ㅤ onde. cabana ㅤㅤㅤ quem. @hulyz ㅤㅤㅤ quando. em algum final de tarde chuvoso, pós evento de abertura.
naquele dia a princesa kahraman quis fazer algo diferente do que apenas ir à cidade, um passeio à cavalo pelos arredores do palácio foi o escolhido e angus mais uma vez escalado para acompanhá-la. passearam bastante durante a tarde, fazendo pausas em cada lugar que a agitada hulya quis. após um certo horário o capitão começou a ficar um pouco apreensivo a cada parada, o tempo estava mudando e ele acreditava que vinha uma pequena tempestade. não deu outra, quando finalmente conseguiu convencê-la de que deviam retornar a chuva caiu forte sobre seus corpos e cabeças. pensando rápido, instruiu e direcionou a princesa para a cabana que ficava na parte externa do terreno.
já dentro da cabana ele tratou de conseguir roupas secas ou pelo menos cobertores que pudessem se enrolar e ascendeu a lareira que havia por ali. só haviam roupas masculinas e grandes, mas ao menos ela não ficar resfriada com a roupa molhada, foi o que pensou ao entregar algumas peças para ela. quando já tinham se trocado e a lareira já estava acesa, pegou um livro aleatório na estante e começou a ler em voz alta, uma forma de preencher o silêncio do lugar, já tinha reparado que ela não gostava de silêncio. "Trate-me por Ishmael. Há alguns anos – não importa quantos ao certo –, tendo pouco ou nenhum dinheiro no bolso, e nada em especial que me interessasse em terra firme, pensei em navegar um pouco e visitar o mundo das águas. É o meu jeito de afastar a melancolia e regular a circulação. Sempre que começo a ficar rabugento; sempre que há um novembro úmido e chuvoso em minha alma; sempre que, sem querer, me vejo parado diante de agências funerárias, ou acompanhando todos os funerais que encontro; e, em especial, quando minha tristeza é tão profunda que se faz necessário um princípio moral muito forte que me impeça de sair à rua e rigorosamente arrancar os chapéus de todas as pessoas – então percebo que é hora de ir o mais rápido possível para o mar. Esse é o meu substituto para a arma e para as balas. Com garbo filosófico, Catão corre à sua espada; eu embarco discreto num navio. Não há nada de surpreendente nisso. Sem saber, quase todos os homens nutrem, cada um a seu modo, uma vez ou outra, praticamente o mesmo sentimento que tenho pelo oceano". narrou o início de moby dick, parando apenas para observar a reação da princesa, aproveitando para sentar-se no sofá.









