não é justo tanta lacuna em um caminho cheio de promessas. eu quero uma vida sem vírgulas entre nós, sem a memória fracassada como companheira. o último dos meus desejos era me acostumar com contagem regressiva e o pranto de uma partida iminente. meus olhos, já secos ms entreabertos, ainda enxergam sua silhueta na ponta da cama, esperando eu despertar. a imagem voa como um sonho e o nosso tempo também. ainda é quente onde pisamos, é quente onde nos tocamos. e eu não quero correr mais na contramão da vida se for sozinha, se for pra sentir o gélido de um clima forçado a estar feliz. o quase é nossa ferida aberta, amor.
a dor só incomoda por nunca virar cicatriz.
- g.s.













