Eu nunca parei de fato de me auto-mutilar. Só me afastei das lâminas durante um bom tempo. Só que continuava fazendo arranhões em meus braços, mordendo minha mão, me queimando com água quente ou algum isqueiro.. mas hoje eu não consegui, olhei para uma faca em um surto e tudo o que lembrei foi daquela lâmina bem guardada no fundo do meu armário. Lembrei da sensação de um corte recém aberto, do sangue escorrendo, da ardência... e aqui estou eu agora, com novas cicatrizes quatro anos depois.
— Tempestades de Alasca.














