Eu não adormeço minha dor, não fumo e não bebo. Eu sinto tudo, depois escrevo.
Sarah Lima.
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Eu não adormeço minha dor, não fumo e não bebo. Eu sinto tudo, depois escrevo.
Sarah Lima.
Alguns dias, partem em silêncio.
eu ouço
as mesmas músicas de sempre
para me lembrar do tempo em que
estava próxima ao seu coração.
ainda sinto tudo.
sinto muito.
O TEMPO NÃO ENVELHECEU...
Não!
O tempo não envelheceu
As lembranças que vivemos.
Eu ainda vejo
Os vasos
Na minha janela...
Floridos
Como a íris dos meus olhos
Esperando aquele momento
Para estar com ela.
Os tijolos quebrados de ciúmes
Querendo sentir
As tábuas desse amor.
Ah! O meu olhar
Ainda enxerga a cor azul
Do seu coração
E revive o abraço
Do seu calor...
MárciaMarko
https://sonhandopoesias.blogspot.com/2025/06/o-tempo-nao-envelheceu-um-poema-de.html
Obsessor
Não alimente-o
Ele vive das incertezas
Sob a névoa branca recente
Através do espelho, espia
Não deixe que penetre fundo
E faça morada em seus ouvidos
Ele soa doce como flauta
Mas suga e envenena a alma
Não permita a sua entrada
Do lado de fora ele aguarda
Insistente até que o convide
Uma vez bem-vindo, nunca sai
Não siga suas pegadas
Elas levam pro profundo abismo
Lá você não enxerga nada
Sofre um grande risco
E tudo o que toca, te corta, te fere
Não tem quem não se desespere
Querendo achar uma saída
Encontra uma porta
Mas ela possui uma trinca
O ferrolho indica que precisa colher
O sangue da vítima que já está a sofrer
Seu recipiente importa cada gota
E com essa coleta macabra
Ele te engana, como se fosse te libertar
Mas na verdade você firmou um pacto
Que irá te atormentar, nas noites de sombras, no inverno, na cama
Onde pensa que está seguro
Pra te lembrar, de andar cabreiro
Não ouse ter medo, seja ligeiro
Pra ter sossego seja vigilante
Não ande por aí errante e com anseio
Porque agora, enquanto canta no chuveiro
Ele torce pra você escorregar
Cair de cabeça e se machucar
Porque quer ver o sangue a jorrar
Não dê esse prazer a ele
Essa possibilidade irá satisfaze-lo
Cuida de sua vida com muito zelo
Ou ele vira pra lhe ceifar
Se proteja como puder
Deixe uma luz acesa
Enquanto tu dorme, ele espreita
Te enxerga como presa
Não vê a hora de você baixar a guarda
Pra te dar ferroada certeira no peito
Até a vida sumir de seus olhos
E deixar seu corpo inerte, entregue a morte.
não dormi direito na noite passada.
me virava de um lado para o outro na cama.
só que dessa vez, para minha felicidade,
você não habitava o meu pensamento.
que alívio!
“noite em claro”
— Jefferson Araújo (cogitador)
Estou, e não mais estarei
Quererás eu por perto e não mais me terás
Pois assim como a poeira que se esvanece
Sumirei da face de ti num piscar de olhos
E sobrará apenas sombras e cinzas
De algo que um dia foi vivo e presente