de chá para si, a fim de não derramar uma gota se quer do líquido. “É então?” - Louise perguntou calmamente a encorajando a falar. — Então o que? - A ruiva piscou algumas vezes sem entender nada, olhou para a mesa, estava tudo certo, como deveria estar, o que havia feito de errado? Arregalou os olhos na direção da princesa da França, como se pedisse por auxílio. “Você e He eu serão uma dupla, já que eu, Lottie e Audrey seremos a outra.” - Louise falava com um imenso sorriso no rosto, praticamente pulando em sua cadeira, tamanha era sua animação. Aquele era seu plano o tempo todo, não era? Droga! Francesca franziu o cenho, abaixou o bule e então olhou cautelosamente para o príncipe. — Essa é literalmente a sua única chance de intervir pois a menos que seja excelente neste jogo, você irá perder. - Seu pânico era tanto que ela deixou de lado os pronome de tratamento. Ele havia aceito a aposta? Rolou os olhos, sabia que se tentasse recusar, Louise a forçaria jogar, ela sempre conseguia tudo o que queria.
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Entre todas as coisas que havia acontecido com ele e outras mulheres, talvez a que ele mais se arrependesse fossem com a Francesca. Henry tinha ficado muito tempo com Audrey pra saber que, por mais perfeita que ela fosse, ela não era a mulher para ele. Mas, durante o tempo que passaram juntos, ele deu atenção total à ela, e era homem de uma mulher só. O que aconteceu com Francesca, entretanto, tinha sido uma falha de caráter. Ele nunca teria feito aquilo em sã consciência. Mesmo se gostasse de outra mulher, não fazia sentido pensar nisso enquanto estivesse com outra. O seu erro, entretanto, lhe custava caro, porque Francesca poderia ser uma boa amiga. Eles cresceram todos juntos, apesar da diferença na hierarquia social. A proximidade, entretanto, fizera com que eles pudessem dividir mais que momentos, segredos, e eventualmente noites juntos. Hoje ele sabia que a sua paixão na outra nobre nada mais era que uma idealização da sua cabeça. Ele costumava fazer aquilo.Ele idealizou Audrey até que ela fosse absolutamente perfeita (não que ela não fosse perfeita para alguém), até perceber que não era aquilo que precisava.
Henry sorriu, com a irmã e a duquesa distraídas observando o castelo. Seu olhar tinha caído ma dama de companhia da princesa, claro ─ ela provavelmente não queria falar com ele. Seus braços envolveram Louise instintivamente antes que a soltassem ─ ela tagarelava algo em francês que, normalmente, Henry entenderia, mas estava distraído demais. “Senhorita Delperier,” ele cumprimento de maneira formal, recebendo o primeiro beliscão da Audrey. Apesar de tudo, eles tinham acabado amigos. Henry sabia que tinha magoado-a mais do que o oposto, mas ela ainda tinha paciência suficiente para ser a pessoa que o ajudava a navegar situações sociais ─ sendo muito melhor nelas do que ele. “Francesca── como vai?” Adicionou, passando a mão na área do beliscão. Sua frase seguinte aparentemente havia sido aprovada, já que não havia ganhado reprimendas.
O som da voz de Henry dizendo seu sobrenome trazia a tona sentimentos que Francesca jurara ter enterrado, no entanto, lá estavam eles, provando para ela que novamente ela havia feito um péssimo trabalho. Mordera o lábio inferior quase que imperceptivelmente, sem deixar de notar que a ex-noiva de Henry havia lhe dado um beliscão, o que resultara no príncipe herdeiro do trono Ingles, chamar a dama de companhia da herdeira do trono Frances pelo primeiro nome. — Muito bem, obrigada por perguntar. - Ela, de propósito deixou qualquer nome ou pronomes de tratamendo de fora, deveria tratá-lo como alteza e no entanto sabia que teria o mesmo destino e receberia o mesmo beliscão se o fizesse. — Espero que tenham feito uma boa viagem. - Falou educadamente num pequeno sorriso que ela lançou mais precisamente para as moças, evitava encarar o príncipe e quando o fazia, não o olhava nos olhos.
Fora puxada levemente por uma criada que lhe passava algumas informações, Francesca assentiu e viu a mulher se afastar, voltando sua atenção para a princesa Louise. — O chá será servido nos jardins, está tudo preparado como foi pedido. - Louise havia planejado uma tarde com chás, biscoitos, bolos e aperitivos, assim como champanhe, além de alguns jogos como cricket para entreter os convidados naquela tarde, antes do jantar. E sendo assim, todos caminharam para a outra estremidade do palácio, saindo para os jardins do fundo. Uma mesa para cinco havia sido posta para eles, assim como o jogo estava lhes aguardando. “Deveriamos fazer apostas, não concorda Henry.” - A ruiva ouviu sua princesa propor, fazendo com que Frannie risse e rolasse os olhos para cima. “Frannie?” - A ruiva levantou ambas as mãos para cima em um ato defensivo. — Me deixa de fora disso Lou, você sempre me coloca em enrascadas quando quer apostar.
── with @bloossom1x1
Suas visitas à França era uma das coisas mais previsíveis da sua vida. Por anos, ele passou todos os verões na companhia da corte francesa até que sua agenda estivesse ocupada demais, sua presença requisitada em outros países e as visitas à França se tornaram esporádicas. O que, de certa forma, era bom. Na última vez que estivera na corte, tinha se envolvido demais com a a dama de companhia da princesa ─ e tinha também ferrado tudo no mesmo verão. Havia tentado se desculpar. Realmente havia. Porém, como você se desculpa com uma mulher por chamá-la por outro nome? Era no mínimo ridículo e, nem ele achava que merecia esse perdão. Porém, não tinha mais como evitar.
Dessa vez com uma entourage que poderia ser considerada estranha, com sua irmã e sua ex-namorada, amiga e duquesa inglesa, ele chegava ao palácio francês ─ uma visão quase nostálgica. Não teria visto esse grupo improvável, mas Louise havia oferecido a viagem como férias basicamente, então claro que elas quiseram se juntar à Henry. “Louise,” Henry cumprimentou, deixando as formalidades de lado para lhe abraçar logo de primeira, antes que os seus olhos buscasse a dama de companhia dela.
Havia sido informada pela princesa da França que Henry, sua irmã e a duquesa francesa estariam chegando em algumas semanas e ela, como sempre, havia evitado pensar no assunto para não entrar em pânico. Ela sempre fazia isso, se podia adiar lidar com uma situação, ela adiava. Havia passado meses se convencendo de que o que acontecerá entre ela e o futuro rei da Inglaterra não havia sido nada. Eles eram amigos e haviam ficado bêbados demais e uma coisa levará a outra, ou pelo menos era isso que ela vinha dizendo a si mesma, deixando de lado o fato que fora estupida demais para nutrir sentimentos por alguém que nunca seria seu. Como poderia afinal? Ele era o futuro rei e havia deixado muito claro que gostava de outra. As semanas haviam voado e agora lá estava ela, de pé no hall de entrada do palácio ao lado de Louise, enrolando o dedo indicador numa mecha que caia de seu coque, enquanto seu olhos estavam grudados no chão, era um claro sinal de que estava nervosa.
Poucos minutos antes de vê-los entrar pelas portas do palácio, a princesa Louise levou a mão gentilmente a de sua dama de companhia, trazendo Francesca de volta a realidade, em um gesto calmo que fez a ruiva sorrir. Quando a figura dos três entrou em seu campo de visão, Francesca passou a ser a perfeita dama de companhia de Louise, aquela que havia ensinado a ser, aquela que esperavam que ela fosse. Viu com o canto dos olhos quando o loiro abraçou a princesa, cumprimentando-a, eles eram amigos e a ruiva sabia disso, mas o fato de saber não diminuia o que ela estava sentindo. Trincou os dentes tentando evitar a todo custo encontrar os olhos de Henry, mas era muito difícil fazê-lo quando conseguia perceber que ele agora lhe encarava. Recebeu um discreto beliscão de Louise, fazendo com que a dama de companhia respirasse fundou de forma que ninguém notasse e então com um sorriso gentil nos lábios encarando os convidados. — Sejam bem vindos a França. É um prazer revê-los! - Fez uma reverência a eles, assim como lhe era esperado.
It’s like the sun came out
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FRANCESCA
“Você notou que falou que eu sou o rei da Inglaterra?” Falou pausadamente, para ver se os fatos entravam em sua cabeça. “Um dos cargos mais importantes do mundo? ──E que eu sou adulto o suficiente para fazer o que eu quiser?” Não era bem verdade, claro, mas Henry tinha mais liberdade do que outras pessoas em sua posição, como Audrey ou Neal. Poderia ser porque ela não queria que as pessoas falassem, que as pessoas fizessem suposições, mas isso aconteceria pelo simples fato de que ele havia o título. Henry não podia fugir dos boatos ou rumores nem se tentasse. Se não fosse com Francesca, seria com Audrey, com outras funcionárias do castelo, ou qualquer mulher que cruzasse o seu caminho. “Dever. Querer. S”ao coisas tão subjetivas.” Ele detestava ter que se explicar, por isso não o fazia. Ele percebeu que independente de suas explicações, cada um teria uma versão do Henry, rei da Inglaterra, e nenhuma delas seria ele de verdade. “E bem, eu acredito que Audrey e eu passaremos bastante tempo juntos ainda. Nada como diplomacia e jantares horrorosos para manter nossa amizade viva.” Ele encontrou apenas uma série de razões vazias, mas não sabia como falar isso. Ele queria que ela falasse a verdade; mesmo que ele já soubesse qual era a verdade, ele precisava ouvir dela. Nunca iriam conseguir voltar como era antes se não fossem honestos.
Ele levantou uma sobrancelha novamente. A situação do seu pai não era mais um grande segredo, mas Henry nunca foi uma pessoa de falar dos seus sentimentos. Além disso, ele estava se preparando para aquele momento aos poucos. Claro que sabia que quando acontecesse seria muito diferente do que imaginava, mas ele precisava aceitar. “Eu sei,” disse finalmente, “mas eu estou bem.” Repetiu, honestamente, talvez fosse porque preferia não pensar, ou talvez porque precisava ser forte por sua mãe e Charlotte, mas Henry realmente acreditava que estava bem diante das circunstâncias. “Bom, já chegamos…” Ele divagou, parando o cavalo junto de uma árvore. “Mas precisamos saber como iremos descer agora…” Disse. Se ele descesse primeiro, ela ficaria sozinha em cima do cavalo por algum tempo, e ela parecia aterrorizada demais para isso. Por outro lado, ele não sabia como ajudá-la a descer de onde estava. “Você acha que consegue se mexer agora?”
Ponderou as perguntas dele por um momento. Ele tinha razão, e ela sabia disso. Mas ela não seria ela sem argumentar com ele. “Mas você não está na Inglaterra!” - Ela apontou, mesmo sabendo que aquilo não faria tanta diferença, não quando ele tinha a França como aliada. Ela ouviu o resto do discurso dele quieta, o fato era que Francesca estava sem argumentos. Sim, ela não tinha mais nada que pudesse dizer para convencê-lo de que eles não podiam ficar sozinhos no mesmo ambiente. E aquilo a deixa nervosa. Ela não queria estar sozinha com ele, não quando não confiava em suas próprias emoções, reações e atos perto dele.
Ouviu a resposta honesta dele, e daquela vez acreditou. Não sabia como ele poderia estar bem, mas acreditava que dentro das circunstância, ele estava. Afinal, cada um lidava de uma fora não é mesmo? Ela não havia lidado muito bem, ela nunca lidava bem com a perda daqueles que ela amava. Por isso estava lutando tanto para manter uma barreira entre eles. Não que ela o amasse, mas perdê-lo novamente a deixava doente, então era melhor que ele nem chegasse perto. Ou mais perto, naquele caso. Voltou sua atenção a ele quando ele perguntou se ela conseguiria se mexer. O que ele estava querendo insinuar? Ela arregalou os olhos por um momento e então considerou. “Depende, o que devo fazer? Pular daqui e sair correndo pro mais longe que eu conseguir deste animal?” - Seu tom era incerto, demonstrando medo, porém carregado de sarcasmo.
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AIMEE
O comentário fez Henry querer revirar os olhos, mas a educação não permitia. Era difícil ter paciência com a Charlotte quando ela estava enfurecendo o pai deles. Poderia ser como ela lida com o luto, mas será que não passava pela cabeça dela que além de perder o tempo com o pai, ela estava o estressando. E o estresse definitivamente não era bom para ele. Além de toda a vergonha que ela estava fazendo a família passar quando era pega em um dos seus episódios. Por mais que Henry admirasse o espírito livre dela, assim como sabia que Aimée se identificava com tal, mas eram duas atitudes diferentes. Aimée não era imprudente. Mas não adiantava continuar a discutir ─ nada mudaria Charlotte até ela querer.
Não se preocupou em responder o primeiro comentário. O jovem-rei sempre teve encontros casuais que mantinha longe dos olhares curiosos do mundo porque até mesmo reis tinham desejos, mas quando se tratava de relacionamentos, ele nem saberia por onde começar. Dizem que a fundação de um bom relacionamento era a amizade, então talvez desse certo. Talvez tivesse dado certo com Audrey se eles tivessem esperado mais tempo antes de entrar em um relacionamento ── ou talvez simplesmente não era pra ser. De qualquer forma, parecia bem óbvio que ele tinha sua afeição mirada em uma amiga. “Não é tão simples assim, Mee. Quando algumas coisas são expostas, as relações mudam…” E algumas vezes não dá para voltar atrás, pensou. Claro que tudo que valia a pena tinha um risco, mas ele era um estrategista ─ ele precisava saber algo antes para poder apostar todas as suas fichas. A última coisa que gostaria era de perdê-la entre todas as coisas. “Por que não tenho razão para acreditar que seria retribuído ou por que não vale a pena arriscar?” Perguntou, arrastando o inevitável.
“God,” exclamou, sem se mexer em seu lugar, “você é tão exigente. Talvez seu futuro marido vai fugir antes mesmo de chegar ao altar por você ser exigente.” Ele continuou com o tom brincalhão, talvez até mesmo esperançoso, mesmo que soubesse no fundo que não faria diferença. Ele estava noivo. Ela também. Mesmo que ainda não conhecessem seus partidos, seus destinos estavam selados em outros lados. Henry continuaria acreditando que o melhor para ambos era se ele simplesmente mantive-se-a como amiga.
Suas palavras trouxeram um pequeno sorriso aos seus lábios. “Eu não acho que iria apaziguar o seu pai se você se casasse com um cachorro, mas você sempre pode tentar. As leis podem ser um pouco duras quanto esse tipo de união── as igrejas também.” Talvez não fosse o melhor se ele brincasse com aquele tópico, já que a fazia sofrer, mas Henry não via outra solução se não encarar com um pouco de humor. Não queria saber do homem que se casaria com ela. De fato, quanto menos soubesse, menor a chance de estragar aquela união pelo simples fato que não queria que ela se casasse, mesmo que isso ocasionasse um problema político para ele. Entretanto, gostaria de poder ajudá-la melhor. “Você venceu, Mee── como eu posso ajudá-la? Porque, convenhamos, o seu pai não parece ser o meu maior fã…”
Na opinião de Aimée, Henry parecia mais quieto do que o normal, e o fato dele ter, praticamente mudado de assunto a a fez considerar por um momento e então segui-lo, ela não voltaria a tocar no assunto Charlotte tão cedo. Não quando parecia chateá-lo tanto. Contudo, ela se perguntava se ele havia se chateado com ela. Ela entendia o ponto de vista dele sobre as relações mudarem e por um segundo pegou-se pensando o que faria ou como se sentiria se ele se declarasse para ela. Ela se afastaria dele? Conseguiria correspondê-lo? Como se sentiria? Quem estaria certo naquela situação? Seu pensamentos foram interrompidos quando ele mudara de assunto novamente. Ela sentiasse estranha naquele momento e não sabia explicar o porque. Seus pensamentos estavam acelerados, pensando em todas as possibilidades. E a cada caminho que seus pensamentos tomavam era uma emoção, um sentimento diferente. Perder a amizade de Henry doía mais do que perder um membro de seu corpo, era como se alguém estivesse segurando seu coração por entre os dedos e o apertasse até que virasse pó. Por outro lado, um relacionamento amoroso fazia seu estomago se agitar de uma forma que ela nunca havia sentido antes. O que aquilo significava exatamente?
O tom brincalhão dele lhe fora um sinal para rir. Ela não havia escutado de fato o que ele havia dito, mas não ser rude ou explicar o rumo de seus pensamentos, por isso esperou que ele voltasse a falar para que ela se localizasse na própria conversa e quando fora possível, ela levara sua mão ao ombro dele, empurrando-o levemente. “Muito engraçado!” - Ela fingira estar brava, mas seus lábios sorridentes a entregavam. Contudo, seu sorriso morreu aos pouco, dando lugar a um suspiro desanimado. “Eu não sei. Só sei que não quero me casar com um estranho, com alguém que eu não amo.” - Ela disso em um tom baixo, enquanto seus olhos encaravam o chão aos seus pés. “Eu nem sei o que é o amor.” - Ela confessou. “Nunca me apaixonei.” - Deu de ombros e então o encarou com expectativas. “O que eu deveria esperar sentir?”