O DILEMA DE SE ESCALAR A MAIOR DAS MONTANHAS
Humberto Lima
Eu não sou um montanhista então veja esse texto como uma analogia para várias situações que vivemos em nossas vidas.
Vivemos cercados de todos os tipos de dificuldades, sejam elas reais ou imaginárias, e de uma maneira ou outra precisamos ultrapassá-las.
Dia-a-dia escalamos montanhas representadas pelos problemas, sejam eles de ordem econômica, social e até amorosa, entre outros. Alguns são pequenos como morrinhos e rapidamente os escalamos e atravessamos ou simplesmente os contornamos, de maneira que logo ficam para trás.
Outros são grandes planaltos que demandam uma grande preparação, certo esforço e paciência para serem finalmente vencidos.
Ah, Não posso me esquecer de citar a satisfação!
Quando conseguimos ultrapassar as barreiras, independente do tipo e da maneira em que elas se apresentam na nossa vida, ficamos felizes e satisfeitos. Só que a felicidade não é uma linha contínua mas sim uma gangorra que sobe e desce de maneira que logo outro objetivo nos toma o tempo e a mente.
Imagine então, quando temos à nossa frente a maior de todas as montanhas. Nos preparamos de todas as maneiras possíveis, antecipamos quaisquer tipo de problemas que podem nos jogar longe, de maneira que despenquemos nos precipícios de nossos piores pesadelos.
Tomados de um otimismo até pueril, começamos nossa jornada e não demora muito tempo, começam a aparecer os primeiros problemas.
Quanto mais se sobe na montanha mais rarefeito ar e nos sentimos sufocados, a frieza nos congela o sorriso no rosto e não são poucas as vezes em que pensamos em desistir, e por último ventos violentíssimos tentam nos arrancar de nosso objetivo.
Pense nisso como escalar o Everest da sua alma e quando você chega ao topo é como se visse todo o mundo a sua volta.
Finalmente chega a hora de descer, o peito apertado pelo ar rarefeito ou pela tristeza de saber que nunca mais encontrará outra montanha como essa?
Eu escalei minha montanha, e você?
"Pensar enlouquece, pense nisto











