Capitulo três: A música está em mim.
Dezesseis de Novembro de 2006, Casa de Jason.
— Gabi, você cresceu! Nossa...Jason não falou que você vinha aqui hoje...— Disse Antonio Figueredo, pai de Jason.
— Ah, Obrigada Sr. Antonio, fico lisonjeada. Eu vim fazer uma surpresa para ele, haha, ele esta? — Pergunta Gabi, educada talvez (?).
— Esta sim, no quarto dele, na terceira porta a direita, Gabo. — Disse Antonio.
— Obrigada Sr. Antonio, bom, to indo lá. — Diz ela com uma sorriso falso. Gabi entrou no quarto de Jason com uma cara de nojo da porra, ela não tava acostumada com o cômodo da casa e muito menos da grande bagunça que era o quarto de Jason.
— Serviço de quarto?! — disse Gabi, sendo irônica.
— O que você tá fazendo aqui? Já sei! Veio bem querer jogar na minha cara do quanto eu fui idiota com a Nicole. — Disse Jason.
— Não, não. Vim aqui te fazer uma proposta meu caro amigo. — Disse gabi.
— Amigo? Desde quando eu sou seu amigo? — disse Jason tentando entender o sarcasmo de Gabi.
— Hahaha, Jason, você sabe o quanto eu me preocupo com a Nicole, ela é minha melhor amiga, uma irmã para mim. E, você sabe o que ela vai falar para o delegado quando for depor amanhã na escola.
— Claro que eu sei, eu tentei tirar essa ideia da cabeça dela de se entregar para a polícia por um erro que ela não cometeu, todos nós estamos envolvidos nisso. — Disse Jason.
— Jason, eu sei, mas se você ama realmente a Nicole, você tem que assumir a culpa... — Disse Gabi.
— O que? Mas... — Disse Jason, confuso.
— Mas nada, você que chamou a Nicole para o banheiro Masculino, vocês estavam bêbados, e quando a Nicole saiu do banheiro, vai saber se você chamou a Paola para pegar ela também e acabou a matando. — Dramatizou a Gabi, escondendo a bela verdade de que nada disso aconteceu.
— Mas o que? Eu nunca faria isso, você me conhece Gabi, por mais que não sejamos amigos mas você sabe que eu nunca MATARIA alguém. — Disse Jason, com uma enfurecido.
— Mas MENTIRIA por alguém que ama para protegê-la, e nesse caso, eu sei que você não vai tá protegendo só uma pessoa.
— Do que você tá falando? — Perguntou Jason, desconfiado.
— Jason, você pode enganar Deus e mundo mas nunca vai me enganar, eu sei que você é...
Gabi me contou a história de como ela fez a cabeça de Jason para ele se entregar para a policia enquanto caminhávamos até minha casa.
— Gabi, MEU DEUS, você tem ideia da merda que fez ??? Meu Deus, eu te expulsaria da minha casa agora se eu não precisasse de você para a me ajudar a escolher uma roupa para a festa. — Disse eu, com raiva e surpreso ao mesmo tempo.
— Eu sei, eu sei. Ai, eu pensei nisso nas férias inteiras. Carlos, Eu fiz isso para proteger você e a Nicole, juro que estou muito arrependida. — disse Gabi com um tom de ironia.
— Então é por isso que a Nicole tá com raiva de você? Vocês não se falam desde o começo das férias? — Perguntei a Gabi.
— Sim, um pouco depois que você viajou, fui na casa dela explicar tudo isso...E ela me tratou tão mal, disse que eu só pensava em... — disse Gabi.
— Em você? Sim, com certeza. Você só fez isso porque precisa da Nicole na faculdade Teatral — Disse que eu.
— Isso é uma mentira! Eu mesma me garanto com meu próprio talento! Eu amo a Nicole, cara, eu fiz isso realmente para protege-la, e proteger você tambem, por que é tão difícil de acreditar? — Disse Gabi, séria.
— Me proteger? Olha, já chega. Eu to sem paciência pra isso e não quero me estressar, eu não vou mais nem procurar a roupa agora, amanhã começa os testes para a musica e eu preciso ensaiar! Você precisa reunir o pessoal e explicar isso. — Diz eu, estressado.
— Ai, ta bom, se isso for a coisa certa a fazer, eu faço, até amanhã N, amo você. — Logo ela me dar um abraço e vai embora. Eu não gosto de fugir da situação assim, mas nunca me passou pela cabeça que o Jason faria isso tanto pela Nicole quanto, por mim. Mas enfim, eu não poderia me estressar com isso. Eu tinha que concentrar na minha musica. Peguei meu violão e comecei a tocar.
THIS IS ME - DEMI LOVATO - VIOLÃO
Onde você é a estrela brilhante
Que isso vai longe demais
Eu tenho que acreditar em mim
Estou exatamente onde eu deveria estar, agora
Vou deixar a luz me iluminar
Agora eu encontrei, quem eu sou
Não há maneira de mantê-lo no
Não mais esconder quem eu quero ser
Ensaiei a tarde para a noite toda, ignorei todas as mensagens e ligações, tirei simplesmente a noite para me dedicar a musica.
O que custava atender minhas 12 ligações na noite passada? Se não me contar o que a Gabi te falou, eu te mato! Bom dia.
— Acordei em uma manhã chuvosa, super atrasado e ainda me aprontei lendo essa mensagem da Jay, realmente preciso desabafar com ela. Enquanto isso fui correndo para a escola, eu poderia pedir carona pro meu pai, mais ele nunca foi presente na minha vida, nem minha mãe, só a Carmen mesmo, mas isso é história para outro dia.
— Aí cadê o Neto? — Perguntou Gabi para o pessoal, Todos estavam sentados na escadaria da escola.
— Aí Gabi, por que reuniu a gente aqui fora? preciso me preparar para o campeonato acadêmico de Química. — Reclamou Thay.
— Eu e o Gabriel precisamos treinar para o futebol, o teste é hoje! — Disse Murilo.
— Gente, deixa a Gabi falar, eu to curiosa. — Disse Jay, que em seguida cruzou os braços.
— Eu preciso que o Neto esteja aqui comigo para contar para todos vocês. — Disse Gabi.
— Olha ele ali correndo, desesperado na verdade. — disse Gabriel.
— Que em seguida bate o sino para todos irem para os seus teste.
— Oi gente, cheguei a tempo. — disse eu, feliz e muito suado!
— Puta merda, Neto não dava pra chegar mais cedo não? — Perguntou gabi, com raiva.
— Ah, eu tava ensaiando minhas musicas, e posso garantir para vocês que eu to muito bem! — Disse eu, me gabando.
— Que seja, vamos logo Murilo, depois você conta o que tem para contar Gabi — Disse Gabriel, que em seguida ele e o Murilo correram para a quadra da escola.
— Enquanto eu, irei ajudar a Thay com o Campeonato Acadêmico. Vejo vocês depois, vamos Thay. — Disse Jay e logo ela e Thay foram para o Laboratório.
— Ah, eu juro que tentei falar para eles sobre... — Disse ela, que em seguida a Interrompi.
— Gabi, cala a boca. Não precisamos lembrar disso agora, temos que nos concentrar! Ensaiou as cenas e as musicas? — Perguntei para ela, feliz.
— Ah, claro, eu também me dediquei essa noite, eu sinto que MAIS uma vez irei ganhar o papel principal esse ano, o que posso fazer? não tenho culpa de ser a estrela number #1 da Dona Sonia. — disse ela, com um sorriso espontâneo e feliz por isso.
— Ah, que bom, eu ja estava com saudades disso, sabe? você no teatro musical, eu na musica com o Jason, dos meninos no futebol, a Thay no grupo academico de quimica, e a Jay no Jornal da Escola. — Disse eu, com um sorriso no rosto e lembrando dos anos passados.
(SIM! A JAY É DO JORNAL DA ESCOLA, ISSO FEZ COM QUE ELA FICASSE MAIS CONHECIDA POR SABER DE TUDO QUE ACONTECE NA ESCOLA, ELA NEM PRECISA DE TESTE PARA SER ENTRAR NOVAMENTE NA TURMA, ATÉ PORQUE ELA É A LIDER E A QUERIDINHA DA NOSSA DIRETORA MIRELLA)
— Eu também estava com saudades disso, ah Neto, me abraça, estou nervosa! — Disse Gabi, lagrimando. Ela sempre fica assim antes do teste, como se não fosse ganhar.
— HAHAH, Você vai conseguir, ah não ser que uma vadia apareça e roube a cena, não é?!. — Puxei ela pelos braços e fomos correndo para o auditório. O meu teste de musica era no Segundo tempo, diferente dos testes dos meus amigos que era no primeiro tempo, então praticamente “matei” o primeiro tempo de aula para ver a apresentação da Gabi.
Eu sentei na primeira fileira para ver a apresentação da Gabi, de cantar encenar ao mesmo tempo, ela ama tudo isso! desde os 7 anos, os pais dela obrigavam ela a fazer aulas de qualquer tipo de instrumento e principalmente de canto. E logo uma menina passa na minha frente apressada, e deixa cair sua tiara. Gabi e seus amigos foram para os Bastidores para se preparem.
— Ei, ei, deixou sua tiara cair! — Disse eu, que em seguida peguei a tiara do chão.
— Ah, obrigada querido. Nossa, você é lindo! qual seu nome? — Perguntou Paula.
( PAULA É A GAROTA MAIS FALSA QUE EU CONHECI DEPOIS DA RHANY, MENTIRA, EXAGEREI, MAS PARA A TRISTEZA DE MUITOS, ELA ERA A NOVA COBRA DO COLÉGIO, CHEGOU DE SÃO PAULO E SE ACHA A TAL, PATRICINHA TALVEZ? QUE SEJA. MAS ISSO EU SÓ VIM DESCOBRIR DEPOIS DISSO QUE VAI ACONTECER AGORA.)
— Ah, meu nome é Carlos Neto, mas todos me chamam de Neto — disse eu, envergonhado.
— Own, que fofo. Mas assim, você vai atuar tambem? — Perguntou ela com delicadeza.
— Não, eu "matei” aula para ver a apresentação da minha amiga, agora haha, — disse eu.
— E quem é ela? — Perguntou Paula.
— Ah, é a Gabriele Moura. — disse eu, com um sorriso.
— Amigo da minha rival, poxa lindinho, parece que eu irei ter que lhe entregar. — Disse ela, surpresa. Logo a professora Sonia chega com seus ajudantes e Paula grita bem alto. — Professora, não sabia que outras pessoas que não fossem fazer o teste poderia ver as apresentações sem permissão! — Disse Paula, com seu recalque pro meu lado, vadia talvez? que seja.
— Ora Ora Ora, não devia estar na sala de musica, Carlos? — disse Dona Sonia, com os braços cruzados.
— Ah, é. To indo agora, eu me perdi sabe, haaha, até mais! — disse eu, envergonhado e com raiva da Paula.
— Tchauzinho, Neto. — disse Paula sendo irônica.
— Tchauzinho Paula, foi bom te conhecer. — Disse eu, mais ironico ainda, e fui caminhando para a frente da sala de música.
— Paula, vamos logo, você vai ser a primeira! — Disse Luiza, melhor amiga de Paula, outra cobra também.
— Ja to indo, hihii — Disse Paula.
— Vi o grupinho da musica na frente da sala, estavam lá, treinando as vozes, com seus violões e guitarras, enfim. Todos estavam muitos ansiosos.
— Olha lá quem chegou, o Elvis Presley da sala! — Disse Roberto, meu parceiro na música.
— Ah, sem flash, por favor! — Disse eu, com um sorriso no rosto.
— Ah Neto, já viu os novos alunos que tem nesse ano? — Disse Roberto e apontou para eles.
— Nossa, tem mais calouros do que veteranos esse ano, o que aconteceu? Por que ninguém vai participar da música esse ano? — perguntei para Roberto.
— Todos estão muito empolgados com o teatro, Dona Sonia abriu mais de 15 vagas para ajudantes, sabe, para arrumar os cenários, luzes e tudo mais. — Respondeu Roberto. Esse truque de abrir vagas para ajudar no teatro é só uma desculpa pra ninguém estudar na aula dela e ganhar 10 pontos de graça no bimestre, Dona Sonia além de ser a líder no teatro, também é professora de filosofia.
— Já era de se esperar desse pessoal, enfim, vamos continuar com a nossa música, até porque temos uma apresentação daqui há um mês. — Disse eu, empolgado.
— Hahaha, sim. Vamos focar na música! — disse Roberto, empolgado também.
— Ah, desculpa interromper vocês, mas, é aqui que é a a sala de música? — Perguntou Rodrigo, um novo aluno da aula de música, calouro, com seu violão nas costas.
— Ahh, você é cego? não tá vendo esse placa enorme a cima da porta? “Sala de música” ? — Disse eu, totalmente arrogante.
— Calma, mano, já achei, fica suave... — Disse Rodrigo, super “calmo”, ele não estava realmente “calmo” estava sobre o efeito da maconha que fumou antes de vir para a escola.
— Logo o professor de Música chega na frente da sala de música, o querido professor, Paulo, eu e Roberto somos os alunos preferidos dele e isso faz a gente ganhar uma boa parte da atenção do professor para ele avaliar nossas músicas e dizer o quanto somos fodas.
— Bom dia galera, bom, desculpa ter chegado um pouco atrasado, mas enfim, vamos entrar logo? — disse o professor Paulo. E quando todos nós entramos na sala, nos deparamos com uma inundação enorme na sala, por conta da chuva é claro.
— Ah droga, e agora professor? para onde nós vamos? — Perguntou uma caloura da turma.
— Suponho que temos que ir para o auditório, vou falar com a professora Sonia para fazermos os testes musicais lá mesmo, então vamos turma, para o auditório. — disse o professor Paulo.
— Caramba, meo, até as notas musicais grudadas nas paredes não se salvaram, ta tudo molhado. — disse Roberto, triste pelas notas musicais.
— hahaha, vamos logo, Roberto, olha o lado bom, vamos nos divertir vendo os calouros cantarem super mal, vamos poder ver a apresentação da Gabi e logo em seguida, vamos nos apresentar. — Disse eu, que em seguida puxei Roberto pelo braço.
Logo todos vão andando bem depressa em direção ao auditório, enquanto eu e Roberto ficamos andando bem devagar. E em seguida, Rodrigo chega perto da gente.
— Sei que eu sou um calouro que chegou agora, mas sou novo até mesmo na escola, será que vocês podem me ajudar na minha música? eu to muito perdido. — perguntou Rodrigo.
— Ah não! — disse eu, em seguida, Roberto me deu um tapa na cabeça.
— Ah sim! pode sim Rodrigo, vamos te ajudar! é sempre bom ajudar os calouros. — disse Roberto com um sorriso no rosto.
— Tá doido porra? Ah, tudo bem, vamos abrir uma exceção de você andar com a gente, mas ó, vou logo avisando que a gente não canta ruim como os outros não, pelo contrário, somos os melhores cantores daqui da escola, tá? — disse eu, exigente.
— HAHA, tudo bem, eu to meio chapado pelo fato de estar nervoso, eu nunca me apresentei antes e creio que estou com bastante coragem para cantar na frente da escola inteira, só que, sei la, acho que eu quero desistir. — disse Rodrigo, assustado. Ironia mesmo, Rodrigo é tão lindo, com a pele mais branca que as nuvens e ainda por cima é um EMO, reconheço pela jaqueta de couro e as tatuagens de mentira no braço dele.
— Não desista, você fez uma boa escolha de se entregar para a música, mas olha, Neto está certo, não somos como a maioria da turma, realmente temos uma vocação diferente, digamos “profissionais” e queremos te ajudar com isso, vamos, cante um pouco da sua tal musica. — Disse Roberto, logo Rodrigo puxou seu violão das costas, e começou a tocar.
Eu sei - Papas da Língua - violão
Eu sei, tudo pode acontecer
Eu sei, nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
You say goodbye and I say hello
You say goodbye and I say hello
— Você canta muito bem, você tem uma bela carreira de cantor pela frente hein. — disse Roberto.
— Que voz é essa? você passou no teste, e com certeza vai poder a gente com a gente, — disse eu, que fiquei impressionado com a voz dele.
— HAHA, que bom que gostaram, é a primeira vez que eu canto para alguém, e não esperaria que fosse para dois rapazes. — disse Rodrigo que em seguida riu.
— HAHA, relaxa, vai ser a primeira de muitas, sempre cantamos um para os outros para ver se estamos indo bem. — disse Roberto.
— Ei vocês aí, é melhor andarem mais rápido. — gritou o professor Paulo que estava no final do corredor. E assim nós três corremos para o auditório.
Enquanto isso nos bastidores do auditório.
— Enfim, essas são as regras do teatro grudados na parede, para os calouros e os veteranos também, se baseiem nela! 5 Minutos para o teste começar. — disse Dona Sonia que em seguida, foi para o auditório,sentar primeira fileira para escolher os melhores atores. Todos foram correndo para frente do quadro de avisos para ler as regras.
— Ah, que ótimo, só vai ter um papel principal diferente das peças teatrais do ano passado que sempre tinha dois ou mais. — disse Vitória, amiga da Gabi no teatro.
— Eu estou super de boa, sei que o papel vai ser meu mesmo! — disse Gabi com um sorriso no rosto que em seguida levantou os braços para cima.
— Bom saber que você pensa em mim, Gabi. — Disse Vitória, triste.
— Ah, Vitória, calma, ó, você sabe que eu sou melhor que você em tudo, principalmente no teatro musical. — Disse Gabi, sincera.
— Gabi, retire o que disse, eu não acredito que você disse isso, olha, eu não quero mais falar com você, sua egoísta! — disse Vitória, com raiva de Gabi, que em seguida foi embora.
— Ah não, Vitória, volta aqui, eu não queria falar por mal...Ah, que seja, não preciso dela mesmo, preciso me concentrar. — disse Gabi, se sentindo confiante.
— Vamos começar! — disse professora Sonia. E assim começou o teste, Gabi era a 4º pessoa a se apresentar de 7 meninas que queriam o papel principal e junto com ela, claro, estava concorrendo a Paula.
— Gabriele de Moura, no Palco! — disse dona Sonia.
— Ai Meu Deus, eu vou morrer! — disse Gabi, em voz baixa.
— Gabi, não precisa apresentar todas as cenas, quero só que você faça a cena do segundo ato e cante a musica que se pede. — disse dona Sonia.
— Ah, sim, tudo bem dona Sonia, desculpa eu estar soando eu to meio nervosa. — Disse Gabi, que estava se tremendo, ela estava tão nervosa que não conseguiu encenar direito.
— Gabi, o que ta acontecendo? você ta errando varias vezes a atuação! — disse dona Sonia, preocupada.
— Ah, me desculpe dona Sonia, eu to tentando, mas... — Disse Gabi.
— Tudo bem, pule logo para a musica. — disse Dona Sonia.
—Ok! — Logo Gabi, foi em direção ao piano, respirou bem fundo, e soltou a voz, nervosa ainda, talvez?
Million Reasons - Lady Gaga - Piano
Você está me dando um milhão de razões para eu te deixar
Está me dando um milhão de razões para desistir do show
Você está me dando um milhão de razões
Me dá um milhão de razões
Está me dando um milhão de razões
Praticamente um milhão de razões
Se eu tivesse uma estrada, eu correria para longe
Se pudesse encontrar uma via seca, eu não me mexeria
Mas você está me dando um milhão de razões
Me dá um milhão de razões
Está me dando um milhão de razões
Praticamente um milhão de razões
Se eu tivesse uma estrada, eu correria para longe
Se pudesse encontrar uma via seca, eu não me mexeria
Mas você está me dando um milhão de razões
Me dá um milhão de razões
Está me dando um milhão de razões
Praticamente um milhão de razões
Eu tento fazer o pior se tornar um pouco melhor
Senhor, me mostre o caminho
Para me libertar do couro gasto dele
Eu tenho cem milhões de razões para ir embora
Mas querido, eu só preciso de uma boa razão para ficar
— Logo, a turma da música entra no auditório, Gabi cruza os olhos para mim, Roberto e bem atrás da gente, Rodrigo.