Eu queria ser da noite o sereno e umedecer o vale seco e pequeno. Eu queria, no dia claro, luzir para ao amor todo o povo conduzir. Eu queria que branca fosse a cor da terra e não vermelha para inspirar a guerra. Eu queria que o fogo me cremasse para ser as cinzas de quem hoje nasce. Eu queria que os belos poemas fossem de Deus para neles encontrar as virtudes dos irmãos meus. Eu queria, muito queria saber ganhar para as simples alegrias poder comigo guardar. Eu queria, como queria saber perder para de ti, agora, tanta saudade não ter. Eu queria morrer nesse instante sozinho para novamente ser embrião e nascer — eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver!
Herzer













