de mãos dadas comigo.
Passei meus últimos meses lutando com meus priores monstros, passei os últimos meses olhando para cada dor e cicatriz que existe em mim, passei os últimos meses passando a me amar. Já têm alguns meses que eu faço terapia, tomo remédios e nada fazia efeito, até que um dia eu percebo pequenas mudanças acontecendo na minha vida, eu percebo que gosto mais do meu jeito, olho para minha história com outros olhares, peço perdão a mim pelas minha ações e aceito esse perdão com todas as minhas forças. muitas vezes eu omiti minha voz dentro de mim para ser aquela pessoa que o mundo desejava que eu fosse, essa voz foi cada vez mais ficando reprimida, até que chegou um tempo que ela não aguento e resolveu gritar, ela gritou por meio de uma depressão, por meio de uma ansiedade, por meio de uma falta de viver, por meio de não achar mais sentido para nada nessa vida. então em janeiro, sem perceber, eu comecei a escutar essa voz, no começo ela se comunicava com sussurros, acho que passou tanto tempo calada que tinha perdido a voz ou tinha medo de falar, com um tempo, ela foi falando com mais clareza, até que chegou um dia que sentei com ela em um jardim, segurei sua mão e deixei ela falar. depois desse ato, eu consigo ver o quanto sou forte, o quanto eu luto pelo o que quero, o quanto mereço ser feliz, parei de só olhar para meus atos que considero erros e passei analisar minhas atitudes, entender o porque que fiz algo e tentei não me julgar mais. ainda não estou familiarizada com tudo isso, ainda é algo novo, ainda é difícil dizer não as outras pessoas e sim a mim, mas ando aprendendo, nada como um dia após o outro e posso dizer algo, vem sendo maravilhoso andar de mãos dadas comigo.















