kei mathia está prestes a desembarcar de um avião. ele odeia filas e pessoas aglomeradas e quer por toda lei sair daquela muvuca. o doce enfiado na bochecha está quase sumindo por inteiro derretendo na sua língua e agora ele tem um desejo incessante por fumar, contudo, ele ainda não pode.
sua falta de paciência é demonstrada a partir da sua expressão, além da aparência relativamente mórbida e para piorar ele está cansado. o menino mestiço não tinha tomado a medicação adequadamente e se sentia fraco, mas claro, dar o braço a torcer por ajuda não era o seu feitio.
quando finalmente ele consegue pegar a sua mala (que continha apenas roupas e maquiagem) se embrenha para longe das pessoas. respira fundo como quem tinha falta de ar e para por um instante se apoiando a parede. uma série de vertigens começam a ataca-lo e então... sente alguém tirar a mala das suas mãos.
a expressão de poucos amigos encara aquela pessoa com certa carranca. uma aparência extremamente peculiar e certamente um desconhecido. as pessoas não sabiam o que era espaço pessoal.
“te conheço por acaso?” o tom é irritado. “dá pra me devolver isso agora?”