Era muito para assimilar. Novas pessoas, nova cultura, novas comidas, novo mundo.
A primeira semana consistiu basicamente em conhecer o palácio, uma rotina de treinamento básico para poderes e exercícios físicos, afinal, ninguém sabia qual era a localização exata das Chaves, mas o rei Andrath Aetrisse deu ordens expressas para que todos estivessem preparados para qualquer imprevisto que surgisse. Os convocados também foram avisados de que receberiam o treinamento formal, com instrutores e todas as armas do palácio à disposição, enquanto Aetrisse considerasse necessário. Como governante daquele mundo, era responsabilidade do rei garantir que aquela missão não fracassasse, porque o destino de todos estava nas mãos dos recém-chegados.
Roupas de treinamento foram deixadas nos quartos dos heróis da profecia durante todos os dias pela manhã, mas às tardes os jovens estavam livres para explorar as propriedades do castelo como bem quisessem. Biblioteca, jardins, cozinha, estábulos… Somente a ala do rei estava vedada, bem como uma ala mais mais meridional que diziam estar fechada há séculos.
Como atividades complementares, até mesmo algumas aulas sobre a história e a geografia de Eskye foram oferecidas. Aqueles que decidiram comparecer descobriram que a dimensão mágica estava viva há milhares de anos e as Chaves eram seus principais pilares. Eskye costumava exalar poder em sua Era de Ouro , quando os artefatos estavam posicionados em seu lugar de fato, mas há muito — quase mil anos, precisamente — que tinha deixado seu auge e, desde então, experimentavam a derrocada, com muitas cidades se deteriorando pela ausência das Chaves.









