Capitulo Dois: A volta do indesejado.
“Mas ele não estava preso?” — Eu fiquei sem entender, assustado talvez, por ver o Jason depois de tudo que aconteceu.
— Ah, Jason. O que você está fazendo aqui? — Pergunto eu, assustado. — Você não achou que eu ia ser deportado para sempre, né? - Respondeu ele, com um sorriso sarcástico.
— acabei de voltar do Canadá, com a autorização do Estado e tudo mais. — Deportado? Canadá? Mas todos disseram que você foi preso! Eu...não to entendendo... — disse eu, assustado.
— Eles não podiam me prender, eu ainda tenho 17 anos, fui para um internato para jovens rebeldes e passei 2 meses lá, depois fui encaminhado para a justiça e eles me deportaram por acharem realmente que eu matei a filha do prefeito, e assim fui morar no Canadá com a minha mãe. — Disse Jason.
— É...Jason, eu to atrasado, me desculpa..é que... — Logo eu fecho o meu armário e quando eu começo a andar, Jason me puxa pelo braço e diz
— Neto, não tente fugir de mim, você sabe a verdade, você sabe que eu não fiz isso, eu voltei para essa escola para mostrar a todos que eu fui errado em ter me entregado para proteger a Nicole. Mas dessa vez, você e seus amigos não iram escapar! — Disse ele com uma cara de mal.
E logo bem atrás de Jason, chega uma pessoa que eu sei que ele não gostaria de ver nem pintada de ouro.
— Olha só, o bom filho a casa torna! - Diz Gabriele com o seu tom irônico diante de Jason.
— Neto? sua mãe nunca te ensinou que não devemos falar com estranhos. Aliás, o que você ta fazendo aqui, Jason? — Perguntou Gabriele.
— Pelo visto a puta da escola ainda continua aqui, não ficou sabendo? eu voltei para ficar e mostrar parar todos quem realmente matou a Paola naquele dia. — Disse Jason, com uma determinação da porra.
— Que no caso, não fomos a gente. Jason, você ta se achando muito esperto, não acha? como você vai desmentir essa história para a escola inteira? você já se queimou aqui nessa escola, digamos, nessa CIDADE. — Disse eu, com um sorriso no rosto e mostrando para o Canadense quem é que manda!
— Com a ajuda do delegado Roberto, longa história. Mas calma, vocês verão hoje a tarde do que eu to falando! Eu to atrasado para minha aula de Musica, mas foi bom ver vocês, se acostumem com a minha presença agora, não irei embora daqui tão cedo! - Disse ele, com uma cara de convencido.
— Jason começa a andar no corredor, indo para a sala de música. — O que...eu não acredito que ele voltou, isso tá errado! Ele foi preso, eu vi, eu falei para ele não entregar a gente, eu não acredito. — disse Gabriele, com uma cara de preocupada.
— O que? Gabi? O que você fez? — Perguntei a ela, com uma cara de desentendido.
— Ah, nada. Vamos, estamos atrasados para a aula de química. — Disse Gabi.
— Embora nossa escola fosse integral, passei os primeiros cinco tempos da manhã pensando em tudo que aconteceu no dia em que a Paola morreu, e não foi nada fácil quando chegou na hora do intervalo, á tarde, como Jason disse.
14:00, Intervalo da Tarde.
Eu e o grupinho vamos para a cantina da escola, hora do intervalo é hora de comer e se lambuzar como todos fazem, mas claro, eu não sou todo mundo, o minimo que eu boto pra dentro de mim é água, tenho que manter a pose de que eu to comendo menos para parecer mais magro.
— Esse hambúrguer com queijo tá uma delicia, esperei comer ele de novo as férias inteiras! — disse o Murilo, todo lambuzado de queijo.
— Murilo, modos. Parece até um pobretão que só vem para a escola pra comer, eu hein. — Disse a Nicole.
— Jay e Gabriel riram. — Eu entrei em um dieta rigorosa, tô só tomando esse suco de abacaxi, ele é uma delicia. — disse a Thay.
— É amiga, precisa perder um quilos mesmo. — Jay disse e em seguida riu.
— HAHA, engraçadinha. — disse Thay com uma cara de deboche que depois riu também.
— Galera, tenho uma coisa para falar com vocês. — Disse eu, com uma cara de preocupado.— Vish. - Disseram todos.
— O que foi Neto? percebi que você e a Gabi entraram na sala com uma cara fechada! — disse a Jay.
— É que, bom, O Jas... — Logo a Gabi chega na mesa
— Bom dia povo bonito, hora de comer essa gelatina de morango maravilhosa, Neto peguei um pra você. — Disse ela, olhando para a gelatina com uma cara de apaixonada, ela ama gelatina de morango desde os 6 anos.
— Licença gente, vou me retirar. - disse a Nicole, que em seguida olhou para a Gabi com uma cara de raiva. — Logo a Nicole se levanta e quando vira de costas olhando direto para a entrada da cantina e ver Jason, e todos da escola olham em seguida para ele.“Mas ele não estava na cadeia?” “ O que esse individuo tá fazendo aqui?” “Eu não acredito” — Disseram todos da escola.
Foi um verdadeiro vexame, nunca vi a cantina lotada só para ficar vendo uma pessoa qualquer, tá, ele não é “uma pessoa qualquer” mas todos acharam que eram o culpado por matarem a menina mais popular da escola do ano passado.
— É gente, pelo jeito não preciso mais contar pra vocês. — Disse eu, com um sorriso sarcástico.
— Eu não acredito, mas o que? como assim ele voltou? - Disse Thay, assustada.
— Ele ta mais gato. — disse a Jay com uma cara de apaixonada.
— O que Jayandra? Que seja, eu vou lá falar com ele... — Disse Gabriel, com surpreso.
— Nicole fica espantada ao ver seu antigo amor de volta, depois de tudo que aconteceu.
FLASH BACK ON
— Eu assumo a total responsabilidade sobre o que aconteceu,eu faço isso por você Nicole, eu o amo, e não deixarei você sozinha nessa situação. — Disse Jason, chorando.
— Jason, que decisão é essa que você ta tomando? você não pode colocar a minha vida na frente da sua e achar que isso conta como amor. Eu te amo, e não quero ficar longe de você, ser preso por minha causa por um crime que nunca cometeu, eu não vou deixar você fazer isso. — Disse Nicole, espantada com o que ele disse e o abraça.
— Eu não vim aqui pedir sua permissão, Nicole. — Logo ele tira as mãos dela de seu corpo e a empurra.
FLASH BACK OFF
— Puta merda, eu não acredito. — Disse ela, paralisada com o que estava vendo.
— Logo Jason avista Nicole e anda em direção a ela, Gabriel para na frente de Jason para falar com ele.
— Qual é cara? Não você não vai falar com a Nicole na frente da escola toda né? — disse Gabriel que em seguida segurou o braço de Jason.
— Me larga seu otário, pro seu bem, é melhor você não se meter. — disse Jason que em seguida empurrou Gabriel. — E assim Jason chega até Nicole, que ainda estava paralisada no meio da cantina.
— Olá, Nicole, o que foi? parece até que viu um fantasma? — Disse ele, com quele olhar sedutor.
— Oi sumido, digo, Ja..son, O que ta acontecendo? o que você está fazendo aqui? — perguntou Nicole, assustada.
— Eu voltei para mudar o que aconteceu no passado, mas dessa vez, vim culpar os seus amigos. — Disse Jason, determinado.
— O QUE? Mas eles não tem nada haver com isso, Jacob. — disse Nicole.
— Ah claro, então tudo foi culpa minha? — disse Jason sendo irônico.
— Você não teve culpa Jason, você sabe. — disse Nicole. — Logo o auto falante que fica na cantina da escola dá um aviso.
“TODOS OS ALUNOS SE APRESENTEM AGORA NO AUDITÓRIO PARA TRATARMOS DE UM ASSUNTO MUITO IMPORTANTE, AGUARDANDO.”
— Bom, a surpresa já foi dita, espero você e seus amigos lá no auditório, Nicole. — disse Jason com um sorriso no rosto.
— Até. — Respondeu Nicole, preocupada. — Logo ela olhou para a gente e fez uma cara de “estamos fodidos.” e foi para o auditório.
— O que será que ele disse pra ela? — Perguntou jay, curiosa em saber.
— Merda, com certeza, aliás esse garoto só faz isso. — Respondeu Gabi com uma puta de raiva.
— Gabriel chega até a gente para falar sobre o ocorrido. — Ele ta diferente, ele me empurrou e me xingou, logo eu, que fiquei do lado dele sobre tudo que aconteceu. — disse Gabriel, triste.
— Ele ta se achando o tal, coitado! quis me dar um gelo, logo eu, a Elsa. - Disse eu com um sorriso sarcástico. — rimos.
— Gente, vão na frente, acho que eu to passando mal por causa do hambúrguer com queijo. — disse o Murilo que logo foi correndo para o banheiro, rimos da situação dele.
— HAHAHA, vamos logo para o auditório. — Disse a Thay para nós. — E assim fomos para o auditório, quando chegamos lá fomos direto sentar na segunda fileira, enquanto a Nicole estava na ultima fileira evitando não querer sentar com a gente pelo fato da Gabi estar conosco, na primeira fileira estava sentada a Rhanye e suas clones Rebeca e Carol, Rhanye é filha do delegado Roberto, eu a odeio desde a 5° série quando ela roubava minha merenda para comer, pobre da porra. Ela tava sentada na primeira fileira para mostrar a superioridade que ela acha que tem por ser filha do delegado da nossa cidade.
— Bom dia alunos e professores, reuni vocês aqui hoje para tratar de um assunto muito importante, sobre a morte de Paola Oliveira, filha do Prefeito Arthur. E agora, o delegado Roberto irá falar sobre o que vai acontecer nesse período de um mês na nossa escola. - disse a Diretora Mirella.
— Bom dia turma, bom, a cerca de quase 3 meses atrás, aconteceu um desastre na nossa cidade, Paola Oliveira foi encontrada morta na balada Beijo Quente, bom, a história aqui todos sabem como foi, mas não sabem quem realmente a matou.— De repente, Rebeca interrompe o delegado e fala.
— Claro que sabemos, foi o Jason Figueredo.
— É aí que você se engana, minha cara Rebeca, é aí que todos vocês se enganam. Eu e a justiça declaramos Jason Figueredo inocente por falta provas. Esse caso já anda sendo investigado há 1 mês atrás, e só agora que obtivemos resultados, vocês vão depor esse mês de fevereiro todo sobre o aconteceu naquele dia, já sabem o processo de perguntas que irei fazer! então não preciso explicar isso novamente, então, nos vemos amanhã. — disse o Delegado, com uma puta cara de “vocês vão se fuder na minha mão”
— Obrigado pelas palavras Delegado, turma, vocês estão liberados pra ir para suas casas. — disse a Diretora. — Saímos uma hora mais cedo do que o normal por causa dessa palestra.Todo mundo ficou olhando um para outro, desejando o delegado falasse que tudo isso fosse mentira, todos ficaram calados sem saber o que falar, eu e o meu grupo já sabíamos de tudo que aconteceu, então estávamos de boa.
— Galera, o que foi isso? Eu to sem acreditar! — disse a Gabi, sendo irônica.
— Hamram, nos poupe da sua ironia Gabi. — disse Jay, com raiva.
— É turma, parece que não estamos em uma situação bacana, mas enfim, eu vou ver como a Nicole está, nos vemos hoje no Café Center, ok? — disse Thay.—
Ok. — respondemos ao mesmo tempo para a ela. — Logo todos se levantam e vão para a saída do auditório e por “sorte” do destino cruzamos com o Jason, novamente.
— Parece que eu sou inocente. HAHA. — disse Jason, em um tom irônico.
— Eca, algo fedeu por aqui, ah, é o Jason, deve ser esse perfume barato que ele comprou lá no Canadá. — disse eu, Jay e Gabi riram comigo, enquanto Gabriel ficou sério.
— HAHA, talvez o meu perfume não seja tão falso quanto você, que feio Neto, abandonar seus amigos na hora que eles mais precisaram do seu apoio, que vexame. — disse Jason, com cara de sínico.
— O que? Como você sabe dis...Olha, eu não devo explicações para você. — respondi a ele, com raiva.
— Calma, eu to só começando com as provocações, lembrem-se quem rir por ultimo, rir melhor. — disse ele, com um sorriso sarcástico.— E assim ele começou a andar na nossa frente para fora do auditório.
— Falta de rola nesse Canadense. — respondeu Gabi, com raiva.
— Aí gente, vamos embora logo daqui. — disse Gabriel. — E de novo, o destino foi filha da puta e fez a gente encontrar na frente do auditório alguém mais puta que ele.
— Se não é o quarteto de najas do colégio. — Rhanye abordou Jay, Gabriel, Gabi e eu na saída do auditório.
— Se não é a cadela do putei... — Eu dei um puxão no braço dela e Gabriele respirou fundo. — Muito corajosa em encarar o ninho de najas sozinha, ein, Rhanye? Cadê suas chihuahuas a tira colo? — Minha amiga olhou em volta, procurando por Rebeca e Carol, que sempre estavam como "sombra" dela.
— Deveria ter mais cuidado com o veneno, Gabriele. — Colocou as mãos na cintura. — Você pode ser a rainha do colégio, mas a minha família ainda é mais rica que a sua. Só e eu estalar os dedos que você é chutada da cidade.
Gabriele e Gabriel bufaram juntos. Eles dois eram os mais cínicos do grupo, tinham preguiça de todo mundo.
— O que você quer, Rhanye? — Jay fez uma careta, se pondo na nossa frente.
— Eu sei que fará um ano que nossa querida Paola morreu, mas eu não vou deixar de comemorar meu aniversário porque esse acidente aconteceu logo no mesmo dia. — Empinou o nariz. — Bom, eu vim dá as honras a vocês de vir falar pessoalmente. Mas receberão o convite oficial por e-mail.
— Por que perderíamos o "evento do ano", certo? — Eu disse com meu melhor tom irônico.
Rhanye sorriu sarcasticamente e jogou o cabelo para trás dos ombros, dando meia volta e saindo do auditório junto com os outros alunos.
— Sabe? Realmente não seria uma má ideia. — Comentei enquanto saíamos do auditório.
— Você está louco, Neto?! — Jay parou de andar e segurou meus ombros. — Eu sei que você sempre se divertiu manipulando todas as festas que a Rhanye dá desde a sétima série, mas, depois do que aconteceu no último aniversário dela, melhor continuarmos a evitando.
— Jay tá certa. O delegado anunciou volta às investigações. Agora que deixaram Jason voltar para o Brasil, podemos ter a certeza de que não acreditam mais que ele é o culpado. — Gabriel explicou com um tom de voz preocupada.
— Qual é? O que seria menos suspeito do que ir à essa festa? — Gabriele parou na frente de nós três. — Carlos, você me entende! Sabe que é verdade. Além do mais, a diversão está logo ali. — Deu uma piscadela distraída para mim. — É só não matarmos ninguém, dessa vez. — Ela falou bem quando o sinal bateu e deu uma risadinha no final, recebendo um tapa da Jay no braço.
— Gabi, cala a boca! — disse a Jay, morta de puta.
— Eu só tava brincando! Depois de um ano, não é possível que ninguém faça graça da situação. Vocês têm que relaxar. — Bufou e virou de costas para nós, voltando a desfilar pelo corredor.
— De uma coisa tão séria assim? impossível. Enfim, vamos gente, eu deixo vocês em casa.
— Não Gabriel, não precisa, eu vou com a Gabi andando para a casa, pode ir deixar a Jay em casa.
— Tem certeza?
— Tenho sim, precisamos conversar sobre um assunto sério!
— Precisamos? sabia disso não. — logo eu levantei um lado da minha sobrancelha, ela tinha entendido o que eu quis dizer. — Ah é, sim, precisamos. — disse ela, com uma cara fechada.
— Ta bom, vocês que sabem, até depois. Vamos jay. — disse ele, indo logo na frente para ligar o carro.
— Nossa, ta bom. — Disse Jay que em seguida me abraçou e perguntou no meu ouvido. — Você vai ficar bem? me liga depois, tem algo errado acontecendo contigo, até depois.
— Eu to bem, mas do mesmo jeito vou ligar, até. — disse a ela. Jay abraçou a Gabi. — Vejo vocês depois. — Disse Jay.
— Beijos Jay, cuidado para não engravidar agora no carro. — disse Gabi e nós três começamos a rir.
— Pode deixar. — respondeu ela com um sorriso no rosto. — Eu e Gabi fomos para a frente da escola e sentamos em um banco.
— Gabi, o que você fez? não tente rir da situação e mostrar que não ta ligando para isso tudo, a Nicole não ta falando com você, o que aconteceu? o que eu perdi nessas férias?
— Neto, eu to be.. — Disse Gabi.
— Não me diga que tá bem, se não minha mão vai voar na tua cara. — Disse eu, com raiva.
— Ta bom. É uma longa história, é que, o Jason não tomou aquela decisão de mentir para a policia e se entregar para proteger a Nicole, sozinho. — Disse ela, que no final fez um olhar misterioso.
— Hãm? Então quem ajudou ele a tomar essa decisão...? ah não...não me diz que foi voc... — Perguntou eu, assustado talvez. —
Sim, foi eu. — Disse ela, séria.











