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oh my darling
Capítulo 3 - Blow
POV Viollet
Faziam exatamente dois dias em que não trocava palavras com Justin. Estava furiosa com ele, qualquer coisa que vinhesse dele estava me fazendo arrancar os cabelos.
Como se um maldito jogo fosse mudar nossa vida! Foi obvio que nem respondi sua proposta e muito menos dormi na mesma cama que ele naquela noite.
Estou cansada demais, frustrada demais, reprimida demais e nada poderia ser feito.
Deram duas batidas na porta da minha sala, ela era toda de vidro claro que viria quem estava do lado de fora. Era Marshall
Levantei abaixando minha blusa que havia subido um pouco e fui abrir para ele.
-Preciso que você faça um favor pra mim. -Estou aqui para isso. -ele sorriu de lado e depois me olhou dos pés a cabeça.
-Não esta não!
-Entao? -não precisava ser grossa com Marshall. Tínhamos uma boa relação de trabalho apesar das cantadas e o assedio sexual rigoroso que sofria da parte dele.
-Minha ex mulher mandou me foder e disse que se não fosse buscar meu filho no aero porto iria queimar meu carro.
-Ah! Marshall! Você tem tantos carros que da para abrir uma loja.
-A questão é que o moleque não gosta de mim. Eu vou ter que aturar o filho da puta dois meses na minha casa.
-E você quer que eu faça o que? Seja a babá dele? Sabe que isso não esta no meu currículo. -dei as costas e o deixei falando sozinho, fui para minha cadeira e o maldito estava logo atrás.
Sentou-se na minha frente e pegou um bloco de papel e uma caneta.
-Não! Apenas quero que o pegue no aeroporto. Quem sabe uma figura feminina não o anime!
-Paga uma prostituta pra isso, Marshall tenho que fechar relações antes do meu expediente. Por favor nao me atrapalhe. -encostei meus cotovelos na mesa e segurei minha cabeça com as maos. Meus cabelos caíram na frente do meu rosto.
-Viollet, entenda que só tenho olhos pra sua bunda. Nunca encontrei uma mulher com esses atributos naturais.
-A desculpa é seu filho?
-Na verdade o moleque sabe o caminho de casa, só queria te levar pra dar uma volta. -respirei fundo e sorri desacreditada naquele homem, não era nem um pouco convencional.
Marshall é atraente, branco, alto, com seu cabelo baixo e olhos claros. O nariz empinado e um corpo bem convidativo. Qualquer mulher que não fosse inteligente cairia na conversa dele e logo seria abatida no seu abatedouro. Sim, abatedouro é como o próprio chama seu Maybach Landaulet equivalente 1.4 milhões de dólares, esse é o motel sob rodas mais caro que já vi na minha vida.
-Querida, olhe para sua sorte. -levantei a mao e apontei pra aliança -Não, não tenho ciumes de você querida.
-Marshall!
-Talvez pudesse passar na minha sala daqui a pouco. Poderíamos conversar melhor.
Não contive a risada, chega a ser hilário a forma em que ele me cantava.
-Realmente, eu deveria ir na sua sala hoje.
-Eu sou um romântico! Te trago flores amanhã, depois, na próxima foda.
-Isso é tao anti ético. -passei minha lingua entre os lábios umedecendo-os, Marshall jogou o bloquinho de papel em cima da mesa e riu cínico.
Ele tinha aquele olhar sacana de que te faz ficar envergonhada. E como se pudesse me despir com os olhos e me tocar com suas expressões.
Meu sorriso desfez no mesmo instante que vi Justin a nos observar do lado de fora. Ele estava com um buquê de flores na mao esquerda e com a cara derrotada.
Conheço a mente doentia do meu marido, com toda certeza me ver com Marshall seria praticamente está fodendo na cabeça dele.
Justin entrou na sala com a sua mao direita na nuca, sem jeito.
-Viollet -falou um pouco baixo, o suficiente para Marshall virar e vê-lo -Esta na hora do almoço e eu vim te trazer flores.
-Flores. -Marshall riu pelo nariz e levantou da cadeira - Ainda não acabamos hoje. -ele realmente não sabia o peso de suas palavras na mente sádica de Justin.
Passou pelo menos e deu um tapinha no ombro dele.
-Bom revê-lo, Bieber! -sorriu cínico.
-Digo o mesmo pra você, Marshall. -se não tomasse a frente Bieber transformaria aquela situação em algo desagradável.
Pude respirar aliviada quando o outro saiu pela porta, respirei fundo e o encarei parado de frente a minha mesa.
Tirei meus óculos e sorri amarelo.
-Saio daqui a dez minutos.
-Dez minutos? Dez minutos pra você dar uma rapidinha no banheiro com aquele cara?
-Justin eu já disse, em hipótese alguma transaria com ele. É o meu chefe!
-Te trago flores, venho pedir desculpas pela minha proposta inapropriada e você esta na sala com outro cara? -jogou o buque na mesa, as petalas sensíveis caíram pelo impacto.
-Não quero brigar com você.
-Sabe que só não transa com ele porque sente algo, se não sentisse já estaria de pernas abertas. Voce tem medo de fazer isso e de uma vez por todas ficar com ele. -passei minhas maos no rosto e abaixei minha cabeça, meu deus! Eu só queria um marido normal.
Passei minha lingua entre os lábios, se fosse dizer alguma coisa acabariamos entre tapas no meio do serviço e obviamente seria colocada pra rua por justa causa.
deixei ele com aquela cara, suas maos na cintura e a testa vincada procurando por respostas as suas acusações. Levantei da cadeira e peguei meu blazer que estava por trás da minha cadeira, o vesti e logo peguei a bolsa
Ele queria sair pra almoçar e era isso que iria fazer. Segurei o buque nas maos e sorri pra ele.
-Adorei as flores! -Justin mordeu o lábio inferior e virou o rosto. -Podemos sair pra almoçar ou continuarei a ficar muda ate você desmanchar essa cara e parar com suas paranóias?
Justin respirou fundo e dessa vez me encarou. Parecia que sua vontade era de me surrar, não por esta na sala com Marshall e sim por impor uma ordem.
Como qualquer homem competitivo ele odiava ordens, era o que ditava elas e não recebia. Esse foi um dos motivos pelo o qual estudou por enquanto seus colegas de faculdade fodiam com garotas de outras fraternidades.
Pelo menos hoje ele tinha a própria imprensa e trabalhava no que gostava, arquitetura e engenharia civil. Ele é um ditador nato, todos que trabalham com Justin sabe o quão rigoroso ele é.
Esse um dos motivos que preferi trabalhar em outro local, não iria estragar meu casamento por contraria suas vontades. E acabei deixando meu marido paranóico imaginando coisas inexistentes.
Estavamos saindo da minha sala, e Marshall estava rindo com outros homens que dariam qualquer coisa por uma promoção. Aqueles eram seus amiguinhos de piadas o qual contava cada posição que comeu uma mulher. Já ouvi varias vezes suas historias, e me peguei boa parte do tempo pensando se era possível fazer sexo oral de cabeça para baixo em uma apartamento panorâmico em Seattle.
Senti a mao de Justin nas minhas costas, que me conduzia ate o elevador. Olhei para cima e vi que ainda demoraria mais 9 andares ate que ele subisse.
-Devolveu aquelas coisas para o robin? -quebrei o silencio.
-Ainda nao, estão no carro -olhou para o painel do elevador, faltavam mais 5 andares. -Só não achei aquele vibrador rosa. Sabe onde ele possa esta?
Apertei o buque em minhas maos, meus lábios pareciam travados por alguns segundos. O elevador chegou e senti minhas pernas destravarem naquele momento. Por enquanto duas pessoas saíram de lá, adentrei com pressa, não Queria falar pra ele que estava brincando com uma varinha magica cor de rosa durante a madrugada.
Apertei o botão do andar térreo e Justin aproximou seu corpo do meu, passando seu braço ao redor da minha cintura. Seus dedos apertaram fazendo um intenso arrepio passar pelas minhas costas.
-Não me diga que você esta com ele Viollet. -sussurrou. Nesse momento todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, foi a sensação mais estranha que senti. Me sentia suja como se ele pudesse me castigar por isso.
Dei um passo para trás, sem conseguir respirar direito. Deveria esta assustada, entregando o crime.
-Eu só o vi aquela noite. -limpei a garganta logo em seguida. O sorriso sacana brotou de seus lábios macios, Justin sabia de algo que eu não sabia… Ou tentava omiti-lo.
Puxou seu celular do bolso e se afastou para o lado, sem desmanchar o sorriso da cara. O barulho era constrangedor para mim, ouvir meu próprio gemido não era tao bom quanto parecia na minha mente.
Virou o celular para mim, ficando ao meu lado. Não acreditava que ele tinha feito isso comigo, muito menos depois daquela briga.
Minhas bochechas queimavam, meu corpo inteiro ardia como se pudesse queimar a qualquer momento.
-Acho que não podemos devolver isso para Lauren -apontou para o vibrador rosa em minhas mãos, por enquanto o colocava dentro da minha vagina.
-Oh! -empurrei sua mao -Isso é patético.
-Não é quando voce esta no meu ponto de vista. -tirou aquele video e guardou seu celular no bolso. O elevador chegou ao destino, o térreo estava lotado de gente. A hora do almoço sempre era movimentada por aqui, principalmente no restaurante do prédio.
-Da próxima vez não seja patético ao ponto de filmar e não participar. -sai em sua frente, aquilo serviria pra machucar seu pequeno orgulho ferido.
Seguimos ate seu carro abri a porta e joguei minha bolsa no banco de trás juntos das flores. Olhou para mim como se estivesse feito algo de errado e não sabia o que tinha feito.
-Ficou com raiva? -ligou o carro, sem ao menos me olhar. Passei o cinto e respirei fundo.
-Imagina se eu fizesse isso com voce, gostaria disso?
-Não é nada demais. Somos casados e isso é normal. -respirei fundo relaxando meus ombros, vi pelo retrovisor que aquele maldito jogo estava lá trás.
O celular dele começou a tocar freneticamente, Justin não deu a minima, estava lá jogado entre o meio das suas pernas.
Peguei o celular e vi no visor um nome que desconhecia na sua lista de amigos. “Diane”
Não iria perder meu tempo atendendo, ainda me vinha em mente aquele mulher com quem ele falava a dias atrás no telefone, a mulher que fez ele me deixar queimando em desejo no chuveiro pra ficarem conversando.
Se ele estivesse marcado algo com ela? E ela acabou dizendo que não ia então ele chama a burra da pobre esposa que não pode beber o gozo dele e depois beija-lo, para um almoço de ultima hora, dando flores pra tentar reparar erros de dias anteriores.
A mulher insistiu varias vezes, parei de contar na decima quarta, quando tinha colocado o aparelho no silencioso e estava lendo suas SMS desesperadas pedindo para ele ligar de volta.
No fundo meus olhos queimavam de raiva, a vontade que tinha era dar uma bofetada no rosto dele e dizer o quanto era um filho da puta traidor, a outra vontade é de fazer o que ele mais teme : foder com Marshall na mesa de trabalho e depois fazer com que ele pegasse uma das minhas novas atividades extras na empresa.
Mas não tinha coragem de fazer nada contra Justin. Nao tinha coragem de trai-lo na mesma moeda, caso tentasse não passaria de beijos e uma frustração grande de Marshall em relação aos seus pensamentos pervertidos sobre mim.
Encostei minha cabeça na parte de cima do banco, olhando para Justin. Estava calado, o maxilar travado, olhos atento em cada movimento lá fora. Na sua cabeça parecia acontecer uma confusão ou era apenas alguma das minhas paranóias.
De repente senti que Justin estava em minhas maos mas ele deslizava entre meus dedos e eu não sei como seria minha vida sem ele, não sei como é acordar sem ser vitima das suas manias cotidianas e de suas sete palavras matinais.
Levei minha mao ate seu rosto acariciando com a ponta dos dedos, desci lentamente sentindo sua pele macia, dedilhei um pequeno percurso ate seu pescoço, ali era o ponto onde ele ficava rendido.
Aquela mulher que liga pra ele saberia disso? Saberia que conseguiria muitas respostas positivas apenas beijando o pescoço dele?
-Eu amo você. -falei baixinho, Justin virou-se para mim com a testa vincada sem saber o motivo pelo qual disse aquilo.
-Eu amo você, Viollet. -devolveu a frase -Amo tanto que quero te ver longe desse emprego, não é justo! Você pode trabalhar comigo e…
-Justin, você sabe que não seria a mesma coisa. O acordo quando procurei um emprego foi pela minha independência financeira e ter meu marido como chefe não é ser independente.
-A questão é o chefe! -bufou -Se eu tivesse uns quatro filhos pelo mundo, casasse umas cinco vezes, você não teria problemas com o meu dinheiro.
-A questão é sobre Diane. -explodi, o vi baixar a guarda e ficar calado sem obter desculpas esfarrapadas para me comprar.
-Marshall é um tarado, isso que quero dizer.
-Quem é Diane?
-Viollet.
-Quem é Diane? E alguem que você passa horas ao telefone? Falando o que? O quanto esta preocupado com sua mulher sendo assediada pelo chefe dela?
-Ela não é ninguém!
-Ela vai brincar com você e os joguinhos que ganhou do robin? Talvez essa quantidade de brinquedos seja pra usar com ela também.
-Diane trabalha para mim, apenas isso. -esbravejou. -Ela é uma senhora de 49 anos, casada é que tem ate um netinho.
Senti vergonha de mim quando ele falou isso. Senti como se fosse uma das mulheres mais hipócritas e maníacas do mundo fazendo aquelas especulações.
-Me desculpe eu -respirei fundo -Não sabia que você mantinha conversa com seus funcionários.
-Ela é a minha secretaria, o marido dela é o novo mestre de obras de uma construção no distrito 5. Porque merda iria fazer sexo, com uma mulher que passa o tempo me falando de como devo tratar minha esposa?
-Eu não sei!
-Quer ver minha agenda telefônica? Quer falar com todas as mulheres que tenho o numero? Todas elas podem confirmar que nada passa de assuntos de trabalho.
-Eu vi tantas ligações, semana passada eu ouvi uma conversa sua com uma mulher no aparelho debaixo e…
-Viollet! -ele me interrompeu completamente irritado -Eu não tenho caso com mulher alguma se é isso que quer saber?
-A conversa não era essa.
-O que você ouviu?
-O suficiente para não confiar demais em você. -Justin riu um tanto irônico, foi como se meu corpo congelasse por esta tendo aquela conversa com ele.
-Voce sabe como tenho que dar duro, aguentar esse bando de mulher desocupada que vive reformando suas mansões para competir uma com as outras. Sabe de como elas gostam de ser tratadas, por um misero segundo tenho que ser um homem onde elas possam confiar.
-Então por esse misero segundo você é solteiro, não fode sua mulher e se porta como um garoto de programa. -eu juro que se estivéssemos parados ele teria dado uma bofetada no meu rosto.
-Não foi uma boa ideia tentar fazer as pazes com você!
-Não foi uma boa ideia ter casado com você! -murmurei, ele por sua vez apenas mudou o percurso do restaurante. Não estávamos indo para o restaurante de comida italiana favorito dele, estávamos indo pra casa.
Me poupei em fazer perguntas para ele naquele momento. Apenas deixei o silencio me dilacerar por dentro e sentir como se ele estivesse me levando para meu calvário.
Justin é calculista, deus sabe o que se passa na mente dele por enquanto dirige com seus ombros tenso e uma expressão fechada.
A cada quilômetro percorrido meu coração disparava. Passou pela entrada do condomínio arrancando os pneus com toda a velocidade.
-Pare! Você sabe que não pode passar de 40 km aqui dentro.
-Foda-se. -ele aumentou a velocidade.
-Justin pare! Vamos ser multados.
-Eu já disse que foda-se.
-Justin! -não continuei, ele parou o carro bruscamente na porta de casa, se não estivesse com o cinto de segurança bateria minha cabeça no painel.
Tirei o cinto e olhei para ele, que apertava o volante.
-Você esta maluco?
-Desce do carro e me espera no quarto.
-Eu não vou fazer isso, esta fora de si. -não me ouviu em hipótese alguma, abriu a porta e bateu logo em seguida. Veio ate a traseira pegando minha bolsa e as flores, abriu minha porta e puxou meu braço com brutalidade.
Senti o impacto das minhas costas com o vidro do carro, sua respiração forte perto do meu rosto, seu olhar raivoso.
Justin tinha chegado ao nivel elevado de fúria, o rosto inteiro estava vermelho.
-Eu mandei você entrar, quando eu mandar você vai obedecer. À partir de hoje, se não fizer o que eu pedir as coisas vão ficar diferentes pra voce. -sua voz estava seca, como se ele estivesse com todo aquele texto treinado em sua mente. Pelas minhas pernas eu não chegaria nem a porta de entrada. Não sabia o que aconteceu comigo, apenas minha calcinha estava tao molhada que chegou a deixar minha virilha um pouco úmida.
Temi o seu olhar severo, me inclinei apertando o buque de flores. Tirando ele de suas maos junto da minha bolsa. Caminhei devagar ate subir alguns degraus com as pernas em falso.
Peguei a chave no bolsinho da bolsa e arrisquei olhar para trás, e Justin estava com os braços cruzados encostado no carro olhando fixamente seus pés.
Tremi, tentando acertar o buraco da chave ate conseguir abrir a porta. Me senti aliviada quando estava podendo respirar dentro de casa, deixei as flores na mesinha que tinha no canto da parede com algumas fotos, nao me atrevi a subir as escadas agora. Deixei a bolsa no sofá e me sentei.
Esfreguei minhas coxas uma na outra sentindo aquele pequena viscosidade entre elas. O tom em que ele acabou de falar comigo nunca tinha sido tao excitante como agora.
Alias, nem em brigas mais serias ele havia falado nesse tom comigo.
Minha respiração estava descompassada, meu peito ardia, tirei o blazer e abri dois primeiros botões da minha blusa.
Levantei a mao ate a gola movendo-a devagar para frente e para trás. Do nada minhas maos suavam frio.
-Eu disse que queria você no quarto. -a voz dele adentrou em meus ouvidos como uma bela frase sexual.
-Mas…
-Viollet! Você tem aprender que eu sou seu homem. -ele falava comigo colocando uma caixa do outro lado da sala. Engoli a seco, passando minhas maos em cima da meia calça que usava.
-Justin, o que esta acontecendo?
-Não esta acontecendo nada! -tirou sua gravata devagar. Ele ficou na minha frente, me olhando, me fazendo queimar ainda mais.
Abriu os botões da sua blusa social, ate chegar em seu cinto de couro. Puxou a fivela devagar, ate retirar o cinto com uma lentidão terrível.
-Você vai me bater? -olhava fixamente para seu rosto.
-Deveria?
-Eu não sei. -eu gritava por dentro “sim Justin me bata, por favor acerte um tapa no meu rosto”
Ele não lia pensamentos mais poderia dizer que no momento em que levantou o seu cinto para mim, iria ficar marcada por alguns dias. Mas ele não fez isso apenas tirou sua roupa ficando só de boxer na minha frente.
-Você não quer ser tratada como uma puta? -puxou meu braço esquerdo, deu pra ouvir um estalo vindo da sua ação. Seus dedos apertaram tao firme minha pele que chegou a arder. Meu corpo estava colado no seu, sem ação estava naquele momento.
-Justin, eu já disse pra você que não…
-Não vai jogar esse maldito jogo? Eu não estou falando em jogo algum. -virou-me de costas, seus braços ficaram em volta do meu pescoço. Fazia uma pressão contra a minha bunda, eu estava adorando isso.
-Isso é o que pode me dar? -não estava se tratando de algo serio e sim sobre o que acabei de dizer. Seu braço estava apertando meu pescoço como se estivesse dando uma chave, já sua mao estava no meu maxilar, apertando-o.
-O que mais você quer Viollet? -perguntou derrotado, soltou um pouco meu corpo. Não era aquela pressão sensual que fazia e sim a pressão psicologica das suas paranoias.
-Não vai me foder? -esfreguei minha bunda contra seus quadris -Não vai me tratar como sua puta? -esfreguei mais forte -E isso que eu quero ser agora.
A respiração de Justin estava pesada, o ar quente saia de suas narinas do mesmo jeito que seu corpo esquentava. Ele estava ficando com raiva e ao mesmo tempo excitado, era o ponto onde voltamos, para o inicio aquele em que ele me bateria.
-Tem certeza disso?
-Preciso me ajoelhar e lamber seus pés para que possa me foder depois? -Justin me soltou bruscamente, me fazendo virar para ele. Sua expressão era estranha, as sobrancelhas juntas e seu maxilar travado.
-Eu não…
-Esta tentando me falar que iria me foder desde o começo -coloquei minhas maos em seu peito desnudo -Me tirou do trabalho para almoçar com você -o empurrei forte -Mas suas intenções eram de me foder.
-Não fale… -empurrei Justin com toda a força que tinha, seu corpo sofreu um impacto forte com o chão fazendo um barulho. Passou alguns segundos paralisado sem entender o que tinha acabado de acontecer.
-Foder? Porque não podemos falar em foder? -passei por cima dele, ficando com uma perna de cada lado. Levantei meu pé direito sem meus sapatos apenas com a meia calça preta. Esfreguei lentamente pelo lado do seu rosto ate chegar na sua boca.
-Essa é a minha intenção, fazer as países com você e …
-Foder! -me abaixei devagar por causa da saia. Peguei o cinto que antes estava com ele, enrolei a peça em minha mao e puxei o outro lado. -A partir de hoje se você falar outra coisa que não seja foder, vou te acertar com esse cinto na cara.
-O que está fazendo? -tentou levantar mas o impedi colocando meu pé em seu peito, empurrei para baixo com força.
-Você queria me foder, não fale transar, fazer sexo, nem fazer amor. Você me tirou do trabalho para me foder e é isso que quero. -fui longe demais pela primeira vez com Justin. Meu nivel de excitação aumentava cada vez mais, nunca tinha tomado iniciativa como essa, me sentia poderosa e ao mesmo tempo meu clitóris estava tao duro que poderia estourar.
Minha vagina pulsava dentro da minha calcinha, a visão de cima era completamente erótica. Justin estava sendo preso pela sua própria armadilha, não tinha o que fazer, alias ele tinha. Mas não faria.
-Viollet, me deixe levantar.
-Porque?
-Isso esta constrangedor! -fazia parte do seu lado machista.
-Eu deixo! -sorri cínica -Com uma condição. -apertei o cinto na mao esquerda -Você vai levantar dai, e vai me foder, se eu não gozar você faz o que eu quiser.
-O que?
-Se você me fizer gozar, eu faço o que quiser. -soltei o cinto no chão, me afastando dele de costas. Comecei a abrir os botões da minha blusa ate puxa-la para fora da saia.
Justin ainda permanecia parado, deitado no chão, agora apoiado em seus cotovelos.
Desci o zíper da saia ficando apenas com roupas intimas na sua frente, o vi umidificar os lábios. Olhei para perto da sua calça e vi alguns dos cartaozinhos do jogo escapando do bolso.
-Sua iniciativa veio disso? -levantou rapido, não disse nada apenas ficou na minha frente com um olhar intimidador. Justin segurou na minha cintura apertando a pele, deixando a marca dos seus dedos.
O impacto do meu corpo com o sofá foi inesperado, minha boca estava aberta para dizer algo mas não conseguia falar meus sentidos haviam sumido por alguns instantes.
Ate que retornei a eles, aquele homem estava de pé, entre o meio das minhas pernas.
-Você acha que pode ser assim? -abaixou-se, um joelho por vez. Deixando agora seu rosto praticamente da altura das minhas pernas.
-Não, mas alguem tem que ser antes que eu me arrependa amargamente no futuro de não ter feito isso. -suas maos acariciam minhas coxas por cima do tecido da meia calça, esfregou a ponta dos dedos, o percurso era dos joelhos para Parre interna delas.
Olhava nos seus olhos com um ar desafiador.
-Está proibido usar isso a partir de agora. -os seus dedos machucaram minha pele puxando a meia calça, as unhas curtas conseguiram arranhar minhas codas deixando filhetes avermelhados de sangue.
Gemi!
O rasgão foi ate embaixo, mas aquilo estava preso em minha cintura. Ele deu todo o trabalho de rasga-la por completo.
Minha vontade era realmente de subir em cima dele e não sair ate quando o fizesse gozar ou melhor, só levantar daqui quando ele me fizer gozar.
Bieber puxou minha cintura, as maos ásperas agarraram firme quase espremendo minha pele.
Avancei para seus lábios beijando devagar, movendo os meus de forma suave brincando com meus dedos em sua nuca. Coloquei minha lingua entre os seus lábios, acariciando devagar ate a sua encostar na minha, o sabor adocicado da bala de café ainda estava em sua lingua.
Desceu as maos por baixo ate chegar na minha bunda, apertando a região. Chupei sua lingua devagar dando uma mordida leve em seu lábio inferior. O beijo desceu para meu maxilar, nesse momento o impacto leve do meu corpo contra o seu. Justin me puxou fazendo com que ficasse na ponta do sofa com ele no meio das minhas pernas, lambendo meu pescoço. Agarrei os cabelos caramelados puxando seu rosto de volta para perto do meu.
Tinha espaço o suficiente para suas maos nas minhas coxas, onde ele apertava.
Os dedos foram do meu pescoço ate meu busto, fazendo uma pequena caricia subindo e descendo. Aquilo estava deixando louca como nunca tinha ficado antes em minha vida.
Apertou meus seios lentamente, eles não eram tao grandes para encher suas maos, mas era o suficiente para que coubesse em sua boca. Desceu os lábios pelo meu pescoço dando pequenos beijos, ate chegar em meu seio direito.
Passou a lingua áspera devagar ao redor do meu mamilo, segurei em seus cabelos apertando sua cabeça contra meu corpo. Novamente fez aquele movimento com a lingua, arqueei as costas para cima, os lábios juntaram ao redor sugando com a lingua.
Soltei um gemido fraco fazendo com que ele olhasse para meu rosto.
-Fazer você gozar não será tao difícil -tirou meu seio de sua boca, para encarar-me novamente. Ignorei sua frase puxando seus cabelos para o outro seio.
-Me faça gozar, como gozei sozinha pensando em você. -mal terminei minha frase a ponto de estremecer a voz, sua mao esquerda foi em minha garganta apertando, senti uma breve falta de ar em meus pulmões.
Os dedos tocaram minha virilha de forma bruta, esfregando ate chegar a calcinha, puxou ela para o lado e encostou em minha vagina.
-Estava pensando em mim? -esfregou a ponta dos dedos em cima do meu clitóris, gemi -Era pra mim que se masturbava? -desceu e subiu pelos grandes lábios, ate seu polegar encostar em meu clitóris dando pequenos movimentos circulares.
Ergui meus quadris contra seus dedos, meu pescoço ainda imobilizado pela sua mao esquerda.
Reduziu os movimentos até que pudesse sentir o dedo anelar entrando dentro de mim, devagar.
-Faça isso com mais força, se for capaz. -o provoquei tentando olhar sua mao em minha vagina. Ele apertou mais forte meu pescoço fazendo com que abaixasse a cabeça.
O dedo acariciando minha parede vaginal lentamente, explorando aquela região molhada fazendo meu corpo queimar.
-Pra quem mais seria se não fosse você? -perguntei fechando minhas pernas em volta da sua mao. Bieber as puxou com força.
-Não me interrompa quando estiver dentro se você.
-Você não esta - ele adentrou outro dedo em minha vagina, os curvou movimentando para frente e para trás.
-Sim! Viollet eu estou dentro de você. -a manipulação dos seus dedos, faziam meu estomago sumir, um completo frio na barriga e un arrepio contínuo em minha coluna me fazia curva-se aos seus dedos.
O polegar acariciava meu clitóris, meu peito enchia de ar e mal conseguia solta-lo. Aquele homem tinha dedos mágicos, minhas pernas pesaram, e agonizante sentir-me sem chão, mal conseguiria raciocinar se estivesse tentando pensar em algo.
Dedos mágicos que escondia de mim com uma simples transa, cada toque, cada entocada me traziam sensações que não sentia por muito tempo.
Só conseguia pensar em seus dedos, seus dedos me dilacerando, movendo-se forte.
Seus olhos mantinham contato visual com os meus, abriu um sorriso quando não consegui fechar a boca quando seus dedos desacelerou dentro de mim.
Deixei minhas maos em seus ombros apertando sua pele com força, não conseguia gemer, estava preso dentro de mim da forma que me incomodava.
Era agonizante e extremamente delicioso.
Com a sua mao livre, empurrou meu tronco devagar nas costas do sofá.
Parou de movimentar seus dedos dentro de mim.
-Eu não vou continuar, Viollet! -foi como uma queda livre, olhei para Justin sem entender o motivo.
-Porque?
-Eu não vou te fazer gozar antes de me responder uma coisa.
-Merda! Pelo amor de deus! Fale alguma coisa.
-Você quer jogar comigo? -não tinha cabeça pra pensar em nada a não ser em seus dedos ainda dentro de mim.
-Justin! -ele movimentou lentamente, os três dedos. Os dois que estavam dentro curvados e o polegar no meu clitóris.
Meus pelos se ouriçaram, era tortura o que ele fazia comigo. Não respondi, ele voltou com os movimentos mais forte. As costas de sua mao chegava a bater na minha vagina com força fazendo um barulho.
Literalmente seus dedos me fodiam com força.
Afastou um pouco seu corpo para que pudesse lamber minhas coxas, os lábios se juntaram lentamente na parte interna da coxa direita e sua lingua massageou devagar aquela região, mordiscou e depois riu.
Sua boca estava na outra coxa, fazendo o mesmo. Dessa vez ele sugou forte arrancando gemidos da minha boca.
-Estou esperando por uma resposta.
-Deus! -Justin envolveu seus lábios na minha vagina, passando a lingua devagar. Tirando seus dedos, envolveu seus lábios em volta do meu clitóris sugando-o lentamente, deixando a ponta da lingua fazer pequenos movimentos circulares.
Segurei no estofado apertando meus dedos, não conseguia me segurar. Inclinei a cabeça para trás, empusionando meus quadris contra sua boca.
Justin foi tao cruel quando desceu ate a minha entrada e usou seus dedos para separar meus lábios vaginais, olhou para mim de um jeito que em todos esses anos de casados poderiam valer apenas pelo seu olhar de agora.
-Quero uma resposta, antes que você goze. -rosto vermelho, lábios inchados e sua respiração quente contra minha vagina. Não conseguia raciocinar.
-Continue. -implorei com os olhos -Por favor! -supliquei!
As maos dele foram em minhas coxas, pela parte interna até chegar na minha bunda. Puxou-me forte fazendo ficar com as pernas por cima dos seus ombros e seu rosto completamente no meio das minhas pernas.
Os movimentos severos e dolorosos que sua lingua me proporcionava me fazia esfregar-me na sua cara. Meus dedos se contraíram, mal conseguia respirar.
-Meu deus! -apertei uma das almofadas do sofá, não sentia meus pés, não sentia meu corpo apenas sua lingua na minha vagina, meu ar sumiu por alguns instantes estava ficando pesada precisava liberar tudo aquilo que tinha dentro de mim.
Mordi meu lábio inferior no instante que um jato quente molhou a boca de Justin. Pela primeira vez ele não parou e me mandou levantar para me limpar, ele continuava a usar sua lingua, para cima e para baixo ate parar no clitóris e deixar ela imóvel apenas movimentando seu queixo.
Estava aliviada, respiração descompassada. Sua boca fez questão de beijar cada parte da minha cintura ate meus joelhos. Justin sentou-se no chão com suas maos apoiadas para trás e um sorriso maroto nos lábios.
Me encontrava acabada, jogada no sofá com minhas pernas abertas, molhadas e grudentas.
-Então? -insistiu na pergunta, Fechei meus olhos e respirei fundo.
-Sim, eu aceito jogar esse jogo.