PARTE 4 / PARTE 3 / PARTE 2 / PARTE 1
Ele terminou de limpar meu pé e então se ajeitou na cama.
- Esta pronta? – perguntou e eu assentir que sim – Então tudo começou quando – ele respirou fundo e levantou-se da cama.
- Olha esse suspense não está ajudando – eu disse rindo e ele me olhou serio – Conta longo – pedir e ele pegou um copo de uísque.
- Quando eu entrei na faculdade meus pais tinham acabado de se separar, minha vida esta um desastre – suspiro- Pra falar a verdade um nerd nunca tem uma vida boa, todos me zoavam e meu pai era um viciado em jogo – pigarreou – O que eu quero dizer é que quando eu entrei na faculdade eu queria que as coisas mudassem, quando você virou minha amiga e me ajudou a passar por tudo aquilo eu me sentir grato por tudo esta começando a da certo.
Ele falava de uma forma e intensidade que eu pude ver que era verdade, por mais que eu quisesse não acreditar naquelas palavras que tocavam meu coração eu não conseguia.
- O projeto era uma forma de tentar lidar com os problemas do meu pai, o vicio dele por jogo me fez querer te ajudar na pesquisa, eu queria mostrar pra ele que tudo aquilo era uma mentira e uma manipulação, mas... – ele passou as mãos pelos cachos e parecia nervoso – Mas.. meu deus [s/n] me desculpa por ter feito aquilo com você, eu sou um fraco, mas eu precisei – ele disse olhando em meus olhos, levantei-me e fui até ele.
- Porque você precisou Harry? Por quê? – implorei pra que ele me contasse o que ele sempre me escondeu.
- Porque ... – suas pernas ficaram fracas e caímos de joelhos no chão, ele colocou suas mãos em meu rosto – Meu pai mudou-se depois da separação, ele veio pra Vegas, ele era um viciado em jogo e Vegas não é o lugar onde ele devia ter vindo. Ele apostou tudo o que tinha e quando não tinha mais nada o Smith disse que tiraria a vida dele se ele não pagasse a divida dele – o olhei assustada, aquele velho maldito, ele estava por trás de tudo.
- O que o velho fez? – perguntei e ele suspirou.
- Meu pai sabia da minha pesquisa na faculdade, eu havia o contado fazia algumas semanas, ele não tinha escolha, aquilo poderia salvar sua vida, então ele disse pra Smith que o filho dele tinha uma formula que poderia render a Smith tanto dinheiro que ele nunca mais se preocuparia em perder dinheiro no cassino. O velho ficou interessado é lógico e então meu pai me ligou, ele implorou minha ajuda e eu não pude negar, ele é meu PAI – ele tinha lagrimas nos olhos – Então você conseguiu a formula, tudo conspirava pra isso, eu só tinha que pegar a formula e entregar pra Smith, mas eu não conseguia fazer isso com você, eu não queria ter feito aquilo com você – ele me olhou nos olhos – Eu te amo [s/n], tudo o que você fez por mim, eu não podia ter feito aquilo, mas ele é minha família e eu tinha que salva-lo – meus olhos doíam e eu sentia que logo desabaria em choro, então era isso. Harry me trapaceou pra salvar a vida do pai viciado em jogo e agora ele assumiu que me ama. Meu deus parece que o mundo esta desabando nesse exato momento. Eu queria sentir pena dele, eu ate sentia, mas agora eu não entendo porque ele me sequestrou e me trouxe pra cá? Se ele já tinha salvado a vida do pai porque ele me trouxe pra cá.
- Harry.. porque eu estou aqui? – levantei-me e o olhei nervosa, baguncei meu cabelo – Quer dizer.. se você salvou seu pai com a pesquisa, porque eu estou aqui agora? – ele levantou-se e pegou meus braços.
- Porque eu preciso da sua ajuda – ele estava serio e eu podia ver a raiva e a irá em seus olhos.
- Por quê? – perguntei me desvencilhando dele.
- Porque ele matou meu pai – ele cuspia cada palavra com toda a irá de um homem.
- Ele o quê? – perguntei assustada.
- Ele matou meu pai – ele caminhou até a varanda do quarto, eu o seguir – Entreguei a pesquisa pra ele, entreguei a ele o que ele exigiu do meu pai – ele bateu com força no batente – Ele disse que eu teria que trabalhar pra ele se eu quisesse meu pai vivo, eu acetei, faria qualquer coisa para o manter vivo – fui até ele e o virei para o olhar no olhos – Mas alguns meses depois meu pai foi encontrado morto no seu apartamento, a policia concluiu que ele cometeu suicídio, mas eu não acreditei – suspiro – Iniciei uma investigação sem que ninguém soubesse e descobrir que meu pai foi envenenado por uma substância chamada beladona, essa substância é fabricada pela empresa que Smith patrocina, não demorou muito para que eu descobrisse que Smith planejou tudo, mas além disso eu descobrir que Smith é muito perigoso e eu teria que fazer muito mais do que acusar ele de mandar matar meu pai – ele pegou meu braço e levou-me para dentro do quarto – Eu preciso de você pra destruir tudo o que Smith tem – olhei para ele assustada, se aquele velho era tão perigoso como ele me disse não queria estar envolvida na sua destruição.
- Não... não, eu não posso, isso é loucura – disse nervosa, mas ele segurou-me com força.
- Não adianta desistir agora. Aquele desgraçado já suspeita de você e pode ter certeza que se você desistir ele vai atrás de você depois que eu terminar com ele – meus olhos lacrimejavam.
- Eu não queria isso pra mim, eu não quero morrer – ele me abraçou, tentei sair, mas ele me apertou forte.
- Eu não vou o deixar fazer nada de ruim com você – olhei pra ele e ele passou seus dedos finos em meu rosto – Mas eu preciso que você me ajude, só assim vou poder garantir que você fique viva depois disso tudo, preciso que você permaneça do meu lado .
Por mais que eu achasse isso uma loucura, eu sabia que não teria mais escolha, se eu fugisse Smith me encontraria, se eu ficasse por algum motivo eu acreditava que tudo ficaria bem. Eu e Harry sempre fomos uma dupla implacável nós dois éramos tão bons juntos na faculdade, mas agora ele era outro Harry, um Harry que por mais psicótico que fosse ainda era em alguma parte o meu antigo Harry.
- Tudo bem – disse mais calma e ele sorriu satisfeito.
- Serio? – ele parecia não acreditar e se eu fosse ele também demoraria a acreditar.
- É – disse sem muito humor até porque eu acabei de aceitar uma missão suicida com um psicótico.
- Então acho melhor você descansar amanhã você e eu vamos destruir o império daquele velho safado – pude ver o ódio transbordar em seus olhos. O medo era um sentimento cruel e que me destruía por inteira, mas em algum lugar algo me acalmava e eu não queria acreditar que esse tipo de sentimento pudesse existir ou prevalecer em situações como essa. O amor! Amor era uma palavra forte demais e poderosa demais, mas era a única que explicava os motivos pelo qual eu aceitei toda essa loucura, o motivo pelo o qual eu estou deitada nessa cama com Harry Styles e prestes a me meter na maior loucura de toda a minha vida. O amor poderia prevalecer, mas o medo não deixava de existir, e meu maior medo era que ele morresse. Bem... de algum jeito esse medo não estava completamente errado.
A poucos minutos do inicio do plano. Harry esta no corredor com os seguranças e seus amigos envolvidos no plano.
Me olho mais uma vez no espelho e só enxergo o reflexo do meu medo, o sentimento parecia tomar conta do meu corpo e de todos os meus pensamentos. Harry entra no quarto e posso ver sua silhueta masculina tomar o lugar ao meu lado.
- Algum problema? – sua voz era calma e preocupada.
- Estou com medo – admitir, com ele era mais fácil falar a verdade.
- Não precisa ter medo eu estou aqui com você e nada de ruim vai acontecer com você, eu prometo – ele segurou minha mão e entrelaçou seus dedos aos meus – Pronta? – assentir que sim e caminhos juntos até o corredor, eu podia escutar nossos passos, caminhamos em silencio. Meu coração batia acelerado e eu podia sentir a pulsação forte em meus ouvidos, as coisas pareciam girar ao meu redor. Entramos no elevador e logo três seguranças tomaram nossa frente. O botão para o andar do cassino foi acionado, meu olhar estava fixo na tela que informa os andares que o elevador estava passando. Lentamente o elevador descia e eu sentia a adrenalina percorrer meu corpo, minha audição estava mais aguçada, minha visão mais fixa prestando atenção em todos os detalhes a minha frente, a porta do elevador abre e eu posso ver o cassino movimentado, os mesmo velhos jogando na mesa de pôquer a minha esquerda, outro grupo a minha direita e os caça-níqueis a minha frente. Harry me beija na frente de todas aquelas pessoas, mas eu não me importei, porque naquela noite poderia ser a ultima vez que eu sentiria seus lábios juntos aos meus.
- Logo estaremos juntos – ele sussurrou ao meu ouvido e então caminhou até a porta sumindo por ela. Caminhei pelo salão observando as mesas a minha frente, sentei em um caça-níquel e depositei uma moeda puxei a alavanca e deixei a maquina jogar, desviei meus olhos pelos seguranças todos calmos e atentos a tudo. Olhei para as paredes de vidro e pude notar as câmeras, retornei atenção ao meu caça-níquel e finge um descontentamento por não ganhar nada, levantei-me e caminhei até uma mesa de pôquer precisava me manter calma.
- Posso me juntar aos senhores? – perguntei sorrindo de forma sensual, os velhos se entreolharam e soltaram sorrisos maliciosos. Tomei um lugar e comecei a jogar, nas primeiras duas rodadas perde para entender a mesa, na terceira ganhei para descontentamento dos velhos, perde mais algumas, mas logo recuperei todo o meu dinheiro, a noite foi sempre nesse jogo de ganha e perder.
Já não aguentava mais esperar o sinal de Harry para me aproximar da mesa que dava prêmios mais altos, estava cansada daqueles velhos tarados e suas piadas sem muito sentindo. Suspirei ao perder mais rodada, os velhos se deliciavam com isso. Minha vontade era socar a cara daqueles imbecis viciados e fugir com Harry para longe dali, mas eu sabia o quanto era importante pra ele vingar-se de Smith pelo o que ele fez a Harry e seu Pai.
Olhei em volta e então vir o segurança moreno saindo pela porta em que Harry estava, logo atrás do segurança Smith o seguia, não demorou muito para o velho deixar o cassino. Aquele era meu sinal! As 3h em ponto o velho deixa o cassino, assim que ele deixa o cassino Harry fica responsável pelo monitoramento das mesas do cassino. Um computador central calcula todas as jogadas com o logaritmo que eu e Harry criamos com ele no comando podemos confundir os cálculos e assim posso quebrar a banca. Resumindo em poucas palavras se Harry confundir a mesa eu posso roubar toda a fortuna do velho em uma partida de pôquer.
- Okey garotos acho que já deu por mim – disse sem animo e os velhos sorriram.
- Ah não minha princesa logo agora que o jogo estava ficando interessante – eles sorriam.
- Acho que preciso de um pouco mais de emoção e estou precisando recuperar meu dinheiro, quero apostas mais altas – disse fingindo uma certa embriagues e eles sorriram peguei minhas fixas e caminhei até a mesa de apostas altas do cassino. Tinha dois senhores de certa idade que pareciam ser magnatas e uma jovem mulher estilo madame de bilionário.
- Posso me juntar a vocês? – perguntei e os dois homens sorriram a mulher apenas me olhou de cima a baixo.
- Não creio que você tenha dinheiro suficiente para jogar nessa mesa – a mulher disse, mas logo um dos senhores a cortou.
- Deixe de chatice Clarie, já não aguento mais jogar com vocês dois, talvez um ar mais jovem possa nos animar um pouco, sente-se aqui – o velho me apontou a uma cadeira ao seu lado.
- Obrigada – sorrir agradecida, fingir não entender muito do jogo no começo, mas não perde na primeira partida já havia perdido dinheiro suficiente essa noite, estava na hora de recuperar tudo o que eu havia perdido e um pouco mais.
- Uau – disse o segundo velho que se chamava Charlie – Você esta com sorte garota – ele sorria abertamente, chegava a doer ter que o fazer perder seu dinheiro.
- Sorte de principiante – disse puxando as fixas que eu acabará de ganhar.
- Não me parece sorte – Clarie disse irônica.
- Talvez não seja – brinquei e ela sorriu falsa.
Começamos a jogar e a cada partida que eu ganhava podia notar a expressão dos velhos mudando, eles ficavam preocupados, eu já havia triplicado o valor inicial dos meu dinheiro estava na casa dos milhões.
- Bom acho que não é sorte de principiante, você sabe jogar – Charlie disse serio e eu sorrir.
- Digamos que aprendi muito em jogos online – ele fechou a cara.
- Vamos fazer assim – disse apoiando-me na mesa e olhando para cada um deles, Charlie estava aborrecido por ter perdido muito dinheiro, Clarie estava com o humor de uma cobra peçonhenta e o outro velho Jack estava abalado por ter perdido tanto dinheiro pra uma garota tão jovem como eu.
- Eu quero aumentar a aposta da mesa – disse brincalhona, fingindo uma certa embriagues, esse é um dos truques mais interessantes pra fazer alguém achar que pode te enganar – Tudo ou nada – disse sorrindo e eles se entreolharam o homem da mesa (cara que dá as cartas) parou assustado, porém logo se recompôs.
- Você só pode estar louca – Clarie disse nervosa – Não vou apostar tudo o que eu tenho.
- Ah qual é, ficou com medo madame – brinquei e ela me fuzilou com seus olhos – Sinceramente, pensei que vocês quisessem se divertir – bebi o liquido que estava no meu copo e eles se entreolharam.
- Tudo bem – Charlie disse – Tudo ou nada.
Jack fez o mesmo e Clarie empurrou todas suas fixas pro centro da mesa, a postava era de bilhões de dólares, a mesa só poderia cobrir essa aposta com autorização.
- Desculpa senhores, mas eu preciso da autorização do Senhor Smith pra cobrir a aposta – disse o homem da mesa (cara que entrega as cartas). Ele chamou um segurança e não demorou muito para Harry descer e vir até a mesa ele estava com alguém ao telefone, com certeza o velho.
- Tudo bem, aposta autorizada – Harry disse e então retirou-se, o acompanhei com o olhar e antes de entrar na porta mais uma vez o vir piscar para mim. Sorrir.
- Vamos lá velhotes – disse passando as mãos em movimentos como se estivesse as esquentando do frio – Vou acabar com vocês – sorrir e eles sorriram.
- Isso é o que você pensa garotinha – eles riam e Clarie parecia bem confiante comentando o quanto seria fácil ganhar essa bolada.
Momento exato que Harry desligou o computador central, deixando a mesa sem vantagens sobre as apostas, desse modo seria mais fácil enganar a mesa. O jogo começou, meu corpo pinicava, minha mente estava embaralhada, se eu perdesse seria o fim, Harry seria pego por ter desligado o computador central e eu seria morta por tentar enganar o Smith. Tentei recuperar o folego e logo estava com minhas cartas na mão, 18 era meu jogo. Olhei minhas cartas e comecei a contar, as chances da mesa e as chances de eu vencer.
- Carta? – perguntou o homem da mesa.
Olhei para meu jogo e sentir todo o mundo pender em uma única pergunta, era tudo ou nada, eu vencia ou perdia.
- Carta – pedir e então olhei para meu full house.
Baixei meu jogo então o silencio tomou conta do ambiente, não demorou muito para que eu soubesse que a calmaria seria seguida por um caos sombrio. Eu venci e aquilo dizia que eu tinha quebrado a banca, o cassino entraria em colapso e em pouco minutos eu seria uma procurada pela quadrilha do Smith, Vegas já não era mais segura.
- Senhorita precisamos ir – o segurança de Harry disse ao meu ouvido, sorrir juntando as fichas.
- Foi bom enquanto durou queridos companheiros, encontro vocês por ai – disse batendo continência e deixei para trás dois velhos falidos e uma madame devastada.
- Peguem ela – gritou Clarie – É uma ladra! – todos os seguranças voltaram os olhos para mim, corri até o elevador com o segurando em poucos minutos eu estava em um carro em alta velocidade fugindo do cassino.
- Onde está Harry? – perguntei preocupada e o segurança apenas me lançou com olhar de sinto muito, sentir meu corpo amolecer e então tudo ficou escuro.
Tudo no plano estava dando certo, [s/n] havia acabado de quebrar a banca, mas algo deu errado. Smith tinha uma espiã no cassino essa noite, ela dedurou [s/n] e não demorou muito para o velho entrar naquela sala de monitoramento.
- Pensou que iria me passar a perna filho? – ele estava serio, seus capangas me pegaram e me tiraram a força do cassino, fui atirado dentro de um carro e logo sentir um baque em minha cabeça.
Acordei e eu estava em um quarto de hotel vagabundo, o segurança que havia me tirado do cassino estava de guarda na janela observando tudo lá fora.
- Onde eu estou e o que aconteceu? – perguntei me sentando na cama.
- Eu sou Drew, trabalho para Harry, o plano não saiu como esperado – ele me fitou com o olhar triste – Pegaram ele – sentir meu coração se despedaçar.
- Ai meu deus, o mataram? – perguntei desesperada e Drew apenas balançou a cabeça negativamente.
- Eles precisam dele vivo, porém você está em risco e é minha missão proteger você – ele disse determinado.
- Sua missão me proteger? – perguntei confusa – Porque? – ele levantou-se e jogou um papel na cama, peguei o papel e pude ver, uma conta bancária na Suíça.
- O dinheiro do roubo foi pra essa conta – ele disse sem olhar para mim – Esse dinheiro é apenas 30% do dinheiro do cassino, mas sem esse dinheiro o cassino vai falir – ele caminhou até a porta e verificou se estava trancada.
- Smith precisa desse dinheiro, certo? – perguntei e ele assentiu que sim.
- Se ele está mesmo com Harry ele vai tortura-lo até ele dizer onde esse dinheiro estar – Drew balançou a cabeça e passou a mão em seu cabelo curto.
- Mas ele não sabe onde esta – disse nervosa.
- Não, ele não sabe – Drew suspirou – Essa era a parte do plano, você roubava, ele desligava o computador e eu transferia todo o dinheiro. Só eu e agora você sabemos onde o dinheiro foi parar e dentro de 24h esse dinheiro vai sumir, vai pra uma conta que só uma pessoa terá acesso, mas eu não sei quem é e nem você vai saber, e bom – ele desviou o olhar da janela e fixou no meu – Harry será o único, a saber.
- Isso... isso – tentei segurar minhas lágrimas, mas não conseguir.
- Se Harry não se safar dessa tudo terá sido em vão – ele disse pensativo.
- Precisamos ajuda-lo – disse me recompondo.
- Não podemos, se formos até Smith ele nós mata ou pode nos torturar – Drew disse nervoso e eu levantei-me.
- Ele não vai fazer isso, eu tenho um plano – levantei-me, veste minha jaqueta e logo eu Drew estávamos pegando a estrada novamente.
- Qual seu plano? – Drew perguntou curioso.
- Smith deve temer alguém – disse seria e Drew olhou pra mim – Como assim [s/n]? – ele perguntou confuso.
- Já pensou no quanto é ilegal manipular jogos? – perguntei e ele assentiu que sim.
- Mas Smith tem acordo com a policia então não adianta o incriminar por isso – Drew disso certo.
- Não vou o incriminar, eu vou expor pra todos, o meio de manipular o jogo.
- Você vai expor o código? – Drew freou o carro bruscamente – Mas isso seria assinar sua sentença de morte.
- Eu já estou morta não é mesmo – sorrir sem humor e Drew entendeu que não adiantava, essa era sem duvida a nossa única escolha.
- Você é bastante corajosa garota – Smith dizia do outro lado da linha – Admiro isso em você – ele gargalhou – Mas não adianta ser corajosa se não tiver inteligência. Você e seu noivinho não tiveram muito inteligência em tentarem me roubar – ele disse com tom de voz arrogante dele.
- Nós não tentamos roubar você – disse seria – Nós roubamos você – ele suspirou de ódio do outro lado da linha – Então façamos o seguinte, que tal um acordo? – ele sorriu do outro lado da linha – Você solta Harry e eu deixo o seu cassino seguir em frente – uma gargalhada intensa eclodiu do celular.
- Você só pode estar de brincadeira garota, quer que eu solte seu noivinho para que eu possa prosseguir com meu cassino, você esta chapada queridinha? – ele perguntou irônico.
- Não, eu estou bem sóbria pra sua sorte. Esse é o acordo, você solta Harry e eu deixo você prosseguir com o resto do seu cassino, mas caso você esteja pensando que essa proposta é absurda foi explicar pra você sua real condição – respirei fundo – Você tem um cassino que acaba de ser roubado, um buraco tremendo na suas finanças e pra sua falta de sorte tem eu, alguém que sabe como acabar seu império de cassino em segundos, mas eu estou te dando uma chance de seguir em frente, solte Harry – disse firme e ele parecia nervoso.
- Você só pode ser louca, você acha mesmo que pode me ameaçar, eu não tenho medo do que você possa fazer, se você não me entregar meu dinheiro dentre 6h eu mato seu noivo, entendeu garota? – ele berrava de raiva.
- Se você o matar o código de manipulação da mesa desenvolvido por Harry e por mim será divulgado, todos terão acesso a ele, qualquer pessoa sentado na cadeira do seu computador terá acesso ao código, você quer mesmo que isso aconteça? – ameacei.
- Você... você criou o código com ele? Mas.. mas ele criou esse código sozinho – o homem gaguejava como uma criança aprendendo a falar.
- Você acredita mesmo em tudo que ele diz? – gargalhei – Tão ingênuo pra sua idade Smith.
- Mas eu mandei investigarem, como não descobriram sobre você – ele parecia estar em uma discursão com ele mesmo.
- Talvez Harry seja bem mais inteligente que você – disse seca e o velho exaltou-se no outro lado da linha.
- Eu vou mata-lo e depois que eu fizer isso eu vou matar você – ele dizia nervoso.
- Encoste um dedo nele e eu acabo com seu império- ameacei – Eu quero que você Harry e se você não me entregar ele dentre 1h eu vou acabar com você e quando você tiver na miséria seu velho desgraçado eu vou mandar torturar você até a morte – disse e então desliguei o telefone.
Respirei fundo deixando as lagrimas pesadas caírem em meu rosto, Drew afagava minhas costas em uma tentativa de me consolar.
- Via da tudo certo [s/n], Harry logo estará com você – ele disse eu sorrir sem humor.
- Assim espero – enxuguei meu rosto e me recompus.
Peguei o celular e disquei os números do celular de Harry de novo, não demorou muito para o velho atender.
- Tudo bem... tu bem – ele parecia nervoso – Eu entrego ele, mas eu preciso ter certeza que o código não será divulgado.
- Deixe eu e Harry em paz e código nunca será divulgado, caso algo aconteça com qualquer um de nós dois, o código será divulgado, estamos entendido? Se algum dia você tentar fazer mal pra nós dois de novo eu vou acabar com você, mortos também conseguem destruir vidas. Mexa conosco de novo e eu acabo com você, entregue-me Harry em 1h no aeroporto, se ele não chegar lá em 1h eu destruiu tudo o que você tem em um piscar de olhos.
Eu estava no aeroporto, Drew estava escondido no aeroporto observando e me protegendo caso algo desce errado. Não demorou muito e eu pude ver a silhueta de Harry vindo em minha direção, seu rosto estava um pouco machucado, seus lábios cortados assim como sua sobrancelha esquerda, ele correu até a mim e me abraçou.
- Você devia ter fugido, ele é perigoso – Harry disse com sua voz rouca, beijei seus lábios.
- Ele não vai ferir a gente – peguei seu braço e o puxei para que ele ficasse atrás de mim. Smith logo apareceu com cinco de seus capangas, o velho estava branco como papel.
- Ele está ai como você pediu, agora me dê o meu dinheiro e siga sua vida – ele tentava mostra calma, mas seu corpo e seus olhos demonstravam o medo e pânico.
- Não vou devolver seu dinheiro, o acordo era você devolver Harry e nós deixar em paz em troca eu deixaria você seguir em paz com seu cassino – disse seca e ele semicerrou os olhos em fúria.
- Ora sua cadela eu vou acabar com sua raça – ele avançava pra cima de mim, mas logo parou quando percebeu que estava em um local público, seus capangas vieram em minha direção.
- Se qualquer coisa acontecer comigo, meu informante solta o código e tudo pra você estará perdido – ameacei ele e logo seus capangas recuaram.
- Devolva meu dinheiro e nada acontecerá a você – olhei para o relógio e então sorrir, já era um novo dia e há essa hora eu já não sabia mais onde o dinheiro estava.
- Desculpa, mas eu não sei onde seu dinheiro esta – sorrir convencida – Talvez nas Maldívias, ou no México. – fitei-o serio – Deixo nós em paz e eu deixarei seu cassino e você continuarem a existir – o velho fitou-me pensativo.
- Vocês ainda vão se ver comigo, um dia eu vou recuperar o meu dinheiro – ele ameaçou e então estalou os dedos e ele e seus capangas deixaram o aeroporto, mas antes que ele sumisse da minha vista eu gritei.
- Lembre-se Smith eu ainda posso destruir sua vida – pisque e ele sumiu da minha vista.
Esse com certeza é o melhor lugar para se recomeçar.
Depois de toda aquela loucura de vingança, eu estou com ela. Nunca pensei que eu conseguiria retomar o controle da minha vida. Ter [s/n] comigo aqui e não ter que me preocupar com Smith ou suas ameaças ou a minha sede de vinganças. Poder voltar a ser o Harry nerd e apaixonado por [s/n]. Isso parece até sonho mas é muito melhor do que sonho, porque eu sei que é tudo real.
- Pensando em quem trapaceiro? – [s/n] perguntou sentando-se na cadeira ao meu lado olhando a linda vista da praia.
- Pensando em como é bom ter você ao meu lado – sorrir para ela, seu rosto ficou vermelho e eu amo quando a deixo assim, sempre tão meiga mesmo depois de tudo o que eu a fiz ela ainda é a mesma [s/n] da faculdade, aquela que me defendia quando necessário e que era tímida e meiga quando estávamos só nós dois.
- Eu também gosto de estar aqui com você – suspiro – Nunca pensei que eu fosse me sentir em casa de novo.
- Em casa? – perguntei confuso.
- É – ela sorriu – Desde quando meus pais morreram e eu fui pra Londres, eu não me sentia pertencente a um lugar, mas aqui com você eu me sinto em casa – ela levantou-se e sentou-se em meu colo – Pra falar a verdade eu me sinto em casa com você, em qualquer lugar, mas eu preciso estar com você, porque eu te amo Harry Styles – selei nossos lábios em um beijo apaixonado.
- Você é a minha casa princesa – ela sorriu e então selou nossos lábios, ela ajeitou suas pernas em cada lado da minha fazendo nosso corpo cola um no outro e então eu afastei-me dela para olhar em seu rosto.
- Tem certeza disso? – ela assentiu que sim e então a peguei no colo, o céu estava escurecendo, levantei-me com ela em meu colo e a levei para dentro da casa, coloquei-a com cuidado em cima da cama e logo deixei que meu corpo caísse por cima do dela. Ela beijava-me com desejo, deslizei minhas mãos pela lateral de seu corpo até chegar a suas costas e desamarrar seu biquíni, ela afastou seu corpo do meu sem desgrudar nossos lábios eu tirei aquela peça de roupa, não demorou muito para ela descer suas mãos apressadas até meu short, deixei que ela trocasse de posição ficando por cima de mim. Suas mãos tiravam lentamente o calção junto com minha boxer, minha ereção pulsava desejando que ela iniciasse seu esplendido trabalho com a boca. Logo [s/n] estava me chupando inteiro, meu corpo pedia por mais dela, minhas mãos começaram a guiar a intensidade de seus movimentos com a boca, empurrei sua cabeça a fazendo engasgar com minha ereção e logo ela estava chupando e lambendo-a por inteiro, sentir uma sensação começar a preencher meu corpo e logo sentir o liquido quente saído por meu pênis ela engoliu tudo como uma boa garota me deixando ainda mais excitado para comer aquela gostosa até ela pedir perdão por ser tão safada. Troquei de posição bruscamente colocando o corpo dela de quatro na cama, não me importei com camisinha na hora até porque meu pau estava precisando penetra-la com toda a força que existisse, eu precisava a ver gritando meu nome e implorando por mais e mais de mim, eu queria que ela se tornasse minha e só minha. Eu precisava ter ela naquele exato momento e fazer daquela noite a noite mais quente que já tivemos. Lambi meus dois dedos e então comecei a estimular seu clitóris, ela mexia seu corpo demonstrando que estava gostando ajeitei meu pênis na sua entrada e penetrei nela lentamente a escutando gemer, comecei a investir de forma lenta para tortura-la um pouco, ela mesma estimulava seu clitóris, tirei sua mão de lá e puxei para trás de seu corpo.
- Menina má – disse com a voz rouca e então com a outra mão livre bate em sua bunda deixando uma marca vermelha no local, ela gritou com o tapa o que me fez aumentar as estocadas indo cada vez mais rápido e forte, ela gemia meu nome e implorava por mais assim como eu queria, meu pênis pulsava e doía, eu penetrava ainda mais forte nela, soltei sua mão e segurei seu quadril a pressionando com mais força, não demorou muito pra nós dois chegarmos ao nosso orgasmos juntos, ela gemeu meu nome assim como eu gemi o dela. Deixei meu corpo cair na cama e logo ela aninhou-se ao meu peito. Eu amava aquela garota e eu nunca a deixaria ir embora. Naquela noite eu e [s/n] tivemos a noite de amor mais longa e prazerosa de nossas vidas e essas noites se repetiram em muitos e muitos anos.