Invincible (2003-2018)
Gonna decimate them like you did to me?
Esses dias comecei a assistir Invincible meio porque sim. Afinal quem assiste WW84 e Snydercut assiste qualquer troço que envolve supers. Da série falarei outro dia, a questão é que ver os primeiros eps me fez questionar o que tinha dado errado na HQ, já que o começo é, senão consistente, interessante. O resultado foi "ler" as 144 edições em algo entre quatro a cinco horas. Sabe como é, só leio as figuras.
Invencivel é um quadrinho com costumeiro gosto de Robert Kirkman: Tem o protagonista masculino padrão que tem sua mulé padrão e filho padrão que aprende como é ser um homem viril padrão e tem sua mulé padrão... Tudo gira em torno de questões heterotop já muito maceradas onde todas as personagens femeninas são apoio, rola uns dramas pessoais e fazer escolhas difíceis geralmente se resume a decidir quem matar (não, não tem a opção de não matar). Aí tem o vilão sinistro e o outro vilão sinistro e mais outro e são todos homens viris padrão com perspectivas apenas ligeriamente distintas do heroi, porque o autor claramente tem uma visão monocordica do funcionamento do mundo.
Mas não é só esse deserto de ideias. Como toda obra do Kirkman existem sempre boas premissas. Promessas de frescor que sempre caem no mesmo lugar. Tem algumas coisas legais acontecendo como o vilão que se clona e fica discutindo com o clone quem é o original, ou a mina que vira um monstro masculino e engravida uma mulher sendo pai, ou o homem no jarro que clona um corpo bacana para si mesmo e vira um ditador porque é isso que homens inteligentes fazem. Acho que é só isso. E essa ultima parte nem é tão legal. Mas são algumas ideias legais. A trama evolui de "como é ser filho do super-homem" para "como seria Dragonball Z estrelado pelo Steven Segal". Hiperviolência, melodrama e mais situações envolvendo homens viris. Deu para se divertir até por volta do primeiro grande arco espacial que acaba (ou começa?) na edição sessenta. Depois disso Kirkman mergulha nos seus vícios sobre família e como ensinar homens a serem homens. No final, o protago singra ao sol depois de descobrir que é o super sayajin lendário tornando-se senhor de um imperio cosmico tendo ao lado sua mulher troféu imortal ruiva boazuda que não envelhece. Parabens a todos os envolvidos.
Tudo indica que toda essa parte sobre homens virins fazendo coisas viris não vai entrar tão forte no desenho animado por ser reaça demais para a sensibilidade gen z mas ainda é cedo para dizer. Como disse, da série falarei outra hora. Ou não. Talvez não veja tudo. Ou então espere terminar e maratone de uma vez só porque é assim que a gente faz quando tá meio de má vontade.












