Foi na varanda de casa, eu me lembro
naquele velho sobrado aconchegante, tão simples, mas continha uma vista de tirar o fôlego. Era fim de tarde, o sol já se pondo, e aquelas luzes amarelas, meio alaranjadas, invadindo a casa, só deixavam o cenário ainda mais perfeito para o flagra de nosso romance.
Ainda me lembro a música que tocava, era Elvis, como eu esqueceria? Era a nossa música. E você? Estava tão linda querida, tão brilhante, tão encantadora, naquele seu vestido florido, amarelinho, repleto de girassóis, que tanto amava.
Ainda lembro-me, querida, o aroma da brisa que batia e passava por entre seus cabelos, com os fios meio presos, de forma desajeitada, no que deveria ser um coque. Lembro-me de sorrir ao te analisar, lábios avermelhados, brincos perolados, aqueles belos olhos castanhos e a pele levemente corada. Linda! Como sempre esteve, como sempre foi.
E nós? nós dançavamos agora, na mais perfeita sintonia já vista. O mundo pareceu parar ao redor, e então, aquele momento era só nosso, apenas, estritamente e especificamente, nosso. Dois jovens apaixonados, que apenas buscavam um lugar no mundo, mas que pouco sabiam sobre o mesmo.
Ainda lembro-me do sorriso que deu quando te girei, e daquela gostosa gargalhada que só você dava. Ah, aquele sorriso. Ainda me derreto só de lembrar de assisti-la de perto, de senti-la em meus abraços, de como é bom ser amado...
















