Imagine Liam Payne
• Eu dei uma sumidinha, mas já estou voltando. Preparei esse imagine com muito amor e carinho. Espero que gostem.
O campus da universidade ficava cada vez mais aglomerado por volta do meio dia, no horário de saída. Pessoas se abraçando, planejando o fim de semana badalado ou um barzinho para relaxar do peso da semana de provas. Mas não a garota que agarrava seu iPad e dois de seus livros apoiando em um dos braços, o que ela mais desejava era caminhar até o seu pequeno apartamento e terminar o dia dormindo. — Ela respirou fundo, sabendo que aquele desejo poderia se tornar real, não tinha estágio hoje. Só por hoje queria esquecer dos últimos acontecimentos. Mas seus planos foram por água abaixo quando ouviu o som de uma buzina de moto reconhecível, era ele.
Olhou para a direção do barulho, e virou o rosto subitamente; Resolveu ignorar, até que o volume do motor fora ficando cada vez mais alto, e aquilo estava começando a deixá-la incomodada.
— O que você quer, Payne? — Parou de andar e depositou uma de suas mãos livres na cintura. Um gesto que fazia quando estava irritada.
— Nós precisamos conversar. — Estacionou a moto e retirou o capacete. — Quero me desculpar por ter te deixado sozinha na festa.
— Naquela festa que sua namorada não conhecia ninguém, e você a convenceu a ir alegando que não a deixaria sozinha?— Ironizou. — E o mais engraçado, é que você me deixou sozinha para ir atrás da sua ex. — A expressão do moreno era surpresa, ele não sabia que ela tinha descoberto sobre essa parte. Obviamente ele iria te contar, mas queria que ela soubesse por ele, não achando que ele estava escondendo algo.
— Vamos conversar em outro lugar. — Ele deu uma olhada rápida ao seu redor, notando olhares curiosos sobre os dois, e isso o deixava incomodado. Estava acostumado com os olhares que atraia, não é todo dia que um cantor pop aparece na porta de uma faculdade, mas naquela situação era um pouco diferente. Deu um capacete para ela e se sentou na sua moto. — Vem!
— O quê? — Franziu o cenho. — Eu não vou subir aí, olha, você sabe que eu tenho um pouco de medo. — Mordeu a ponta da unha do polegar.
— Para de ser careta, S/n. Não vai te acontecer nada. — Observou ela morder a parte inferior da bochecha, formando um bico na sua boca. Ela estava insegura, estava com medo de sofrer um acidente ou algo do tipo. — Olha, segura na minha cintura, pode agarrar bem forte. Confia em mim.
O vento batia no seu rosto e no seu cabelo, proporcionando uma sensação tão boa. Com as mãos em volta a cintura do namorado, ou quem sabe ex-namorado, não sabia o que havia acontecido de fato, não sabia de nada, mas esperava uma boa justificativa. A velocidade do automóvel foi aumentando e o frio que sentia na ponta da barriga ficou cada vez maior.
Já ele estava adorando sentir toda aquela proporção que trazia um pouco de paz. Andar de moto com certeza o deixava relaxado, ainda mais com os braços finos abraçando sua cintura cada vez mais forte, quando aumentava a velocidade. Moto, S/n e liberdade; eram uma das coisas que Liam Payne mais amava.
— Eu vou te matar, Liam. — Desceu desajeitada do automóvel. As batidas do seu coração eram rápidas e seus olhos se encontravam marejados. — Eu nunca mais ando nesse negócio. — Deu uns tapinhas em seu braço tatuado.
Uma gargalhada alta e gostosa saiu da garganta do cantor, ele sempre dava boas risadas com os dramas diários dela. — Foi divertido, vai. — Deslizou os dedos pela bochecha da mulher que aparentemente se derreteu com o seu toque.
— Que lugar é esse? — Seus olhos expressavam curiosidade. — Nunca estive aqui antes.
— Eu queria ter trazer em um lugar tranquilo para podermos conversar. — Respirou fundo.
O local era repleto de árvores, e pouco movimentado. Na parte alta da cidade, eles tinham a visão das casas e carros que pareciam minúsculos de onde estavam.
— Eu nunca tinha vindo aqui. — Se sentou no gramado, e ele repetiu os movimentos dela. — É lindo!
— Eu estava dando uma volta quando parei aqui, e acredita que foi em você que eu pensei? — Se aproximou dela, colocando seu braço esquerdo em volta da cintura a puxando para perto.
— Sobre o que quer falar? — Virou-se e o encarou. — Se for sobre a festa é melhor ter uma boa justificativa...
— Ela está grávida. — A interrompeu antes que ela pudesse terminar sua fala.
Sua boca abria e fechava diversa vezes, não conseguia formular uma frase ou palavra sequer.
— Fala alguma coisa... — O tom de voz de Liam era baixo, como um sussurro.
— O que você quer que eu fale? — Ela já não o encarava mais, só olhava para a vista que estavam tendo.
— Qualquer coisa. Só fale, por favor. — Ele observava seus mínimos detalhes, esperando uma reação.
— Você me traiu? — Perguntou um tanto atordoada.
— Ei! — Levou sua mão até o rosto dela, virando a fazendo olhá-lo. — Eu nunca te trai. Nunca faria isso com você.
— Então... Como? — Colocou uma mecha da sua franja de lado para trás da orelha, mesmo que insistia cair, ela sempre teve essa mania.
— Eu não sei. — Coçou seus cabelos com suas curtas unhas. — Ela disse que está com quase quatro meses. E pelas contas...
— Como você está com tudo isso? — Depositou sua mão em cima da dele.
— Eu... Nossa, eu tô — Se deitou na grama. — Assustado, nervoso e feliz — Afinal, ser pai era um de seus sonhos. Mas queria com ela, não com a outra. — Eu não sei como estou me sentindo.
— Eu fico feliz por você. — Uma lágrima solitária escorreu para sua bochecha, e quando sentiu limpou rápidamente.
— Imagine só amor. Vamos poder fazer várias coisas juntos, nós três. — Ela podia ver seus olhinhos castanhos brilhando, com certeza estava animado com a idéia. — Eu já tô pensando.
Ela sorria com os planos dele, ficava feliz em saber que ela estava inclusa em todos eles. Mas por um instante sua infância passou como um filme na sua mente, e ela já não estava mais tão feliz.
— Liam. Eu fico muito feliz, por está inclusa — Suspirou. — Mas não podemos mais ficar juntos.
O seu rosto que antes manifestava felicidades, agora expressava confusão: — O quê? Por quê?
Levantaram e foram caminhando de mãos dadas em direção a moto preta que estava estacionada.
— Eu já te contei a história do meu pai, né?— Ele afirmou com a cabeça. — Quando ele se separou da minha mãe, e arrumou uma namorada, ele nunca tinha tempo para ficar comigo. Então, eu comecei a culpar minha madrasta por isso. E por ele ter deixado minha mãe, por ter nos abandonados. — Parou na frente dele, ainda segurando sua mão. — E eu não quero ser minha madrasta para o seu filho. Só eu sei como era horrível.
Liam deu um sorriso triste, sabia que não poderia fazê-la mudar de ideia. Se aproximou tomando o rosto da menor com suas mãos, encarando suas iris. Então, a beija delicadamente. Um beijo cheio de amor.
— Eu preciso ir. — Deu um último beijo nele.
— Eu te levo. — Apontou para a moto.
— Nunca mais eu subo numa dessas— Soltou uma risadinha. — Eu vou de táxi. — O abraçou pela última vez, um abraço forte e cheio de amor. Inalou seu perfume. — Se cuida.
Ela estava totalmente devastada, mas naquele momento tinha que ser forte, não queria chorar na frente dele, mesmo que parecia impossível.
— Hey. — S/n virou ao ouvir o ele a chamar. — Eu te amo! — Seus olhos estavam marejados.
Ela entrou no táxi, e naquele momento se permitiu a desabar em lágrimas. Pela janela ela teve a visão dele, que não estava diferente dela. O que fez seu coração apertar.
Kaa
















