Os riscos são diversos: roubo de arquivos privados, roubo de credenciais ou até mesmo do próprio computador. Tudo isso pode acarretar vazamento de informações sigilosas da empresa.
O trabalho no modelo “home office” - que na teoria seria ‘em casa’, mas na prática significa em qualquer lugar fora da empresa -, se tornou realidade para seis em cada dez brasileiros, de acordo com pesquisa realizada pela empresa de monitoramento de mercado Hibou, em parceria com a Indico – plataforma de dados.
O trabalho remoto pode ser uma medida benéfica para a esfera profissional e pessoal dos trabalhadores, além de trazer economia financeira para as companhias. Contudo, esse modelo pode (e deve) trazer discussões a respeito da segurança de informações confidenciais das empresas, além de gerar atenção para que o tratamento de dados seja feito de acordo com a legislação brasileira que regula o tratamento de dados pessoais [LGPD: Lei de Geral de Proteção de Dados Pessoais].
Eis que diante da pandemia as empresas se depararam com o desafio de garantir que seus colaboradores trabalhem em ambiente externo e de forma segura, as informações empresariais – pertinentes a cada ramo – sem colocar em risco os dados que são tratados quase que diariamente. O ambiente doméstico é muito mais vulnerável, uma vez que as organizações não conseguem, em teoria, ter amplo controle sobre o local de home office; por isso senhas, softwares, servidores – e a própria máquina – estão sujeitos variados riscos.
Isso posto, o teletrabalho não é tarefa fácil quando o assunto é segurança da informação. Por isso é necessário a criação de regras que minimizem os riscos de trabalhar fora do escritório.
Essa proteção pode ocorrer de várias maneiras...
Quando o assunto é computador, tablet e mesmo celulares, bloquear a tela quando não for utilizar por um período de tempo - mesmo que seja aquela saidinha rápida para ir a outro ambiente da casa – é uma medida simples, mas essencial. Trabalhadores em home office que estejam utilizando VPN [Virtual Private Network], que é uma forma de comunicação segura com a rede corporativa, o departamento de T.I da empresa pode auxiliar (e muito!) no gerenciamento e monitoramento da máquina, além de verificações de invasões de dispositivos – como um USB sendo conectado, por exemplo.
Ao tratar de documentos físicos [relatórios, currículo, faturas, contratos, etc.] a empresa deve avaliar se realmente é necessário que seus funcionários levem os papeis para casa, ou se estão minimamente treinados para transportar e armazenar esses dados de forma segura. Acessar esses dados de forma virtual é uma saída interessante, desde que não haja vulnerabilidades na rede que fornece acesso à essas documentações.
Por fim, a tecnologia permite que colaboradores do mundo inteiro trabalhem de casa; contudo, é necessário atentar-se para que essa experiência [ou necessidade] seja feito da maneira correta para garantir facilidade e segurança no tratamento das informações pertinentes à cada empresa. Para aqueles que pensam que o home office é apenas uma alternativa em situações de emergência: “O mundo mudou, só você não reparou”. O modelo de home office veio para ficar.
Publicado originalmente em 20/05/2020 para perfil no Linkedin da empresa Proativa Segurança e Tecnologia da Informação