Ainda que quisesse conquistar seu papel no conto como uma donzela que se casaria com um príncipe, herdeiro é claro, e eventualmente viria a ser rainha, Guadalupe parecia ter uma tendência a detestar a maioria das princesas, em especial as mais delicadas e bobinhas. Por que elas pareciam falsas demais, Margarita não acreditava que tamanha ingenuidade e bondade pudesse existir até a vida adulta, soava absurdo demais aos seus ouvidos. Por isso que a herdeira de Almast parecia lhe irritar tanto, mesmo que não fizesse nada diretamente a ela, a cada sorriso oferecido pela loira, ela apenas tinha vontade de ver os dentes alheios apodrecerem, por que sentia que só ela via que tinha algo de errado com aquela garota. —Então, você havia ficado de me contar mais sobre seu reino, não se importa de compartilhar algumas informações, no? — O sorriso que oferecia a loira era amável, ainda que as intenções da Vogelmann estivessem longe disso, queria arrancar alguma coisa de Felícia, fossem verdades aterrorizantes ou diamantes, por que diamantes eram os melhores amigos de uma garota e nunca eram demais. —Ou vai dizer que não confia em mim, Felícia? Eu poderia ficar ofendida caso esse fosse o caso, já que até mesmo estava para escrever uma matéria e lhe ajudar no passado, lembra?










