a palavra inavire, por mais que se baseie no latim, teve alguma influência na formulação sequencial em que as letras são soletradas ordinalmente?
eu tive isso em mente após conversar com um amigo que estuda tupi.
Não sei se entendi a pergunta. Não acho que a palavra inavire chegou a influenciar qualquer questão, fora algumas identidades como nixavire?
A palavra inavire foi uma adaptação pensada para a língua portuguesa porque nonvirmina:
É uma palavra relativamente grande sem raízes óbvias e que, com isso, poderia aumentar o sentimento de estranheza que já acontece ao encontrar palavras novas;
Termina com a letra A, o que poderia incentivar pessoas a usarem o final de palavra a para concordar com a palavra (como em "uma nonvirmina"). Eu nunca pensei nisso antes, mas agora vejo também que o termo termina em "mina", o que pode fazer com que pessoas associem a identidade com o gênero mulher ao ouvir a palavra.
Por eu ser ume inavire, eu queria uma palavra mais enxuta para poder falar para outres sobre o meu gênero em contextos de língua portuguesa; uma que não seria tão convidativa a comentários sobre estrangeirismos e maldenominação da minha pessoa.
O prefixo in é mais usado para negação na língua portuguesa do que non, se é que este é usado (não negociável = inegociável, não transferível = intransferível). Combiná-lo com "na" de "femina" faz com que eu economize ainda mais uma letra (in + na = ina), e colocar vir no final também libera espaço para o uso de mais uma vogal, E, associada com não-binaridade / rejeição do binário de gênero (ainda que qualquer ume possa escolher quaisquer finais de palavra para se referir a si).
Eu não uso a palavra inavire fora do contexto de pessoas que usam o final de palavra e, então nunca tive necessidade de me preocupar com a questão da flexão com base nisso, caso seja disso que você esteja falando. Alguém pode ser uma inavira ou umae inavirae? Talvez. Talvez ambas essas pessoas ainda sejam inavires independentemente de seus finais de palavra pessoais. Deixo isso para quem sente a necessidade pessoal de usar o termo para si e de usar finais de palavra diferentes de e.












