Niall Horan - The Last Of Us (Parte I)
Niall era apenas um bebê quando tudo começou. O um vírus, que atacava apenas insetos começou a infectar humanos também, e depois disso foi um verdadeiro caos, um verdadeiro desastre.
A mãe de Niall trabalhava no laboratório que estudava o fungo que futuramente colocaria a raça humana em perigo de extinção.
-Como estão indo os testes Maura? - o ciêntista responsável perguntou.
-Bem até o momento, ainda não há uma solução e nem uma amostra detalhada de como os insetos se infectam, e nem como se curam, ainda não descobrimos um jeito de reverter o processo. -ela disse olhando em um microscópio.
-Isso não é nada bom. -ele disse olhando nas pranchetas.
Alguns dias depois houve um acidente no laboratório e o chefe de pesquisas acabou sendo infectado. Como os outros ainda não sabiam o que fazer, o deixaram em quarentena no laboratório, porém os resultados foram catastróficos.
Henry Belouffe foi o primeiro a ser infectado, dois dias depois ele havia completado o primeiro estágio da infecção, ele era agora o que começaram a chamar de "corredor", ele ainda tinha um pouco de consciência, todos os pesquisadores com exceção de Maura optaram por estudá-lo ao invés de simplesmente matá-lo, um grande erro, erro que todos paragariam com vida no futuro.
Com o passar do tempo vários estudos foram feitos, e nenhuma cura encontrada. Tudo o que descobriram era que o corpo infectado passava por 3 tipos de fases durante o processo, o primeiro era o "corredor", onde logo após as 48 horas, o ser infectado ainda tinha traços de humanidade, de acordo com que o fungo se desenvolvia no cerebro do humano e logo tomava conta do mesmo e com isso tomava conta do corpo todo, ou seja, a pessoa perdia completamente a noção das coisas, e se tornava como um zumbi.
Na primeira fase após as 48 horas de infecção o ser infectado, ainda tinha traços de humanidade, ainda tinha um pouco de consciência de seus atos, e tentava lutar com o fungo, mas após algum tempo, essa consciência ia desaparecendo, e aos poucos a pessoa ia se transformando em "Clicador", que era a segunda etapa da doença, onde com o passar do tempo, o fungo fazia com que brotassem ainda mais fungos no cérebro do hospedeiro, os mesmos saíam pelos olhos e nariz, deixando-os completamente cegos, por isso eles caçavam apenas com os ouvidos, ouvindo cada passo, respiração ou ruído de sua presa. Clicadores, porque eles faziam um barulho, como deixavam de ter a capacidade da fala por causa do cérebro deteriorado, barulhos que se pareciam com cliques, e era essa a forma de dizer à presa que ele o tinha encontrado.
A terceira fase, os pesquisadores nunca tiveram a chance de descobrir, pois antes que isso acontecesse, Henry conseguiu escapar de sua zona de quarentena e atacou metade do laboratório.
Nesse exato momento Maura estava indo à sala da diretoria do laboratório.
-Não quero mais fazer parte da equipe. -ela disse ao diretor.
-Porque não? Estamos a um passo de descobrir como tudo isso funciona! -o diretor disse animado.
-Não... estamos a um passo de um grande problema. Por favor, peço que me dispense. Estou me demitindo! -Maura disse.
-Se é assim, não posso fazer nada. Vamos manter seu nome até as pesquisas atuais, mas depois, será automaticamente desvinculada de tudo. -ele disse com pesar.
-Eu não me importo. Só quero ir para casa ver meu filho. Hoje ele completa um aninho. -ela disse feliz olhando uma foto do pequeno Niall.
Maura estava seguindo para o estacionamento quando ouviu os gritos vindos de dentro do laboratório, sabia que não era mais de seu interesse, mas voltou para ver o que estava acontecendo. Assim que abriu a porta se deparou com a cena que mudaria a sua vida e da humanidade.
Henry estava comendo Edward, um companheiro de laboratório, ele estava completamente fora de si, Lauren e Rachel estavam jogadas no chão desacordadas e somente Joan estava acordada, encolhida em um canto chorando. Maura sabia como que os Clicadores caçavam, então ela foi o mais silenciosamente possivel até Joan e a arrastou para fora pela porta do fundos, depois correram juntas para o carro de Maura.
Maura arrancou com o carro dali sem olhar para trás, ela avisou as autoridades que estavam sabendo das pesquisas e disse o ocorrido, eles teriam que agir rápido.
Quando chegaram em casa Maura cuidou de Joan, até que ela contasse o que aconteceu. Ela disse que Henry conseguiu quebrar o vidro de sua zona de quarentena e atacou Lauren e Rachel, ele as mordeu, o que significa que elas estavam infectadas se não estivessem mortas a essa altura. Depois ele atacou Edward e se alimentou dele, por todo esse tempo Henry estava sendo tratado com carne crua. Mas de animais, ele não comia animais vivos, por mais que andassem ao seu redor, apenas a carne crua.
Assim que Joan dormiu Maura foi a sala se encontrar com o marido. No dia seguinte Maura foi até o quarto de hospedes, onde Joan havia ficado dormindo e não encontrou mais nada ali, somente um bilhete ao lado da cama.
"Querida Maura, agradeço pelos cuidados, porém não havia muito o que pudesse fazer por mim. Infelizmente no ataque de Henry, fui mordida por ele e agora sou uma infectada, vou me afastar o máximo possível da cidade, já sinto que meu corpo começa a mudar e estou com sensações ruins pelo corpo. Sinto muito por tudo isso. Pegue seu filho e seu marido e fujam daqui. Fiquei sabendo que Henry conseguiu escapar, a esse momento várias pessoas devem estar infectadas pela cidade. E provavelmente, quando a transformação ocorrer em mim, se não me matar antes, acabarei infectando outras pessoas também. Lembra que Edward disse que isso se tornaria uma epidemia se um dia Henry escapasse? Pois então eu digo para se preparar para o pior. Certifique-se de se manter e manter sua família a salvo. Muito obrigada por tudo. Com carinho, Joan."
Maura não sabia o que fazer. Aquilo foi o começo da epidemia que matou metade dos seres humanos e depois colocou o resto em perigo alarmante de vida.
Em pouco tempo a praga se alastrou por todos os lugares, infectados que estavam a caminho de outros países acabaram infectando pessoas de outras nações e por aí foi, até que se tornou um perigo mundial.
Tentaram de todo jeito conter a infecção, mas nada conseguiu parar a mesma. A única forma de combater e tentar salvar o máximo de vidas possivel, foi enviar as pessoas que não estavam infectadas para zonas que quarentena, onde seriam severamente governadas, alimentos só seriam dados em certos dias e horários, e somente por pessoas autorizadas pelo exército.
E aos poucos o mundo que conhecemos, foi se transformando.
Meu nome é Niall Horan, sou filho de Maura Horan, uma das pesquisadoras que descobriram o fungo como é hoje. Vivo na zona de quarentena de Dublin, Irlanda. Lembro poucas coisas sobre o mundo antes da epidemia, fui criado em uma escola militar depois que minha mãe morreu.
Minha vida nunca foi um mar de rosas. Depois que me tornei adulto pude escolher entre continuar na academia ou me virar sozinho e digamos que eu não levo jeito para ser um soldado.
Ganhei o apartamento que era da minha mãe, mas assim como todos os outros, não tenho muita coisa, quase nada, apenas uma cama, um sofá, um rádio, poucas roupas e um armário vazio. Assim como todos os outros, não tenho uma geladeira, porque a muito tempo pararam de produzir comida que precisasse ser refrigerada, e também, com a pouca comida que recebemos, pouco iamos colocar na geladeria. Até porque, a energia, assim como água e comida, é escassa.
Carros então.. somente em revistas velhas ou os caminhões do exército que vem e voltam trazendo comida e indo buscar mais. Todos os carros foram perdidos ou esquecidos do lado de fora dos muros da zona de quarentena, a mais de 20 anos atrás.
Eu vivo fazendo bicos por aí, ajudando uns e outros e ganhando em troca vales refeição. Hoje em dia não temos mais dinheiro, não existe mais moeda como antigamente, nossa moeda de troca agora são vales refeição, onde podemos pegar uma fila imensa para receber migalhas de uma ração nova que estão desenvolvendo, já que todos os bens cultivados na terra acabaram a mais de 15 anos, quando as ultimas fazendas foram infestadas pelo fungo.
A vida por aqui não anda nada bem. Ouvi dizer que há um grupo, que se intitula "Vagalumes" que estão a procura de uma cura para a epidemia. Mas duvido que a encontrem tão cedo, SE a encontrarem.
Eu tinha uma parceira até um tempo atrás, o nome dela era Cher, mas ela simplesmente sumiu a mais de dois anos. A pouco mais de um ano venho vendo cartazes espalhados pela cidade com o seu rosto estampado neles, como procurada. Ela saiu a procura dos Vagalumes e os encontrou, não apenas isso, mas se tornou a lider deles. Fiquei orgulhoso por ela, mas ao mesmo tempo me senti traído. Ela nunca mais me deu noticias ou apareceu pessoalmente. Sempre que fico sabendo dela é pelo noticiario que é transmitido pelo rádio ou então pelo jornal.
Hoje é dia de outro bico. Eu sei que isso não é uma coisa boa, mas eu tenho trabalhado com contrabando, de armas principalmente, para pessoas que querem explorar o mundo de fora, que acreditam que ainda há aguma coisa do lado de fora dos muros, eu sei que indiretamente eu ajudo no aumento recente de numeros de pessoas infectadas entrando na zona.
Depois de um certo tempo os soldados desenvolveram um aparelho que detecta se a pessoa está infectada ou não e eles fazem essa vistoria em todos os moradores da zona de quarentena todos os dias, sem exceção. Se você estiver infectado é morto na hora, na frente de todos, e se você se recusar a fazer a vistoria é morto na hora na frente de todos. Então você sempre morre. Isso ajuda a dar lugar para outras pessoas refugiadas e também a manter a ordem dentro das zonas de quarentena.
Não há mais governo, então somos "governados" pelos soldados, não escolhemos isso, mas são eles que nos mantem vivos afinal de contas. São eles que fazem nossa proteção e buscam nossa comida. Estão precisando cada vez mais de pessoas para trabalharem com eles, por isso a cada mês saem novas listas de convocação, quem não se apresentar no dia e hora marcado está sujeito a prisão, julgamento e morte. Não necessáriamente nessa ordem. E o toque de recolher é sempre as 22:00, quem for pego nas ruas depois do toque de recolher está sujeito as mesmas regras. Ouviamos isso todos os dias pelos autofalantes espalhados pela zona de quarentena.
Aqui era como uma cidade normal, mas cheia de muros ao redor demarcando até onde podíamos ir, cheia de soldados andando armados por todo lado, pessoas passando fome, e as casas todas feias e velhas, caindo aos pedaços. Fora o medo constante. Para mim isso era bem normal.
Um dia normal para mim, estava me dirigindo até o lugar marcado com a pessoa a quem eu iria fazer o trabalho hoje. Quando cheguei lá me deparei com pessoas da pesada, sabia que isso seria complicado, mas os anos que estive na escola preparatória do exército me deu alguma vantagem.
Aquele maldito do Robin, mentiu para mim! Ele disse que me daria as armas de que eu precisava, mas ele havia sumido e ainda mandou os capangas dele atrás de mim. Quando faltava apenas um de pé o fiz contar onde Robin estava e então o calei para sempre, me recompus e fui atrás de Robin. O achei perto do porto desativado, ali já era uma area de perigo, ainda estava dentro do perimetro demarcado, mas não tinha como fazer muro em um mar. Por isso todos estavam extritamente proíbidos de irem ali.
Robin além de não me dar o que queria, mentiu para mim por todo esse tempo. Ele não tinha mais as armas pelas quais paguei, ele as havia dado para pagar uma divida, com os Vagalumes.
-Eu devia a eles! Niall... parceiro... me de mais um tempo... uma semana é tudo o que eu preciso! -ele implorou jogado no chão.
-E minhas armas era tudo o que EU precisava. -eu disse antes de lhe dar um tiro certeiro na testa.
Quando estava me virando para ir embora escutei um barulho vindo de dentro do galpão. Fiquei parado quando uma forma veio se arrastando encostada na parede, quando ela saiu a luz do dia pude ver seu rosto contorcido em dor, era Cher.
-Cher! O que aconteceu? O que faz aqui? -eu perguntei sem demonstrar muito interesse nisso. Fazia tempo que eu não a via.
-Niall... Eu que pergunto, o que faz aqui? -ela perguntava com uma mão ao lado do corpo, estava sangrando. -Bom... não interessa... Robin... preciso falar com Robin. -ela disse olhando ao redor.
Eu dei um passo para o lado para que ela pudesse ver seu corpo estendido no chão.
-Eu preciso dele vivo. -ela disse rindo sem humor.
-Bem... ele me vendeu umas armas... mas as deu para outra pessoa. -eu disse olhando em seu rosto palido e cheio de dor.
-Eu sei pra quem ele deu as armas. -ela respondeu.
-Que bom... as quero de volta. -eu disse e ela sorriu novamente sem humor.
-Nial, Niall... inocente como sempre... -ela disse rindo. -Já que matou Robin, preciso que faça um favor para mim, meus homens estão mortos ou muito feridos, não podem me ajudar no momento. -ela disse e foi a minha vez de rir.
-Cher, Cher... Eu não faço favores... -eu disse dando enfase no favores. -Tudo aqui é pago! -eu disse rindo e guardando minha arma.
-Niall, juro que será pago... Lhe dou todas as armas que Robin nos deu e ainda mais. Mas preciso que faça isso urgentemente. -ela disse e então estavamos chegando a algum lugar.
Concordei em ouvir o que ela tinha a dizer, mas ela disse que não poderia ser ali, então tive que segui-la pela cidade, nos escondendo sempre que viamos um soldado, os vagalumes são como um grupo rebelde. Ela tinha seu esconderijo em algum lugar na cidade, mas como estava ferida isso demoraria mais que o normal para chegarmos.