A full colour commission for of his OC Phoebe and 's OC Mackya Thank you for commissioning me, I hope you like it <3

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a r p i e by ana carolina
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais E te perder de vista assim é ruim demais E é por isso que atravesso o teu futuro E faço das lembranças um lugar seguro Não é que eu queira reviver nenhum passado Nem revirar um sentimento revirado Mas toda vez que eu procuro uma saída Acabo entrando sem querer na sua vida
I just can’t wait for love to destroy us | Mackya | September 23
O vilarejo de Hogsmeade estava silencioso naquela tarde de segunda-feira. Diversos estabelecimentos já estavam fechados desde as três da tarde e as casas encontravam-se silenciosas, mesmo com os donos dentro das mesmas. Era uma pequena mistura de comercial com residencial agradável, os bruxos não faziam tanta questão de construções altas então a linha do horizonte ainda era vista por cima das montanhas ao longe. Viajar de Brighton até ali com um carro velho apelidado de sucata era uma aventura e tanto. Mas, sacolejando em seu banco de couro puído, Mackenzie continuara o percurso persistentemente com a encomenda no porta-malas. Enfeitiçara o adubo para que não produzisse cheiro e já estava mais do que acostumado àquele tipo de entrega. Tinham uma van para aquilo, acabara comprando depois de muitíssimo esforço, mas deixara para Vicent com as encomendas maiores depois que a loja fechasse. Então pegara uma das únicas coisas que sobrara do seu passado e dirigira até a atual casa de Maya Strauss. Sua atual cliente e parceira de trabalho. No passado, o antigo amor que tivera de obliviar.
Parara o chevet preto com adesivos anarquistas a frente do terreno, mas demorara para sair do carro depois de desliga-lo. Deixara as mãos no volante e olhara para elas com os pensamentos longe dali. Nunca ensinara Mérope a dirigir um carro e de fato nunca ensinaria Valentina a fazê-lo. Aquelas bobagens trouxas vinham em uma bagagem de significados importantes e doloridos de um passado feliz. Suspirou pesadamente e arrumara o chapéu coco na cabeça antes de tomar a iniciativa de levantar-se para pegar as coisas na parte de trás e enfim dirigir-se para a porta de Maya. Tinha em mente de que somente entregaria aquilo e sairia, somente. Mas ao fundo sabia que não era aquilo, que ela não merecia somente aquilo. Merecia uma explicação, uma razão para estarem daquele modo e para o obliviate que sofrera há cinco anos fazendo-a perder o nome do pai de sua própria filha.
O pacote não era tão grande, dois embrulhos da floricultura e seu próprio sobrenome nas sacolas. Carregava tudo em uma mão enquanto a outra ajeitara a roupa no corpo que ficara um tanto amassada durante o percurso. Vestira uma calça jeans preta, sobretudo preto leve para aguentar o frio que chegava em setembro e uma camisa de botões branca. Apertara a campainha somente uma vez e logo fora chamado para dentro. Testara a maçaneta e entrara na casa logo em seguida, sendo abordado pelo cheiro bom que Mérope costumava exalar já no primeiro cômodo. Pigarreou e virou-se para fechar a porta, não sem antes verificar se não havia ninguém pela rua vazia que o tivesse vigiando. O CMI costumava pegar um tanto mais leve para os que já estavam concluindo treinamento, mas não era o mesmo para quem estava no meio deste como era o caso de Maya. Quando virou novamente para dentro da casa, deparou-se com a mulher logo a sua frente com a intenção de recepciona-lo. “Serviço de entregas Harleem’s Flowers. Me perdoe pela demora, dirigir até aqui não é uma tarefa muito fácil” confessou com um sorriso pequeno nos lábios e desviou o olhar dos penetrantes orbes azuis da mulher a sua frente. Sentia que se continuasse ali, logo menos seria atacado por perguntas que remexeriam em suas feridas.
Oh, Ardjan... Eu espero realmente que nada mude entre a gente por causa da atitude da minha mãe. Eu sei que você disse que não iria, mas achei melhor confirmar. Eu não acredito que ela te tratou daquele jeito... Nossa, fiquei tão envergonhada. E isso não é muito comum.
Keeping appearances [St. Mungus] | Mackya | September 23
Para qualquer espectador, Mackenzie era somente o cara das flores. Que arrumava os arranjos das mesas e que tinha a sorte de ter sido escolhido para aquela tarefa em pleno jantar beneficente do St. Mungus. Um grande evento que não abria muito espaço para os de baixa renda. O homem colocara o melhor terno que tinha em seu guarda-roupa, que facilmente custava menos da metade da maioria Tom Ford ali dentro, arrumara o cabelo e embarcara na missão com seu pequeno caminhão de flores. O centro o mandara para ali, manter as aparências era a ordem, além de garantir a segurança de todos por baixo dos panos. Levara Vicent Kosrôvic, seu ajudante, para ajudá-lo na tarefa. Lhe passara ordens sussurradas em holandês e rapidamente tinham várias mesas condecoradas com arranjos magníficos que exalavam essências especiais.
Vicent era um bom homem, realmente ficara empolgado para estar ali. Viera também de família grande, trabalhava na floricultura com o sonho de estudar na W.A.D.A., se esforçava para que isso acontecesse e por isso Mack o ajudava. Considerava seu ajudante mais do que considerava alguns agentes de sua equipa. Muitas vezes poderiam encontrar o homem ao lado do jovem de dezenove anos lhe ensinando teorias no balcão da loja. Ou aos fundos, demonstrando na prática truques de feitiços e fazendo-o melhorar seu desempenho com os produtos que vendiam. Formavam uma dupla e tanto que com facilidade trabalhavam e se comunicavam. Mackenzie fora atrás de arranjar uma outra vida para si por conta daquilo, daquela conversa, não queria ser mais um escondido em um buraco vivendo somente para o CMI. Agora podia contar mentiras a vontade sem o peso de estar denunciando seu passado. Montara um, e isso fora fácil com os poucos anos que precisara para isso. Dera certo, ninguém duvidava sobre sua profissão ou moradia. Até aquele dia.
Havia terminado os últimos ajustes e guardava novamente a varinha de blackthorn no bolso quando olhara para o enorme arco de onde os convidados chegavam. Eram poucos ainda, os funcionários também já que as comidas surgiam com o trabalho de elfos nas cozinhas. Mas ainda haviam bruxos por ali, garantindo a segurança e os organizadores que não deixavam um guardanapo de linho desalinhar. Puxando Vicent pelo braço, Mack andara para junto da parede do grande cômodo. Retirara dois pares de luva dos bolsos e oferecera um para o assistente que colocara sem muitas perguntas. “Podemos ir para a cozinha quando muitos estiverem por aqui, conseguiremos faturar dois pratos fartos e a simpa- “ se interrompera quando seus orbes amendoados encontraram quem não deveria passando pelo arco. “Someone you know?” Perguntara Kosrôvic quando seguira o olhar de Mack para a bela moça de madeixas louras que adentrara no recinto exibindo a beleza magnífica de sempre. “Someone I used to know” respondera o mais velho após uma longa pausa. Parou de encarar depois de um tempo, desviara o olhar pensando que Mérope não o reconheceria mais. Porém não apagou aquela chama pequena de esperança que jurara avistar uma luz no par de olhos azuis que tanto amara. Uma luz de reconhecimento. Não podia sequer imaginar, não podia mencionar o nome em voz alta e ignorou completamente as perguntas de Vicent. Mandara que ele parasse de perguntar depois de um tempo. Mas mesmo que afastasse todos os seus pensamentos, mesmo que pudesse sair dali, sua mente permaneceu o traindo.
What happened to the soul that you used to be? @ POV [17,september]
Era dezessete de setembro de 2020. E era a primeira folga de Maya em muito tempo. Estava cansada, e hesitou por um momento em seguir o plano que tinha montado tão meticulosamente. O tempo frio do bairro bruxo onde estava era perfeito para ver dormir - chorar às mágoas do passado - mas apesar disso tudo, não o fez. Envolveu-se no pesado casaco de lã perto que compunha sua vestimenta e rumou em direção a estufa da mansão dos Travers. Entrar no lugar foi fácil, nem sequer precisou de um feitiço para explodir a fechadura. Estava abandonado à anos, porque aquele lugar era seu. Quando alterara as memórias de Katherine e Edward, havia deixado implícito que seu avô havia sido o dono e seu último pedido fosse que mantesse o lugar em pé. Ninguém ia ali, porque mais ninguém apreciava flores o suficiente. Estava empoeirado, prendeu a respiração enquanto os olhos cristalinos passeavam pelo lugar. Eram tantas lembranças, tantas dores. Viu-se observando o nascer do sol por entre nuvens e quando se deu conta estava chorando. O céu azul claro lhe lembrava do olhos de Valentina. Dos olhos que encontraram os seus enquanto esquecia que Merope era sua mãe. A garotinha cresceu acreditando que Katherine era sua madrinha. E que na verdade, sua sobrinha que morrera precocemente era sua mãe. Todos acreditavam nisso. Que morava com a viúva porque Edward passava muito tempo viajando a trabalho, e precisava de uma influência feminina. Respirou fundo depois de algum tempo inerte, balançando os braços para tirar de si o arrepio que lhe tomava conta. Logo teria que agir. Precisava agir.
Com um balançar de varinhas o feitiço de desilusão havia sido lançado. Correu até a lateral do lugar, do lado de fora conjugando em seguida um telescópio. Era muito arriscado, podia estar jogando todo seu esforço na cmi fora mas se fosse Valentina valeria a pena. Estava protegida apenas pelas árvores, que tinham um pequena brecha suficiente para a lente quando o sol desabrochou um pouco mais. O sorriso foi inevitável. Ela sequer parecia neta de Katherine, ou do ex-comensal da morte Rabastan. Seus olhos rodeavam pela cozinha, as mãozinhas estendidas seguravam uma caneca rosa. Pedia alguma coisa. Não era mais Merope, era Maya agora. Reprimiu a vontade de chorar, não podia fazer barulho. Apenas ficou ali, permitindo-se pelo menos uma vez ser mãe. Deixar esse amor tão visceral fluir. Não estava arrependida, sua filha era feliz. Afinal, tinha feito um bom trabalho em lhe dar a melhor chance. Mas será que Ardjan tinha? Maya tinha procurado pelo ex assim que recebera suas memórias, mas havia sido em vão. E um pensamento não lhe saia da cabeça: O que ela iria falar para alguém que se apagou? Em parte, compreendia. Mas seu lado narcisista e egoísta tinha mágoa, ficava feliz em saber que o homem não iria desfrutar da garotinha mestiça com traços de sangue puro. Se tinha que definhar pela perda, ele iria com ela.
Katherine ficou com Valentina na enorme cozinha por mais ou menos dez minutos. Tempo suficiente para Maya observar sua filha comer todos os doces que queria, apenas porque era seu aniversário. As mãozinhas esguias balançavam animadamente a todo instante, sempre arrancando um sorriso daquela que se limitava a observar. Party! A pequena palavra saiu pelos lábios da garotinha e ela entendeu de imediato. Não podia ficar ali, não podia ser pega. Reuniu o que restava de suas forças e aparatou. Estava em Gales quando seu deu conta, em frente a casa onde nasceu: a mui nobre mansão dos Lestrange. Tremia, sem controle sobre o seu nervosismo. Tinha sido a primeira vez que se arriscara tanto, e já não tinha mais certeza se tinha valido a pena. Uma parte de si considerava ser a ultima, que a experiencia servira apenas para abrir uma ferida que cicatrizara parcialmente. Hesitar nunca tinha sido um problema para ela, sempre o fizera nos momentos certos. Mas agora era, porque estava confusa. Não sabia o que fazer a seguir, não sabia se devia voltar para o cmi ou para casa. Se devia contar a verdade para Edward, ele merecia. Ou ser cruel. Ela simplesmente não sabia.