Largo da batata, o movimento não para. #nikon #D80 #largodabatata #saopaulo #city # sampa
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Largo da batata, o movimento não para. #nikon #D80 #largodabatata #saopaulo #city # sampa
Dia do trabalho, Largo da Batata.
Espaços constituídos como vazios urbanos – como é o caso do Largo – geram estranhamento, uma vez que somos condicionados a entender a cidade a partir de sua verticalidade e de sua acumulação de matéria e tecido urbano. A priori, não há espaços de convivência em uma cidade como São Paulo que não tenham sido condicionados para tal. Com a retirada dos tapumes do Largo em 2013 – após quase uma década de obras – um grande vazio de concreto se abriu na densa área da zona oeste de São Paulo. Apesar de sua aridez, o vazio presente foi um convite para a ocupação e sociabilização.
Foi através de movimentos coletivos que iniciou-se um processo de ocupação cultural deste espaço e com ele, um novo tipo de vocação para o bairro. Foi durante um encontro de lazer noturno em 2016 que escutamos da boca de um skatista que praticava manobras próximo ao trilho: "que trilho é esse aí mano? Só atrapalha a galera". De fato. É um trilho que não leva nada a lugar nenhum, um símbolo “do que ali havia”, um simulacro desarticulado e morto que representa uma tentativa do poder público de preservar uma memória urbana, porém sem algum cuidado quanto à informação e a sua história. Como é que se espera que um elemento – ou uma tentativa de monumento – como este, tenha algum apreço ou senso de pertencimento por parte da população se não há a intenção de informação ao público?
O projeto portanto parte da perspectiva de levantar a história do bairro a partir deste trilho. Quais eram os bondes que passavam pelo território? Para onde iam e que histórias contavam? Como era a paisagem do Largo naquela época, quem eram seus moradores, comerciantes, frequentadores?
Ao longo dos meses de pesquisa, conversa e escuta, o projeto tornou-se um processo artístico que lida diretamente com a memória não só do território, como também – e principalmente – das pessoas que a contam. É a partir do reconhecimento de nossa história que conseguimos entender e questionar o trajeto traçado até nosso horizonte presente para daí desenharmos o futuro que desejamos compartilhar.
São Paulo! dia 08/02 tem encontro no palco de @rodrigoalarconoficial com @phillveras no @zlargodabatata os ingressos estão à venda no site ingresse.com corre pra garantir o teu 🙌 🎵💗🎵 . . #phillveras #rodrigoalarcon #zlargodabatata #largodabatata #saopaulo #sp #sampa #sãopaulo #saopaulocity #blocodecarnaval #blocos (em Z - Largo da Batata) https://www.instagram.com/p/B74AGewgYLe/?igshid=1aa0digb6mruq
Quem nunca ouviu esse conjunto de palavras ecoarem da boca de alguém que frequente o Largo da Batata? A Batata Precisa de Você foi um coletivo formado por moradores e frequentadores de Pinheiros que se juntaram com o intuito de transformar o árido largo, inaugurado em 2014, em um lugar de permanência e convivência. Munidos de estratégias colaborativas articuladas por agentes de diversas áreas de atuação – urbanistas, artistas, gestores culturais, arquitetos, designers, paisagistas, biólogos e por aí vai – o coletivo colaborou para a inauguração de um debate importantíssimo sobre os espaços urbanos e suas funções culturais, sociais e estruturais: o direito à cidade!
Todo sujeito urbano tem direito ao acesso à equipamentos culturais, ao saneamento, à moradia de qualidade, à água, à energia, à educação e à saúde. Da mesma forma, este mesmo sujeito tem direito de imaginar e moldar os espaços urbanos a partir dos desejos e necessidades mais subjetivas de sua existência. Espaços para convivência, para brincar, para andar de skate, para tomar sol, para sentar, para assistir a um show, para dançar. São tantas as formas de ocupar um espaço! Temos o direito de
A capela, a Igrejinha e a Catedral
Como principal elemento representativo da fé cristã e presente em todos os Aldeamentos Jesuítas do início da colonização, foi construída junto à fundação do Aldeamento de Nossa Senhora de Pinheiros (1560), uma pequena capela em homenagem a santa padroeira daquela região, segundo o credo cristão. Não se sabe muito bem a data de sua construção mas estima-se que esse centro religioso seguia o mesmo estilo arquitetônico da Capela de São Miguel Arcanjo do aldeamento de São Miguel Paulista – a mais antiga igreja de São Paulo, datada de 1580. Feita de taipa, madeira e pedras, a Capela de Nossa Senhora de Pinheiros – possivelmente edificada sobre o mesmo local onde existia a Casa de Reza dos povos indígenas que ali se agruparam – era o símbolo da ocupação da Companhia de Jesus naquele e em outros tantos aldeamentos.
Naquele local foram realizados ensinamentos da doutrina cristã: rezar missas, batizados e catequeses com o objetivo de converter o “espírito selvagem do índio” à fé cristã. Segundo a pesquisa documental reunida no livro Bairro de Pinheiros (1), durante quase 100 anos a capela ficou a cargo da Companhia de Jesus. Porém, devido aos interesses políticos e religiosos da corte e à constante hostilidade entre os jesuítas e a população indígena – que se agravava desde 1611 – a administração da Capela e do Aldeamento foi entregue aos monges beneditinos em 1640. Eles, segundo atas da Câmara Municipal, foram responsáveis pela modificação do nome da capela, que passou a se chamar Nossa Senhora de Monte Serrat dos Pinheiros.
Desta capelinha, no entanto, não restaram vestígios materiais nem registros visuais. Sua existência pode ser comprovada apenas pelos documentos históricos encontrados em Atas da Câmara Municipal, reproduzidos no livro Bairro de Pinheiros de Antônio Barreto Amaral. Em 1843, os moradores da então freguesia de Pinheiros pediram à Câmara um templo para substituir a antiga capelinha, que se tornara pequena para o grande número de fiéis. O pedido foi aceito e em 1870 uma nova sede foi erguida com tijolos sobre alicerces de pedra, em terrenos do extinto aldeamento de Pinheiros.
Aquele templo existiu até o meados do século XX, quando foi demolido para a edificação da igreja atual de Nossa Senhora de Monte Serrat, inaugurada na década de 1950. Sabe-se que a primeira ermida – que pode ser observada nas fotografias que seguem – não se localizava exatamente onde está a atual Paróquia do Largo da Batata. Nas fotos que seguem, podemos percorrer o tempo e ver as rápidas mudanças que aconteceram nestas ruas em menos de um século. Como seria se ainda tivéssemos esta charmosa igreja?
*Raul Goldschmidt, 1908. Vista da pequena capela, que posteriormente foi expandida. Largo de Pinheiros, com ruas de terra. No fundo, a Rua do Comércio (atual Rua Butantã) e a Rua São João (atual Rua Paes Leme).
*Raul Goldschmidt, 1940. Vista da igreja já ampliada com a construção das duas torres, pouco antes da sua demolição. O bonde que fazia a volta.
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(1) AMARAL, Antônio Barreto; A História dos Bairros de São Paulo, o bairro de Pinheiros; Editora do Departamento de Cultura, 1969.
Rita
A Dona Rita vende Ervas Medicinais em sua barraca, instalada no Largo da Batata desde 89. Antes disso já trabalhava com sua tia, de quem herdou o ponto.
Rita se recorda que a pouco tempo atrás o largo era tomado pelo comércio de rua e que sobrava pouco espaço entre as barracas dos vendedores. Contou que antes da reestruturação, o largo dispunha de banheiros públicos, bebedouro e iluminação para os vendedores e frequentadores. Com o passar do tempo e dos governos, os comerciantes foram perdendo as permissões para comercializar alí e dessa época poucos restaram. A Dona Rita é resistência e disse que continuará vendendo ervas no Largo da Batata mesmo com a queda na atividade comercial, ela acha que o Largo vai mudar ainda mais.
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