Niall Horan - The Last Of Us (FINAL)
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Niall POV
[S/N] foi lançada pela porta do quarto e então Ryan entrou correndo e se jogando em cima dela de novo, foi então que eu percebi o que estava acontecendo. Ele havia sido infectado.
-Droga! Ele foi infectado! -eu disse indo para pegar minha mochila enquanto [S/N] lutava contra o garoto e então um tiro passou de raspão do meu lado.
-ELE É MEU IRMÃO CARA! UMA CRIANÇA! -Marcos gritava, havia lagrimas escorrendo pelo seu rosto.
-Olha... temos que ter calma... ele foi infectado, você sabe olhe pra ele! -eu disse com as mãos pra cima e olhei para [S/N], ela conseguia mantê-lo afastado, mas não por muito tempo. -Ah, que se foda... -eu disse me virando para minha mochila quando ouvi outro tiro.
Olhei assustado para [S/N] e então o corpo de Ryan caiu sem vida ao seu lado. Corri até ela e a abracei.
-Está tudo bem? Ele te mordeu? Te machucou? -eu perguntei e ela negava chorando.
-Eu.. o... matei... -dizia Marcos chorando.
-Marcos... -eu disse com as mãos para cima. -Cara... sinto muito. Mas você não podia fazer nada... ele...
-CALE A BOCA! -ele gritou e apontou a arma para a minha cabeça. -ISSO É TUDO CULPA SUA! -ele gritava e chorava ao mesmo tempo.
-Eu sei como você está se sentindo. Abaixe a arma Marcos! -eu disse com as mãos para cima, olhando de relance para [S/N] que estava encolhida e chorando no canto da cozinha.
-VOCÊ NÃO SABE COMO EU ME SINTO! -ele gritou. -Meu irmão... meu irmãozinho... -ele começou a chorar e abaixou a arma. Ele olhava para Ryan caído no chão. -Eu não queria ter feito isso... me desculpe... -ele dizia para o corpo imóvel.
-Podemos velá-lo... E depois o enterramos... Marcos... me escute. -eu tentei dizer a ele e então ele me olhou nos olhos por um momento e voltou a erguer a arma.
-Sinto muito... -ele disse com a arma ainda na mão, ele a ergueu em direção a prórpia cabeça e deu apenas um tiro. E seu corpo caiu ao lado do irmão.
Foi como um apagão. Eu não conseguia ver, ouvir, sentir cheiro ou qualquer coisa. Apenas caí de joelhos ali por um momento. Mais duas vidas de pessoas inocentes foram perdidas por causa dessa maldita doença. Por causa desse maldito fungo. Por um breve momento culpei minha mãe por isso. Ela começou junto com o grupo a estudar esse fungo, ela estava lá quando a primeira pessoa foi infectada. Mas ela saiu quando viu que estavam indo para um caminho sem volta. Ela se redimiu.
Eu não sabia o que fazer. [S/N] estava chorando angustiada e embolada do outro lado do comodo. A única coisa que eu queria era que eles fossem enterrados dignamente e não abandonados aqui na cabana.
-O que vamos fazer? -a voz rouca e baixa de [S/N] chegou aos meus ouvidos. Ela soluçava.
-Vou enterrá-los. -eu disse me levantando. -Depois vamos seguir nossa viagem. -eu disse indo para fora. Havia uma pá e uma inchada do lado de fora. Só esperava que os cabos aguentassem.
Estava cavando o segundo buraco quando [S/N] saiu da casa. Ela pegou a inchada e veio me ajudar, sem dizer uma única palavra. Seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar. Eu sabia que ela queria ajudar, então a deixei.
Não fizemos buracos muito fundos, estavamos guardando forças para continuarmos depois disso. Fomos para dentro e ela me ajudou a carregá-los para fora e colocá-los dentro dos buracos. Quando os dois estavam deitados dentro de seus respectivos buracos no chão [S/N] se abaixou e arrumou uma pequena mecha do cabelo de Ryan atrás da orelha, seus cabelos ruivos e compridos.
-Ele era um bom menino. -disse ela com a voz rouca. -E lindo... -ela disse por fim adimirando o garoto. -Uma pena... -sua voz falhou e ela recomeçou a chorar. Eu a abracei e depois cobri os corpos com terra.
[S/N] voltou pouco tempo depois com várias flores nas mãos. Ela se abaixou e colcou um pouco em cima de cada monte de terra. E me abraçou chorando.
-Custe o que custar... vou levar você a salvo para os vaga-lumes. -eu disse e ela me olhou com os olhos marejados.
-Niall... -ela começou, mas não terminou de dizer a frase. Colei meus lábios aos dela.
Não sei o que houve, apenas senti uma necessidade enorme de fazer isso, a vendo ali daquele jeito, ao por do sol. Foi como um sonho. Depois de todo o pesadelo.
Depois do beijo não conseguimos mais nos desgrudar um do outro. Aquilo foi apenas o começo de tudo. Pelo menos para mim. Agora eu estava determinado a protegê-la com minha vida. Não pouparia esforços para proteger esse pequeno anjo que me foi enviado.
**
Alguns dias depois chegamos a universidade. Encontramos dois cavalos perdidos perto do que um dia já foi um grande Haras. Celei os dois e os montamos até a universidade. Estava tudo calmo. Haviam postos policiais montados por todo o território da universidade, estavam abandonados a algum tempo. Não sei porque, mas algo me dizia que os vaga-lumes também nãp estavam mais ali.
Entramos no prédio central da universidade, um espelhado, o mais moderno de todos e o que estava menos prejudicado pelo tempo. Fomos extremamente cuidadosos. Não havia sinais de estaladores em nenhum lugar, mas mantivemos a guarda armada.
Encontramos uma sala, que foi usada para exames em algum momento de sua vida util. Haviam anotações espalhadas por todo lado.
-Essa não... -[S/N] disse triste. -Eles se foram. -ela disse olhando desapontada ao redor.
-Merda... -xinguei. Estava mais dificil encontrar os vaga-lumes do que a cura pra doença.
-Olha... o que é aquilo? -ela disse apontando para uma sala.
Fui na frente e então escutei barulhos, segurei a arma com mais força na mão. Com muito cuidado entrei na sala. Macacos começaram uma gritaria, um deles jogou o que parecia ser uma gaveta em minha cabeça e sairam pela janela.
-O que foi isso? -ela perguntou.
Não sei se foi por causa do tempo, de brigas ou se foi porque vi de relance, mas parecia que os macacos estavam infectados.
Havia a carcaça de um homem sentado em frente a uma mesa. Um gravador estava em sua mão. O peguei com certa dificuldade do meio de seus dedos podres. O lugar fedia a fungo.
-O que acha que aconteceu? -ela perguntou e então dei play no gravador.
"Se você encontrou esse gravador, significa que os vaga-lumes mudaram novamente de lugar. Esse local está sendo vijiado de perto por muitas pessoas. O governo não quer que os vaga-lumes continuem suas pesquisas. Embora ainda queiram a cura para tudo isso. Acho que estão convictos de que vão encontrar a cura sozinhos. Experiências foram feitas em animais, para testar os efeitos de algumas drogas que podem servir de vacina, mas a cura ainda está longe de ser descoberta. Os macacos foram infectados nas primeiras semanas, mas reagem de forma diferente ao fungo do que os seres humanos, por incrível que pareça, eles apenas mudam sua aparência, mas continuam com suas faculdades mentais a pleno vigor. Mas ainda podem transmitir o fungo através da mordida. Foi o que descobrimos essa noite, quando um dos pesquisadores foi mordido enquanto alimentava o macaco. Mais uma vez, se você encontrou esse gravador, os vaga-lumes mudaram de local. Estão indo para o Norte, há um hospital que ainda funciona, na divisa do país. Espero que ainda haja esperança para a humanidade. E esse foi o diário do dia 25 de Março de 2020 do ofical Carlton."
-Foi a pouco tempo. -disse [S/N]. -Estamos em Dezembro. -ela disse fazendo as contas.
-Sabemos onde eles estão agora. Temos que chegar até eles o mais rápido possível. -eu disse e então seguimos viagem.
Um pouco além da faculdade, um dos cavalos começou a ter problemas nas patas, e tivemos que o deixar para trás, continuamos com um cavalo só quando chegamos em mais uma cidade abandonada. Encontramos um carro que ainda fuincionava, este havia pertencido aos soldados. Deveriam estar procurando os vaga-lumes quando algo aconteceu a eles.
7 dias depois estavamos quase chegando ao nosso destino. Conseguimos abastecer o carro ao decorrer do percurso, utilizando a gasolina dos carros parados em todos os lados. Chegamos a um ponto onde não conseguiríamos mais prosseguir de carro. Íamos ter que ir andando.
Paramos o carro em qualquer lugar e fomos em direção ao metrô, era o unico lugar que dava para passarmos. De novo, o lugar estava cheio de Esporos, coloquei minha mascara de gás e continuamos alertas. E mais uma vez, o metrô estava quase todo embaixo de água.
-Droga... -[S/N] choramingou ao meu lado. -Eu ainda não sei nadar... -ela disse me olhando.
-Calma... vamos achar um meio de passar você. -eu disse. -Fique aqui, já volto... -eu disse dando um selinho antes de pular na água. Eu tinha que ser rápido, não sabia onde estavam os estaladores.
Finalmente, depois de uns 10 minutos achei um pedaço de madeira flutuando, era a porta do banheiro masculino. Levei até onde [S/N] estava e ela subiu na tabua. A atravessei até o outro lado. Estava procurando um meio de subir até onde ela estava, quando acabei caindo em uma pequena correnteza.
-Fique aí! -eu disse sendo puxado pelas águas para dentro de um vagão.
-NIALL! -ela gritou desesperada correndo ao meu lado.
-FIQUE AÍ! -eu gritei antes de do vagão começar a se deslocar com a água.
-NIALL! NIALL! -[S/N] gritava.
Escutei-a pulando na água, ela morreria afogada se eu não fizesse alguma coisa, um sentimento de desespero tomou conta de mim. Eu tinha que fazer alguma coisa, podia vê-la agarrada do lado de fora do vagão, mas acabei ficando preso embaixo da água e perdi a consciência.
Acordei pouco tempo depois, estava deitado em uma cama. Num lugar que eu não conhecia. Estava vivo, o que significava que [S/N] havia conseguido afinal. Só que eu não podia vê-la em lugar nenhum. O sentimento de desespero começou a ficar ainda mais forte. Foi quando vi Cher sentada em uma cadeira proxima a mim.
-Você acordou finalmente. -ela disse sorrindo fraco.
-Onde está a [S/N]? -eu disse me levantando.
-Calma... ela está bem Niall.. você conseguiu... cumpriu sua promessa. Seu pagamento será entrege a você. -ela disse sorrindo animadamente.
-Quero vê-la, onde ela está? -eu perguntei novamente.
-Niall... ela está na sala de cirurgia. -ela disse. -Só temos que agradecê-lo por tê-la trazido com vida. -ela disse.
-Cirurgia? -perguntei confuso.
-Sim, precisamos extrair a cura dela Niall... para criarmos a vacina.
-Mas... o fungo... ele se aloja no cerebro! -eu disse assustado. -Vocês vão..
-Ter que matá-la. -ela completou a frase e nesse momento senti o chão deixar meus pés e o ar deixar meus pulmões.
-Vocês não podem fazer isso... ela...ela... -eu não conseguia falar. Não queria que ela morresse para salvar o mundo. Eu não me preocupava mais com a humanidade, queria ver [S/N] ao meu lado pra sempre.
-Niall.. eu sei que é dificil, você se apegou a ela. Mas tem que ser feito. Pequenos sacrificios tem que ser feitos para um bem maior. -ela disse como se aquilo fosse simples.
-Não...-murmurei. -NÃO! VOCÊS NÃO VÃO TIRÁ-LA DE MIM! -eu enlouqueci. Empurrei Cher contra a parede e tirei a arma que ela carregava na cintura.
Ela caiu no chão e tentou correr até mim e dei um tiro em sua perna para poder retardá-la. Saí da sala com a arma em mãos, havia um único segurança ali vigiando a porta.
-Onde é a sala de cirurgia? -perguntei e ele ficou olhando para mim e para a arma, ele estava pronto para pedir reforços quando eu atirei em sua mão. -Eu perguntei onde fica a sala! -eu disse o empurrando e apontando a arma em sua cabeça.
Ele me disse e então me livrei dele, eu estava louco, cego, procurando [S/N], não podia perde-la, não podia.
Corri pelos corredores, atirando em todos os seguranças que eu via pela frente. Foi extremamente dificil chegar até a sala de cirurgia. Quando consegui pude ver que os médicos ainda estavam preparando tudo pra operação. Ela estava deitada, desacordada na maca esperando por sua morte.
Fiquei imaginando por um momento o que disseram a ela. E então entrei, atirei contra um dos médicos que estavam ali. Os outros dois me pediam calma enquanto uma enfermeira gritava por socorro e dizia que eu era um monstro. Atirei na perna de um dos médicos que tentou me impedir de tirá-la de cima da maca. Saí correndo com [S/N] desacordada em meus braços e peguei o elevador bem a tempo dos seguranças chegarem até a sala de cirurgia.
Desci para o estacionamento e a coloquei [S/N] no banco de trás do primeiro carro que vi no estacionamento e quando estava entrando no banco do motorista escuto alguém gritar meu nome.
-NIALL! -Cher gritava, ela vinha se encostando nas paredes para não cair. -O que pensa que está fazendo? -ela perguntou incrédula. -Ela tem que passar pela cirurgia! É a nossa única esperança!
-Cher... me desculpe, mas não posso deixar isso acontecer, não posso permitir que ela morra para salvar outras pessoas. Eu sou egoísta a esse ponto. -eu disse com a arma apontada para ela.
-Você sabe que não vai conseguir sair daqui não é? -ela perguntou.
-Ah eu vou. -eu disse me virando de costas pra ela.
-Eu vou procurar você Niall! E vou encontrá-lo! -ela disse furiosa.
-Não, você não vai. Sinto muito Cher... -eu disse e então com a minha ultima bala, acertei a cabeça de minha melhor amiga.
Arranquei com o carro dali, sem ter pra onde ir. Apenas dirigi até estar longe o suficiente.
**
Quando estavamos quase na divisa com a Inglaterra, [S/N] acordou no banco de trás.
-O que está acontecendo? Onde estou? -ela perguntou olhando para os lados confusa.
-Bom dia Bela adormecida! -eu disse animado. -Estamos quase na Inglaterra.
-Niall... o que aconteceu? Porque eu estou... viva? -ela perguntou se esgueirando para o banco da frente. -O que aconteceu com a vacina?
-Eles acharam outra pessoa. -menti. -Não estavam mais procurando a cura. Quero dizer, há mais pessoas como você por aí... milhares na verdade. -eu disse, sabia que estava mentindo muito mal.
-Niall... -ela me chamou com a voz fraca. Parei o carro e olhei em seus olhos, eles estavam serenos e cheios de lágrimas. -Niall... me prometa... me diga que isso tudo é verdade. Que eles realmente não querem mais a cura e que há mais pessoas como eu. -ela disse começando a chorar.
-É verdade. -eu disse com um peso no coração. Não suportaria vê-la morta, não suportaria perdê-la. A dor de uma mentira podia ser superada, mas a dor de não tê-la mais comigo não.
Ela sabia que eu havia mentido. E por muitos anos depois daquele ela viveu sabendo de minha mentira, até que no dia de nosso casamento, eu contei a ela a verdade. Ela chorou e ficou uma semana sem falar comigo. Disse que eu tinha colocado a vida de toda a humanidade em risco por egoísmo.
Morávamos em uma casa afastada da cidade quando ficamos sabendo que haviam achado a cura. De um menino que estava prestes a morrer depois de ter sido atropelado. Ele não tinha chances de sobreviver e quando estavam fazendo os exames nele descobriram a cura.
Foi uma questão de tempo até as vacinas serem produzidas. Eles começaram a aplicar primeiro nas zonas de Quarentena, depois foram passando para os pequenos vilarejos que ficavam por fora.
Essa descoberta colocou os vaga-lumes no poder, deixando os soldados do governo furiosos por não terem achado a cura primeiro.
Em poucos meses quase todas as zonas de quarentena estavam limpas e com vacinas tomadas. 98% da população havia sido vacinada contra o fungo. Quem tomasse a vacina não seria infectado por uma mordida de estalador. Só tinham que tomar cuidado para não virar comida para eles.
Ao mesmo tempo em que a população começou a ser vacinada, os soldados, tanto vaga-lumes, quanto soldados normais (que se tornaram um só exercito) começaram a combater e eliminar os infectados. Isso levou mais tempo do que a vacina.
Os infectados começaram a migrar para o meio das florestas, afim de se protegerem.
Hoje, exatamente 8 anos depois da descoberta da cura, eu e [S/N] vivemos tranquilos, com nossos 2 filhos na nossa casa. O mundo começou a se reerguer, o medo deixou de existir nos corações das pessoas.
Muitas famílias desabaram ao voltarem para suas antigas casas. Não houve mais guerra depois de tudo isso, não houve mais brigas sujas por poder, não houve mais trapaças para governar os países e também não houve mais corrupção.
Eu ainda acredito que a chave para tudo isso, foi o sofrimento do povo durante mais de 20 anos. Sofrendo com uma praga que ninguém conseguia combater. Agora, todos estavam vivendo em perfeita harmonia. Não havia discussões nas ruas e não havia desejos de chegar ao poder ou de ter mais coisas do que o seu vizinho.
Olhando da varanda de casa, consigo ver que ainda falta muito para o mundo voltar a ser como era antes, funcionar como era antes. Mas o primeiro passo já foi dado.
Viro e me deparo com [S/N] sentada ao meu lado. Ela está linda, quem diria que quanto mais o tempo passe, mais linda ela fica. Não consigo me arrepender das coisas que fiz para chegar até aqui. Não consigo me ver fazendo nada diferente.
Cher não merecia morrer. Fizemos um memorial para ela no prédio onde ela perdeu a vida. No lugar onde Marcos e Ryan morreram, construímos juntos um pequeno cemitério. Várias pessoas foram enterradas ali. Fizemos um pequeno memorial para minha mãe e Nina lá também, apenas para mantermos a memória delas limpas em nossas mentes.
Nunca descobri se minha mãe havia de fato morrido, ou se transformado em uma dessas coisas, mas quero acreditar que ela morreu heroicamente para me salvar.
**FIM**
/Mandy














