Como estou obcecado por Tokio Hotel e acabei de ler o patrimônio cultural do fandom, mais conhecido como “Muñeco”, vou dar a minha opinião e falar da história (porque eu não tenho ninguém para falar disso comigo)
A primeira temporada foi incrível, a escrita maravilhosa, fácil de ler e, pelo menos para mim, no começo o Tom não parecia um psicopata, e sim um obcecado com muito tesão. Eu achei ele até bem intenso e romântico de certa forma. Embora suas ações já demonstrassem ser controversas e exageradas, meio malvadas, sem se importar com os sentimentos do Bill. A cena em que o Bill da um soco no nariz do Tom foi muito boa. Gostei também da cena do Natal, o Bill fantasiado de papai noel e a compra da guitarra.
A segunda temporada foi a mais “meh” para mim. Por Tom e Bill estarem separados e a história mergulhar no assunto de gangues, não me pegou tanto, por isso demorei mais para ler. Mas a cena em que eles falam por telefone, é o Bill corta os pulsos e o Tom vai para a linha do trem, foi de tirar o fôlego. Foi o ponto alto a segunda temporada.
Agora vamos falar da obra de arte, que nem Shakespeare teria escrito algo tão bom… a terceira temporada de Muñeco! Primeiro que já começa muito eletrizante, com Bill indo para a cidade do Tom, o lugar mais perigoso do mundo. As dificuldades e medos que o Bill passou no começo me deixavam apreensivo e ansioso também. E então veio o reencontro dos dois. Meu Deus, foi incrível. Mas então o Tom se tornou tão frio, tão cruel… ele logo rejeitou o Bill. E não foi qualquer rejeição, ele realmente foi ruim. A cena em que o Bill conhece os amigos do Tom, os Acorrentados, foi muito boa e engraçada, embora o Bill estivesse em pânico. E gostei muito da rivalidade do Bill com o Príncipe, e por mais que o Andreas fosse legal e gentil com o Bill, eu guardei um grande rancor por ele e o Tom estarem juntos. Enfim, as coisas desandam completamente depois. Bill começa a se automutilar, a perder peso, não conseguia mais comer. Tudo isso por causa do tom, obviamente. Ele era um merda. E cada vez se tonava um merda ainda maior. O interesse da Ricky pelo Bill foi surpreendente para mim, visto que ela era tão máscula, e o Bill tão delicado. Aí chegamos na cena em que o Bill fica drogado e acontece o abuso. Meu Deus eu chorei lendo aquilo, me embrulhou o estômago durante toda a cena. Não consegui achar sexy ou bonitinho. Na verdade eu jurei para mim que nunca mais ia perdoar o Tom por ter feito isso. E no dia seguinte, depois do estupro, o Tom ainda bateu no Bill, deu um soco nele, e disse aquelas palavras horríveis. E o Bill cortou os pulsos no banheiro. Acho que de toda a história, essa foi a cena que mais me chocou. Bom, depois o Bill consegue emprego e temos um lapso de bondade do Tom em que ele sai com o Andreas para comprar coisas para o Bill, mas tudo dá errado quando Bill não volta para casa e vai para a casa da Ricky. E aí temos a cena mais cinematográfica do mundo, aquela cena na chuva, o Tom todo molhado, escalando a casa da Ricky e vê o Bill pela janela com ela na cama, e depois ele se cortando. Tom vê pela primeira vez o Bill se cortando, algo que ele tentava a todo custo ignorar para não ter que lidar com o problema. E quando o Bill percebe o Tom do lado de fora, abre a janela e coloca a cabeça para fora, na chuva, vendo o Tom caído no chão depois de ter escorregado de lá. Incrível, eu fiquei eufórico com tudo isso. Mal podia esperar para ler a última temporada.
Mas então, veio a quarta temporada e uma decepção muito grande. Na verdade, todas as temporadas começavam meio desconectadas uma das outras, mas essa foi o ápice. Tudo começa já resolvido e feliz, com eles juntos, sendo que antes o Bill tinha passado a rejeitar o Tom. Cheguei a pensar que estava lendo alguma história paralela ou que tinha pulado uma temporada. Enfim, temos então a cena na água, quase como um episódio de anime na praia. Depois disso as coisas já voltam a dar errado, mas graças a Deus não com o relacionamento conturbado e tóxico deles, mas com as gangues. Novos personagens aparecem, Bill é sequestrado, e então tem a nota da autora dizendo que iria desaparecer. Depois disso, um final corrido, apenas um resumo. A cena em que o Tom leva o Bill de volta a cidade dele e eles estão tendo uma discussão no carro, seria a cena mais incrível, triste e intensa de toda a história se ela tivesse sido escrita com calma e detalhes. Uma pena que não foi. Então veio o desfecho, a carta do Tom que nunca foi escrita pela autora.
Em resumo, foi uma das melhores histórias que eu já li em toda a minha vida. Os clichês não eram clichês na época em que foi escrita. Foi tudo muito intenso, louco, bem escrito, tão criativo… sinto falta de fanfics assim hoje em dia. Da para entender todo o sucesso de Muñeco. Se fosse um livro, eu compraria todas as edições e deixaria em destaque na minha estante (e o cachorro do Bill era o melhor personagem de todos kkkkkk cara eu amava aquele cachorro)
Foi a primeira história que eu li que realmente conseguiu fazer um personagem psicopata. Tom tinha reações completamente exageradas, descontroladas e cruéis. Ele era cruel com todos. Com a família, com os amigos, principalmente com o Bill. Porém, mesmo o relacionamento deles sendo tão tóxico, era viciante de acompanhar. Acho que eu não podia definir melhor essa história: um vício.
Eternamente no meu coração: “I feel you near me”.