"Chorar limpa o olhinho"
Então os olhinhos se fecham e uma gota salgada é escorregada para fora. A famosa lágrima, que por não querer possuir a fama sozinha, convida suas irmãs a escorregarem também. Esse grupinho, às vezes enorme, apelida-se choro.
O choro toca vários estilos de música, às vezes em tons tristes e melancólicos, como trilha sonora para a dor. Em dias especiais compõem letras de emoção. Quando contada uma piada, escolhem uma melodia que se une ao riso, o que gera uma nota engraçada.
Mas nem sempre as gotículas são barulhentas. Já ouvi histórias em que saíram tão tímidas, quietinhas e silenciosas, que quase passam despercebidas pelo lugar. Nesse caso, é necessário apenas senti-las, pois estão em sua mais profunda e sincera versão.
Essas gotinhas salgadas, essas minúsculas molhadas, esse pedacinho mini do mar, de tanta personalidade, que pinga do olho e pode até fazer estrago. Por vezes... também faz falta.
Pois elas, com suas canções, com suas emoções e diferenças iguais, é o que alivia quem sente, transborda desabafos, suspiros, risadas, é o que limpa o olho assim como a alma. É, essa pequenininha e seu grupinho, às vezes enorme, realmente são de grande importância.
E sempre que as reparo, em mais um de seus concertos, lembro da frase que um dia escutei, "chora, faz bem, chorar limpa o olhinho", e de fato, mas é muito mais que isso também.












