|| Tribulation | Adam Zaars || • HardClub • 2015 •

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|| Tribulation | Adam Zaars || • HardClub • 2015 •
Pluto no Hard Club? Não fico sozinho em casa, não! | Reportagem Completa
Manel Cruz, uma instituição do rock português | mais fotos clicar aqui Efetivamente até novembro de 2025 abordamos os Pluto em reportagens por duas vezes: na atuação deles no Rock no Rio Febras em julho e no concerto que deram no Lustre em Braga em outubro. Pessoalmente somente estive no Rock no Rio Febras. “Não há duas sem três” e o headLiner lá se governou por este bem conhecido ditado popular.
Como uma performance numa sala fechada com todas as condições para um som condizente à sublime qualidade da banda optei por seguir até ao Hard Club nesta passada sexta-feira dia 12 de dezembro.
Nessa noite os Pluto deram mais um concerto integrado na celebração dos 20 anos de ‘Bom Dia’, esse seu mítico e único álbum até ao momento. Um disco incontornável da história do rock português, na opinião de muita gente, sou um dos que comunga dessa ideia. Tudo indica que a banda portuense regressará às edições discográficas em 2026.
20 anos de 'Bom Dia' na sala principal do Hard Club | mais fotos clicar aqui Numa jornada em que a Sala 2 recebeu também concerto, nomeadamente dos espanhóis Carolina Durante, mais ou menos à mesma hora, a movimentação era notória numa noite em que as pessoas chegavam aos eventos mais tarde devido a termos tido uma sexta-feira algo invernosa.
Aprazado para as 21:30h, a atuação dos Pluto só teve o seu início às 21:52h. Por acaso até fui um dos primeiros a entrar na Sala 1 do complexo situado no Mercado Ferreira Borges pouco depois das 21h. A espera foi serena por entre conversas amistosas. A principal sala do Hard Club não registou lotação esgotada contudo esteve bem preenchida por fãs devotos com predominância em idades entre os quarenta e cinquenta anos. Houve também fãs mais jovens, pois claro.
Manel Cruz (voz e guitarra), Peixe (guitarra), Eduardo Silva (baixo) e Ruca (bateria) são quatro magníficos. Diga-se, em abono da verdade, são devotos ao seu ‘Bom Dia’ e recusam-se a prestar uma performance de baixa qualidade. Já os vi diversas vezes e é com convicção que o afirmo.
Pluto na sala principal do Hard Club | mais fotos clicar aqui Tal como já vi em ocasiões anteriores, os Pluto ficaram alinhados na horizontal em palco: Peixe à esquerda e Ruca à direita, isto quem vê a banda da plateia. No meio ficam Manel do lado do guitarrista e Eduardo do lado do baterista.
As músicas novas “Coisas Delas” e “Sonhos Nunca Pedem Licença” foram interpretadas e é fantástico vê-los a tocarem temas novos, dois ainda nem sequer editados. Eles regressaram em 2023, 20 anos depois com “Túnel”, single marcou mesmo o retorno oficial, digamos assim. Esta foi a canção de abertura do concerto.
"Bem-vindo a ti", a quarta do alinhamento, marcou o momento de subida de ânimos com uma performance altamente rockeira.
Já em "A vida Dos Outros" o público vibrou intensamente e no final desta aconteceu o momento da praxe: Cruz tirou a sua t-shirt no final da interpretação.
Momento de comunhão dos 4 magníficos | mais fotos clicar aqui Manel esteve altamente divertido e até arrancou gargalhadas ao pessoal com as suas explicações de que os temas eram “sobre estar sozinho em casa carente", algo que repetiu durante a noite. Fica a dúvida no ar, será que o rapaz da audiência que acertou em cheio no significado do queria dizer o mítico vocalista recebeu o seu prémio? (risos).
Os quatro em cima do palco estavam a desfrutar, como é-lhes reconhecido, e os sorrisos deles são como o algodão, não enganam. A boa disposição era também reinante, até mesmo qual Cruz incita o público “e salta peixe allez allez". O público entrou na onda e o guitarrista acedeu à brincadeira.
Em "Quadrado" o vocalista Manel cantou cara a cara com os fãs da primeira fila, algo que retomou em seguida durante "Lição de Adição". Um dos momentos áureos da noite aconteceu com a performance de "Só Mais Um Começo", a vitalidade da banda era quase palpável. A atuação seguia sólida com todos os fãs a deleitarem-se com o concerto.
Fãs em êxtase | mais fotos clicar aqui "Sonhos nunca pedem licença", uma das tais inéditas ainda não editadas, proporcionou um momento diferenciado: num ritmo mais suave, mesmo em jeito de balada.
Foi preciso chegar ao tema “Prisão”, a última antes do encore, para vermos Peixe sem chapéu. Saíram do cenário e reentraram um minuto depois. Terminaram a noite com “Algo Teu” e “Certas Coisas”. Mais uma noite bastante satisfatória proporcionada pelo coletivo portuense cuja atuação teve o seu término às 23:15h.
Manel Cruz fez questão de referir que"enquanto vocês vieram, nós vamos também". Acredito eu que os fãs de Pluto, igualmente de Manel Cruz enquanto instituição do rock português, dificilmente se vão cansar de os ver ao vivo. Algo que se estende também naturalmente a outra banda de Manel, os Ornatos Violeta. Ao que parece também este seu projeto terá novo álbum em breve, provavelmente também no decurso de 2026.
Peixe sempre em grande estilo | mais fotos clicar aqui Fico a aguardar por esses novos registos discográficos e respetivos concertos de apresentação. Com toda a certeza os concertos serão ocasiões a marcar presença e os novos temas serão de audição indispensável.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Texto: Edgar Silva
Fotografia: Vítor Neves @ vitor_m_neves (Instagram)
Linda Martini no Hard Club: uma banda de assombro, um assombro de concerto | Reportagem Completa
Linda Martini de regresso ao Hard Club 2 anos depois | mais fotos clicar aqui
Já não ia ao Hard Club, situado nas instalações do Mercado Ferreira Borges no Porto, há algum tempo. Mais precisamente desde o concerto dos Unknown Mortal Orchestra a 10 de julho do ano passado. Esta é uma das salas a que tenho ido com alguma regularidade e uma das que tenho gosto especial em deslocar-me.
Neste último sábado à noite, 1 de fevereiro, as experiências positivas vivenciadas anteriormente nesta sala portuense, em termos de condições de acesso e conforto na permanência no seu interior, infelizmente não tiveram um bom capítulo. Foram várias as causas para tal, como vim a descortinar, são situações recentemente implementadas. Cheguei cedo, como é meu apanágio, necessitei desde logo ir à casa de banho. Deparei-me aí com um torniquete à entrada do WC. Não estava a funcionar pelo que pude servir-me da instalação sanitária livremente. Imagino que será uma oportunidade de monetização por parte da gestão do mercado para breve.
Outra situação que pude observar: no acesso ao interior da sala, foi necessária a aquisição de uma pulseira, a qual tem de ser carregada, sendo o respetivo crédito útil para usufruto no bar.
As más surpresas não ficam por aqui, irei citar outra mais adiante…
O baterista Hélio Morais | mais fotos clicar aqui Pouco depois das 21h já haviam pessoas na fila em modo sereno de espera pela abertura das portas. A minha entrada foi rápida, depois de levantada a credencial e “escapei-me” ao local aonde estavam a explicar e a colocar as referidas pulseiras. A sala foi-se enchendo aos poucos porém, por volta das 22h, não estava ainda totalmente composta. Há sempre algum público que chega tardiamente, imagino que a dupla situação do resgate “obrigatório” da pulseira e do controlo do bilhete, feitos na mesma zona, tenham contribuído para um fluxo bem menos rápido no acesso à Sala 1 do Hard Club…
Por tudo isto, os Linda Martini só fizeram a sua comparência em palco por volta das 22:20h. Um significativo atraso no debute da atuação. Por entre conversas e a fruição de uma banda sonora agradável, com temas como “Because the Night” de Patti Smith, o tempo foi-se passando num jeito aprazível.
‘Passa-Montanhas’, álbum editado a 24 de janeiro de 2025 através da Sony Portugal está ainda bem fresquinho nos escaparates, foi interpretado na sua totalidade e seguindo a sequência do disco. Na setlist houve o intercalar de um a outro tema menos recente. O punk-post-indie Rock continua com o mesmo poder empolgante de sempre.
Este novo trabalho discográfico conta com 10 temas novos que produzem uma carga elétrica bem poderosa. O álbum resulta de uma residência artística em Leiria tendo sido gravado em Barcelona. O primeiro em que o guitarrista Rui Carvalho participou a 100%. O músico, conhecido pelo seu projeto Filho Da Mãe, juntou-se à banda em 2022, para suprir o abandono de Pedro Geraldes. Geraldes não abandonou as lides musicais, tem colaborado ao vivo com Carminho, por exemplo.
O guitarrista Rui Carvalho | mais fotos clicar aqui A abertura da atuação registou-se com "Assombro" um dos fenomenais temas deste LP ‘Passa-Montanhas’ e logo de seguida tivemos “Uma Banda” para o primeiro momento de efusividade com imensos rostos felizes e cantarolantes. Esta alegria e empenho por parte dos fãs foi constante ao logo de todo o concerto. Nem uma particular adversidade fez amainar os ânimos…
Na entrada para “Boca De Sal” houve "bocas" políticas por causa de um certo jantar registado 5 anos antes e um apelo para o público ocupar as salas de espetáculos: "são vossas, ocupem-nas" exclamou Hélio Morais.
Os fãs de Linda Martini viveram vigorosamente o concerto e tiveram de lidar com outra má surpresa, a que me falta referir… O ar condicionado não esteve a funcionar devidamente, só mesmo depois de muito suor por parte da banda é que não evitaram de o expressar verbalmente, isto já na reta final da performance. "Estamos a poupar no ar condicionado?" perguntou Cláudia em regime de desabafo e já com um ligeiro desespero… Se tivesse de dar uma classificação à organização do Hard Club seria necessariamente muito negativa. Já sei que fazem de propósito deixarem o ambiente ficar um pouco quente para que as pessoas consumam bebidas porém neste último sábado a situação claramente foi exagerada. Nas minhas vezes anteriores nunca tinha vivido uma situação neste nível.
A primeira fila dos Linda Martini no Hard Club | mais fotos clicar aqui Um painel retangular ia deambulando entre um jogo de sombras ou uma luz branca fixa. Esteve situado por detrás dos 4 elementos, eles que se perfilaram em linha reta no palco. A banda também fez esse jogo já que estavam vestidos com um dress code black & white. Toda de branco esteve Cláudia Guerreiro. No centro consigo teve Rui Carvalho todo de negro. Nas margens tiveram Hélio Morais à esquerda e André Henriques à direita, eles que alternaram nas cores: uma peça branca e outra preta em regime complementar.
A banda regressou ao Porto uma semana depois e não dois anos como quase Guerreiro disse. Tinham tocado no Maus Hábitos na famosa festa d’ O Salgado Faz Anos... FEST! como banda surpresa da noite. Efetivamente a vez anterior no Hard Club tinha sido em 2023.
O guitarrista e voz principal André Henriques | mais fotos clicar aqui "Panteão", uma das mais antigas interpretadas, foi vivida com imensa intensidade pelo público que transmitiu à banda a energia que ela precisava para o resto da atuação. Até esse momento os quatro em palco tinham já realizado uma brutal e incontornável entrega literalmente suada.
Não tivemos “Amor Combate”, tivemos uma guitarra de guerra. Uma das cordas da guitarra de Carvalho rebentou, foi trocada e num processo rápido a corda foi mudada mesmo antes do tema "Gravidade" ter finalizado. A equipa de roadies esteve sempre muito profissional. Voltou a “combate” rapidamente.
Há que afirmar em abono da verdade: este quarteto é um assombro de banda! Quando atuam dão tudo: por entre a exigência constante de Hélio Morais e o seu ritmo frenético; o impecável compromisso de Rui Carvalho e o seu contributo bem suado; a perícia e sensualidade rock de Cláudia Guerreiro (que bem fica de branco!!) e a sua contínua vivacidade e citar finalmente a determinação vibrante de André Henriques com a sua guitarra e voz. Todos eles fizeram uso das suas vozes, a principal foi a de Henriques.
A baixista Cláudia Guerreiro | mais fotos clicar aqui Antes de "Pé de Guerra" o guitarrista e vocalista André Henriques agradeceu toda a paciência de ouvirem ao vivo "canções ainda pequenas" de um disco muito fresco.
O final registou-se pelas 0:13h depois de um encore de dois temas e não de três como tinha acontecido nos 2 concertos anteriores e como esteve igualmente previsto para esta atuação portuense. Um encore igual a muitos outros concertos dos últimos anos com “Dá-me a tua melhor faca” e “Cem metros sereia”.
Em 2023 estiveram em digressão com a tournée “Merda & Ouro”, uma celebração do 20º aniversário. Um marco na sua carreira e que tem, neste 2025, um prolongamento auditivo apetitoso. Eles dizem, com muita sinceridade, que estão espantados por terem conseguido todo este trajeto e o permanente apoio de muitos fãs, a quem agradeceram no concerto. Este longo percurso tem sido realmente de sucesso. Há uma notória, saudável e bem visível cumplicidade entre todos os elementos dos Linda Martini, é algo belíssimo de se ver. Sentimos na pele a mesma alegria. Isto e um repertório incrível fazem de qualquer performance desta banda oriunda de Massamá uma experiência primorosa.
Não sei se teremos outros 20 anos de história porém tudo o que tivemos até agora dos Linda Martini fica demarcado no registo musical português de forma positivamente indelével.
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Visão periférica e do andar superior | mais fotos clicar aqui Texto: Edgar Silva Fotografia: Aitor Amorim @ torstudio (Instagram)
Post Punk Strikes Back Again 6: O Azul e Branco da Invicta deu lugar ao Negro, em três noites frias de dezembro | Reportagem Completa
É verdade que já foi no ano passado que o Post Punk Strikes Back Again (PPSBA) se realizou, mas também é verdade que o dia de aquecimento para o evento aconteceu no dia 7 de dezembro, ou seja, há pouco mais de um mês. A correria que vivemos nos dias de hoje, acentuada pelas festas que precederam o PPSBA, fazem parecer que passou um ano já, mas não. Basta respirar fundo, acalmar um pouco e as belíssimas memórias daqueles três dias regressam ao nosso corpo.
Dia 7 de dezembro de 2024, dia 01 (espécie de warm-up)
O primeiro dia do PPSBA foi uma espécie de aquecimento, aconteceu na sexta-feira dia 7 de dezembro, sendo que o festival propriamente dito, realizou-se no fim-de-semana seguinte, nos dias 13 e 14 de dezembro. Este primeiro dia teve lugar na sala 2 do Hard Club e contou com três atuações de três bandas oriundas de três países diferentes.
A abertura deste dia, e do festival, esteve a cargo dos portugueses Rival Clubs. Este é um projeto relativamente recente, deu-se a conhecer em finais de 2023, sendo 2024 o ano em que foram apresentando-se ao vivo pelo país, bem como o ano de lançamento do primeiro trabalho, o EP ‘Past Is Low’. A atuação no PPSBA foi fechar o ano com chave de ouro e, por isso mesmo, deram um concerto a condizer com a ocasião. Um concerto intenso, com melodias negras e sedutoras que deambularam por toda a sala. Estava dado o mote para a edição número seis do PPSBA.
À segunda atuação, uma enorme surpresa, as Deep Tan. Muito pouco sabia deste projeto, apenas que vinham de Londres e que tinham estado em digressão com os Queens Of The Stone Age recentemente.
Deep Tan em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui Era um bom pronúncio, mas não estava preparado para aquela incrível atuação. Percebe-se que são um projeto no início da carreira, mas aquelas ideias, aquele som minimalista que perfura a nossa pele, aquelas linhas de baixo estonteantes, bem, é algo que nos faz parar o coração e ficar deliciosamente espantados. Para mim, a surpresa de todo o festival e um projeto a acompanhar bem de perto. Deviam de fazer o mesmo, porque certamente será uma bela história de amor.
A fechar esta primeira noite estiveram os italianos Soviet Soviet, talvez o nome mais sonante deste primeiro dia. Eles que regressaram ao norte, depois da passagem por Guimarães em 2018. A energia que trouxeram ao palco elevou este aquecimento a níveis elevados de preparação para o fim-de-semana seguinte. A intensidade que este trio coloca em cada canção, em cada riff, em cada melodia é de enorme qualidade, o à-vontade que demonstram, a certeza de cada nota, a paixão pela música que criam, deixa cada um de nós de coração cheio.
Soviet Soviet em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui O aquecimento estava concluído e estávamos todos prontos para o próximo round!
Dia 13 de dezembro de 2024, dia 02
Uma semana depois e cá estamos para o festival propriamente dito. Esta foi a sexta edição deste festival e, incompreensivelmente, a minha primeira vez no PPSBA. É como se costuma dizer: “mais vale tarde do que nunca”.
A primeira banda a subir ao palco da sala 1 do Hard Club nesta noite, foram os britânicos Martial Arts. É um projeto emergente de Manchester que veio a Portugal apresentar o seu trabalho. No Spotify da banda apenas conseguimos ouvir três singles editados pela banda durante 2024, mas há muito mais para além desses temas, como ficou provado nessa noite. Apesar de ser ainda um nome desconhecido do público português o quinteto britânico conseguir arrancar as primeiras palmas e gritos de êxtase de quem por ali se encontrava. Uma atuação coesa, com a melodia e encantamento post-punk, mas a atitude, essa é totalmente punk!
Martial Arts em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui No alinhamento programado estava previsto que os próximos senhores a atuar seriam os Errorr, mas devido a um pequeno problema na viagem para o Porto dos Errorr e MДQUIИД. (que andavam juntos em digressão pela Europa), obrigou a alterações no alinhamento previsto. Assim, chegaram-se à frente os Raskolnikov e seguimos com o rock, que é para isso que cá estamos!
Os Raskolnikov são um trio suíço-espanhol-francês com uma sonoridade assente no post-punk, daquele bom, daquele inspirado em nomes sólidos desse movimento, tais como os Joy Division ou The Mission, mas com a pitada essencial de autenticidade. Mostraram nessa noite a magia que produzem enquanto banda de rock, enternecendo os corações maduros que se encontravam na plateia e que ouviam com emoção e devoção este projeto.
Errorr em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui Problema resolvido, eis que os Errorr entram em ação. Como referi, este projeto berlinense andou em digressão com os MДQUIИД. pela Europa fora, digressão que passou pelo PPSBA, para nossa felicidade. Os Errorr apresentaram-se em formato quarteto, trouxeram consigo a energia que os carateriza e levaram-nos a viajar entre o rock mais puro, o post-punk e o noise, sempre com uma mestria ímpar que fez desta atuação uma daquelas que deixa marca gravada bem funda.
Pelas minhas contas, este foi o quinto concerto que vi dos MДQUIИД. este ano. Vi-os em diferentes palcos, em festivais de sonoridades diversas e é incrível como as suas músicas e a sonoridade que os carateriza se enquadra em tantos estilos musicais diferentes, eles comprovam que a música é uma linguagem universal e cada concerto que vi deles, foi sempre melhor que seu antecessor. Como homem das matemáticas, tento encontrar uma lógica para o fenómeno MДQUIИД., mas a verdade é que não tem de existir uma lógica, a música é pura magia, acontece simplesmente e quando é feita com paixão e de forma descomprometida acontecem sempre coisas bonitas!
MДQUIИД. em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui Mais um daqueles concertos onde contagiaram toda a gente e onde criaram mais alguns fãs, isto foi dito por algumas das pessoas que os viram e com quem falei. É um privilégio poder assistir, bem de perto, ao desenrolar desta história magnífica de nome MДQUIИД..
A noite estava a ser perfeita, mas ficaria extraordinária com a atuação seguinte. Senhoras e senhores, os Ditz chegaram e, recorrendo a um velho chavão, partiram tudo! Ainda não tinha visto um concerto dos Ditz, mas diga-se de passagem que é daquelas bandas a ver, pelo menos uma vez na vida. É uma experiência surpreendente, onde a loucura é o ingrediente principal, usado com abundância pelo Cal Francis, vocalista da banda. Não estive a contabilizar, mas acho que Cal passou mais tempo entre o público do que propriamente em cima do palco, a interatividade com o público foi contagiante e não deixou ninguém indiferente.
Ditz em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui Que grande concerto! Estava encontrado o concerto maior desta sexta edição do PPSBA. Como nota, os Ditz vão estar no próximo mês em Portugal, mais concretamente no Musicbox, em Lisboa, para promover o novo álbum ‘Never Exhale’ que sairá no próximo dia 24 de janeiro.
Dia 14 de dezembro de 2024, dia 03
Inicialmente estavam previstas seis atuações para o último dia do festival, no entanto, durante a semana houve dois cancelamentos, por motivos de força maior, da parte dos projetos Night In Athens e Library Card. Nada que fizesse abalar os corações da gente madura que se atreveu a ir ao PPSBA.
A iniciar a noite, estivemos com uma banda do país vizinho os espanhóis Belgrado. Melhor forma de iniciar esta noite, seria uma tarefa difícil de encontrar, os Belgrado são possuidores de um som que se enquadra perfeitamente na temática do festival mas com ritmos mais dançáveis, que obriga a arrastar os pés de um lado para o outro com rapidez e a torcer o esqueleto, salvo seja. Se houvesse ali alguém que não soubesse como isso se fazia, bastava olhar para o palco e seguir os passos de Pat, enérgica vocalista da banda espanhola, que dançava e saltava como se o amanhã não existisse. A noite começava da melhor forma, a energia estava no ponto máximo!
Belgrado em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui Os próximos vieram de terras britânicas e são já um nome conhecido da praça. Contam com mais de uma década de existência e cinco álbuns nos escaparates, o último ‘No Hero’ editado em setembro de 2024. Muitos fãs no público, muitos a cantarem as suas canções, intensas e negras. O nome da banda, Desperate Journalism, deriva de uma canção dos The Cure e é notória a influência desta banda e dos anos 80 neste projeto. E isso é bom, eles sabem usar essa inspiração para criarem algo próprio e muito interessante. Foi um belo momento, com o destaque especial para a energia vocal de Jo Bevan, vocalista da banda.
Quase a chegar ao fim, mais uma interessante descoberta, o projeto Heartworms. Este é na realidade o projeto a solo da cantautora britânica Jojo Orme, uma artista emergente que tem suscitado curiosidade dos mais atentos, tais como, Dan Carey, produtor de bandas como os Wet Leg ou Fontaines D.C. e que produziu, em conjunto com Jojo, o álbum da artista que verá a luz do dia durante 2025. Estou ansioso por ouvir o disco, depois da atuação impressionante que nos proporcionou no PPBSA em formato banda. As suas músicas são histórias pessoais e de pessoas que conhece, traumas que a vida dá a cada um de nós, cada tema tocado naquela noite era um crescendo de intensidade, como se Jojo estivesse a viver aquela história novamente. Mais do que um concerto, é uma partilha de emoções, conflitos, desejos negros e obscuros que querem ver a luz do dia. Um dos momentos altos de todo o evento.
Heartworms em palco no Hard Club | mais fotos clicar aqui Para terminar o dia e a edição número seis do PPBSA, estiveram os Electric Litany, um projeto também ele oriundo do Reino Unido. O quarteto editou já quatro álbuns, bem como outros tantos EPs, não sendo uns meros desconhecidos. Alguns fãs na plateia comprovavam isso mesmo. As suas composições entre o experimentalismo e o post-punk, visitando o rock e o synthpop pelo meio, foram se alojando em todos os pontos da sala 2 do Hard Club e aconchegaram a boa gente que ele assistia com devoção. Um concerto digno deste evento, a corroborar a espantosa qualidade musical deste certame.
Como disse no início, é incompreensível como ainda não tinha vindo a este festival, mas ainda bem o fiz agora. Para o ano, podem contar comigo novamente. Gostei e recomendo!
Reportagem Fotográfica completa:
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Deep Tan em palco no Hard Club
Dia 2- Clicar Aqui
Errorr em palco no Hard Club
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Heartworms em palco no Hard Club Texto: Jorge Resende @ arroba75 (Instagram) Fotografia: Jorge Resende @ arroba75 (Instagram)
A vibração iluminada dos Crystal Fighters possibilita uma viagem à pop dançante de forte travo basco | Reportagem Completa
Sebastian Pringle o responsável pelo projeto Crystal Fighters | mais fotos clicar aqui Mais um noite de lotação quase esgotada no regresso dos Crystal Fighters ao Hard Club, no Porto. Uma vez mais tivemos uma noite vibrante e eletrizante. Os Crystal Fighters, conhecidos por criar uma fusão única de sons eletrónicos com influências da música tradicional basca, trouxeram uma setlist que celebrou tanto os seus sucessos anteriores quanto o novo álbum ‘LIGHT+’ editado em novembro de 2023.
Esta formação é muito requisitada em Portugal, tiveram recentemente no CA Vilar de Mouros no passado mês de agosto, aonde foram igualmente repetentes. Esta vinda a Portugal teve dupla jornada: um concerto no LAV em Lisboa na passada terça-feira (15 de outubro) e este já referido na Cidade Invicta na ultima noite de quarta-feira (16 de outubro) e no qual tivemos presentes. Ambas as atuações tinham inicialmente sido marcadas para março deste ano contudo devido a doença a doença do vocalista e guitarrista Sebastian Pringle só aconteceram nesta semana.
Queen Kaltoum, membro de suporte da banda ao vivo dos Crystal Fighters | mais fotos clicar aqui Sebastian Pringle na voz/guitarra e Gilbert Vierich na viola, dois dos fundadores do grupo, tiveram o apoio de Queen Kaltoum na voz, Drew Wynen na guitarra e Calvin Silvera na bateria formando assim um quinteto bem exuberante, colorido e mexido.
A noite não podia ter começado melhor, ao som de "I Love London", aquecendo a plateia imediatamente, e seguiu com uma mistura energética de hits como "Follow" e "LA Calling".
Sebastian Pringle sempre em modo agitador | mais fotos clicar aqui Novas músicas como "We Got Hope" e "Multiverse" apresentaram a evolução sonora da banda, enquanto os clássicos "At Home" e "You & I" mantiveram o público em êxtase. O concerto terminou com um encore poderoso que incluiu "End The Suffering" e o famoso hit de verão "Plage", que fez a plateia terminar a noite num êxtase absoluto.
O ambiente festivo do Hard Club foi perfeito para que a noite fosse de festa. O público, foi contagiado pela energia que os Crystal Fighters já nos habituara em palco, não parou de cantar e dançar ao longo de todo o concerto. Com uma mistura de ritmos eletrónicos, percussão e melodias cativantes, os Crystal Fighters reafirmaram seu lugar como uma das bandas mais "felizes" no cenário da música alternativa.
Drew Wynen, membro de suporte da banda ao vivo dos Crystal Fighters | mais fotos clicar aqui
Este concerto foi parte da tour de ‘LIGHT+’, que marca o retorno da banda ao seu som mais característico, mesclando pop tropical, elementos dançáveis e influências folclóricas. A receção do público foi extraordinária, refletindo a devoção da plateia que compareceu no Hard Club.
Setlist I Love London Follow LA Calling We Got Hope Yellow Sun Love Is All I Got Tranquilo Numbers Multiverse All Night Champion Sound Bridge of Bones At Home You & I Love Natural Encore: End The Suffering Xtatic Truth Plage
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Texto: Mariana Borges e Nuno Coelho Fotografia: Nuno Coelho @ iam_noizze (Instagram)






