Ele sabe que é sortudo, ele encontrou alguém como você.
A Rocket To The Moon
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Ele sabe que é sortudo, ele encontrou alguém como você.
A Rocket To The Moon
Home Sweet Hell || POV
Desde seu primeiro ano em Hogwarts, pelo menos até onde a memória do garoto vai, a estação 9 3/4 nunca tinha mudado nada. Era a mesma estação com cheiro de queimado, barulhenta e suja de sempre e mesmo assim Xenophilius se sentia feliz em estar nela pois ela era o unico meio de ele ir de sua casa para a escola e vice-versa. Ao descer nessa estação, olhou ao redor e viu algumas pessoas se reencontrando com parentes, e se despedindo. Olhou por cima e observou de longe Mary conversando com algumas pessoas que provavelmente eram seus amigos. Enxergou Lily mais a longe se despedindo de um garoto que ele não fazia ideia de quem era, mas não era da conta dele. Em um certo momento os olhos de Doe se encontraram com o dele e ele desviou o olhar rapidamente se focando em o que tinha que fazer em seguida. Pegou seu carrinho de malas e foi em direção a um guarda da estação que estava mais ao canto da plataforma encostado na parede - Bom Dia Larry. Meu pai deixou minha carona ai? - o homem assentiu acompanhando Xenophilius para o lado de fora da estação onde estava, amarrado em um poste de madeira, um burrinho cinza usando uma cela de couro. O garoto colocou as malas em cima do animal e o desamarrou do poste puxando-o para longe da parte metropolitana da cidade e o levando para a área rural.
Após andar por cerca de 1 horas ao lado do burrinho, chegou ao topo de uma colina onde o menino finalmente avistou, a alguns metros, sua casinha de madeira. – Até que enfim Vinagre. Chegamos! - o loiro levou o burro até o cercadinho e tirou as malas dele colocando-as na porta da casa para pegar mais tarde. Empurrou a porta de madeira bruta, que fez um rangido muito alto, e entrou na casa analisando detalhe por detalhe - PAAAAI? - chamou o menino, mas não teve resposta e dando o ombro foi para seu quarto no terceiro andar da casa.
A entrada do quarto do menino não era uma porta na parede e sim uma portinha de sótão no chão. Ao entrar no cômodo, um sentimento de "casa" invadiu o garoto, mas estranhamente aquela era a única parte da casa que o fazia sentir assim. O menino se aproximou de uma bolha de água flutuante que tinha em cima da sua estante e assoviou quatro simples notas, e no mesmo instante a bolha deixou de ser de água e virou uma bolha de gelo. Em seguida ele assoviou as mesmas notas no sentido contrário e o objeto voltou ao seu estado liquido fazendo o menino mostrar um leve sorriso. Não o mesmo sorriso de quando ganhou este objeto de seu pai anos atrás, mas ainda era um sorriso. Olhou sobre sua cama e várias fotos estavam grudadas na parede. A maioria eram fotos de animais que Xenophilius tinha achado ao longo dos anos. Uma das fotos mostrava a mãe dele cozinhando uma espécie de bolo preto na cozinha daquela mesma casa. Outra foto mostrava o garoto e Doe, no primeiro ano, logo quando Xenophilius havia ganhado sua câmera; O menino fez questão de naquele dia tirar uma foto da menina, e a foto saiu ótima, se você considera duas crianças sujas de barro, uma foto ótima. Uma das melhores fotos ali, era a de quando Vinagre era só um filhotinha, e estava aprendendo a andar.
Após checar seu quarto todo, o menino abriu a janela, permitindo que uma brisa fria entrasse e refrescasse o ar. Colocando sua cabeça para fora, viu a longe, no meio da plantação de ameixas-dirigíveis, um homem de cabelos castanhos claros, longos e ondulados, protegidos por um chapéu de palha. Colocando os dois dedos na boca o menino soltou um alto assobio que chamou a atenção do homem, e nesse instante o menino acenou com o braço inteiro e a resposta disso foi um grande sorriso do homem, que pegou um cesto lotado de ameixas e foi em direção a casa. O garoto desceu as escadas e se encontrou com o pai na cozinha, após um tempo se olhando os dois se abraçaram. - Você está fedido - falou Howard bagunçando o cabelo do garoto e em seguida se afastando - Se você fosse me buscar na estação eu não estaria! - retrucou Xeno. Após outros minutos de silêncio e inúteis perguntas de "Como foi seu ano?" o garoto voltou para o seu quarto e deitou na sua cama para descansar da viagem.
A verdade é que parte daquela relação "pai e filho" é verdadeira, mas a outra grande parte é uma relação forçada que os dois começaram a criar com a morte da mãe. Mesmo não comentando isso, os dois sabiam que era como ela gostaria que eles reagissem. Mas todo ano era assim e Xenophilius já estava cansado disso. Sempre ele ficava lendo as férias todas no quarto, voltava pra estação montado no Vinagre e só. Nada mais e nada menos.
Já faltavam duas semanas para a volta as aulas quando, em uma madrugada, o menino levantou para comer algo e se deparou com seu pai chorando na sala. O menino pisou devagar mas mesmo assim o chão rangeu. O pai olhou para trás e viu o filho, o que fez com que ele secasse as lágrimas voando. - Porque está chorando?- perguntou o menino seco, sem mostrar sentimento nenhum. - Você não deveria estar dormindo? - retrucou Howard, agora olhando para a lareira acessa á sua frente. - Não se deve responder uma pergunta com outra pergunta! - Ao ouvir o menino falar isso, Howard se levantou e olhou para o garoto com raiva nos olhos, bateu o pé no chão e gritou - Para com isso. Chega! Chega!!! - Mas isso não assustou o garoto, ele simplesmente pegou uma garrafa de suco na geladeira e bebeu um gole direto no gargalo - - Para de agir como sua mãe. Chega de usar as frases dela. Isso é ridículo. - já esse comentário o incomodou um pouco. - Bom saber que sua esposa é ridícula! - falou o menino ainda calmo, porem disposto a defender sua mãe - Ridículo é você não conseguir superar que ela está morta! Ridículo é você agir como se ela estivesse chegando. Isso é ridículo! - e ao falar isso o homem foi até uma mesinha no canto da sala e pegou uma foto onde estavam os três reunidos, como uma família, e jogou essa foto no chão. - Isso já era! - falou Howard com o tom de voz mais baixo. Aquela atitude tirou de Xenophilius uma raiva que ele nunca havia sentido antes, pelo menos não em relação ao seu pai. - Você acha o que? Que eu faço essas coisas porque acho que ela ainda está viva? Porque quero que ela continue conosco? Lógico que não. Eu faço essas coisas porque ela era uma mulher que tinha orgulho da família dela. Que gostava de ver a família unida! Se isso acabou pra você, está acabado para mim também! - e com isso o menino pegou sua varinha do bolso da calça de moletom e aparatou para o seu quarto e a ultima coisa que viu na sala foi o olhar de arrependimento do seu pai. No quarto apontou a varinha para a porta no chão e com um simples sacudir, travou a mesma. Arrumou todas as suas malas novamente e colocou todas elas ao lado da cama, mas dessa vez, ele havia pegado tudo. Fotos, livros, enfeites... tudo. Estava determinado a ao fim do sétimo ano, morar em outro lugar.
Aquelas ultimas duas semanas foram um silêncio total na casa. Nem mesmo a chaleira fazia barulho. O menino comia apenas lanches que fazia na cozinha enquanto o pai estava na horta. No seu ultimo dia em casa, quebrou seu cofre onde tinha economizado desde o primeiro ano vários galeões para usar com um tapete mágico um dia, mas decidiu usar aquele dinheiro para se sustentar. Também estava disposto a fazer todos os bicos possíveis na escola para conseguir mais dinheiro para achar algum local para morar. Foi até o cercado do Vinagre e, após carrega-lo, foi embora não fazendo questão alguma de se despedir do pai, mesmo que ele quisesse muito. Ao chegar na estação, tirou todos seus pertences do burro. - Eu queria que você viesse junto também Vinagre. Mas você precisa voltar! Você tem um trabalho muito importante. - falou o garoto dando uma maçã para o animal. O menino tirou do bolso a foto do porta retrato quebrado pelo pai. Virou a foto do avesso e, tirando uma pequena pena bolso, escreveu o seguinte:
"Caro pai,
Se você está lendo isso, espero que esteja tudo bem ainda ai. Quero avisar, por mais que seja óbvio, que vou me mudar. Assim que achar um local para morar, te mando uma carta avisando o endereço, mas até lá, acho melhor pensarmos mais e falarmos menos. Acho que meu quarto daria um bom local para colocar seus instrumentos musicais! Pense nisso. Cuide bem do Vinagre por mim, ok? Ele, pelo jeito, é minha unica família. Pelo menos que me aceita, pois mesmo você não querendo, ainda te amo.
Falo com você um dia. Até lá. Sonhe com Ameixas."
Guardando a pena no bolso novamente, o menino colocou a foto na sela do Vinagre e fez um ultimo carinho nele - Se cuida - e com isso o menino foi para a plataforma, onde esperava algo bom acontecer.
Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.
Chorei. Olhei pra fotos e chorei. Não as nossas, pras fotos de outros casais, porque nem fotos tiramos. Porque ? Porque a gente nem se conheceu, a gente nem se encontrou, o nosso amor era à distância. O que antes era sorrisos pela web, são lágrimas caindo sobre o travesseiro.
Reblogue e descubra uma curiosidade sobre o filme Procurando Nemo. <O local onde moraria P. Sherman, (de P. Sherman 42 Wallaby Way Sidney) não existe, visto que não há nenhum consultório dentário com localização parecida com a do filme e nem mesmo existe nenhuma Wallaby Way perto do mar. Ou seja, era tudo fictício.>
T³
Venham falar comigo followers lindos )):
23- Annabeth recebeu uma mensagem um certo dia. Ela dizia: "Ele so se lembra de uns lindos olhos cinzentos. - N".