✦ Nome do personagem: Kwon Jaehwan. ✦ Faceclaim e função: Juyeon - The Boyz. ✦ Data de nascimento: 06/10/1996. ✦ Idade: 27 anos. ✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele. ✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreano. ✦ Qualidades: Justo, determinado e solícito. ✦ Defeitos: Inflexível, introvertido e desconfiado. ✦ Moradia: Mount Olympus. ✦ Ocupação: Internacionalista. ✦ Twitter: @MO96KJ ✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, HOSTILITY. ✦ Char como condômino: O Jaehwan é uma pessoa bastante introvertida, então é um condômino que, por si só, não chama a atenção. Ele não cria problemas e é bastante atencioso e solicito com as pessoas ao redor, não cria desavenças com vizinhos ou outros moradores do condomínio, então é uma pessoa de fácil convivência. Não costuma sair muito de casa além dos horários do trabalho, mas se o encontrar pelo condomínio, com certeza vai ser correndo ou na academia pela manhã.
TW’s na bio: menções à negligência parental e violência.
Biografia:
Kwon Jaehwan tinha o que as pessoas gostavam de chamar de vida perfeita. Nascido na capital sul coreana, vinha de uma família poderosa no ramo da política e do jornalismo. Seu avô, Kwon Jaehyuk, tinha sido um grande jornalista e político. Um homem rigoroso, que nunca facilitou as coisas para os filhos e deixou um império e um legado para que eles cuidassem. Os dois irmãos eram gêmeos, Donghae e Donghyuk. O primeiro, uma pessoa muito correta como o pai, embora gentil, acabou tomando os rumos do jornalismo e sempre esteve à frente da Hankook Ilbo, o maior grupo jornalístico do país. Donghyuk enveredou pelos caminhos da política, mas diferente do pai e do irmão, deixou o poder subir à cabeça na primeira oportunidade.
Em 1996, quando Jaehwan nasceu, o homem já se encaminhava para o segundo mandato como deputado e por trás da fachada de governar para o povo, estavam os desvios de verbas significativas. O filho mais velho, totalmente contrário aos ideais do pai, não aceitou seguir os passos na política. Ele sonhava mais alto e, questionador por natureza, não se intimidou com a ameaça de ficar sem qualquer dinheiro vindo do pai, suas crenças eram muito maiores do que aquilo.
Diferente do mais velho, que saiu de casa assim que foi possível e resolveu cuidar da vida por conta própria, o caçula dos Kwon entendeu depressa as regalias que o dinheiro podia trazer. A vida foi boa enquanto ele podia sair, viajar, gastar e fazer o que bem entendia. Mas com o avançar da juventude, vieram as responsabilidades para com o nome e os problemas constantes que Jaehwan causava com sua rebeldia. Eram festas regadas a ilícitos, corridas e diversas namoradas, definitivamente nenhuma das indicadas pelos pais. Como filho de uma pessoa pública, seu rosto não saia dos jornais, principalmente dos jornais da própria família e Donghyuk não conseguia controlar a situação de forma alguma. Os problemas constantes levaram o homem ao limite e quando Jaehwan completou quinze anos, viu o pai erguer a mão para si pela primeira vez. Depois da primeira vez, as surras se tornaram mais constantes, e embora Donghyuk sempre tomasse um cuidado quase irracional para que não marcasse o rosto, pescoço ou braços do filho, Jaehwan já não se lembrava direito de uma época em que não precisasse fazer de tudo para esconder as cicatrizes que ainda carregava pelo corpo, fosse com desculpas ou maquiagem, dependendo do local em que estavam. A imagem de família ideal precisava ser mantida a todo custo.
Foi como consequência desses atos que Jaehwan chegou aos vinte e cinco anos ostentando uma vida que ele mesmo denominava como patética. Foi forçado pelo pai a iniciar a faculdade de Relações Internacionais, um curso que garantiria sua atuação na política e até mesmo na área de atuação da família. Se havia algo do qual ele era feito, certamente era de raiva, frustração e falta de vontade para com tudo que o cercava. E para o mundo, ainda tentava se mostrar como um jovem que só queria viver a vida, sempre sorrindo para as câmeras e vendendo a imagem de bom rapaz, algo que irritava profundamente o genitor, que tinha construído com tanto custo a imagem de família perfeita que os Kwon vendiam.
Quando a faculdade chegou ao fim, Jaehwan não tinha mais como escapar das obrigações da família. Por conta própria, resolveu que assumiria o cargo oferecido pelo tio no conselho administrativo da Hankook Ilbo a fim de se afastar das raízes que o pai criou na política. A relação entre os dois continuava ruim, mas tinha uma boa relação com Donghae, e aos poucos, no alto de seus vinte e três anos, começou a se fechar agressivamente para tudo ao redor. Ninguém entendia como aquele rapaz encrenqueiro havia se tornado o homem de semblante fechado, que não dava confiança às pessoas ao redor. Ele não era mais o mesmo, mas a reclusão não o incomodava.
Em um dado momento daquela vida sem muitas perspectivas, Jaehwan a reencontrou. Não via Hyeri desde a faculdade, quando os dois tiveram uma discussão e romperam a relação única que construíram nos primeiros meses em que conheceram. Chegou a procurar por ela algumas vezes, mas quis o destino que voltassem a se encontrar naquele momento da vida, quando ambos precisavam encontrar uma maneira de desatar os nós que os uniam às respectivas famílias. Fosse juízo ou a falta dele, o empurrão necessário veio na forma da primeira gravidez, que pegou os dois no maior susto que poderiam receber na vida. A partir dali, Jaehwan não poderia mais ser apenas o herdeiro da empresa, precisaria ser um marido, o pai de sua própria família e aprender a dividir a vida com outra pessoa. Os meses seguintes não foram fáceis, demandaram paciência, cuidado e decisões importantes, como a de sair de Seul e se instalar longe tanto da própria família como da família de Hyeri, que não reagiram bem à gravidez dela e ao relacionamento dos dois. A mudança foi trabalhosa para o jovem casal, que contava com o apoio apenas de Donghae, a única pessoa que jamais abandonaria o sobrinho, fosse nas dificuldades ou nas alegrias.
Quando Haneul, o filho dos dois, nasceu, viu sua vida virar de ponta cabeça novamente por precisar mudar completamente o estilo de vida ao qual estava acostumado e entender que finalmente havia crescido e não podia mais lidar com sua vida como fazia antes, se refugiando na rotina desregrada de jovem. Residindo em Busan naquele momento, os dois viveram um dia de cada vez até se encontrarem como uma família e se estabilizarem. A vida começou a tomar um rumo e os dois aprenderam como poderiam ser pais, um casal, donos de seus próprios negócios, adultos. Mas, a vida dos Kwon não tinha a permissão de ficar totalmente calma por um período muito longo. Menos de um ano após o nascimento do primogênito, o casal precisou se preparar para a chegada de um segundo filho, Jaehwan começou a descobrir coisas que nem imaginava sobre seus pais, além das mudanças que se iniciaram na empresa da família. Tudo de uma do vez, como se eles não tivessem coisas o suficiente para resolver.
Pacientemente, e com tantas questões a serem ajeitadas, o jovem casal começou a discutir sobre a ideia de retornar à capital por um período, o que coincidiu com o desejo de Hyeri com a reforma na casa de Busan e as constantes viagens que precisavam fazer a trabalho. Foi assim que Jaehwan encontrou o charmoso Condomínio Acropolis, que parecia oferecer exatamente o que os dois buscavam em termos de conforto para a família que já tinha se formado. Depois de algumas visitas impulsionadas pelas viagens dos dois, encontraram uma casa perfeita, aos olhos deles, em Mount Olympus. Com uma residência parecendo desenhada ao gosto dos dois, não foi muito difícil para que se convencessem de que construíram mais uma parte da história ali, enquanto colocavam nos eixos todos os problemas que surgiam. Bom, é claro, outros apareceriam depois, mas qual era o problema? Eles tinham a vida inteira para resolver.












