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Personalidades lamentam morte de Luis Fernando Verissimo
Escritor gaúcho faleceu aos 88 anos em Porto Alegre Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Publicado em 30/08/2025 - 11:44 Brasília Versão em áudio
Reporodução: © Lindomar Cruz/Agência Brasil Artistas, escritores e políticos manifestaram pesar pela morte de Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, um dos maiores nomes da literatura nacional.
Verissimo morreu na madrugada deste sábado (30), em Porto Alegre, após complicações causadas por um caso grave de pneumonia. "Uma lágrima e muitas salvas, Mestre Luis Fernando Verissimo!", escreveu o escritor Itamar Vieira Júnior, autor de Torto Arado, em uma postagem nas redes sociais. Também em uma postagem nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou a relevância do romancista, que trilhou uma trajetória como um dos maiores cronistas do país. "Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort. Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com A Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares", afirmou o presidente. O dramaturgo e escritor Walcyr Carrasco também expressou admiração por Veríssimo. "Perdemos um dos grandes da nossa literatura. Luis Fernando Verissimo foi o cronista da vida simples, das emoções humanas mais verdadeiras, do cotidiano que só ele sabia transformar em obra. Um gigante que fez da simplicidade a sua genialidade. Descanse em paz!!", destacou Carrasco. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decretou três dias de luto oficial no estado. "Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional, cuja obra marcou gerações de leitores com sacadas inteligentes e um humor peculiar para falar dos nossos desafios como brasileiros. Autor de crônicas inesquecíveis e criador de personagens que se tornaram parte do imaginário brasileiro, Veríssimo deixa um legado que permanecerá vivo em suas palavras, sempre atuais e cheias de sensibilidade e humor", afirmou o governador gaúcho. Nas redes sociais, o cartunista Angeli foi outro artista que prestou homenagem à família do escritor. "Todo amor para Lúcia, Fernanda, Mariana, Pedro e família. Imensurável é 'o pai'", escreveu. A escritora e colunista Martha Medeiros também se manifestou em uma postagem. "O sábado inicia com o reverso do humor. Luis Fernando Verissimo, que tantas alegrias nos deu através de personagens como Ed Mort, o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté, Dora Avante e tantos outros, infelizmente nos deixa. Por mais que a gente pense que está preparado, a morte é sempre um baque, uma violência. Obrigada, mestre, por todas as linhas, reflexões, epifanias, risadas, por toda a sua absoluta e inquestionável genialidade. À Lucia, Fernanda, Mariana, Pedro e demais familiares e amigos, meus sentimentos mais profundos", escreveu. Em homenagem ao escritor, o senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou o gosto musical e o time do coração de Verissimo. "Sempre fui seu admirador. Tinha um belo texto, cronista, escrevia com paixão, possuía um humor refinado e um senso político inigualável. Gostava de jazz, tocava saxofone e era apaixonado pelo seu time de coração, o Inter de Porto Alegre. Minha solidariedade e sentimentos aos familiares e amigos", disse. Edição: Carolina Pimentel
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Escritor Luis Fernando Verissimo morre aos 88 anos
Ele estava internado em Porto Alegre, após uma grave pneumonia Agência Brasil* Publicado em 30/08/2025 - 08:12 Brasília Versão em áudio
Reprodução: © Unesp/Divulgação O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, de 88 anos, morreu na madrugada deste sábado (30) após complicações causadas por um caso grave de pneumonia. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
Verissimo deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, e três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana Verissimo. Ele tinha mal de Parkinson, problemas cardíacos e sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2021. Um ano depois, recebeu um marca-passo no coração. Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando publicou mais de 80 títulos, entre eles As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua e Ed Mort e Outras Histórias. Foram as crônicas e os contos que o tornaram um dos escritores contemporâneos mais populares no país. O Analista de Bagé, lançado em 1981, teve a primeira edição esgotada em uma semana. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Agência Brasil (@agencia.brasil) O escritor construiu uma trajetória profissional rica, com atuação em diferentes áreas e produção em vários formatos. Trabalhou como cartunista, tradutor, roteirista, publicitário, revisor, dramaturgo e romancista. Sua obra é marcada pelo bom humor, assertividade e crítica. Além das palavras, foi um amante da música, dedicado à prática do saxofone. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, ele contou como iniciou "tarde" na carreira de escritor, após começar a trabalhar na redação do jornal Zero Hora, na década de 1960. "Até os 30 anos eu não tinha a menor ideia de ser escritor, muito menos jornalista. Eu fiz de tudo, e nada deu certo. Aí quando eu comecei a trabalhar em jornal - e naquela época não precisava de diploma de jornalista - foi quando eu descobri a minha vocação. Sempre li muito, mas nunca tinha escrito nada. Então, eu sou um caso meio atípico", disse. Assista ao trecho da entrevista no Sem Censura Com fama de ser um homem calado, Verissimo costumava dizer que não era ele que falava pouco, "os outros é que falam muito". Em 2017, quando tinha chegado aos 80 anos, ele disse em entrevista ao programa Conversa com Rosean Kennedy, da TV Brasil, como gostaria de ser lembrado. "Gostaria de ser lembrado pelo o que eu fiz, pela minha obra, se é que posso chamar de obra, mas pelos meus livros. E, talvez, pelo solo de um saxofone, um blues de saxofone bem acabado", contou. Na mesma entrevista ele disse que tinha uma fantasia de ser conhecido e viver apenas da música, que era sua paixão. E aconselhou que a vida não deve ser levada tão a sério. "No fim, pensando bem, a vida é uma grande piada. Acontece tudo isso com a gente, e a gente morre...que piada, né? Que piada de mau gosto. Mas acho que temos que encarar isso com uma certa resignação, uma certa bonomia ". Assista a íntegra da entrevista ao programa Conversa com Rosean Kennedy, da TV Brasil *colaborou Anna Karina de Carvalho Edição: Amanda Cieglinski
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Luis Fernando Veríssimo – Frases Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo.
Un regalo per iniziare bene la giornata, una poesia splendida letta in modo sublime. Perdo ore per trovare le letture di certe poesie, ma mi pare ne valga la pena e spero vi faccia piacere. Mi auguro che vogliate condividerlo con le persone amiche, io lo trovo bellissimo :)
Ja viu como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra pra mudarem de assunto apenas com um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhares existem? Elas conhecem todos.
Sobre Dar
"Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no ano novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de ano novo e pra falar: “Que cê acha amor?”. Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Mas… experimente ser amada."
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra...
-Luís Fernando Veríssimo