Chovia lá fora
Conheci Paulo Henrique num chat e como morávamos em bairros próximos puxei assunto com ele que inicialmente não demostrou muito interesse, mas nossa conversa foi próspera, ele acabou passando o contato e continuamos conversando por telefone através de um aplicativo de mensagens. Embora mantivesse uma posição mais defensiva, vez ou outra ele demonstrava certa carência e repetia os motivos pelos quais necessitava de alguém para completa-lo, acompanha-lo e amá-lo consequentemente. Seus quarenta anos e seu término recente de alguns anos de namoro mexera demasiadamente com ele que, por sorte, optou por extravasar ampliando e direcionando seu foco no trabalho.
Após duas semanas conversando resolvemos nos encontrar para nos conhecer pessoalmente, já que pelas fotos os dois haviam se simpatizado um com o outro. Combinamos de nos encontrar às nove da noite na Paulista, apesar de morarmos próximos, estava calor e lá poderíamos caminhar, conversar e beber alguma coisa, entretanto, naquele final de tarde choveu torrencialmente pela cidade toda e o logo o transito se instalou nas principais avenidas e nos noticiários locais, não demorou muito para eu receber uma mensagem dizendo:
“ – Acho que hoje nosso passeio na Paulista não vai rolar.”
- Tudo bem, choveu bastante, fica para outro dia. Respondi.
- Opa mocinho, fugindo de mim? Sugere algo diferente? Ele completou.
- Nada em mente ainda, mas podemos pensar em algo, a previsão é de chuva até segunda.
- Já estou em casa, vou tomar um banho e às oito, combinamos certinho, ok?
- Certo, ficarei pronto por esse horário.
Estava lendo um livro, não vi o tempo passar e logo pelas oito e meia recebi uma mensagem perguntando se eu estava pronto, respondi que sim e como chovia, ele perguntou se podia me pegar em casa para darmos uma volta e ao menos nos conhecer pessoalmente, confesso que achei uma ótima ideia, pois dava tempo de terminar o capitulo do meu livro até ele chegar.
Não pensei que fosse rolar algo, mas logo ao entrar no seu carro e me secar da garoa que tinha me molhado um pouco, nos cumprimentamos com um abraço e logo sentimos mais simpatia um para com o outro de maneira crescente e estampada em nossa face.
- O que você sugere? Perguntou ele.
- Podemos ir à algum shopping , cinema, fast-food ou ficar aqui mesmo, por perto e que dê para ficar à vontade, somente esses... Aceito sugestões, somos dois rapazes. Respondi.
- Quero ficar a vontade com você e aproveitar cada minuto, topa?
- Sim. Respondi.
Ele seguiu para um motel, mas antes de entrar perguntou se eu realmente não me importava e complementou dizendo que não necessariamente precisava rolar nada, apesar de que ele estivesse bem animado, queria apenas ficar a vontade comigo.
Entramos.
Ao entrar no quarto, tirei minhas roupas e fiquei de cueca , me virei e olhei para ele, que encabulado e de roupa tentava esconder sua ereção espontânea por baixo da sua calça jeans.
- Menino! Assim você mexe comigo. Pronunciou com a voz tremula.
Me aproximei dele e desabotoei botão por botão da sua camisa, a abri com suavidade e ao pé de seus ouvidos, após morder sua orelha, proferi o quanto seu perfume era bom e o quanto ele estava vermelho, pedi para que ele relaxasse e o puxei para a beiradinha da cama, sentando- o confortavelmente e mantendo meus olhos fixos aos dele.
- Não sabia que você era tão tímido. Comentei.
Nos beijamos, ele sentado e eu de pé em frente a ele, que para cima me olhava com olhar de prazer, por um longo tempo nos beijamos, nosso tesão aumentava conforme nos tocávamos, o que começou timidamente com ele e ousadamente da minha parte logo se equilibrava ao alto dos tons de tesão.
Ele se levantou e o acompanhei com minha boca, logo percebi que ele tirava seu cinto, o interrompi e com minhas próprias mãos desabotoei sua calça, enquanto descia lentamente beijando aquele corpo que denunciava arrepios pelo comportamento dos pelos que ouriçavam após as tremidas sentidas, retirei sua calça e com os dentes retirei a cueca que feito caixas de som numa danceteria, pulsavam ao som da ereção e da chuva que caía lá fora, aos clarões dos raios e ao som dos trovões, iniciei um gostoso e refrescante sexo oral, um trabalho em dupla entre minha língua e o halls preto que massageavam cuidadosamente a glande do falo que ele possuía. Paulo Henrique não conteve os gemidos e protegido pelo som da chuva não segurou a potencia vocal ao gemer extremamente alto e em poucos minutos urrou o êxtase que seu orgasmo provocou.
Suado, puxou-me para cima e me beijou colocando sua mão por dentro da minha cueca e apertando meu bumbum e dando um gostoso tapinha. Sugeri que uma ducha e mais a vontade continuamos a noite conversando, nos beijando e acariciando um ao outro. Ligamos o som baixinho, pegamos uma bebida cada um e conversamos sobre baladas, relacionamentos dentre outros assuntos, rolou uma boa sintonia entre nós dois. Naquela noite, um pouco mais tarde transamos novamente e na manhã seguinte ele me deixou em casa.
Estamos juntos há dois anos e oito meses, as vezes voltamos ao mesmo motel e pedimos o mesmo quarto para relembrar nossa primeira noite juntos, mas a maior parte do tempo ficamos na casa dele, já que ele mora sozinho e eu ainda moro com meus pais.


















