Teenage Dream - Capítulo Vinte e Sete
Clara
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Capítulo Vinte e Seis / Capítulo Vinte e Oito
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Obs: Estamos a 2 capítulos do final. E teremos um epílogo.
Harry segura Clara nos braços, tentando sorrir para ela mesmo querendo desabar, a mãozinha dela segurando sua camisa. Ainda sem notícias suas. Ele solicitou que o hospital ligasse para seus pais. Tê-los ali era uma necessidade, o quarto é grande demais para ele ficar sozinho com sua filha.
Ela é tão pequena que quase desaparece em seus braços e nas roupas que vocês dois compraram. Seus gemidos baixos e choros cessam assim que ele começa a cantar para ela, como costumava fazer quando passava hidratante em sua barriga na cama. Clara se parece exatamente com o que seu pai disse que ela seria. E Harry se pergunta se, de fato, eles se conheceram em algum momento.
Não demora muito até que sua mãe entre pela porta, os olhos arregalados e uma ruga entre as sobrancelhas, porém, assim que ela vê o pequeno ser humano, sua neta, isso muda. Ela começa a chorar e caminha até ele com um sorriso suave.
Clara é a calma no meio da tempestade, mantendo todos sãos quando, na verdade, eles querem desabar. Seu pai entra logo depois, seu rosto suavizando assim que coloca os olhos nela. Um sorriso iluminando seu rosto. Em seus sonhos, ele encontraria sua neta nos seus braços. Um sonho que logo se tornou um pesadelo com sua ausência.
“Ela é tão linda, Harry” sua mãe olha para ele, ambos chorando
“Ela é” ele assente, os olhos ainda em sua filha “O ser humano mais lindo que eu já conheci”
“Minha filha vai ficar tão brava por ela ser igualzinha a você” ela ri, mas é uma mistura de felicidade e tristeza “Ela carregou Clara por nove meses para fazer uma cópia sua”
“Ela meio que ficou” ele ri fracamente, lembrando do breve momento que você teve com Clara “Não que ela tenha ficado tão brava, eu sou um pouquinho atraente”
“Golden boy, você é tão idiota” o canto de sua boca se curva, seus olhos procurando os de Harry enquanto ela acaricia os braços de Clara “Posso?”
“Claro” seu marido coloca Clara cuidadosamente nos braços de sua mãe, e finalmente seu pai se aproxima
“Olha como ela é linda, meu amor” ele sussurra nos ouvidos de sua esposa, a emoção tomando conta de ambos “Ela tem um pouco dela também, as bochechinhas, lembra?”
“Eu lembro. Ela se parece só um pouquinho” sua mãe ri “Ei, princesinha, estamos aqui, é tão bom finalmente te conhecer. A vovó e o vovô te amam muito”
“Você é o ser humano mais lindo, pequenina” ele acaricia a perna de Clara, suavemente “Não conte para sua mãe ou para o tio Frank que eu disse isso”
Depois de um breve momento de felicidade e até mesmo uma risada abafada, há silêncio. Os três param e admiram a beleza do mais novo membro da família. Como se entendesse tudo, Clara abre os olhos e olha para os avós, soltando um gemido agudo.
Harry observa tudo e seu estômago se revira, imaginando o quanto você estaria feliz agora. Observando o quanto seus pais estão babando sobre sua filha. As mãozinhas dela abrem e fecham, procurando algo para agarrar. Seus lábios procuram seus seios, não por fome, mas buscando o conforto que somente uma mãe pode proporcionar.
Leva minutos para que o momento seja interrompido por algumas batidas na porta, trazendo todos de volta à realidade mais difícil, aquela que eles estavam assustados demais para encarar. Karen está parada na porta com uma expressão ilegível. A espera por qualquer notícia é quase sufocante.
“Doutora?” Harry se aproxima dela e inclina a cabeça “Como está minha esposa? Por favor, eu preciso de alguma notícia”
“Ela está estável agora” finalmente um sorriso se abre no rosto de Karen, não é tão grande, mas é um sorriso “Estamos apenas esperando ela acordar e ela estará com vocês”
“O que aconteceu com ela? O que causou o sangramento?” sua mãe se vira para encarar a Dra. Jamieson, Clara reclamando
“O útero dela ficou exausto depois de um trabalho de parto longo, ela é teimosa demais” ela explica com a voz mais suave “Ele não estava contraindo de forma eficaz depois do parto, e isso causou a hemorragia, mas ela está bem agora, perfeita”
“Graças a Deus!” sua mãe solta o ar, fechando os olhos
“Ela estará aqui em breve, tá bem? Sua família finalmente estará reunida” Karen sorri e caminha até sua mãe “Deixe-me ver nossa garotinha”
Enquanto Karen olha por cima do ombro de sua mãe, Harry se senta no pequeno sofá e, pela primeira vez, permite que seus ombros relaxem e as lágrimas começam a correr descontroladamente por seu rosto. Ele esteve próximo de perder você, ou pelo menos foi isso que pensou. Assim como seu pai.
Finalmente, você está bem, ele não te perdeu. Ele estará com você e sua bebezinha, como uma família, como sempre sonhou. Desde o dia em que conheceu você. Sua mãe entrega Clara cuidadosamente ao seu pai e caminha até seu marido. Ela sabia que aquilo era difícil para ele, todo aquele peso.
“Harry, querido” ela murmura, colocando a mão em seu ombro “Ela está bem agora, tudo vai ficar bem”
Harry não responde, ele se permite sentir dessa vez, suspirando fundo. Por tanto tempo ele escondeu sua tristeza e seu luto, enterrando-se em tudo menos no amor, quase perdendo sua família por causa disso. Como ele poderia decepcionar você? Como ele poderia ser um pai terrível para essa pequena dinossauro?
O toque de sua mãe, além da dele, é tudo o que ele poderia querer. E é exatamente isso que ela faz, porque sabe que Harry precisa disso. Ela conhece esse garoto há tempo demais. O garoto que agora é um homem e tem uma filha com sua filha, está desmoronando na frente dela.
Leva alguns minutos para você entender o que está acontecendo. Seus olhos piscam algumas vezes por causa das luzes brancas e fortes. Onde está Harry? Onde está Clara? O que você está fazendo com todos esses cabos conectados? A cabeça da Dra. Jamieson aparece sobre você, que semicerra os olhos tentando focar.
“Onde estou?” sua voz está fraca demais, e sua garganta dói
“Você está se recuperando, tivemos que fazer um procedimento, mas está tudo bem agora” ela acaricia seus braços
“Onde está minha filha?” você pergunta, um pouco desesperada demais
“Ela está com Harry no seu quarto. Estávamos apenas esperando você acordar para levá-la até eles” o sorriso dela é suave, mas você não consegue sorrir, não até ver sua filha.
Cada segundo que eles levam para levá-la até seu quarto é uma tortura, passando por pacientes, médicos, enfermeiras e portas. Hospitais sempre foram um lugar que te causa gatilhos, e agora você tem certeza de que nunca mais quer estar em um. Você consegue ouvir seu coração batendo forte.
Fica ainda mais intenso quando a porta do quarto se abre e você consegue ouvir um choro agudo. Sua filha. Você sabe que é ela.
A imagem que aparece diante dos seus olhos faz você chorar. Seu marido está segurando sua pequena bebê, sua mãe está cantando de um lado e Gio do outro. Todos param e olham para você. Os olhos de Harry e de sua mãe se enchem de lágrimas ao verem que você está bem. Seu marido caminha até você, cuidadosamente, se ele não estivesse segurando Clara, sem dúvida teria corrido e abraçado você.
“Minha vida!” ele murmura enquanto beija sua testa “Você está aqui”
“Harry” sua voz ainda está fraca, quase não conseguindo ser ouvida
“Ela precisa descansar” Karen declara discretamente para os outros ocupantes do quarto
“Ok, doutora!” sua mãe sorri suavemente “Nós vamos embora em um minuto”
Harry dá um passo para trás para que seu pai possa ajudá-la a se deitar na cama, segurando sua mão. A parte inferior de seu abdômen arde, te fazendo gemer. Em vez de deixar você andar, ele a levanta nos braços e a coloca ali, como um bebê. E você é de fato, a bebê dele, sempre será. Ele beija sua testa.
“Aqui, minha vida” Harry coloca Clara em seu peito, assim que você está acomodada, ela reclama “Ela precisa da mamãe”
“Harry, eu te amo, por favor, não nos deixe” você implora, suas mãos apertando a camiseta dele, com lágrimas nos olhos que encaram profundamente os dele
“Eu amo vocês duas mais do que qualquer coisa neste mundo” ele beija seus lábios “Minha família. Eu não vou a lugar nenhum”
Você olha para baixo, e sua filha está olhando para você. Ela tem os mesmos olhos cor de amora do pai. Cheira seu peito, desesperada por alguma coisa. E você sabe o que é. A camisola cai de seus ombros, expondo seu seio esquerdo, e você a ajeita nos braços.
Clara suga seu mamilo. É desconfortável e dói, a intensidade com que ela suga para conseguir sua primeira refeição é dolorosa para você. Mas suas bochechinhas se movem desesperadamente, tentando pegar tudo o que consegue. Você a admira, lágrimas escorrendo pelo seu rosto enquanto acaricia o rosto dela. Há silêncio no quarto, todos observando esse lindo momento.
“Amor, estamos indo, ok?” sua mãe está ao seu lado quando você volta à realidade “Podemos voltar em breve, aproveite sua família por enquanto”
Seu pai e Gio fazem o mesmo, dando uma última olhada na neta. Sua mãe não poderia estar mais orgulhosa, você lutou como uma campeã para trazer esse ser humano perfeito ao mundo. A filhinha dela agora é mãe. Uma ótima mãe.
Finalmente, você e Harry estão sozinhos com Clara. Nada consegue tirar o sorriso do rosto dele. Ele está apaixonado demais, o mais feliz que já esteve. Você está linda demais, mesmo com o cabelo bagunçado, o rosto pálido e exausto. Tudo o que ele consegue fazer é sentar e observar suas meninas com lágrimas nos olhos. Seu eu adolescente não acreditaria que essa é sua nova realidade.
“Não!” a mão de Harry permanece em seu ombro, segurando você na cadeira de rodas “Eu vou levar as bolsas, apenas segure a Clarassauro”
Desde que você voltou da cirurgia, Harry não permite que você faça nada, com medo de que o sangramento volte a acontecer. Então o que lhe sobra é simplesmente admirar sua bebezinha enquanto seu marido leva as bolsas até o carro. Ele fez você se apaixonar novamente, cuidando de suas meninas. Fazendo de vocês duas a prioridade dele.
Nem uma única vez Harry tocou no telefone nos últimos quatro dias que vocês passaram no hospital. Ele poderia se importar menos com a empresa, ou com qualquer outra coisa, há pessoas que podem fazer o trabalho por ele. Seu marido está apaixonado pela filha de vocês. E ainda mais apaixonado por você. Essa é a vida que ele quer viver.
“Vamos para casa?” ele volta, pegando Clara e ajudando você a se levantar
“Claro!” você sorri “Mal posso esperar para estar lá, nós três”
A porta do elevador se abre, revelando uma surpresa. Há uma enorme cesta com comida para vocês no meio da sala. Ambos caminham lentamente até a mesa. Harry permanece ao seu lado o tempo todo, como se você fosse feita de vidro, Clara está em seu carrinho, dormindo tranquilamente depois de mamar e de fazer um cocô enorme. Sua mãe está ali, sentada no sofá, sorrindo. Ela se levanta e caminha até você.
“Isso é um presente nosso” ela beija sua testa, suas mãos em seus ombros “Da nossa família e da família do Harry”
“Muito obrigada” lágrimas já rolam por suas bochechas, sentindo-se acolhida em casa pela sua família, que não pode estar toda reunida porque Clara ainda é vulnerável demais.
“Deixe-me pegar a Clara” ela sussurra, pegando o carrinho das mãos de Harry “Vão comer alguma coisa. Os dois. Descansem, sua filha está em boas mãos”
“Obrigado” Harry murmura enquanto coloca a mão na parte inferior das suas costas
“Obrigada, mãe”
A mesa tem de tudo: cupcakes, croissants, pain au chocolat, frutas, suco de laranja, chá de camomila e café. Você não pode beber café, então ele com certeza é para Harry e ele definitivamente precisa, por todas as noites sem dormir que vocês passaram nos últimos dias. É a primeira vez que você se senta à mesa com seu marido, depois de quase um mês.
E isso provavelmente será muito raro daqui para frente.
“Como você está se sentindo, minha vida?” a mão de Harry pousa sobre a sua
“Estou perfeitamente bem, meu amor” você sorri, dando uma mordida no seu pain au chocolat.
“Por favor, me avise se sentir alguma coisa”
“Pare de se preocupar tanto, estou segura agora” você revira os olhos
“Os médicos disseram-”
“Os médicos disseram que há uma chance de acontecer novamente, no entanto” você mastiga outro pedaço do seu pain “Não vai”
Harry não tira os olhos de você, prestando atenção a cada detalhe. Se seus olhos se estreitam, mesmo que por uma fração de segundo, ele suspira, se segurando para não se levantar. Cada coisa que você faz está sob vigilância. Seu marido serve comida para você sempre que seu prato fica vazio.
“Eu vou ficar em casa por quatorze dias” ele levanta os olhos para você, e seu coração aperta, com medo de que ele possa abandoná-la novamente “E depois, meio período até Clara completar quatro meses. Na outra metade, vou contratar alguém para te ajudar quando sua mãe não estiver disponível”
“Tá certo, Harry” sua voz está tão baixa que quase sai como um sussurro
“Eu prometo a você-” ele pega sua mão e beija cada nó dos seus dedos “Eu nunca vou deixa-las”
“Eu acredito em você” você ainda não olha nos olhos dele
“Posso te ajudar a tomar banho?” ele pergunta, olhando para sua mãe para ver se ela pode cuidar de Clara
“Pode ir, é um prazer cuidar da minha neta”
Depois que vocês terminam o café da manhã, Harry ajuda você a caminhar até a suíte, uma mão na sua e o outro braço ao redor da sua cintura. Não há necessidade disso, mas ele precisa ter certeza de que você está firme. O calor da pele dele contra a sua faz você se sentir confortável.
Dar à luz um bebê não é nada fácil, na verdade, é uma das coisas mais difíceis que você já fez na vida. Seu corpo ainda dói por causa do trabalho de parto e da cirurgia, você está sangrando e seus seios estão doloridos e vazando. Você não quer que Harry veja você nua agora. De jeito nenhum.
“Amor” você olha para ele “Posso te pedir para ficar lá fora?”
“Não” ele estreita os olhos “Por quê?”
“Eu não quero que você me veja nua” você olha para o lado “Eu imploro. Eu estou terri-”
“Não ouse terminar essa frase” Harry para e fica na sua frente, seu rosto está sério e ele olha nos seus olhos “Este corpo é a obra-prima mais bonita que eu já vi. Especialmente agora que você carregou e deu à luz aquele pequeno dinossauro lindo”
Harry beija as lágrimas que começam a cair dos seus olhos. Terno e suave. Ele realmente não se importa. Você está ali, viva, segura e seu corpo está perfeito. O corpo que ele deseja desde que era adolescente. Especialmente depois que ele teve você pela primeira vez.
“Você é incrivelmente linda, a mulher que eu amo e desejo, e vou fazer isso pelo resto da minha vida. Eu te amo há mais de 25 anos. E agora, eu te desejo e amo ainda mais, e eu pensei que fosse impossível. Mas olhe para você, mamãe”
“Harry Castillo!” você ri baixinho “Você é o melhor marido que eu poderia pedir”
“Isso é porque você é a melhor esposa” ele dá um beijo rápido em seus lábios “Muita areia para o meu caminhãozinho”
“Cale a boca e me dê um banho, por favor?” você balança a cabeça
“É exatamente isso que estou animado para fazer”
Harry tira suas roupas, cuidadosamente, beijando cada centímetro de pele que consegue. Olhando para seu absorvente enorme para ver se há mais sangue do que deveria. Ele precisa ter certeza de que você está bem e não está tendo outra hemorragia. Lentamente, ele ajuda você a entrar no chuveiro e liga a água, entrando após também retirar as próprias roupas.
A sensação da água morna e da mão dele esfregando o sabonete em seu corpo é reconfortante. Você precisa do seu marido. Assim como ele precisa de você. Harry a abraça, acariciando seus cabelos molhados e beijando o topo da sua cabeça. Permanecendo assim por alguns minutos. Apenas vocês dois. Braços ao redor um do outro debaixo da água. Vocês precisam sentir um ao outro.
“Eu te amo tanto” ele murmura contra seu cabelo “Não consigo enfatizar o suficiente”
“Eu também te amo, Harry” você beija o bíceps dele
“E deixe-me te dizer, você está incrível, sendo totalmente sincero aqui, a mamãe mais gostosa de todas”
“Para!” você ri, mordendo o lugar que acabou de beijar
“Eu não consigo acreditar que estamos em casa e com um bebê” ele dá um passo para trás para olhar para você “Nós conseguimos”
“Você vai me fazer chorar” você olha para cima, mordendo o lábio e assentindo “Mas conseguimos, aqueles adolescentes idiotas agora têm uma família juntos”
“Meu eu mais jovem teria dificuldade em acreditar que eu consegui ficar com você no final” Harry segura seu rosto e o puxa em sua direção, selando seus lábios com um beijo “Eu tenho minhas duas garotas favoritas do mundo em casa e não poderia estar mais feliz”
“Eu também, meu amor, eu também”
O dia passou sem que seu cérebro descansasse, nem por um segundo, pensando em como será o primeiro encontro do seu irmão com sua filha. Agora, você está deitada no sofá lendo e ela está dormindo no quarto com o pai quando a campainha toca. Cuidadosamente, você se levanta, cada vez você sente como se seu abdômen estivesse sendo rasgado.
“Mana!” Frank diz um pouco alto demais e Nat cobre a boca dele
“Eles têm um bebê, seu idiota!” ela sussurra
“Desculpa, mana!” ele sussurra também
“Entrem, ela está dormindo agora com Harry. Vou acordá-los” você dá um passo para o lado para que seu irmão e sua cunhada entrem
“Princesa!” sua mãe sorri suavemente “Como você está se sentindo?”
“Estou bem, mãe!” você a abraça antes que ela entre no apartamento
Seu pai também entra, todos se sentam no sofá. Diana, a segunda governanta que Harry contratou, serve café e muffins enquanto você vai até seu quarto chamar seu marido. Da porta, você vê a grande figura de Harry dormindo ao lado da pequena bebê dinossauro, a cena mais bonita que você já viu.
“Meu amor” você beija a têmpora dele, sua mão deslizando suavemente por seu braço, acordando-o “Eles chegaram”
“Oi, linda” ele boceja silenciosamente, com medo de acordar Clara “Vou levá-la em um minuto”
“Obrigada!” Harry se vira para olhar para você e pressiona os lábios contra os seus
Leva cinco minutos. A sala de repente fica em silêncio no momento em que Harry se aproxima da sala. Seu cabelo bagunçado, os olhos ainda inchados e segurando Clara em seus braços. Frank e Nat viram os rostos para seu velho amigo. Como é estranho ver seu melhor amigo, que ele conhece há décadas, segurando sua sobrinha?
“Harry?” os olhos de Frank se enchem de lágrimas enquanto ele se levanta “É melhor ela ser a cara da minha irmã”
“Deixa eu te contar um segredo, Frank” Harry dá uma risada silenciosa
“Essa é a minha sobrinha?” Frank pergunta, olhando para seu melhor amigo
“Essa é a nossa garota” o sorriso no rosto do seu marido é realmente radiante
“Ela é tão linda” o braço de Nat envolve a cintura do marido e ela olha por cima do ombro dele, uma de suas lágrimas cai e molha a roupa de Clara
“Ela é a garota mais linda de todas” Frank acaricia o braço dela “Desculpa, Nat, mãe e mana. Ela é a mais bonita”
“Eu consigo viver com isso” Nat ri entre as lágrimas
“Posso segurá-la?” seu irmão não consegue conter as emoções quando Harry cuidadosamente coloca sua filha nos braços de seu melhor amigo
“Cuidado, segura a cabeça dela” Harry avisa, hesitantemente tirando as mãos dela
“Eu não sou um idiota” Frank não olha para cima “Olha, Nat”
“Estou vendo, amor” ela assente, ajeitando as roupas da sobrinha “Não acredito que vocês a conceberam durante as comemorações do nosso casamento”
“Natalie!” sua mãe ri “Nós não precisamos saber!”
“Ah, qual é!” ela revira os olhos
Frank simplesmente a admira por um segundo e você consegue ver uma lágrima escorrendo pelo rosto dele no momento em que sua sobrinha segura seu dedo. Sua cunhada olha nos olhos dele e sorri. Ela não consegue acreditar que seu marido está segurando a filha de Harry. Sua sobrinha. Ambos estão felizes e aliviados por ele ser o pai da sua filha.
Toda vez que Harry diz alguma coisa, os olhos de Clara se abrem e procuram por ele. A conexão entre eles é diferente de qualquer coisa que você já viu antes. Ele está sempre no modo protetor, com os olhos grudados na filha.
Assim que seu pai a devolve aos braços do seu marido, ela imediatamente se acomoda confortavelmente, resmungando no processo. Harry dá um beijo na testa dela com um sorriso bobo no rosto. Frank balança a cabeça.
“Clara já é sua dona, Castillo” ele estreita os olhos, provocando
“Claro que é, não só ela” Harry pisca para você “Essas duas mulheres podem mandar em mim e eu vou ficar feliz e realizado"
“Idiota!” seu irmão ri
“Cala a boca, Frank! Não é tão diferente de você!” Nat empurra o ombro dele
“Ela pode me fazer de bobo quando quiser” Harry olha para seu bebê “Não é, Clarassauro?”
“Eu me pergunto de quem ela herdou essa personalidade mandona” Nat revira os olhos
“Ela é uma Castillo, já é uma CEO desde o berço” você ri “Mas vou mantê-la longe da empresa”
“Não coloque isso só na conta dos Castillo, você adora mandar” Harry beija sua bochecha
Sua filha começa a chorar e chutar o ar com seus pezinhos. Isso só pode significar uma coisa: fome. Ela não chora muito, mas quando chora, meu Deus, ela faz um show. Harry a entrega para você assim que se ajeita na cadeira. Sua mãe se senta de um lado e seu pai do outro. Ambos olhando silenciosamente para você e depois para a neta.
“Você realmente a fez, princesa” o braço do seu pai repousa sobre seu ombro
“Eu fiz, papai” você acaricia a cabeça dela, admirando-a enquanto suas bochechinhas se movem
“Não acredito que você já é mãe” ele balança a cabeça, oferecendo o dedo para sua filha segurar “Ontem você tinha o tamanho dela”
“Eu também estou tentando entender isso!” você sorri suavemente entre as lágrimas
“E eu não acredito no quanto nosso Golden Boy está completamente apaixonado por ela” sua mãe olha orgulhosamente para Harry “Eu sempre soube que ele seria um ótimo pai. Eu só não fazia ideia de que seria com a minha filha”
“Ele é completamente babão perto dela” você ri baixinho
“Ele sempre foi, querida” sua mãe acaricia seu braço “Ele sempre foi assim por você, sempre”
“Ok, todo mundo” Frank diz alto demais, limpando a garganta, fazendo Clara se mexer nos braços de Harry depois de terminar de mamar
“Cuidado aí! Ela está dormindo!” Harry o repreende
“Desculpa!” seu melhor amigo balança a cabeça “Enfim, temos um anúncio para fazer”
O braço de Frank desliza ao redor da cintura da esposa e a puxa para mais perto, beijando sua têmpora. Os dois sorriem enquanto ele busca por algo no bolso de trás. Todos estreitam os olhos, curiosos e confusos. Até que ele balança a foto de um ultrassom no ar e seu queixo cai.
“Clara não é mais o único bebê da família” os dois sorriem
De queixo caído, a emoção toma conta. Você vai ser tia. Sua mãe começa a chorar e corre para abraçar os dois. O resto de vocês fica em choque. Exatamente como você sempre imaginou, tendo filhos mais ou menos na mesma época para que eles pudessem ter o que vocês dois tiveram. Você só desejava que ele tivesse tido filhos primeiro.
“Frank!” você se levanta e abraça seu irmão assim que sua mãe se afasta “Não acredito que você vai ser pai, você mal sabe limpar a própria bunda”
“Idiota!” ele ri
“Nat!” você a abraça também
“Vou precisar de conselhos. Especialmente sobre os enjoos, estou vomitando loucamente” ela morde o lábio inferior “Acho que vou morrer”
“Você não vai” você dá uma risadinha
Harry está olhando para Clara, ela está chorando e suas perninhas chutam o ar enquanto ele tenta descobrir o que limpar primeiro. Ela teve uma explosão de cocô. Há cocô nas roupas e no cabelo dela. Nenhum de vocês tem ideia de como proceder, são 3 da manhã, então não há como ligar para sua mãe.
“Acho que vou dar um banho nela” você tenta se levantar
“Não, não, não” ele aponta para você “Fique aí, eu cuido disso” ele não fazia ideia de como 'cuidar disso'
“Ok” você arqueia as sobrancelhas
Com as roupas manchadas de cocô e Clara nua em seus braços, Harry liga a água dentro da pequena banheira dela. Ele quer mostrar a você como consegue cuidar de tudo e também quer que você descanse, não faça esforço físico. Ainda que você precise fazer alguma coisa. Não é justo que você fique sentada enquanto ele faz tudo.
“O que eu te falei?” ele diz do banheiro
“Que eu posso te ajudar” você grita de volta
“Estou falando sério! Vá para a cama, estou quase terminando aqui, e posso limpar o resto enquanto você a amamenta” ele aparece na porta
“Harry, eu quero me sentir útil!” você suspira
“Eu sei, e você vai” Harry volta para o quarto com Clara enrolada em uma toalha, ele a coloca gentilmente na cama
Clara está olhando para ele enquanto ele canta, e você pode jurar que esse é o momento mais bonito da sua vida. A maneira como os olhos castanhos deles se encontram e como ela é tão calma como ele. Ela estava chorando alguns minutos atrás, e agora, enquanto o pai olha para ela, não há nem um barulho.
“Vocês dois são tudo” você sorri “E sabe de uma coisa, Harry? Eu sempre soube que ela seria caidinha por você e vice-versa”
“Ela é meu pequeno dinossauro, não é, bebê?”
“Meu amor, você quer um copo de água?” Harry pergunta, sentando ao seu lado na cama, após te entregar a filha de vocês
Agora ela está agarrada ao seu seio esquerdo, o direito ela mamou até secar. Sem nem ouvir uma resposta, Harry caminha até a cozinha.
Você está tão cansada que não consegue manter os olhos abertos, segurando sua filha o mais apertado que consegue, mas deixando sua cabeça cair para trás. Alimentar outro ser humano é exaustivo. Mesmo com os olhos fechados, você consegue sentir a língua e as bochechinhas dela trabalhando para se alimentar. É tão fofo.
O som de alguém cantando faz sua consciência voltar, você abre os olhos pela metade e admira seu marido encostado na cabeceira da cama, cantando para Clara, que está dormindo de barriga para baixo no peito dele. Leva minutos para ele perceber que você está olhando.
“Obrigado por ela” ele sussurra, tomando cuidado para não acordar aquele pacotinho de amor
“Obrigada por você” você se aconchega ao lado dele “Eu não sei como seria a vida sem você”
Harry a puxa para perto dele. A vida é simplesmente perfeita. Sua filha está em seu peito, ele consegue sentir o coraçãozinho dela e você está em seus braços. A família que ele sempre quis. E você está ali, nos braços do seu marido, sentindo o cheiro misturado dele e da sua filha, o seu aroma favorito de todos.










