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@gieldan
i want everyone to forget every single thing ive ever said and done
"Try again." "You try!"
"Falou o cara super calmo e nada perigoso."
“Você não me conhece, mocinha.” Tom de voz indiferente, Booker não está inclinado a conversa fiada.
Booker pensando silenciosamente em tirar menina Elizabeth de perto da Ruiva Perigosa ---.
The Rumors are True
I am filled with Bitterness ,
What It Takes To Fly by yuumei
Let’s play “yes” or “no.” You ask me questions on anonymous or not, and I can only answer YES or NO.
to arrumando umas coisinhas no about do Booker. c:
[x]
Depois que ele deixou o cômodo, a morena ergueu os olhos por um instante e fitou a entrada da cozinha. Havia luz e o som dos armários sendo abertos ecoava pela casa até então silenciosa. Não queria dar a entender que esteve esperando pela chegada dele — ainda que realmente tivesse estado —, porém não podia negar que se sentia aliviada por se certificar de que ele estava bem. Manteve o livro nas mãos e continuou fingindo que o lia.
“…”
(@gieldan)
... E aquele gole não chegava aos pés de uma boa dose de uísque ou conhaque, de sentir o álcool descer raspando pela garganta carcomida por anos de vício. Não chegava aos pés de suprir tua sede, nem de por um fim ao latejar dentro da cabeça. Mas era o que tinha para hoje e para o resto dos dias; bastava de se embebedar. Aquilo havia ficado para trás, enterrado com outras memórias.
Para trás, para nunca mais.
A letra de alguma cantoria boba surgiu em sua mente sem ter sido convidada, como todos pensamentos costumavam surgir. Mais um gole, demorado e proveitoso, antes de deixar o copo na pia com um click do vidro. Booker não se moveu outra vez, olhos esverdeados curiando pela persiana entreaberta bem à sua frente. Olá, vizinhos fofoqueiros. Vão dormir.
“Você deveria estar dormindo.”
"Tudo bem." Respondeu dela se referindo ao fato de ele ter chegado tarde em casa; ela estava no escritório, lendo. //pqsim
Booker jogou as chaves no balcão, rapidamente desfazendo o nó apertado da gravata. Dia cheio, dia de merda. Não respondeu ao comentário - seco? - de Elizabeth e passou para a cozinha a procura de um copo limpo nos armários. Tinha sede, e só precisava de um gole d’água no momento.
Um gole.
200 barrels of whiskey on the floor.
This time I’ll say all the right things This time you’ll stay right beside me This time I won’t have to let you go
Seria impossível para ela não reparar na súbita mudança de tom do homem ao seu lado—perfeitamente justificável, pensava ela consigo, uma vez que Elizabeth sabia que ele já tinha lidado com todo tipo de gente durante a vida, das mais honestas às mais vis, e tinha uma consciência quase prática do pior lado que o mundo podia ter. Era absolutamente natural que ele não confiasse nas pessoas, especialmente nas que estavam tão próximas fisicamente, que tinham acesso à vida dele, ao seu covil, com tanta facilidade. Nada o faria achar que estava seguro, que os fantasmas do passado, de pessoas que ele matou, entregou e perseguiu, não viriam assombrá-lo.
E ela sabia disso.
Talvez por essa razão ela tentasse criar aquele clima familiar dentro da casa nova. Um sentimento de tranquilidade, de paz, de renovação. Queria que ele se sentisse feliz ao seu lado, queria vê-lo rindo, queria ver mais daquele lado brincalhão e despreocupado que sabia que ele tinha e que já tinha presenciado algumas poucas vezes, em raríssimas ocasiões, quando os dois não estavam fugindo. Era quase como uma renovação.
“Ele veio pedir uma xícara de açúcar” disse, sem encará-lo. “E depois começou a fazer perguntas sobre nós.”
A palavra, dita com uma ênfase quase tímida, saiu da boca da morena rapidamente. Ela não parecia estar dizendo nada demais.
“Perguntou-me se eu estava me adaptando bem e se ofereceu para me apresentar a alguns outros vizinhos.”
O molho estava pronto.
Se aquela garota soubesse quantas pessoas foram mortas com a desculpa "pedir uma xícara de açúcar"... Essa deveria ser a frase mais dita por assaltantes disfarçados ou espiões querendo tirar totalmente proveito da situação. Booker não estava surpreso que aquele imbecil de cabelo escovado tivesse usado tal método para se aproximar dela. Jesus. O homem não tinha nenhuma noção, mesmo. O ariano soltou uma risadinha desdenhosa - mania quase feia que tinha - e finalmente se desencostou da parede e ficou ao lado da mocinha no fogão. Moveu a panela pesada levemente de um lado para o outro usando o cabo de madeira; estava com preguiça E irritado demais para procurar um garfo na casa.
"Continua sem ter onde cair morto, o sujeito." E ainda tinha a cara de pau de pedir coisas para alguém que já havia quitado suas dívidas. Quase todas. "E você poderia me dizer o que ele queria saber sobre nós?" Sério, aquela conversa toda estava acabando com seu apetite. Era só extremamente estressante ter alguém daquele bairro cuidando de sua vida. Mesmo as senhoras que passavam o dia sentadas fora de casa só sabiam comentar sobre o que não era de suas malditas contas. A verdade é que uma moça tão jovem morar com um homem adulto era normal... Se ambos fossem casados. Mas uma menina solteira e um homem solteiro sobre o mesmo teto era tabu. Sabe-se lá o que aquele povo dizia pelas suas costas, o que não o importava. A única coisa que conseguia pensar é como Elizabeth poderia ser prejudicada por fofocas.
"... O cheiro está bom." Sim, estava. Apesar do clima um tanto pesado, Booker esforçava-se para aliviar toda aquela conversa. Não sabia se deveria jogar sal naquela água borbulhante. Talvez... É, com certeza. Precisava de sal.
Passou o braço por trás das costas da menina, sem pensar em pedir ajuda primeiro. O saleiro ficava no pequeno armarinho ao lado do fogão, e logo ele tinha um punhado entre os dedos. Jogou o tantinho na mistura e deixou a panela quieta, concentrando-se em colocar a louça na mesa. Resolveria tudo no dia seguinte. Ela estava ali com ele, e não iria a lugar algum. Nada de pressa por ora.