Mal seus olhos tinham se habituado ao novo ambiente e uma voz a chamou bem atrás—a morena se virou de repente, os olhos azuis brilhando como dois quartzos faiscantes, a sede de conhecimento estampada em cada feição de Elizabeth, cada movimento, cada mínimo respirar.
"Quem é você? Onde eu est—" antes mesmo de terminar a frase, a garota voltou-se para o portal e, como quem fecha uma entrada de ferro bem pesada, puxou as extremidades da abertura e cerrou-a sob o som estridente de um pássaro gigante. "Ah, pronto, está tudo bem agora."
Era cada um metido a besta que se enfiava ali. Dante quase ficava triste com a situação, se ele desce uma foda. E esse não era o caso. Ele olhou dos pés a cabeça da pirralha que fechou o portal atrás de si, mas não mostrou nenhum interesse. Coçou a nuca e bocejou, sentando desleixado na cadeira.
"Bebeu? Você se enfia aqui igual um rato de rua e ainda quer saber meu nome. Se apresenta primeiro e ai a gente conversa, pirralha." E sim, qualquer pessoa perto dele estava a salvo.