It Was An Accident! // @James x @Aberto
Pé direito para dar sorte. Azar. Nem em dia de festa o velho amigo de James Hound lhe dava uma trégua. Foi assim, abriu a porta do apartamento, saiu, fechou, andou até as escadas e eu diria desceu, mas, não foi exatamente isso o que aconteceu já que no segundo degrau quando ele parara para cumprimentar a velha e agradável senhora Thomas que subia delicadamente a escada com seus sessenta e cinco anos e um de seus sete gatos que James acabou pisando no próprio pé e rolando o primeiro bloco de escadas. O que se passou depois disso? Bem, o clássico. Ele praguejou a si mesmo até o carro, reclamou sozinho sobre a vida no caminho e enfim parou no estacionamento do local, onde ele desejava que tivesse pelo menos um carro que não tivesse custado mais do que alguém daria pelo carro dele e seus pulmões inclusos na venda.
A entrada da festa era tão chique e luxuosa que o Hound se perguntava mentalmente quantos olhares vazios caberiam ali dentro. Ele não era acostumado com aquilo, não que não fosse praticamente obrigado a ir a dezenas de eventos de gala só para comentar sobre no jornal mas, nunca se acostumaria com o fato de em todas elas havia pessoas com histórias tão ocultas e sorrisos firmes de fachada que ele simplesmente não conseguia decifrar. Não que James fosse exatamente um decifrador de pessoas mas, ele preferia organizar as coisas de um modo simples em sua mente. A verdade é que…Sobre pessoas? Ele não conseguia entender pessoas, ou talvez conhecesse demais. No entanto, ele preferia qualificar pessoas de dois modos distintos: As que se importavam demais com o tempo que gastavam fazendo qualquer coisa e as que não faziam nada. Isso em geral simplificava muito para ele, mesmo que as vezes variasse para as pessoas que sabem o que querem e vão atrás e as pessoas que, simplesmente nasceu com o dom de ter o que querem sem nem saber o que querem. Porém tinha um problema, em todas as classificações que fazia, ele nunca se encaixava em um grupo exato, era sempre o do meio, como se estivesse em cima do muro o tempo todo. Falar em estar em cima do muro, aquele lugar era a prova final de que ele estava sempre lá. James não tinha uma lado em meio aquela “guerra” silenciosa de organizações. Na verdade, ele nem deveria estar ali, mas, sua curiosidade sobre a Spectre e a Primera o fizeram colocar seu melhor terno e comprar uma gravata roxa apenas para tentar obter qualquer informação nova.
Olhou algumas vezes ao redor. Pé direito para dar sorte. Azar. Nota mental para James Hound: Quando a questão é sorte, não use nenhum dos pés, fique parado, esse é o único modo de continuar intacto. O esbarrão foi inevitável, ele olhou para a pessoa a sua frente e presndou os lábios por alguns instantes, antes de começar a se desculpar. - Olhe, eu sinto muito.