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Somos a prova que nem a matemática em si é tão exata assim, pois 1+1 é 1 e 2-1 é 0. O amor em si é a inexatidão, é a dúvida, a falta de razão…No amor tudo é válido, mas nem tudo é verdade, um jogo de lógica filosófica tão complicado que poucos seriam capazes de tentar teorizar. Afinal, se teoriza amor? Como teorizar um conjunto de inexatidões, imaterialidades, sentimentalidades, irracionalidade… Como? Nem antes de Cristo, nem depois de Cristo, não há nem houve ninguém capaz de martelar e afirmar “pronto, isso é amor”, pois para o amor não há limitações. De certo o amor é coisa divina, é a junção de cosmos, almas e matéria; amor ensina, amor pra mim? Amor é dogma, principio que rege o universo. No sentido mais puro e infantil:Amor a gente não sabe o que é, mas sente. - Amor é arrepio.
Escrevo Escrevo porque palavras limpam minh'alma Escrevo pois é a única coisa a se fazer Escrevo pois declaro e me declaro Escrevo pois amo, choro, penso, canto e danço Escrevo pois sou humano e não há outra coisa a fazer, senão, escrever... Sobre mim, você sobre nós, sobre simplesmente, escrever... Afinal, se observar direito a vida não é muito mais que palavras Mal ditas Mal escritas Mal entendidas e Mal amadas Tristes palavras mal escritas Tristes escritas mal ditas, e embora fale de palavras declamo piedade aos tristes seres mal amados.
Débora Oliveira
"Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errado. Quando eu deixei de ficar irritada só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu."
-Débora Oliveira
Por amor abandonamos porquês, razões, estatísticas ou probabilidades. Por amor a gente se joga num precipício sem saber se no fim ainda vai dar pra se salvar. Amar é morrer um pouco todos os dias…ou talvez seja viver um pouco mais ( e melhor) todos os dias. Amor é quando te falta o fôlego e ao mesmo tempo ganha uma rajada de oxigênio impressionante. Amar é sentir medo todos os dias e uma coragem absurda a cada segundo, o amor é contradição e talvez até hipocrisia, algo que nesse texto não poderia deixar de faltar… Quem perde tempo tentando falhamente explicar o amor, não ama. Sobre o amor não há nada a ser escrito, amor não é algo explicável
Débora Oliveira
Sinto sua falta, sei que o nosso amor parece impossível, anda devagar quase parando, tem morros para subir e obstáculos que nos empacam e nos seguram tentando nos impedir de prosseguir. Sinto dizer que o nosso amor é complicado, e se seguirmos assim vamos sofrer, e muito; sinto mais ainda dizer que estou disposta a sofrer por isso, um sadomasoquismo sem limites, amar você é gostar de sofrer. Não, não era pra ser tão difícil assim, onde erramos? talvez nós sejamos os errados... ou talvez sejamos certos até demais, tão certos como nenhuma outra história de amor existente e a vida com inveja tenta nos impedir. Sei que o nosso caminho anda difícil, mas não desiste de mim, porque eu nunca desisti, nem nunca vou desistir de nós. Meu "eu te amo" só soa verdadeiro quando é falado pra você.
À distância, um recado... Diante do amor não palpável De uma razão a qual desconheço Fez-se verdade e afeto O que de principio foi apreço E dentre as subliminares entregas O eu te amo perdido Em outro bairro, estado Em outro corpo, Impossível... Distância cruel, Da vontade que morro De ter em meus braços e abraços O calor de tal corpo E por menos sacana que seja por mais que me doa esperar Acalmo, sorrio e professo. Confesso... “o tempo há de juntar”
- Débora Oliveira
E então me perguntaram se eu sabia exatamente o que eu estava fazendo... Não cara, eu não sabia, estava perdida, sabia o rumo e a proporção que as coisas tinham tomado, sabia que caminho havia escolhido e a consequência da minha escolha, e isso me desesperava pois mesmo assim eu não sabia o que estava fazendo, ou sabia e não confiava... Nunca havia me jogado como me joguei agora, nunca havia arriscado como arrisquei naquele momento e arrisco hoje, mas, sabe? É bom, não só bom, É ÓTIMO, é uma sensação surreal de reciprocidade, e o medo do amor se torna apenas um pequeno receio que se esconde diante da tal felicidade. É difícil? Sim, “pra caralho”, mas é isso que dá o gostinho de EU QUERO, isso que mostra que é de verdade, as coisas costumam ser mais fáceis quando o amor não está envolvido... Mas agora não, agora ta difícil, complicado, turbulento e bagunçado demais, mas é amor... Como sei? Não sabendo. Dizem que o amor é mais que qualquer explicação, é ter o paraíso na ponta dos lábios e nos teus olhos minha perdição.
Esquece teus olhos novamente em cima dos meus que eu te descrevo meu paraíso.
- Débora Oliveira