Tudo o que mais quero é ficar bem de novo: desamor. É disso que preciso. Desapegar do passado e esquecer esse suposto amor que tanto me preenche. Isso nem sempre é algo bom. Não quero escrever sobre meu coração partido, mas eu preciso. Preciso contar uma história de quase amor. Como eu me apeguei a alguém que nunca me fez bem de verdade. Foi só ilusão. Preciso desabafar nesse pedaço de papel. Desejo agora, mais do que qualquer coisa no mundo, apenas acordar e acreditar que o que passou era um daqueles pesadelos medonhos que mutilam nossa mente e permanecem nos relembrando o que aconteceu. Vou contar, afinal, aquilo não era amor. Não poderia ser. Talvez, simplesmente um apego momentâneo, um interesse enganoso que no final, meramente me espatifou no chão, transformando-me em míseros cacos iludidos. Somente um vago momento que me torturou profundamente. Não posso dizer que foi de tudo ruim. A ilusão era boa o suficiente pra me saciar naquele momento, parecia um sonho bom e eu não era capaz de acordar. Teu “amor” era necessário, teu colo era preciso. Pelo menos, naquele instante, eu era feliz e não pedia por mais nada. Eu sei que era engano, mas foi bom viver aquela mentira nem que seja por pouco tempo. Valeu a pena. Me pergunto de acreditei demais no que sentia, deduzi que sim. Acreditava tanto, me fazia tão bem. Quando de repente vi tudo o que construi desabando sobre mim, me deixando no meio dos destroços, enquanto você saia ileso de tudo. Dói lembrar o quanto me enganei, dói lembrar o quanto me entreguei. Mas me alivia pensar que estou melhor sem você, e que essa dor um dia vai passar
By: Renata, Maria Luiza, Juliana and Ana Carolina written in imperfeita-s.












