A rose by any other name would smell as sweet.
Drácula esperou que hoje fosse mais um dia nublado e chuvoso, recorrente em London não importasse a época. Mas ao ver os primeiros raios de sol, teve a certeza de estar bem alimentado para não se sentir tão enfraquecido. E ainda assim se sentia como se um ônibus vermelho de dois andares tivesse passado por cima dele, tamanho o cansaço.
Estando elegantemente atrasados, Drácula e sua querida companheira Carmilla, no qual todos acreditam como sendo sobrinha, entraram de braços dados dentro da estufa, que os recebia com um bafo pútrido parecido com o cheiro pós-morte de um cadáver. Dentro era úmido e quente, e sentiu tanto Carmilla quanto a si mesmo suspirarem, pois sabiam que teriam que aguentar até o final do coquetel.
— Que tal verificarmos a planta em que todos falam, minha querida? — Disse com um sorriso polido, tentando ao máximo não fazer uma careta que entregasse o nojo que estivesse sentindo de apenas estar ali dentro de tanta... carne boa.
Salivou só de olhar belas mulheres e rapazes com seus pescoços de fora graças ao calor ali mantido. Guiou Carmilla até a grande flor, tentando fugir dos pontos de luz mais fortes da forma mais sutil possível.
— Hmm. O que acha, minha Carmilla? Adoraria ouvir seus comentários sobre essa grande... peça.
Riu com o nariz, olhando a tal tragédia que chamam de flor.