O tempo entre o sopro e o apagar da vela
Leminsky

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O tempo entre o sopro e o apagar da vela
Leminsky
Quem nasce com coração? Coração tem que ser feito. Já tenho uma porção Me infernando o peito Com isso ninguém nasça. Coração é coisa rara, Coisa que a gente acha E é melhor encher a cara.
Toda poesia
mesmo na idade de virar eu mesmo ainda confundo felicidade com este nervosismo
Toda poesia
Não discuto não discuto com o destino o que pintar eu assino - Leminsky
Um dia vai ser - Paulo Leminski
Pelos caminhos que ando um dia vai ser só não sei quando.
Pobre pobre Curitiba...
"Não devo ser curitibano. Leminscky nunca me significou foi nada. Morou aqui do meu lado, e aqui morreu, meu 'vizinho'. E, como ele [meu vizinho], nunca me disse nada que eu não já desconfiasse. Lembra-me do mundo, mas não se mo mostra. Não vejo nada demais nele. Mas não há nada de menos. Sem falta. É um poeta. Só. Há por demais iguais. E um excessivo exagero de imitadores. Curitiba se prende aos modelos que deram certo. Comprovados. Tenho inúmeros colegas candidatos a vampiros. Pobre Dalton, nem progênie tem, e sossobram rachadores do espólio ainda em vida. Nem uma sequer sombra de espírito humano. Nenhum ser com brilho próprio. Às vezes penso que Crowley era hiperbólico. Nem todo o homem e mulher é realmente uma estrela (todos tem o potencial, disso estou certo [não valeria viver se nem essa certeza não houvesse]). Mas, fato é: a grande maioria opaca contenta-se em meramente refletir. Inclusive eu.
"PS. Curitiba faz excelentes mendigos, alguns muitíssimo bem sucedidos. Verdade maior não há [aqui].