Até os grandes brocharam! Até os grandes não compreenderam muito bem a diacronia dos seus ilustres órgãos. Rousseau, em seu livro Confissões, revelou sua brochada de uma forma poética e literária: “De repente, ao invés de chamas devorando meu corpo, senti um frio mortal percorrendo minhas veias; minhas pernas tremeram e, quase desmaiando, sentei e chorei como uma criança.” Platão se incomodava por não conseguir controlar seu Platinho: “Desobediente e teimoso, como uma criatura deficiente de razão.” Montaigne reclamava da rebeldia do seu petit: “É certo notar a dispensa e a desobediência desse membro que inoportunamente nos deixa na mão quando mais necessitamos.” Tantos homens, importantes ou não, brocharam. Aqui narro a Ilíada da brochada. O célebre e verdadeiro tabu da sociedade. (Mas eu não quero ser brocha não, me tira dessa. Quero me proteger dessa terrível possibilidade. Acho que vou seguir o conselho de Plínio e vestir um amuleto para proteção: “Usar no pescoço o molar direito de brochadas um crocodilo garante a ereção nos homens.” Mas não vale comprar na Amazon, você tem que ser “o cara” que pega esse molar à força
Brochadas, de Jacques Fux


















