Matutar no tempo largado.
Tenho andado a pensar. A tentar meter em perspectiva aqueles pensamentos que nos vão ocorrendo, mas vamos tentando que não brotem. Deixá-los entrar e dar-lhes algum matuto. Pois bem, não sendo novidade para ninguém, eu matuto muito sobre relações, e é aí que quero chegar. Quando é que é correcto querer avançar mais com um “nós”, ou até, quando é que é correcto perguntar a alguém se querem entrar num “nós”? Quando é que podemos achar que o “estamos a conhecer-nos” já não define bem o que queres tirar dali? E quando é que é correcto achar que já não estamos numa fase experimental e que, talvez, já não seja correcto deixar que terceiros entrem em jogo? Bem sei, sou deveras precipitado, e também sei que as coisas levam o seu tempo, e tempo é amigo de boas decisões. Mas cá para mim, tempo é algo que vamos largando até um dia percebermos que já largámos muito tempo, tempo esse que não se perdeu, mas também não se transformou.
Gosto de pensar que, e respondendo às minhas próprias questões, quando tens uma certa certeza que este “nós” onde te tens largado em tempos, tem pouco tempo para brotar, mas ainda assim, aquele sorriso, aqueles olhos, aquele beijo, fazem com que queiras segurar mais um tempinho, talvez seja tempo para largares algum tempo, tempo esse para matutares se tempo foi tudo o que largaste.







