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Resiliência
As vezes eu sou tão aleatória que me perco nas minhas aleatoriedades...
O mundo tem estado tão louco, as pessoas não respeitam mais as outras e se dizem no direito de dizer como os outros devem ser, para atender tão somente suas perspectivas, deixando de lado a unidade que o ser humano é por si só.
Se bem que, parando para pensar, talvez isso seja uma nuance que temos e não abandonamos desde os primórdios. As regras e toda a construção social parecem ditar como devemos nos comportar, chega a ser tão intenso e perturbador, que em muitos momentos abrimos mãos de nós mesmos ou do que verdadeiramente queremos.
Nos reencontrar não é fácil, mas é um processo necessário e contínuo, a questão aqui é enxergar esse momento, o momento em que a reconstrução de si e a desconstrução de todos esses padrões.
É cada vez mais necessário a busca de si por si mesmo!
Turbilhão de pensamentos desconstruídos
Nós somos um amontoado de desconstruções porque, infelizmente, vivemos em uma sociedade hipócrita de mais para admitir os preconceitos enraizados e repassados às futuras gerações. Ainda bem que tais desconstruções também afetam as gerações futuras e impactam diretamente na atual. O receio - e por quê não medo também - é que algumas ideias mais radicais e preconceituosas ao extremo também parecem ressurgir. Eis que do ressurgimento de tais ideais, surge aqueles que deles se utiliza para alienar uma parcela da população que (afetada diretamente por quem está no poder e assim que permanecer) não tem acesso a uma educação de qualidade, que possa desenvolver em si senso crítico e lhes tirar do limbo da ignorância ou ao menos fazer com que reconheçam ser e busquem se informar sobre. Em tempos de pandemia, é incrível como vender a falsa ideia de que tudo está sobre controle ou que nada pode parar seja algo bom. O que eles esquecem - ou na maioria sabe bem, mas não querem perder dinheiro - é que afetam diretamente a massa trabalhadora que não tem condições de se manter em isolamento social por longo período porque não lhes é oferecido serviços básicos de qualidade, muito menos uma renda que os permita ter reserva para momentos assim. O país agoniza, estamos em uma crise identitária, econômica, social e política. Infelizmente, é assim que ficaremos por um bom período, porque é complicado prever até quando os feitos de tudo o que ocorre hoje (seja político ou economicamente) irão nos afetar e o que poderemos aprender disso, já que 1964 parece não ter sido suficiente para que as pessoas aprendessem que não devem sair as ruas pedido intervenção militar.